Posts tagged ‘Rafaela Oliveira’

22/11/2013

Em busca de diversidade (musical)

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Em 2013 a organização da München procurou trazer apresentações musicais mais ecléticas ao público, mas sertanejo ainda predomina

        Agradar a todos, em um evento como a München Fest, não é uma tarefa fácil. Afinal, as pessoas gostam de gêneros musicais diferentes e a escolha oficial nunca será suficiente. Mesmo assim, a 24ª edição do evento conseguiu de forma bem sucedida agrupar apresentações de músicos e bandas dos mais diversos estilos musicais em uma programação mais eclética neste ano.

      Os shows München 2013 passam pelo funk ao rock nacional, de Fábio Jr. à Armandinho.  Os estilos, não tão prestigiados em anos anteriores, atraem um público diferente durante todas as noites de atividades. Essa rotatividade de pessoas faz, não apenas com que o lucro seja maior, mas com que o evento cresça diante da comunidade ponta-grossense, que diversas vezes reclamou de não possuir opções, atrações diferentes durante as apresentações.

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Foto: Divulgação

         Na München Fest anterior o gênero predominante, quase único, foi o sertanejo universitário. Ainda não se pode comemorar uma elevada redução dessa vertente musical para garantir uma maior variedade. Porém, comparativamente, essa extensão tem menos apresentações que no último ano, mesmo assim, ainda é dominante no evento. Em 2013 serão três os shows de cantores e duplas sertanejas durante os 10 dias de München.

      Como nada atende a todos, ainda existirão muitos comentários que a programação é ruim, que não foram chamadas seus artistas, ou não possuem apresentações que contemplem o seu estilo musical. Mas é preciso entender que nem sempre é possível atender a todos os variados segmentos de público.

Rafaela Oliveira

Serviço:

A München Fest acontece do dia 29 de novembro ao dia 8 de dezembro.

Para ver a programação acesse: http://www.pontagrossa.pr.gov.br/files/munchen/programacao-24-munchen-2013.jpg

13/11/2013

Três Marias contadoras de histórias

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O último espetáculo para crianças, no Fenata 2013, foi encenado pelo grupo carioca ‘Crias da Casa’, no Teatro Marista

Três vidas, três diferentes situações, três amigos. Os contadores de histórias Zé Maria, Antonio Maria e Maria Aparecida vivem e inventam histórias para contar pelo mundo. A trupe conta, nesse espetáculo de muita de música e desdobramentos inesperados, a história do Anjo Gabriel, que se apaixona por sua primeira tutelada, a menina Janaina. Centenas de crianças de diversas escolas de Ponta Grossa lotaram o Teatro Marista para a peça do grupo carioca.

Os atores do grupo ‘Crias da Casa’ ocuparam todo o espaço cênico durante a apresentação. A troca dos acessórios, que identificam as personagens, acontece de forma discreta durante a própria encenação. Isso permite ao público infantil reconhecer facilmente qual personagem entrará em cena. No entanto, algo que complica o entendimento por parte das crianças menores é a forma como o texto foi escrito. O uso frequente de frases em ordem indireta e palavras refinadas e raras aos ouvidos do pequeno público requer maior atenção e concentração e um vocabulário ainda em formação nessa idade.

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Foto: Luiz Siqueira

As crianças interagiram durante todo o espetáculo, devido a presença de muitas canções. Palmas compassadas marcaram a apresentação, assim como as gargalhadas infantis, que ecoavam por todo o teatro. As graças simples e fáceis, por tropeços e tonturas forçadas, ganharam os sorrisos do público.

O auge do espetáculo foi durante a morte da personagem Janaína, em que as crianças não identificaram no primeiro momento o que o que acontecia no palco, gerando um burburinho de vozes e questionamentos. Mas os sussurros cessaram quando Janaína reaparece no palco, como um anjo. Suspiro e risos tímidos foram soltos durante o rápido beijo entre o anjo e sua antiga protegida. As crianças aplaudiram e gritaram ao fim do espetáculo, mostrando empolgação após o contato com a última apresentação infantil do Fenata 2013.

