Posts tagged ‘Rodrigo Menegat’

22/11/2013

Touchdown na terra do gol de placa

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Livro sobre o futebol americano no Paraná faz resgate histórico, mas peca na hora da narrativa

        Livros-reportagem têm uma aura quase mística. Não é a toa que muitos futuros profissionais da imprensa assumem o desafio de escrever um. É o caso de Rodrigo de Souza, estudante do curso de Jornalismo da UEPG. Ele procurou resgatar a história do futebol americano no Paraná no trabalho de conclusão de curso. O resultado foi Conquistando Território, livro de 128 páginas recheadas de curiosidades que podem interessar aos admiradores do esporte.

        Além de relatar acontecimentos folclóricos, no melhor estilo Guia dos Curiosos – o primeiro time de Ponta Grossa jogava de vermelho, apesar de ser chamado de “Black Knights”; o clube mais antigo do Paraná tem como treinador um gringo desconhecido encontrado nas ruas de Curitiba – o texto faz amplo levantamento histórico. E se destacam as informações sobre os resultados dos primeiros campeonatos da região, por exemplo.

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Foto: Divulgação

        O acervo impressiona e certamente agrada ao fã do football. Entretanto, em momento algum a obra assume uma linguagem de narrativa. Não há aprofundamento nos personagens, diálogos ou flertes com a literatura, algo característico das reportagens em profundidade. O mais próximo disso é a crônica de uma partida, no último capítulo. Isso pode desinteressar o leitor casual, que procura, acima de tudo, ler uma história cativante.

      Conquistando Território merece aplausos por se arriscar em um tema ainda pouco explorado e recente. Também serve como almanaque histórico, cheio de informações pertinentes. Falta, porém, um tempero a mais para conquistar leitores que não fazem ideia do que é um quarterback.

Rodrigo Menegat

 

Serviço:

A banca de avaliação do livro aconteceu no dia 12 de novembro/2013. O autor pretende disponibilizar o PDF do texto na internet em breve. Contato: Rodrigo de Souza – souza11rodrigo@gmail.com

13/11/2013

Balé de marionete, tragédia humana

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Na penúltima noite do Festival , teatro de bonecos ousa, intriga o público e provoca reflexão

O Auditório B do Cine Teatro Opera, local das apresentações de ‘Às Dez Em Cena’, é o reduto dos grupos mais experimentais do Fenata. O clima intimista do palco menor favorece quem deseja inovar. Não foi diferente com a Cia. Fios de Sombra, de Campinas/SP, que se apresentou na noite de terça-feira, 12. Os paulistas brindaram os cerca de 150 presentes com um espetáculo minimalista e monocromático: “Cinza”.
A única atriz, Paloma Faria Quintas, não abre a boca. Coberta por capa e chapéu, ela se camufla no cenário composto por caixas e jornais empilhados. Quem rouba a cena é a marionete que ela comanda.
O boneco, também feito de jornais, desfila pelo palco e representa uma história comum e realista. Guiado pelos movimentos dançantes de Paloma que, além de atriz, tem formação de bailarina, o títere vive as desventuras de muitos moleques: pobreza, drogas, violência.

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Foto: Divulgação

A riqueza do teatro experimental é a inquietação que provoca. Os campinenses sabem disso e deixam a narrativa intencionalmente vaga. As linhas gerais ficam claras, mas não faltam momentos ambíguos.
O que, nas mãos de um grupo menos competente, poderia resultar em distração da plateia, revela-se um trunfo. A peça atrai o espectador por forçá-lo a questionar-se constantemente. Os corpos inclinados para frente e os cenhos franzidos do público atestavam a atenção conquistada.
Com trilha sonora marcante e ares oníricos, “Cinza” parece uma alegoria da miséria, pois retrata a incapacidade dos marginalizados de deixar uma existência de cores lúgubres. No final, a história sempre se repete. Mas vá saber! É provável que cada um dos presentes tenha saído do Opera com uma interpretação diferente.

