Posts tagged ‘Projetor’

07/10/2014

O Herói Grego filho de Zeus ou o bandido mercenário?

projetor

Filme Hercules (2014, Paramount) traz o lendário herói grego com sentimentos mundanos. Falhas de caráter dão o sal a trama que termina com o clichê final feliz.

A história já consagrada do semideus grego passa por mais uma releitura. Dessa vez, o protagonista, interpretado por Dwayne Johnson, têm toda a fama de herói típica do filho de Zeus. No entanto, Hércules não é perfeito. Carrega consigo dezenas de missões cumpridas em troca de dinheiro, erros do passado e falhas de caráter. Em síntese, Hercules é apresentado como um mortal ser humano.

rockhercules1

Hércules, que costuma receber todo o crédito pelas missões que enfrenta e os monstros mitológicos que abate, leva junto uma equipe de guerreiros que, além de amigos, dividem o bônus do êxito das missões – Hércules não trabalha sozinho. Seus companheiros foram “adotados” pelo personagem principal ao longo de suas batalhas, veem em Hércules uma espécie de padrinho, e até mais que isso, um salvador, tutor.

O Longa não deixa explícito se Hércules é ou não filho de Zeus, mas sua força sobre-humana é notável. Ele ainda carrega na consciência a morte da família, que o perturbar diariamente. Hercules faz aliança com o rei de Trácia para treinar seu exército e derrotar o inimigo, convencendo o herói de que Trácia era a vítima. E Hércules terá várias surpresas ao longo do filme, que colocarão a prova seu caráter, e mostrarão que – com todas as falhas – Hercules é extraordinário.

A sacada de apresentar o protagonista como um herói de poderes limitados, e de conquistas compartilhadas com parceiros é boa. Traz certa sobriedade á mitologia. No entanto, o desfecho poderia ser melhor aproveitado sob essa perspectiva, pois, com a já esperada grande batalha final, o clichê se realizou mais uma vez. Não necessariamente uma decepção, mas uma reflexão antropológica descontinuada.

Matheus Dias

SERVIÇO:

O filme está em cartaz nos cinemas da Cidade e, em breve, nas mídias digitais.

Anúncios
Etiquetas:
27/06/2014

Alguns infinitos são maiores que outros

 projetor

Com personalidades completamente diferentes uma amizade surge e seguem uma jornada juntos

O filme: A Culpa é das Estrelas estreou no dia 4 de junho deste mês. Inspirado no best-seller de John Green, o filme tem emocionado pessoas no mundo inteiro. Hazel Grace (interpretada por ShaileneWoodley), a personagem principal, é diagnosticada com câncer terminal, os médicos podem aumentar o seu tempo de vida controlando o crescimento dos tumores, e o que a mantêm viva é um aparelho respiratório que carrega para todo lugar como se fosse uma mala. Numa rotina de remédios, livros e quimioterapia, obrigada pela mãe Hazel ia a um grupo de apoio cristão para fazer amizades e conhecer pessoas que também tinham a doença, mas ela não imaginava como isso mudaria a sua vida.

jaq

 Foto: divulgação

Em um dos encontros normais do grupo, Hazel conhece Augustus Waters (interpretado por AnselElgot), que também tivera câncer, e perdeu uma das pernas devido a isso. Cada um possui uma visão da doença, Hazel tem medo de fazer amizades ou de se apaixonar, porque não quer causar dor em ninguém, enquanto Augustus deseja deixar sua marca no mundo, ser reconhecido por algo que tenha feito.

     Do dia para a noite Gus muda a rotina e a vida monótona de Hazel, mesmo com personalidades completamente diferentes, eles ficam amigos rapidamente, e entram numa jornada juntos de apoio um ao outro. Vivem as emoções do primeiro amor, e a cumplicidade que só alguém que já teve a doença poderiam viver.

 

     O filme é extremamente parecido com o livro, e diferente da maioria dos romances adolescentes, encantou e emocionou a todos que assistiram. Em alguns momentos do filme o cinema inteiro se encontrava em silêncio e só a respiração das pessoas podia ser ouvida, todas completamente envolvidas com a história.

     Impossível não se emocionar com a história e seu enredo, a lição que os adolescentes ensinam durante o filme. Esqueça os romances adolescentes água com açúcar porque A Culpa é das Estrelas, vai te encantar de um jeito que você não imagina.