Rafaela Oliveira

Serviço:

Espetáculo: Três Marias

Grupo: Crias da Casa Produções Artisticas Ltda – Me – Rio de Janeiro – RJ

Autor: Gabriel Naegele

Direção Geral e Artística: Gabriel Py Damacena Naegele, Maria Cristina de Souza

Local/data: Apresentado no Teatro Marista no dia 12 de novembro às 14h

Duração do espetáculo: 55 minutos

Recomendação: Livre

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09/08/2013

Reflexão sobre a maior das aventuras

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Um livro que não serve apenas para ler, mas também para analisar nossas próprias atitudes

      José de Bôrtoli propõe mexer com os neurônios do leitor em seu livro A maior das aventuras. O título e a capa possibilitam imaginar que se trata de um romance, porém o livro tem caráter de autoajuda. O autor incita o leitor a usar o cérebro por completo, simplesmente alterando o modo como se fazem as coisas, saindo da rotina. O texto da obra tem tom leve, escrita de maneira simples e clara. Os textos ficam justificados e centralizados em cada página, porém o tamanho dos textos em cada página varia muito, algumas têm no máximo cinco linhas.

      “Me desafiei a fazer uma palestra e me desafiei a escrever um livro. Proferi várias vezes a palestra e estou na metade do livro, e não sou palestrante nem escritor”. Com essas palavras o autor chama o leitor a mudar, a aventurar-se, a mudar a mão com que se escreve, a desejar um bom dia para o seu próprio dia, não importa o horário e não importam quantas vezes você queira. Apesar de ser um livro de autoajuda, o livro prende a atenção do leitor, faz com que ele/ela queira chegar ao fim da história.

      José de Bôrtoli, em sua escrita simples, ganha o leitor ao longo de todo o livro, trazendo reflexões importantes sobre atitudes comuns. No último capítulo, intitulado A lata de lixo, sugere-se depositar toda a negatividade, estresse, maus pensamentos e atitudes. O fim do livro remete o leitor a uma carga emocional muito grande, pensando em de fato em seguir as orientações do autor, mudar não só as atitudes, mas surpreender os neurônios com atividades inusitadas, desafiando a você mesmo com um bom dia em qualquer hora do seu dia.

Rafaela Oliveira

Serviço:

O livro pode ser encontrado na Livraria Curitiba, Shopping Palladium

24/05/2013

Um jornal que ainda pode melhorar

na-telaTelejornal exibido pela TV Vila Velha apresenta diversos aspectos que necessitam de revisão

      O jornal Vila Velha News é um noticiário curto com aproximadamente meia hora de duração, podendo sofrer algumas variáveis. Exibido em duas edições, uma às 12h30 outro às 19h30. Logo no inicio do programa o enquadramento se destaca. A apresentadora se posiciona em pé, atrás de uma mesa triangular, ficando em frente ao letreiro do programa durante todo o noticiário. O Vila Velha News se diferencia de outros telejornais, pois a âncora fica em pé e também no início do jornal ela não se apresenta, e o nome também não é informado por legendas. A apresentadora fala sempre em um único tom, dando a impressão de ter decorado a frase da chamada que precisa dizer.

     As noticias são predominantemente das cidades de Maringá e Londrina. Os assuntos variam muito, apesar da pouca duração no programa. Reportagens policiais, de saúde, algumas de cidade, entre outros. Na qualidade das reportagens destaca-se a câmera poucas vezes focada, o que prejudica a visão do telespectador, que precisa forçar os olhos para entender as imagens. Algumas reportagens apresentam apenas uma fonte, que na maioria dos casos é oficial ou a fala de algum especialista.

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     São informados durante o telejornal a previsão do tempo e os preços do mercado agropecuário. A previsão apresentada é apenas a máxima e mínima do dia e do dia seguinte, sem previsões sobre chuvas, e temperaturas em cidades vizinhas. Os preços do mercado são passados com o auxílio de um recurso visual, que é indispensável para compreender, visto que a apresentadora o faz rápido demais.

