Posts tagged ‘Pratos&Drinks’

04/10/2013

Breja sofisticada para biriteiros exigentes

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Mestre-Cervejeiro.com, primeira loja ponta-grossense especializada em cervejas exclusivas, traz variedade de sabores para a cidade

          Com a abertura da franquia Mestre-Cervejeiro.com, em agosto de 2013, Ponta Grossa ganhou a primeira loja especializada em cervejas gourmet. O estabelecimento oferece bebidas especiais nacionais e importadas de mais de 10 países.

         Um olhar rápido pelas prateleiras, que exibem cerca de 150 rótulos diferentes, já permite deduzir qual é o público alvo. A cervejaria tenta cativar quem deseja ir além das populares pilsen, variedade onipresente nos botecos brasileiros.

         A estante de produtos nacionais se sobressai pelas embalagens coloridas e sabores exóticos. Destaca-se a cerveja Labareda – batizada em referência à receita que leva um ardente toque de pimenta –, elaborada em Porto Alegre pela micro-cervejaria Coruja em parceria com o ex-vocalista da banda punk, Os Replicantes, Wander Wildner. Outra que vale provar é MaracujIpa, produzida pelo grupo 2Cabeças, do Rio de Janeiro: amarga, de aparência turva e gosto pronunciado de maracujá.

Foto: José Tramontin

Foto: José Tramontin

         O balcão de importados traz produtos como as belgas La Trappe e Chimay, preparadas por monges da Ordem Trapista. Também vale atentar para as cervejas que levam o nome de bandas. É possível comprar as beras de grupos como SepulturaAC/DCRaimundos e Velhas Virgens. Destaque para a primeira: a cerva dos metaleiros mineiros leva notas de cravo na mistura.

      Entretanto, tamanha diversidade tem custo. Os preços variam de R$­ 8,50 até R$ 69,00, valor da australiana iStout. A Mestre-Cervejeiro.com é recomendada para os apreciadores mais fanáticos do produto, desde que não tenham medo de esvaziar os bolsos.

Rodrigo Menegat

Serviço: A Mestre-Cervejeiro.com é uma franquia presente em cinco cidades do Paraná e São Paulo. Em Ponta Grossa, fica na Av. Dr. Francisco Burzio, 805. A loja funciona de segunda a sexta, de 13h até 20h, e aos sábados, das 10h até as 18h.

31/08/2013

Sabores doce e azedo, porém com preço salgado

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Próprio de regiões de baixa temperatura, o morango é oferecido em Ponta Grossa durante o inverno

      Vermelhos e azedinhos, os morangos ficam à venda nas feiras. O fruto da estação recheia as fôrmas verdes, expostas aos possíveis clientes da Feira do Jardim Carvalho. Com uma coloração avermelhada e formato triangular, o produto não passa despercebido entre as pamonhas, coxinhas, pastéis e outras mercadorias oferecidas no local.

    A característica de não ser inteiramente adocicado permite que o morango complete o sabor de outros doces, sem provocar mal-estar pelo excesso de açúcar. Por essa razão, existem variedades ilimitadas do fruto, como iogurtes, sorvetes, biscoitos, tortas e balas. Além de rechear os produtos, ele também pode ser acompanhado de cremes, como o chantilly.

Foto: Luana Caroline do Nascimento

Foto: Luana Caroline do Nascimento

      Típico de regiões frias, os morangos adaptam-se ao solo paranaense, que tem baixas temperaturas. Ainda sim, a produção é dificultada com as geadas, que geram a necessidade do uso de lonas. Isso aumenta o custo de produção, revertido no valor da mercadoria.

      Não é comum que as pessoas plantem o fruto em casa. Na feira, a venda do produto não é á “aquelas coisas”. É perceptível, por exemplo, barracas de morangos vazias, comparadas as que oferecem outras mercadorias. Uma das razões para esse fenômeno é o preço alto, de aproximadamente R$ 3,00 cada fôrma, de 10 a 15 unidades, e que varia conforme a proporção da fruta.

     Se por um lado os morangos ficam equilibrados entre o doce e o azedo, por outro, o custo é salgado, fator que prejudica a venda do produto. O fruto vende mais por ser anual, portanto raro, ao invés das bananas que têm apelo e são vendidas “a preço de banana”.

Rafaelly do Nascimento

 Serviço:

O morango pode ser encontrado em feiras e mercados da cidade a partir de R$ 3,00 cada fôrma.

16/08/2013

Uma boa “garapada” da disposição

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Bebida extraída da cana-de-açúcar, que traz energia aos consumidores, pode ser encontrado em feiras da Cidade

     O produto tem cor e aparência de gasolina. Faz espuma ao ser despejado e, às vezes, pode adquirir a consistência de um suco de abacaxi. É apenas o líquido natural extraído da cana-de-açúcar. Com essas características e um gosto açucarado, o caldo de cana se torna uma opção de energético para o dia a dia. Diferentemente de outras bebidas, não é encontrado nas prateleiras dos supermercados.