Serviço: Em exibição nos cinemas da cidade

Jaqueline Guerreiro

20/06/2014

Jazz, sanfona e uma volta ao mundo

em cena

Lançando novo seu CD, Marcelo Cigano e Quarteto trazem influências e composições de diversos lugares do mundo

            Última cidade da turnê feita pelo Estado do Paraná, Ponta Grossa sediou na última sexta-feira (13) a apresentação de Marcelo Cigano e Quarteto. A apresentação aconteceu no Centro de Cultura da cidade e trouxe influências de compositores do mundo todo nas 12 músicas tocadas na noite.

            Os músicos de Curitiba só falaram com o público, que ia de crianças a idosos, entre a segunda e a terceira música, mas isso não interferiu na boa apresentação. O que chamou mais atenção entre as apresentações foi o jogo de sons feito pelo baterista Graciliano Zambonin e as participações especiais.

            Na quinta música, Marcelo Cigano, que estava sentado no meio e no centro do palco, chamou o gaiteiro pontagrossensse Leonardo Santos para uma participação especial. Leonardo fez alguns destaques com a gaita e mostrou segurança, o que deixou as músicas em que participou com bastante harmonia com os demais instrumentos (baixo elétrico, guitarra, teclado e sanfona).

karin

            Foto: André Jonsson/Lente Quente

O destaque da noite, porém, foi o filho de Marcelo, Winícius Luiz de 11 anos. Winícius entrou na sétima música para uma participação especial, tocando sanfona ao lado do pai e desde o momento em que apareceu conseguiu a máxima concentração do público. Em momentos da música o garoto tocou apenas com o som da sanfona de Marcelo e do teclado de Alfredo Luiz, avô do garoto e parte do Quarteto.

            A apresentação durou um pouco mais de uma hora e incialmente teria apenas 11 músicas. No final, os músicos se reuniram para o agradecimento e foram aplaudidos em pé e com direito a um coro de “mais um!”.

Serviço:

CD: Marcelo Cigano e Quarteto à venda pela internet e lojas de disco

Show: Marcelo Cigano e Quarteto – informações: facebook.com/marcelosanfoneirocigano

karin Del Nóbile

20/06/2014

Oportunidade para conhecer uma mulher revolucionária

projetor

Frida’, de 2002, é uma porta de entrada para feitos da pintora mexicana                

            Curitiba será a única cidade brasileira a receber, no dia 17 de julho, a exposição ‘Frida Kahlo – suas fotografias’, no Museu Oscar Niemeyer. Apesar da exposição não trazer ao Brasil pinturas de Frida, o filme é uma chance de aproximação à obra e vida de uma das mais notáveis mulheres da história da América Latina.

            Salma Hayek, atriz mexicana que interpretou Kahlo na segunda cinebiografia da artista – a primeira é ‘Frida, Natureza Viva’, de 1986 – conseguiu, com sua atuação, demonstrar todo o drama e excentricidade da vida da pintora. Aos 18 anos de idade, Frida sofreu um acidente que influenciou sua obra. O filme mostra essa passagem com clareza, mas peca por não detalhar a data do começo da carreira da artista.

fridaImagem : divulgação

            O maior “pecado” do longa, contudo, diz respeito à língua. O filme retrata a vida de uma pintora mexicana com uma atriz mexicana, mas é falado em inglês, estranho, para dizer o mínimo. Apesar disso, Salma foi indicada ao Oscar em 2002. O filme ainda concorreu nas categorias melhor figurino e maquiagem naquele ano, um indicativo de que ‘Frida’ é um atrativo aos olhos, em todos os sentidos.

            O elenco de apoio dá consistência ao filme com atuações convincentes, que reforçam que Frida Kahlo esteve longe de ter uma vida comum. Apaixonada, de temperamento forte, e inspirado, a artista teve romances com personagens igualmente históricos como Diego Rivera e Leon Trotsky, bastante explorados no filme. Focando a vida conturbada de Kahlo, o longa acerta e deixa o espectador curioso para conhecer ainda mais sua obra.

Serviço:

Filme: Frida

Ano de lançamento: 2002

Direção: Julie Taylor

Disponível em locadoras e na internet.