                                                                                                 Rafaela Oliveira

 Serviço:                                              

O Vila Velha News é exibido pela TV Vila Velha, canal 16 da TV a cabo.

De segunda a sexta, 1ª edição às 12h30; 2ª  edição às 19h30.

10/05/2013

Jornal? Não, informe publicitário

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Dinheiro público paga a impressão de informe publicitário do Governo

   O informe publicitário “Cultura”, do Governo do Estado do Paraná, é impresso no formato de jornal tabloide, com oito páginas. A capa chama atenção pela foto, que ocupa mais de meia página. Pago com o dinheiro do contribuinte, o informe não publica nada além de propaganda das iniciativas, projetos e ações culturais do Governo. As notas têm caráter de agência, mas não há identificações que comprovem a suspeita.

    No interior do jornal, é possível perceber que o design gráfico permanece o mesmo para a maioria das páginas. Foi utilizado apenas um modelo de página diagramada, porém a única diferença entre elas é a o tamanho de uma foto na página 6. Com exceção das páginas centrais, todas as demais possuem três notinhas e uma imagem no cabeçalho, seguido por uma grande foto. Na parte inferior da página, estão dois destaques. Os títulos fogem da ordem direta – sujeito, verbo e predicado – e são escritos de forma criativa. No entanto, eles não são informativos, o que torna necessário a leitura do texto para compreender o sentido dos títulos.

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Foto: Rafaela Oiliveira

      A leitura dos textos traz a impressão de serem escritos por uma única pessoa, pois muitos termos e vícios de linguagem se repetem, como ‘fomenta’, ‘leva/levando a’, ‘conta/contaram com’. O informe não apresenta o expediente. Dados como a tiragem do jornal, os pontos onde são distribuídos e a data de publicação não estão presentes no informe publicitário. Assim, o dinheiro público paga por um jornal que informa apenas mudanças e ampliações em programas e ações culturais do Governo do Estado.

Rafaela Oliveira

 

Serviço:

Em Ponta Grossa, o jornal está disponível no hall de entrada no Cine-Teatro Ópera (Centro).

19/04/2013

Charges de eleição de 2008 em formato de livro

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Charge é um desenho ou ilustração, corriqueiramente publicada em jornais como forma de crítica político-social com o objetivo de satirizar, por meio de traços, em geral exagerados, o personagem representado. Foi o que fez o autor do livro The cartunist is over capacity, J. Robson Sádico. As charges do livro são uma compilação do trabalho que o autor publicou durante um ano no Jornal da Manhã, no período eleitoral 2008-2009.

As ilustrações feitas evidenciam as expressões faciais. Os rostos desenhados são caricatos, ressaltam características marcantes da pessoa que será personagem da charge. O livro possui 35 charges do período eleitoral. Mais de 30% apresentam como personagem principal o ex-prefeito Pedro Wosgrau, na época candidato a reeleição. Nota-se uma forte crítica ao governo do então administrador, contestando também suas ações e evidenciando em algumas charges que o candidato é alvo de ataques nos debates eleitorais.

O apoio verbal acontece em 100% das imagens, seja em forma de título ou fala dos personagens. O uso de frases e diálogos ajuda o leitor a compreender o sentido da charge, facilitando o entendimento e fazendo com que a mensagem seja transmitida de maneira eficaz. No entanto, quem não está situado aos acontecimentos de 2008-2009 fica facilmente confuso. Quando publicado no jornal, há cinco anos, o sentido das ilustrações ficava claro, pois diariamente o leitor tinha acesso a informações sobre o assunto. É preciso que o leitor lembre os acontecimentos para que possa contextualizar.

Rafaela Oliveira

Serviço:

Preço: R$ 10,00

Onde comprar: Diretamente com o autor

Contato: fullgraphics@gmail.com