     Embora não seja regra, as máquinas de produção de caldo de cana são instaladas em Kombis. Dar de cara com uma Kombi azul e branca, por exemplo, e esperar que lá dentro estejam várias canas prontas a serem moídas é pretensão demais. Em muitas cidades, o local ideal para encontrar a bebida açucarada são as feiras públicas, como as de terças e sextas feiras que acontecem no Jardim Carvalho, em Ponta Grossa.

DSC_0005Foto: Keren Bonfim

     Lá está a Kombi. As portas laterais abertas denunciam a presença da máquina de preparo. Ao preço de R$ 2,00, é possível adquirir a bebida. E como consumi-la? Gelada ou na temperatura ambiente, com limão ou abacaxi. Fato é que, ao primeiro gole, a garganta estranha o alto teor de açúcar, mas nada que mais dois goles não resolvam a situação. Quando se percebe, um copo de mais ou menos 200 ml foi ingerido goela abaixo. É preciso, porém, resistência para acabar com toda a “garapa”, nome dado ao líquido que resta no recipiente.

     O indivíduo que prepara a bebida é o mesmo que cobra pela venda. Se o consumidor fechar os olhos para as mãos que mexem com a cana e depois pegam no dinheiro, pode saborear um refresco no final da tarde. Se a fome bater, o bom e velho pastel de carne pode acompanhar.

Keren Bonfim

Serviço: O caldo de cana pode ser adquirido todas as terças e sextas feira no Jardim Carvalho. O preço varia de R$ 2,00 a R$ 5,00.

29/05/2013

Nem só na feira se vende pastel gostoso

pratos“Pastel dos chineses” torna-se estável e encontra adesão no gosto popular de PG

     Original da Península Ibérica, o pastel ganha cada vez mais espaço em feiras do Brasil. É uma derivação do tradicional rolinho primavera da culinária chinesa, mas mesmo assim virou “comida típica” do país por meio dos imigrantes chineses, após a Segunda Guerra Mundial.

      Em Ponta Grossa, os pastéis podem ser encontrados na Pastelaria do Chang I, localizada na rua Coronel Dulcídio, esquina com Saldanha Marinho, Centro da Cidade. O recinto existe há 15 anos e oferece três opções de sabores: carne moída, queijo e palmito, o que é um ponto negativo já que muitos lugares possuem mais variedade. O de carne é o mais tradicional da casa. O produto tem aspecto suculento pelo recheio ser misturado com um molho que o deixa pastoso e diferente de outros pastéis da cidade. O tempero agrada por não estar muito salgado ou sem sal. A massa é sequinha (pouco óleo), crocante e por ser dourada têm um aspecto agradável. Os pastéis são fritos na hora e ficam à mostra na estufa em cima do balcão, junto da decoração oriental, até mesmo com calendário chinês.

marieleFoto: Divulgação

    Os pastéis são vendidos por atendentes que parecem desanimadas, mas o dono, que é chinês, compensa. Está sempre sorridente e mesmo com a difícil tarefa de se comunicar com os brasileiros, conquista a clientela. Quando conversa com a família, o proprietário fala somente na língua chinesa. É uma maneira diferente de se sentir na China, mesmo não comendo comidas mais requintadas como yakisoba, tofu frito com vegetais, guioza ou bifum.

     Os estabelecimentos Chang I e II não são dos mesmos proprietários, mas ambos são conhecidos pela instalação de chineses no comércio da cidade.

Mariele Morski

Serviço:

A Pastelaria do Chang I está localizada na Rua Saldanha Marinho, 780.

Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira: das 8h às 19h30

Sábados: 8h às 18h. O pastel custa R$ 2

05/04/2013

Mais de 50 opções para escolher e comer

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Bar e lanchonete Therraço Lanches atrai no preço e diversidade do cardápio

Na avenida que é referência pelas inúmeras revendas de automóveis, as faixas com anúncio de cerveja anunciam: aqui existe um bar. O Therraço Lanches é afastado do centro de Ponta Grossa, mas, ainda assim, atrai clientes de diferentes perfis.

O principal atrativo é o preço da cerveja que chega a ser 50% inferior ao praticado em outros estabelecimentos do mesmo porte. São comercializados cerveja em lata, garrafa de 600ml e litrão, que podem ser comprados a partir de R$ 3,50. Estão disponíveis mais de 10 sabores de sucos naturais, além de sucos industrializados e refrigerantes. São vendidas batidas feitas no próprio bar por R$ 13,00 a garrafa.

PRATOS E DRINKS

O cardápio é extenso, com 56 opções de sanduíches, que podem ser enriquecidos com 17 diferentes adicionais e 15 tipos de porções. O lanche principal é o X-Therraço Especial, com quase um quilo e que pode ser consumido tanto no tradicional pacotinho plástico quanto no prato. O lanche, que custa R$ 10,00, é um misto de todos os sanduíches da casa.

O atendimento é típico dos bares mais afastados do centro, com poucos garçons, sem uniforme de identificação. Não há música ao vivo ou som ambiente. No interior do local há apenas uma televisão de 20 polegadas, usada para transmitir jogos de futebol.

