Posts tagged ‘Raphael Gierez’

23/11/2012

De explosivo apenas o nome

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O filme Relação Explosiva, do ‘faz-tudo Dax Sheppard’, promete pouco e cumpre menos ainda

Grandes nomes do cinema, como Clint Eastwood (Gran Torino) e Quentin Tarantino (Cães de Aluguel), são reconhecidos internacionalmente por não só por serem grandes diretores, mas também por atuarem nos próprios filmes que dirigem. Baseado nessas características, Dax Sheppard produziu e atuou no filme Relação Explosiva, mas tendo em vista a qualidade da obra, era melhor se Dax tivesse ficado apenas em frente às câmeras.

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Foto: Divulgação

O filme traz a história de Charles Bronson (Dax Sheppard), que larga o serviço de proteção à testemunha para levar a namorada, Annie Bean (Kristen Bell), a Los Angeles para que ela conquiste o emprego que tanto almeja: chefe do departamento de não-violência da UCLA. Além disso, Bronson tem que fugir do criminoso o qual ele foi testemunha de acusação.

Relação Explosiva busca aliar situações de ação com comédia irônica, como no filme Snatch (Guy Ritche). Entretanto, a fórmula não funciona bem. O que se vê em tela são fugas e confrontos nada impactantes e cenas de comédias que beiram a vergonha alheia, devido à insistência em fazer graça e o resultado ser desastroso.

Obviamente, o trabalho não pretende passar nenhuma mensagem, além de diversão rápida aos espectadores. Porém, devido a total falta de carisma do protagonista, Hit and Run não consegue nem isso. Talvez a baixa qualidade da obra deve-se ao orçamento de dois milhões de dólares, valor baixo, se comparado a outros filmes hollywoodianos. Ao menos a trilha sonora, movida a reggae e rock, que contêm alguns nomes conhecidos como Kool and The Gang e Dazz Band, são bem sincronizadas ao filme, o que torna a obra menos monótona aos olhos do espectador.

Raphael Gierez

 

Serviço:

Relação Explosiva

Duração: 100 minutos

Classificação: 14 anos

Exibição: Shopping Total, sala 5, 19 horas

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07/09/2012

A internet também é um palco

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Humorista de Ponta Grossa já se destaca na região e usa a internet pra alcançar outros públicos

Versátil. Assim pode ser definido o humorista castrense, radicado em Ponta Grossa, Diego Castro. O ex-aluno da UEPG foca seu trabalho na comédia em pé (stand up), mas, além disso, Diego também produz conteúdo voltado à internet, com pequenas esquetes de cotidiano do ponta-grossense, sejam elas de “cara limpa” ou interpretando algum personagem.

O canal do Youtube em que o ator expõe os vídeos é o SuperficialmenteDC. Os vídeos das apresentações de comédia stand up sempre revelam um público razoavelmente grande, tendo em vista o tamanho da cidade. E divertido, pois as risadas surgem a todo momento. O ritmo de piadas rápidas, aliado a particularidades da região, são os pontos fortes do texto de Castro. Entretanto, os vídeos são curtos, fato que deixa no espectador um “gostinho de quero mais”.

Apesar de o texto demonstrar qualidade semelhante aos de nomes mais conhecidos no estilo, outros pontos requerem melhoras. A excitação de ver a plateia animada, por vezes, parece fazer o artista atropelar o texto e tirar a chamada “pausa para respirar” do público. Outra falha observada nos vídeos é produção dos mesmos. Som e imagem poderiam ser aperfeiçoados, o que possivelmente renderia mais visualizações no youtube, o que já alavancou a carreira de muitos dos atuais humoristas famosos, como Rafinha Bastos e Danilo Gentili.

A maior particularidade de Diego Castro fica por conta do sotaque, muito característico da região princesina. Com isso, o público dos Campos Gerais se sente identificado com o humorista. Resta saber se nacionalmente isso será um ponto positivo ou negativo.