Rodrigo Menegat

Serviço:
Grupo: Cia. Fios de Sombra, de Campinas/SP
Duração: 50 min. Direção: Rafael Mario Curci Carbonell
Iluminação: Lucas Rodrigues dos Santos. Sonoplastia: Eduardo Conegundes de Souza
Maquiagem: Paloma Faria Quintas. Operador de som: Elaine Vilela Rezendo
Elenco: Paloma Faria Quintas

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04/10/2013

Breja sofisticada para biriteiros exigentes

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Mestre-Cervejeiro.com, primeira loja ponta-grossense especializada em cervejas exclusivas, traz variedade de sabores para a cidade

          Com a abertura da franquia Mestre-Cervejeiro.com, em agosto de 2013, Ponta Grossa ganhou a primeira loja especializada em cervejas gourmet. O estabelecimento oferece bebidas especiais nacionais e importadas de mais de 10 países.

         Um olhar rápido pelas prateleiras, que exibem cerca de 150 rótulos diferentes, já permite deduzir qual é o público alvo. A cervejaria tenta cativar quem deseja ir além das populares pilsen, variedade onipresente nos botecos brasileiros.

         A estante de produtos nacionais se sobressai pelas embalagens coloridas e sabores exóticos. Destaca-se a cerveja Labareda – batizada em referência à receita que leva um ardente toque de pimenta –, elaborada em Porto Alegre pela micro-cervejaria Coruja em parceria com o ex-vocalista da banda punk, Os Replicantes, Wander Wildner. Outra que vale provar é MaracujIpa, produzida pelo grupo 2Cabeças, do Rio de Janeiro: amarga, de aparência turva e gosto pronunciado de maracujá.

Foto: José Tramontin

Foto: José Tramontin

         O balcão de importados traz produtos como as belgas La Trappe e Chimay, preparadas por monges da Ordem Trapista. Também vale atentar para as cervejas que levam o nome de bandas. É possível comprar as beras de grupos como SepulturaAC/DCRaimundos e Velhas Virgens. Destaque para a primeira: a cerva dos metaleiros mineiros leva notas de cravo na mistura.

      Entretanto, tamanha diversidade tem custo. Os preços variam de R$­ 8,50 até R$ 69,00, valor da australiana iStout. A Mestre-Cervejeiro.com é recomendada para os apreciadores mais fanáticos do produto, desde que não tenham medo de esvaziar os bolsos.

Rodrigo Menegat

Serviço: A Mestre-Cervejeiro.com é uma franquia presente em cinco cidades do Paraná e São Paulo. Em Ponta Grossa, fica na Av. Dr. Francisco Burzio, 805. A loja funciona de segunda a sexta, de 13h até 20h, e aos sábados, das 10h até as 18h.

13/09/2013

Existe competência, falta inovação

selo flicamposFolclórico sistema de som da II Flicampos cumpre demandas, mas poderia apostar em programação exclusiva

      Há relatos engraçados sobre o sistema interno de som da II Festival Literário dos Campos Gerais (Flicampos). Frequentadores da feira apontam que, vez ou outra, uma grande salada musical marcava presença nos autofalantes: Chico Buarque, Caetano Veloso e outros ícones da MPB foram intercalados com os não menos icônicos Xuxa e Sandy & Júnior, para citar um exemplo.

      A mistura, que rendeu boas risadas aos passantes e comentários irônicos nas redes sociais, foi apenas uma engraçada amostra da ortodoxa sonorização do evento. As caixas de som espalhadas por toda a estrutura cumpriram bem a tarefa de informar sobre os horários das atividades, e as palestras e apresentações culturais não sofreram com chiados, microfonias ou nada do tipo. Entretanto, o sistema não foi além do feijão com arroz.

      Na maior parte do tempo, a feira foi embalada por quase inaudíveis playlists, com músicas que se perdiam em meio ao burburinho dos visitantes. As chamadas rádios corporativas ou rádios internas, com programação voltada para eventos e locais específicos, poderiam ser uma alternativa para escapar da mesmice e, talvez, aumentar a interação com o público. Seria divertido entrevistar compradores, veicular informações sobre palestrantes e, em suma, montar uma programação diferenciada para o evento.

Foto: Keren Bonfim

Foto: Keren Bonfim

      Vale ressaltar que estruturar uma pequena rádio interna exige pessoal especializado e mais gastos, mas talvez tal empreendimento possa ser um diferencial para a feira literária, que tem pretensões internacionais. A sonorização cumpriu com o que devia e não deixou a desejar em sua função básica. O que faltou foi apenas a cereja do bolo.