O estabelecimento mantém bom fluxo de clientes, que consomem cerveja, porções e lanches. É possível ligar, fazer o pedido antes e evitar a espera do preparo, que com todas as mesas do estabelecimento ocupadas, foi de 20 minutos. O estacionamento é gratuito, no mesmo terreno do bar, mas nem sempre consegue suprir a demanda de veículos.

Kelvin Vieira

Serviço:

Therraço Lanches

Preço: Sanduíches: de R$ 3,00 a R$ 10,00. Porções: de R$ 3,00 a R$ 21,50

Endereço:  Av. Monteiro Lobato, esquina com a rua Lauro Marcondes Ferreira – Bairro Jardim Carvalho – Ponta Grossa – PR

Atendimento:  De Terça-feira à Sábado das 15:30h às 00:00h. Domingo das 17:00h às 23:00h. Telefone: 3225-7984

27/04/2012

Tradicional pão com vina com um pingo paranaense

Lanchonete em Castro oferece opção de cachorro-quente recheado com semente característica da

região

   Em qualquer lanchonete do Paraná ou do País pode se encontrar o tradicional cachorro quente. Porém, na lanchonete “Do Pingo”, em Castro, o “hot-dog” recebe mais alguns ingredientes, deixando-o com um toque especial. A variação em um lanche tão conhecido faz com que a procura por ele também renove. Como o prato é original dos Estados Unidos, os novos elementos deixam a comida mais “abrasileirada”.

Foto: Divulgação

   Além dos ingredientes conhecidos (salsicha, milho verde, batata palha), o especial “Do Pingo” insere presunto, queijo, pimentão verde e raspas de pinhão assado. Com a introdução das raspas de pinhão, que são pré-assadas na chapa para ficarem com aparência de batata palha, o cachorro-quente forma um gosto agridoce. Embora não tenha sabor de pinhão, o novo condimento aguça o paladar de quem o experimenta.

   As adições de queijo mussarela e presunto fatiado, derretidos na chapa, formam o tempero, uma vez que não há qualquer tipo de molho vermelho na salsicha. Como o queijo mussarela é gorduroso, o “hot-dog” tem alto teor calórico, embora esse efeito seja quebrado pelo milho e pelo pimentão verde.

   Para completar o prato, o especial na lanchonete “Do Pingo” deve ser acompanhado com uma taça de vinho tinto suave, o qual reforça o sabor agridoce. A combinação de vinho e pão com vina deixa a refeição mais refinada, embora o preço ainda seja o de um cachorro quente tradicional. O estabelecimento é aconchegante e bem higienizado, no entanto sua localização afastada do centro da cidade dificulta o acesso do cliente.

 Carola Schüller

 

Serviço:

Hot Dog especial da Lanchonete do Pingo

Endereço: Rua Javert Madureira, Castro (PR)

Preço: R$ 3,00 / R$ 5,00 acompanhado da taça de vinho

13/04/2012

Uma fatia italiana da avenida München

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Pizzaria Tarantella atrai público com bons preços e sabores nas proximidades da UEPG central

  Desde que chegou ao Brasil, a pizza se tornou um prato querido pelos brasileiros. Serviços especializados, diversidade de sabores, e facilidade de preparo são fatores que ajudaram na popularização do prato, principalmente entre os estudantes. Com o intuito de atingir esse público e o que circula ao redor do Campus Central da UEPG, em Ponta Grossa, a pizzaria Tarantella oferece o serviço por um preço acessível.

  Localizada na Rua Bonifácio Vilela, também conhecida como Avenida München, a pizzaria possui um ambiente familiar, com vista para o movimento noturno de Ponta Grossa. Em destaque, a oferta dos tamanhos: brotinho, médio, grande e gigante, além dos sabores tradicionais, como calabresa, frango com catupiry, e napolitano. Refrigerantes, cervejas nacionais e importadas, além de sucos, fazem parte da variedade de bebidas.

  O ponto forte da casa é o rodízio de pizzas que, apesar da boa massa, possui uma baixa variedade de cardápio. Sem inovar, com exceção da pizza vegetariana, muitas vezes repete os sabores no rodízio e, ao invés de agradar pelas escolhas óbvias, pode deixar o consumidor enjoado. As pizzas salgadas são dos sabores mais famosos, que vão do milho à portuguesa. As doces se mantêm nos sabores simples, que vão do chocolate à pizza califórnia, receita que mistura leite condensado com figo, pêssego e abacaxi.

  Outro problema é o atendimento que, talvez pela pressa, e também pela grande quantidade de clientes, deixa a impressão de que o consumidor merece mais. Atitudes como a rápida explicação dos sabores no rodízio, e o próprio tratamento ao cliente, podem ser alteradas a fim de proporcionar maior bem estar a quem visita o local.

Thaís Belluzzo

 

Serviço:

Pizzaria Tarantella – Rua Bonifácio Vilela, 618. Centro – Ponta Grossa

Rodízio: R$ 14,50 por pessoa

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