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11/11/2012

“Eu sou a minha alma, você é seu corpo”

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A perspicácia do velho e emotivo Perlimplim conquista a desejável Berlisa numa artimanha mortal

O espetáculo O amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu jardim foi apresentado no sábado, dia 10, às 20h30, no Teatro Ópera em Ponta Grossa. A obra do escritor espanhol Frederico García Lorca teve a direção de Claudio Sásil. Representada pela Companhia ‘Ser ou não Cena de Teatro’, da cidade do Rio de Janeiro. Assistida por aproximadamente 650 pessoas, a peça teve duração de 56 minutos.

O espetáculo inicia como comédia e conquista a interação do público, que responde positivamente, com risos em várias cenas. Aos poucos, a história torna-se trágica, tanto na forma, como no conteúdo. Sete atores dividem o palco e, destes, cinco são estreantes. O cenário torna-se espaçoso pelo reduzido número de pessoas que atuam na peça. São pouquíssimos objetos em cena – o maior deles, uma mesinha de aproximadamente meio metro quadrado, que ora é cama, ora cadeira dos personagens.

Música, poesia, cores, luz e sombras integram a produção. Alguns personagens trazem, presos nas roupas, objetos que os identificam, como livros nos vários bolsos de Perlimplim, e cebolas e alhos em torno de sua criada. A atriz que faz a criada fala baixo, sendo necessário esforço para ouví-la nos fundos do auditório. A atriz que representa Berlisa tem a voz potente e afinada quando canta, agradável de se ouvir. Os outros atores cantam de forma mais tímida.

No enredo, o velho Perlimplim descobre na jovem e sedutora Belisa, o poder da paixão e do desejo que desconhecia. Na noite de núpcias ela o trai com cinco amantes, que são representados de início, por pássaros, e posteriormente, por chapéus que ficam enfileirados no palco. Cada amante representa uma raça humana. Perlimplim, ciente da desonra, mas apaixonado, cria o personagem de um amante imaginário que a seduz. Diferente dos outros amantes que falavam de terras distantes e riquezas, este valoriza a própria Berlisa e seu corpo, motivo que a leva a se apaixonar por ele.

Foto: Marco Favero

Foto: Marco Favero

Dois duendes mascarados representam os sentimentos dos personagens, e se movimentam em sincronia com os protagonistas, trazendo beleza às cenas. O cenário e a iluminação desfavorecem, mas a interpretação em geral é satisfatória. A transformação do velho Perlimplim num jovem sedutor ao final do espetáculo é marcante no trabalho, que deixou a desejar na dinâmica de todo o enredo. A conclusão da história ficou confusa, causando dúvidas na compreensão do desfecho. Quem matou e quem morreu no final?

Roseli Stepurski

Serviço:

Peça: O Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu jardim

Autor: Frederico García Lorca

Direção: Claudio Sásil

Grupo: Cia Ser ou não Cena de Teatro

Cidade: Rio de Janeiro – RJ

Duração: 56 minutos

Classificação: 14 anos

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04/10/2012

Siló (quase) ao lado do povo na TV local

Telespectadores denunciam problemas nos bairros através de ligações no celular da apresentadora durante o programa 

    O programa “Siló ao Lado Povo”, apresentado por Simone na TMV, canal 14 da TV a cabo local, com duração de uma hora, tem interação com o público através de ligações ao vivo. A apresentadora fala com os telespectadores, que ligam para reclamar sobre problemas na rua, comunidade ou qualquer outro de ordem pública municipal. Ela sempre responde que irão ao local para fotografar a ocorrência e tentar resolver o problema, encaminhando ao órgão responsável.

     O programa, em alguns momentos, chega a ser cômico. Com lenço na cabeça, roupas coloridas, acessórios extravagantes e maquiagem exagerada, Siló fala erroneamente o tempo todo, com palavras como “carquei”, “carece”, “inté” e “zóio”. O programa inicia com respostas de Siló aos telespectadores, referente a problemas que já foram solucionados através de solicitações aos responsáveis no âmbito público.

     No dia 3 de outubro, a edição alertou sobre as eleições e perguntou “o que o povo mais ‘qué’? O que o povo mais carece para os próximos quatro anos? O povo ‘recrama’ e agora tá na hora de mudar”. Ao telefone, a apresentadora comentou que todos têm que votar certo, mas que não podia citar nomes. Antes, o programa era feito com um candidato a vereador na cidade, agora ausente devido às eleições.

     Ligações são recebidas durante todo o programa. Siló intercala conversas pelo telefone com respostas a mensagens pelo celular, em que ela fala o quê escreve e lê o que recebe. Siló canta quando o telespectador pede pelo telefone, comenta coisas faladas para ela, imitando as vozes, e manda beijos, citando as pessoas pelos nomes. O programa é engraçado, a apresentadora consegue cativar através da simplicidade. É um projeto, de certa forma, assistencial.