Rodrigo Menegat

 Serviço:

A playlist da II Flicampos toca durante todo o evento, a não ser quando há palestras ou apresentações musicais.

21/06/2013

Pratas da casa e gostinho de nordeste

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Músicos locais chamam a atenção em noite marcada por ritmos nordestinos e muitos intérpretes paulistas

               Mesmo com as goteiras que pingavam em um Cine-Teatro Ópera mal conservado, as cerca de 150 pessoas que assistiram ao primeiro dia da etapa nacional do 26° Festival Universitário da Canção não tem do que reclamar quanto às atrações musicais. O público esteve abaixo das expectativas, mas as onze canções foram recebidas com entusiasmo.

              A maior parte dos músicos veio de São Paulo, mas a noite tinha ares de nordeste. Várias canções flertavam com ritmos do sertão, tanto nas cordas como na percussão, especialmente Salmoura, Agonília e Banzé de Despique. Destaque para a última, uma composição longa e sem refrão baseada em trecho do livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo.

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Foto: Lente Quente/ André Jonsson

             Os grupos locais classificados para a etapa nacional também se destacaram. A Coisa, que apresentou versão musicada do haikai Ode ao Ade, do poeta ponta-grossense Kléber Bordinhão, foi o grupo mais aplaudido.  O trio subiu ao palco de terno e tocou a música menos ortodoxa da noite, com estrutura fora do convencional e vocais de peso.

              Enquanto a maioria dos artistas caprichava no visual alternativo, com calças berrantes e saias floridas, Phayga Grubert se apresentou de tênis e jeans, mas sua interpretação foi tão boa quanto à do pessoal mais excêntrico. Juntamente com os músicos Fernando Gomes e Aline Garabeli, a garota tocou o samba Se Vai Idade e ganhou a simpatia da plateia. Na noite anterior o trio já havia vencido o júri popular da etapa regional do festival.

              Se apresentaram músicos de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas o sabor da noite foi de nordeste com toques de Campos Gerais.

Rodrigo Menegat

 Serviço:

A etapada nacional do FUC continua na sexta-feira, dia 21/06 às 20h, no Cine-Teatro Ópera.

Os ingressos custam R$ 6,00 a inteira e R$ 3,00 a meia e podem ser adquiridos na entrada do Teatro.

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24/05/2013

“Está no ar a Rádio Resis… quê?”

antenaOrganizada por estudantes de jornalismo da UEPG, a Rádio Resistência é  desconhecida por alunos de outros cursos

     Quando o barulho começou, cabeças viraram. Olhares recaiam sobre as caixas de som e microfones. A expressão era de curiosidade. A Rádio Resistência, dona do slogan “a única rádio que você vê”, é organizada por estudantes de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Os alunos levam equipamento de som para o pátio da universidade, no Campus Central, e improvisam um programa com música e entrevistas. De terça (21/03/2013) à quinta-feira (23/03), após as palestras da X Semana da Integração e Resistência (Seintre), a rádio esteve em frente à saída dos Blocos B e C da universidade.

     Apesar da desenvoltura dos apresentadores, que buscavam interagir com o público, apenas meia-dúzia de estudantes de outros cursos pararam para ouvir e assistir. As edições mais recentes da Rádio Resistência aconteceram após eventos promovidos pelo curso de Jornalismo. Geralmente, os entrevistados são profissionais ou pesquisadores de comunicação. Isso faz com que a audiência diminua e que estudantes de outras áreas não se interessem pelo programa.

217351_404762046303610_851804262_nGrabriel Panice

     Nas edições que ocorreram durante a Seintre 2013, houve sinais de evolução. Participaram profissionais das áreas de saúde, filosofia e ciências sociais, além de estudantes que fazem parte do Projeto Rondon. Ainda assim, está na hora de marcar território e transmitir com periodicidade definida. Somente desta maneira a comunidade estudantil irá conhecer e prestigiar o trabalho.

     Vale lembrar que o curso de Jornalismo da UEPG não tem rádio universitária. A Rádio Resistência poderia tentar substituir, ou, ao menos, mostrar que há espaço para a implantação de uma emissora ‘de verdade’.