Raphael Gierez

Serviço:

Canal do Youtube – http://www.youtube.com/user/SuperficialmenteDC

Contato: http://diegocastrodc.com.br/

10/08/2012

Uma verdadeira armadilha (para o espectador)

Apesar de originalidade e bons atores, filme irrita pelas ações bobas tomadas pelos personagens

Filmes do gênero “claustro terror” necessitam principalmente de personagens versáteis e perspicazes, mas é justamente isso que falta à ATM, Armadilha. A trama traz a história de três jovens, que, no caminho de volta após uma confraternização, resolvem retirar dinheiro em um caixa eletrônico, e acabam se deparando com um homem os encarando no estacionamento na saída.

O filme traz um momento de pura tensão, quando David (Brian Gerathy), sua pretendente Emily (Alice Eve) e o (detestável) amigo Corey (Josh Peck), veem pela primeira vez o algoz do trio em pé, imóvel, no sombrio estacionamento. A cena levanta uma discussão entre David e Corey, sobre se o homem é ameaçador ou apenas alguém esperando a vez para usar o caixa eletrônico. Uma discussão que, mais profundamente, lembra se o mundo moderno é um lugar onde a segurança deve ser resguardada ao máximo, ou se a vida é apenas um fato de ordem aleatória e irracional.

Infelizmente, o diretor não prolonga a cena, já que o encapuzado homem do estacionamento em pouco tempo assassina brutalmente um senhor que passeava com o cachorro, fato que revela o objetivo do psicopata. A seguir, o filme fica tedioso, pois o trio preso na agência e não toma nenhuma atitude plausível sobre o que fazer com o homem que os ameaça do lado de fora.

ATM, Armadilha apesar de contar com uma sinopse interessante, tem uma execução falha. Personagens com pouca inteligência, situações improváveis e um vilão que durante todo filme não revela o real objetivo, não despertando os sentimentos de agonia, muito menos de angústia no espectador, mas um sentimento da raiva, não pelo psicopata e sim por ter assistido o filme.

Raphael Gierez

Serviço:

Filme: ATM, Armadilha

Gênero: Terror

Local: Cinema Lumiere (Shopping Total – Nova Rússia)

Horário: 14h30 – 16h50 -18h55 – 20h55

Classificação: 16 anos

Duração: 87 minutos

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06/04/2012

Condenação via chocolate

Com o objetivo de informar, opinar e edificar, a revista ‘Rabone’ consegue só o primeiro objetivo: opinar

            De publicação trimestral, a revista Rabone circula por Ponta Grossa e região há três anos. A Rabone é voltada ao público cristão, em especial, o público jovem de igrejas pentecostais. Na edição que abrange os meses de março a maio/2012, a revista trata da Páscoa, traz testemunhos de cristãos, entrevista com bandas do gênero gospel, além de crônicas voltadas a autoajuda.

A revista tem como destaque da edição a matéria “Páscoa – muito mais que ovos de chocolate”. Na matéria, a publicação busca fazer um resgate histórico sobre a data, além de doutrinar o leitor sobre qual seria o real sentido da festividade. A revista traz um bom retrato histórico sobre a celebração. Entretanto, a matéria peca na apuração breve sobre o assunto, outro ônus da reportagem é tentar colocar culpa em quem passa a páscoa comendo ovos de chocolate.

            A Rabone, seguindo os ideais cristãos, através de suas crônicas e matérias, critica o modo de vida das pessoas que não seguem a religião, caracterizando-as como pessoas vazias, sem alegria, perdidas e depressivas. Mesmo a revista sendo religiosa, a publicação poderia ter mais zelo ao retratar os descrentes (ou não fiéis da referida religião), pois a publicação atinge vários grupos de visões diferentes e opiniões como essas tendem a separar ainda mais os fiéis das pessoas que não são fiéis da mesma crença.

De boa qualidade gráfica e diagramação dinâmica, a revista tem como um dos destaques o design. Toda a equipe de produção da Rabone é voluntaria. E a revista se mantém rodando graças aos anúncios presentes na edição. Entende-se, de certo modo, o motivo de a publicação ter 22 páginas e inserções de apoio em 20 de suas páginas.

Raphael Gierez

Serviço:

Revista Rabone – Ano 03 – Edição Março/Maio 2012

22 páginas

Tiragem: 5000 exemplares

Jornalista Responsável: Gisele Wardani

Direção de Arte/Diagramação: Luciano Borges