 Enrique Bayer

Etiquetas: , ,
22/11/2013

Uma fuga impensável e perigosa

projetor322

Mais um filme relacionado a prisões, que aposta em atores famosos, mas não os melhores do cinema

      Depois de avaliar outras prisões de segurança máxima, o ator principal, Sylvester Stallone, como Ray Breslin, desenvolve um modelo estruturalmente à prova de fugas. Breslin é preso e enviado a prisão que ele mesmo havia criado. No presídio, ele busca achar uma escapada, impensável até então. Do diretor Mikael Hafstrom, o filme buscou a construção de um roteiro simples, mas baseado na diversão e ação.

        Filmes sobre prisões fazem parte do catálogo de filmes clichês, mas ainda conquista a atenção do público. Dessa vez, primeiramente por ter como protagonista dois atores renomados do cinema (Stallone e Arnold Schwarzenegger), que atuam no terceiro filme juntos, após Mercenários e Mercenários 2. A segunda pelo olhar curioso de fugas em presídios, uma ação muito difícil na vida real. Em terceiro, é inevitável, como em outros filmes tecnológicos, o público se interessar ao ver cenas com grandes planejamentos estruturais, que dificilmente são atendidos nas prisões convencionais.

Escape

Foto: divulgação

        Apesar das cenas que prendem atenção do começo ao fim, o longa metragem traz algumas cenas duvidosas. Stallone torna-se, em todos os momentos, um gênio de várias áreas sendo que antes era apena promotor de justiça. O diretor também propôs a esse personagem, praticamente um invencível “X-men”, pois mesmo apanhando fortemente fica intacto. E apesar de ser “aliviante” assisti-lo fora da máscara de Rocky Balboa, está marcado claramente nas cenas a distância da eficácia atuante que possuía em filmes clássicos. Assim como o próprio filme.

Mariana Okita

Serviço:

Filme: Rota de Fuga. Diretor: Mikael Hafstrom. Duração: 1h56. Gênero: Ação

Em cartaz no cine do Shopping Total. Sala: 1

Horário: 14:10 – 16:30 – 18:50 – 21:10

Legendado – Normal

03/11/2013

‘Il mio passato mi condanna’

projetor322

Série de TV ganha extensão e chega às telonas (de PG) com um humor escrachado

O filme ‘Meu passado me condena’, com Fábio Porchat e Miá Mello, direção de Júlia Rezende, conta a história dos personagens que se conheceram apenas um mês antes do casamento. A partir disso, a história gira em torno do passado que um não conhece sobre o outro. O longa é uma adaptação da série de TV homônima que passa no canal a cabo Multishow.

A maior parte da história acontece em um passeio de cruzeiro, que sai do Rio de Janeiro para a Itália. No cruzeiro, os protagonistas encontram Beto, ex-namorado de Miá, e Laura, casada com Beto e antiga paixão de escola de Fábio. Em uma situação constrangedora, os atores colocam muito humor, principalmente com o personagem de Porchat, nas cenas mais inusitadas.

proj

Foto: Divulgação

No entanto, o filme perde a dinâmica ao longo de 1h40 de duração. O roteiro aborda de forma muito cansativa o problema vivido pelos protagonistas, como terem se casado com apenas um mês de namoro e conhecerem pouco um do outro, e reencontrarem antigos amores. As falas e brigas dos atores também não são muito elaboradas e, muitas vezes, são repetitivas.

As melhores cenas ficam por conta do ator Fabio Porchat, que usa um humor cômico e não necessariamente escrachado para fugir do tradicional e dar mais emoção a algumas cenas comuns, que poderiam ser facilmente cortadas pela diretora. O filme deixa o telespectador com vontade de quero mais para assistir a série de TV, que passa em forma de trailer antes do início da sessão, mas também deixa uma impressão de que o filme é apenas um jogo para divulgar o canal onde é veiculado, além do próprio seriado.

Aline Czezacki

Serviço:

Shopping Palladium

Sala 1 – Segunda, Quarta, Sexta, Sábado e Domingo: 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30

Terça e Quarta: 17h30, 19h30 e 21h30. Sala 2 – Diariamente 20h30.

Etiquetas: ,
25/10/2013

Nomes consagrados como você nunca viu

projetor322

Filme estadunidense exige conhecimento sobre a carreira dos atores na comédia insípida lançada em setembro no Brasil.