Rodrigo Menegat

 Serviço:

A Rádio Resistência aconteceu após as palestras da X Semana de Integração e Resistência, promovida pelo Centro Acadêmico João do Rio do curso de Jornalismo da UEPG, nos dias 21, 22 e 23 de Maio de 2013.

10/05/2013

A comunidade é meu palco

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Em cidade com cardápio cultural limitado, evento solidário nos CRAS estimula talentos populares

     Uma notícia para quem reclama do cenário cultural ponta-grossense é que, embora o número de eventos nos locais mais nobres da cidade seja menor do que o ideal, os bairros começam a trazer manifestações da comunidade. Desde o início de maio/2013, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) organizam shows de talentos com apresentações da população. Os eventos integram a 27° Semana de Cultura Bruno e Maria Enei.

     No CRAS da Nova Rússia, localizado em uma casa escondida pelas árvores ao lado do terminal de ônibus do bairro, aconteceram duas apresentações no dia 7/05, terça-feira. Mulheres atendidas pela instituição improvisaram um coral de música gospel e sertaneja. Um senhor de cabelos longos, barba espessa e óculos escuros usou o violão para contar histórias de vida. A plateia, que incluía um vereador e representantes da Secretaria Municipal de Cultura, aplaudiu a iniciativa.

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Foto: Rodrigo Menegat

     O evento tem pretensões terapêuticas e busca resgatar a autoestima da população carente.  Apesar do amadorismo, evidenciado no sistema de som precário e na correria das crianças que tropeçavam nas pernas dos artistas, a iniciativa de valorizar a produção cultural dos bairros é louvável.

     A busca de talentos escondidos nas comunidades afastadas pode ser uma alternativa às grandes e vazias casas de  espetáculos do centro. A empolgação dos responsáveis pelo show, que pediam indicações de pessoas com talentos conhecidos apenas por um pequeno grupo, mostra que a cultura popular só precisa de um empurrão para aparecer.

Rodrigo Menegat

 

Serviço:

Dia 11/05, sábado, acontece o Show de Talentos da Cidade de Ponta Grossa, às 20h, no Centro de Cultura. Apresentam-se participantes dos shows que aconteceram durante a semana nos vários CRAS da cidade.

19/04/2013

Americanização e pouca diversidade… c’est la vie

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Projeto Cinemas e Temas organiza mostra de cinema francês, mercado que, diferente do Brasil, não se rende à Hollywood

Os cinemas de Ponta Grossa são uma extensão de Hollywood. Dos nove filmes em cartaz nas salas da cidade, em meados de abril, sete são produções de estúdios americanos. Oito, se contar com a coprodução EUA/Brasil, Angie. São raras as obras de outros países exibidas por aqui. Filmes nacionais? Só as comédias previsíveis de sempre.

Em terras princesinas, não é fácil assistir produções que fujam do padrão norte-americano. Uma solução é apelar para o catálogo das locadoras. Outra é frequentar projetos alternativos que reúnem cinéfilos da cidade, como o Cinemas e Temas, organizado por professores e estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O grupo apresenta, em abril e maio, a série ‘O Cinema Fala Francês’, com exibição de filmes produzidos no país europeu.

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Divulgação

Vem da França, retratada pelo projeto, um exemplo de mercado cinematográfico que não se rende à influência estadunidense. É simplista falar de um suposto ‘gênero francês’, mas os filmes produzidos por lá são diferentes das superproduções de Hollywood: tem desenrolar lento e tramas mais intimistas. Mesmo assim, 40% dos filmes em cartaz nas salas de cinema do país são locais: número impressionante se comparado à realidade brasileira. Isso se deve ao apoio governamental e a um verdadeiro protecionismo cultural, que mantém as pressões econômicas longe das telonas.

No Brasil, o poder dos grandes estúdios faz com que a programação das salas de cinema se torne homogênea. A situação nacional se repete em Ponta Grossa. A busca por públicos massivos sacrifica a diversidade cultural, condenada a permanecer nos circuitos alternativos.

Rodrigo Menegat

Serviço:

Calendário da série ‘O Cinema Fala Francês’, do projeto Cinemas e Telas:

27/04 – O Prazer (1953), de Max Ophüls. Comentários: Profª Andréa Müller (UEPG)

25/05 – Amour (2012), de Michael Haneke. Comentários: Prof. Jhony Skeika (SECAL/UEPG).

