Posts tagged ‘outros giros’

13/10/2014

Ao ar livre e no centro

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Parque ambiental é uma das poucas opções de lazer ao ar livre no centro da cidade

Com a chegada da primavera e o novo horário de verão em outubro; um local no centro da cidade ganha destaque e um número cada vez maior de frequentadores, localizado na região central em frente ao terminal municipal e próximo ao shopping atraí pessoas de toda a urbe em busca de encontro, lazer, convívio ou prática esportiva.

Apesar do nome, o Parque Ambiental Governador Manoel Ribas, inaugurado em 1996, não tem muitas árvores e foi apelidado pela população de parque cimental devido ao excesso de áreas calçadas e a escassez de áreas verdes. Nesta ampla área existe uma pista de corrida ou caminhada usada por militares, senhores de idade ou jovens e algumas barras para exercícios. O amplo espaço público tem pista de skate, quadra de futebol de areia e futsal, ambas usadas geralmente o dia inteiro e a noite também, para a terceira idade foi feita uma academia ao livre em 2009.

Os espelhos de água ou o que deveria ser (estão totalmente secos há anos) é apenas mais um elemento que ajuda a perpetuar o nome de parque cimental, outro elemento característico são as barracas que aparecem de longe e em baixo delas existem cadeiras e mesas para descanso. Ao redor do parque existem alguns bancos usados para descanso ou encontro, incluindo os amorosos. Outro elemento de adorno são os três superpostes amarelos cuja principal utilidade é servir de suporte para as câmeras da guarda municipal.

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O local abriga ainda edificações históricas como a Estação Ferroviária Paraná, hoje transformada em Casa da Memória Paraná, e onde se encontra a antiga Maria Fumaça, e o prédio da antiga Estação Arte, atual Armazém da Família. No local havia um parquinho infantil, mas o mesmo foi desfeito em governos anteriores. Nos fins de semana todo esse espaço é muito procurado por famílias e usado para a realização de eventos da prefeitura, como feiras de flores ou artesanato.

O parque se encontra em mais uma reforma que segundo a prefeitura trará mudanças profundas em sua estrutura e paisagem. O monitoramento da guarda e um posto policial não trazem segurança ao local, principalmente à noite, os banheiros são poucos, sujos e fechados a noite, a quantidade de pombos durante o dia nas áreas de grama e ladrilhos aumenta cada vez mais, além de animais soltos no local. Moradores de rua e usuários de drogas, além de bêbados são comuns mesmo durante o dia, à noite é comum mendigos dormirem na estação ou bancos. A sujeira deixada pelos pombos torna alguns lugares como o lado externo da estação arte insalubre. Nos fins de semana o intenso fluxo de pessoas tira a tranquilidade do parque, aliás, a ideia de um parque é mais área verde e natureza e o que temos é uma extensa área de calçada de cimento com um monte de pombos invadindo as poucas áreas verdes; mas vem ai um novo parque ou complexo ambiental segundo o governo municipal.

Marcos Vinicius Ionngblood

Serviço:

O Parque Ambiental fica localizado no centro de Ponta Grossa entre as ruas Vicente Machado e Governador Manoel Ribas, centro de Ponta Grossa

O Parque é aberto 24 horas por dia e possuí iluminação noturna

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20/06/2014

Discussão sem estereótipos

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Os filmes exibidos pelo projeto “Mácula” propõem debates desprovidos de preconceitos

Quem não quer assistir um filme num sábado a tarde, de graça, e ter uma conversa sobre o filme? Este projeto proporciona isso. Com o tema “Protagonista mulher” em 2014, os filmes exibidos pelo projeto Mácula – ciência e cinema, que é uma iniciativa do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres nos filmes, mas, felizmente, as discussões não pendem para nenhum extremismo de gênero, feminismo ou machismo, o que não limita a “visão” do público, possibilita maior troca de ideias, e mantêm uma discussão racional sobre o assunto. As reuniões no “ópera” tem certo caráter informal, mesmo com um professor da UEPG mediando o debate, e esse caráter contribui mais ainda para as pessoas se sentirem confortáveis para expressar suas opiniões, e, como a participação não se limita ao público acadêmico, há uma pluralidade de ideias sobre o assunto, o que só agrega o debate. Neste ano já foram exibidos cinco filmes, e a previsão é de exibir mais seis filmes até o fim do ano.