Roseli Stepurski

Serviço:

Programa: Siló ao Lado do Povo

Emissora: TVM – canal 14

Apresentação inédita: Quarta-feira às 23h Reprise: Quinta-feira às 16h

Veja o programa online: http://www.redetvm.com.br/

15/09/2012

“Um dia um sonho saiu do papel, bateu asas e ganhou o céu”

Escritor curitibano Dalton Trevisan, considerado o Vampiro de Curitiba, é homenageado na Semana Literária

             A 31ª Semana Literária e Feira do Livro SESC, realizada de 10 a 13 de setembro no Centro de Cultura em Ponta Grossa, promoveu o espetáculo de contação de histórias entre outras atividades. Na quarta-feira, 12/09, às 10h, cerca de 80 crianças aguardavam a apresentação de Heloísa Pereira, contadora de histórias há três anos e coordenadora do grupo de teatro UNIDEV para deficientes na cidade.

“O Pequeno Vampiro Apaixonado”, adaptação do romance “A Polaquinha” do autor Dalton Trevisan, homenageado do evento, considerado o Vampiro de Curitiba. A história relata a paixão de um menino que se julgava um vampiro feio e triste “ou talvez” um vampiro verdadeiro, apaixonado por uma linda menina polaquinha.

Foto: Roseli Stepurski

            A sala estava escura, um vozerio total de alunos aguardando algo que não sabiam ao certo. De repente uma voz eminente toma a atenção de todos, o silêncio é instantâneo.  Apenas uma luz no centro do que seria o palco, os alunos foram dispostos de frente àquele espaço, sentados no chão. Heloísa entra na sala por uma porta atrás da plateia. Ela usa um vestido colorido com muitos detalhes, e na cabeça uma peruca loura, como a menina da história. A atriz toca flauta, violão, canto, dança e faz imitação de várias vozes por fazer sozinha vários personagens. Com voz forte, consegue envolver na maneira de falar e gesticular.

Houve sucesso todas as vezes que a plateia foi incitada a interagir, participaram com vigor. No final da apresentação algumas crianças pequenas se despediram da atriz com abraços e beijos, demonstração do poder de encantamento de um bom contador de histórias.

Roseli Stepurski

 

Serviço:

Semana Literária & Feira do Livro SESC – 31ª Edição

Programa: Contação de Histórias

Data: 12 de setembro

Horário: das 10h às11h

Local: Centro de Cultura – Centro – Ponta Grossa

18/05/2012

Museu em formato de Vila Histórica

Parque Histórico de Carambeí atrai turistas de toda região dos Campos Gerais

Construído em homenagem ao centenário da colonização holandesa no Brasil (1911-2011) e principalmente nos Campos Gerais, instalado num terreno de 100 mil m², o Parque Histórico de Carambeí (PHC) foi inaugurado dia 4 de abril de 2011, data oficial comemorativa do centenário. A primeira ala do Parque é constituída pela Casa da Memória, que está instalada num antigo e preservado armazém, o primeiro em alvenaria de Carambeí. O propósito é apresentar a evolução do modelo cooperativo da agroindústria de grãos, laticínios e derivados. Ao lado encontra-se o Museu do Trator e um canal, com uma ponte vinda especialmente da Holanda. O Koffiehuis é o recinto comercial onde são servidas as tortas (doces) que se destacam na gastronomia local.

O PHC é uma maquete em tamanho real das primeiras construções da Vila de ‘Carambehi’. E, no espaço, encontram-se o Museu das Borboletas; Estação de Trem; Chácara Holandesa; Igreja; Casa de Imigração; Museu da Presença Holandesa no Brasil; Museu do Leite; Matadouro; Escola; Marcenaria; Ferraria; Museu da Madeira; Monumentos. A área foi construída com o objetivo de preservar a memória de uma história de lutas e vitórias de imigrantes holandeses em um novo país.

Em qualquer área do PHC pode-se observar o horizonte amplo de campos abertos e agricultura local. Grama cuidada e jardins ajudam a compor um ambiente campestre, limpo e tranquilo. Os objetos dispostos, tanto nas áreas externas quanto dentro dos recintos, foram realmente utilizados pelos colonos. O PHC é um museu ambientalizado, local agradável para um passeio em qualquer época do ano.

Roseli Stepurski

Serviço:

Parque Histórico de Carambeí

Av. dos Pioneiros – Carambeí Pr

Fone: 42 3231-5063

Horário: de terça-feira a domingo das 11h às 18h.

Valor: R$ 20,00

Dos 6 aos 12 anos e estudantes com carteirinha, meia-entrada.