            “This is The End” ou “É o Fim” é um filme de comédia e ação estadunidense. O filme é estrelado por seis atores que interpretam eles mesmos. James Franco, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson vivem um bromance (relacionamento íntimo, mas não sexual, entre dois ou mais homens) após perceberem que o mundo está acabando por causa de um apocalipse zumbi.

          A ironia dentro do filme é perceptível, mas o espectador acaba tendo a necessidade de conhecer trabalhos anteriores dos atores para entender as piadas internas, principalmente as de James Franco, que atuou em Homem Aranha, e de Seth Rogen em Ligeiramente Grávidos. O filme se torna restritivo, já que pessoas que não conhecem as atuações desses atores podem ficar perdidas durante a exibição.

                                                                                 

Foto: Divulgação

            Os efeitos especiais também são poucos caracterizados. Em algumas partes parece até que o filme é caseiro e não possui muitos recursos, o que é compensado em outros trechos. A ganância também é satirizada, já que a maioria dos personagens age como se fossem mesquinhos e se preocupassem com o dinheiro até em horas não adequadas. Pornografia e uso de drogas lícitas e ilícitas estão presentes nas cenas.

          Algumas fantasias também são retiradas da bíblia, como é o caso do apocalipse envolvendo a besta de sete cabeças. Ironicamente cria a imagem do céu e que todos que vão pra lá usam roupas brancas e vivem no paraíso. Apesar de não ser entendível por todos, o filme traz grandes nomes como Emma Watson, Rihanna e Backstreet Boys que interpretam a si mesmos também. É uma forma de promover atores que estão “parados” e de mostrar que muitas vezes estamos ao lado de pessoas que não gostamos, mas que precisamos nos juntar em horas difíceis da vida.

 

Mariele Morski

 

Serviço:

O filme é exibido diariamente às 18h15 nos Cinemas Araújo, Shopping Palladium.

Duração: 107 min

Direção: Evan Goldberg e Seth Rogen

Produzido em: EUA

12/10/2013

Uma chuva clichês em forma de filme

Sequencia da animação infantil ‘Tá Chovendo Hambúrguer’ não inova, mas segue receita de sucesso para crianças

projetor322

Um mocinho atrapalhado, mas leal, um vilão bem malvado que quer tirar proveito de todas as situações, outro vilão que se converte no final e passa para o “lado do bem”, um amigo chato que sempre tem piadas bobas, um objeto, bicho ou criança fofo, de olhos grandes que é engraçado e tem falas marcantes, um problema a ser resolvido, um clímax, um final feliz e muita música. Essa parece ser a receita para um filme de animação hoje.

Isso não muda no filme Tá chovendo hambúrguer 2, que segue com temas centrais como a  amizade, o dilema de achar o eu verdadeiro e a luta do bem e o mal, além de algumas discussões sobre família. O primeiro filme também têm seus clichês mas conseguiu escapar melhor ao incluir tecnologia, ciência e uma insinuação ao tema da cultura de aparência, visto que não se aprofunda na discussão.

divulgaçãoFoto: Divulgação

O segundo filme também toca em alguns temas sem aprofundar, como meio ambiente e a falta de escrúpulos de empresas ao lidar com natureza e principalmente animais. O filme também faz uma crítica, mesmo que quase subliminar, ao progresso científico e deixa os adultos que saem do cinema com o questionamento do poder da ciência e até onde podemos avançar, sem ferir e prejudicar outros seres que não são racionais do mesmo modo que os seres humanos mas, como o filme sugere, possuem família e uma vida a qual não temos direito de atrapalhar.

O filme estreia na semana do dia das crianças, com o propósito de atrair, principalmente pelo feriado, famílias que procurem lazer e um filme com lições de moral e final feliz.