Os filmes são exibidos na mini-auditório da UEPG, sala B-108.

27/03/2013

Das festas juninas para as ruas

moda e estilo.

Antes considerada coisa de caipira, camisa xadrez pode ser usada em qualquer ocasião

 É só dar uma volta na rua para ver como se trata de uma peça versátil: algumas pessoas usam aberta, outras, fechada. Dobram as mangas, usam sobreposições, brincam com o contraste das cores. Há até quem combine com peças consideradas formais, como blazers. As camisas xadrez estão em todo lugar, e podem ser vestidas de todas as maneiras imagináveis. Só uma coisa não muda: o ar despojado que conferem.

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Foto: Rodrigo Menegat

Antes de virar moda, a camisa xadrez era associada a várias ‘tribos’: em Seattle, nos EUA, o jeans rasgado e a camisa de flanela denunciavam quem era grunge. Os adeptos da música country, com suas calças justas e botas, também a vestiam. No Brasil, ostentava um ar caipira: há um tempo, era roupa de festa junina. Hoje, uma volta no shopping mostra que a roupa saiu desses nichos e se tornou popular com praticamente todos os segmentos.

As combinações possíveis são várias. A peça ainda está ligada ao estilo rock alternativo ou sertanejo, mas dá para conseguir muitos efeitos diferentes vestindo-a. Aberta, com camiseta básica por baixo, garante um visual despreocupado. Em ocasiões que exijam trajes mais comportados, quem não quiser ser refém da camisa social e do paletó pode usar modelos com corte mais convencional e blazer, para manter a elegância sem ficar arrumado demais.

O modo de vestir diz muito sobre a personalidade, e a camisa xadrez revela descontração. É uma maneira de ser casual sem parecer desgrenhado, de ser formal sem parecer careta. Se mantido o bom-senso, sem exageros na combinação com outras estampas, e escolhendo o modelo certo para a ocasião certa, nada pode dar errado.

Rodrigo Menegat

Serviço:

As camisas podem ser encontradas em várias lojas de roupa da cidade.

O preço varia de acordo com a marca, mas geralmente fica entre R$60,00 e R$250,00 

08/03/2013

Variedades ou informe publicitário?

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Programa de Cristina Mota não cumpre o que promete e pouco faz além de propaganda em forma de entrevistas

O programa ‘Variedades’, apresentado por Cristina Mota, promete “atrair o olhar dos telespectadores pela diversidade de informações”. Entretanto, informação é que o há de menos: só se vê publicidade durante quase todo o programa, que existe há oito anos e é exibido na TVM, canal 14 da tv a cabo local. Na quarta-feira, 06/03/13, Cristina entrevistou três convidados. Todos são empresários locais que aproveitaram o espaço para fazer propaganda de seus serviços.

A primeira atração foi a única com o mínimo de relevância: uma “organizadora profissional” dava dicas de como por em ordem armários e gavetas. Dois problemas, entretanto: o quadro dura muito tempo, 15 minutos, o suficiente para cansar qualquer telespectador; e as constantes intervenções da apresentadora com murmúrios de concordância e comentários sobre sua vida particular.

A entrevista é sucedida pela única “reportagem” do programa. Cristina passa 12 minutos – tempo demais, de novo – dentro da loja de um dos anunciantes, comentando as promoções que o estabelecimento oferece. Depois dos comerciais, o programa volta para o estúdio com a segunda convidada, que passa longos minutos falando sobre a promoção que sua boutique organiza anualmente para comemorar o Dia Internacional da Mulher.

O mesmo acontece no bloco seguinte. A terceira entrevistada, ainda que dê dicas interessantes sobre como aumentar a vida útil de remédios, passa tempo demais falando sobre a excelência dos serviços que sua farmácia de manipulação presta. Propaganda disfarçada de entrevista.

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Para cumprir a promessa de cativar pela qualidade do conteúdo, Variedades precisa deixar a propaganda de lado. Caso contrário, vai continuar sendo um programa que não informa e não entretém, e que apenas serve como informe publicitário e catálogo de produtos.

                                                                                                                                  Rodrigo Menegat

Serviço:

TVM – Canal 14 – Exibido nas quartas-feiras às 20h e aos sábados às 19h.
Assista ao vivo em http://www.redetvm.com.br

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