Maria Luísa Cerri

Serviço:

O filme está disponível no shopping Palladium e no shopping Total. A programação completa do cinema nos sites:

Palladium: http://cinearaujo.com.br/

Total: http://www.cinemaslumiere.com.br/

13/09/2013

Do horror à ditadura na telona

selo flicampos

Projeto Cinemas e Temas apresenta e discute filmes de diversas épocas com temáticas atuais

              O projeto Cinemas e Temas, vinculado à UEPG, teve programação durante a II Feira Literária dos Campos Gerais (Flicampos) 2013. Além de Mostra de filmes, alguns deles seguiram com discussões após a exibição e palestras sobre gêneros cinematográficos. Na segunda-feira (09/09) foi exibida a trilogia ‘O estranho mundo de Zé do Caixão’, de José Marins, na temática ‘uma introdução ao cinema de horror’. A trilogia é composta pelos curtas O Fabricante de bonecas, Tara e Ideologia e caminha por temas como sexo, estupro, canibalismo, tortura física e psicológica. São interessantes quanto a questão dos limites e instintos do ser humano.

Foto: Gabrielle Rumor

Foto: Gabrielle Rumor

         Já As meninas, exibido na terça-feira (10/09), possui temática voltada à Ditadura Militar (1971), onde três jovens universitárias vivem em um pensionato de freiras. O filme conta a vivência e crises pessoais das moças, no contexto da censura. A exibição foi amparada pela palestra de Jeanine Javarez, que ligou o filme à obra literária de Lygia Fagundes Telles. A análise focou os gêneros e estilos de escrita em comparação com o filme, em uma vertente mais teórica da literatura.

         Apesar de pioneiros em determinados gêneros, o ponto fraco ficou na técnica da exibição. Nos filmes apresentados durante a tarde, a luz forte diminuía a nitidez da imagem, apesar da tentativa em colocar tecidos nas janelas que bloqueassem a luz. O barulho externo das apresentações também dificultou a concentração daqueles que assistiam as obras, fatores estes, logicamente, não ligados ao Projeto Cinemas e Temas.

 Gabrielle Rumor

 Serviço:

O Projeto Cinemas e Temas integrou diversos momentos da programação na Flicampos conforme o guia oficial do evento. Informações sobre o Cinemas e Temas no site: http://cinemasetemasuepg.blogspot.com.br/.

31/08/2013

O mar de monstros está logo ali

projetor322Deuses gregos, adolescentes e ação compõem a fórmula da nova aventura do semideus ‘queridinho’ da garotada

     A aparição de deuses gregos e semideuses no cinema não é novidade. Porém, o escritor e professor de História, Rick Riordan, resolveu criar uma adaptação moderna da mitologia grega ao escrever uma saga de cinco livros. O enredo das histórias vividas por Percy Jackson desenvolve como seria o mundo se os deuses fossem reais e se tivessem filhos. O filme Percy Jackson e o Mar de Monstros é o segundo da série e tem como desafio reparar a má impressão que “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” causou.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

     Percy Jackson e o Mar de Monstros aborda as aventuras de Percy, Annabeth e Grover em busca do Velocino de Ouro. Há toda uma adequação na construção do roteiro. No segundo livro, o personagem principal, Percy, tem 13 anos, já no cinema, tem mais de 16. Há uma profecia descrita na obra literária que diz: um semideus filho dos três grandes (Zeus, Poseidon ou Hades) salvará ou destruirá o Olimpo aos 16 anos. Essa idade foi alterada para 20 anos no filme, devido justamente à escolha etária dos personagens do primeiro.

     Vale a pena ressaltar as mudanças que ocorreram desde a adaptação cinematográfica. A aparência da personagem Annabeth segue as características do livro, de cabelos louros e cacheados, diferentemente do primeiro, em que a personagem possuía cabelos escuros e lisos. Os efeitos especiais e qualidade do enredo também evoluíram. A troca de diretor foi a principal causa das transformações, assim como a insatisfação dos fãs dos livros que reprovaram o primeiro filme. As alterações agradaram o público, que esperou mais de dois anos pela continuação.

Hellen Gerhards

Serviço:

Diretor: Thor Freudenthal Elenco: Logan Lerman, Alexandra Daddario, Brandon T. Jackson Duração: 1h48min

Censura: 10 anos

Local, horários e preços: Multipex Palladium, de segunda à sexta nas sessões das 17h, 19h:50min e 21h:30min. Por R$20 a inteira e R$ a meia na matinê e noite das segundas e quartas-feiras. Por R$16 a inteira e R$ a meia na matinê e noite das terças e quintas-feiras. Por R$18 a inteira e R$ a meia na matinê das sextas, sábados e domingos. Por R$20 a inteira e R$10 a meia na noite das sextas, sábados e domingos.