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Imagem: divulgação

Apesar dessa situação, as cadeiras do auditório B não “colaboram”. No final do filme ou durante o debate é visível que a maioria das pessoas não conseguem “arrumar” uma posição confortável, e quem chega atrasado, ou precisa sair do auditório durante a exibição, não consegue enxergar os degraus, pois não tem nada que os indique, e cria situações desagradáveis como tropeços, ou luzes de celulares ao longo do filme.

Serviço:

A entrada é gratuita, os filmes são exibidos no Cine-teatro Ópera, auditório B, às 15h no dia 09 de agosto, com o filme “Cidade do silêncio”; dia 30 de agosto com o filme “Alexandria”; dia 06 de setembro, o filme exibido será “A fonte das mulheres; dia 27 de setembro é o filme “Tomboy”; dia 11 de outubro, o filme “Flor da neve e o leque secreto”, e o último filme de 2014 será exibido dia 25 de outubro – “E agora, aonde vamos?”. No final do ano serão emitidos certificados pela PROEX com a carga horária da frequência dos participantes.

Bruna Fernandes

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22/11/2013

Não há convívio no vazio

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Centro de Convivência da UEPG, no Campus Uvaranas, desmotiva a presença de pessoas em suas dependências por falta de atrativos

        Os 1,3 milhões de reais investidos na construção dos 2.235,37m² do Centro de Convivência “Profa. Cândida Leonor Miranda” não tem retorno, no ponto de vista de eficiência na proposta do espaço. Localizado no Campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). E a escassez de atrativos que estimulem a ‘convivência’ desmotiva as pessoas a frequentarem o local.

         Inaugurado em outubro de 2008, o ambiente que deveria prestar serviços à comunidade, com lanchonete, posto dos Correios e uma sede para o Diretório Central dos Estudantes (DCE), funciona, no momento, com principal atrativo a permanência provisória da biblioteca do campus de Uvaranas em suas dependências. Os banheiros, um posto da Caixa Econômica Federal, Livraria da UEPG e o Protocolo Geral, que se dispõem do espaço ao centro, são pontos positivos na medida em que reunir estes serviços num mesmo local facilita o acesso dos acadêmicos.

Foto Maria Luísa Cerri

Foto: Maria Luísa Cerri

       As 14 mesas com 12 cadeiras e cinco bancos, dispostos no amplo saguão, não são suficientes para chamar a atenção da comunidade ao Centro de Convivência. Mas se o fluxo de pessoas no espaço fosse maior, a média relacionada às mesas de estudos com o número de estudantes matriculados na UEPG seria de 768 alunos para cada mesa, o que evidencia uma falha, além de um descompromisso.

         Ponto negativo, além do mau uso da estrutura dentro da proposta de convivência, é a ausência de uma parada de ônibus próxima ao local. As iniciativas de revitalização, como enquetes questionando quais serviços os acadêmicos gostariam de ter disponíveis no espaço, não passam de “fogo de palha”. Muito se fala, pouco se faz.

Crys Kuhl

Serviço:

O Centro de Convivência “Profa. Cândida Leonor Miranda” se localiza no Campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, na Avenida Carlos Cavalcanti, 4748, ao lado da ponte sob o trilho do trem. Além de abrigar, provisoriamente, a biblioteca universitária, conta com a Livraria da UEPG, Protocolo Geral, sucursal da Caixa Econômica Federal, banheiros e mesas para estudo.

03/11/2013

As tripas e o coração de Ponta Grossa

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Quem usa o transporte público de Ponta Grossa com certeza já presenciou estas situações no terminal central

               O terminal central de ponta grossa passou recentemente por uma reforma, mas alguns pontos precisam ser melhorados. Logo no acesso às plataformas, nos deparamos com uma escada em péssimo estado de conservação, onde muitas pessoas circulam por dia, representando um perigo para a população. Os banheiros melhoraram consideravelmente, apesar de sujos seu estado é bem melhor para a utilização.

                O terminal possui uma entrada na lateral, pela questão da acessibilidade, porém esta entrada é pequena e limitada a quem usa cartão. Um problema da entrada principal do terminal são os cambistas que abordam todas as pessoas que querem entrar no terminal, a fim de vender passagens com preços menores, de maneira que acabam atrapalhando e deixando a entrada mais lenta no terminal central.

giros foto dcFoto: Arquivo DC.

    O espaço do terminal é amplo, mesmo em horários com maior movimentação os passageiros conseguem circular normalmente, apesar dos aglomerados. O terminal central não tem bebedouros, e possui apenas duas bancas que vendem lanches, sorvetes, doces e bebidas não alcoólicas.

                Normalmente as pessoas passam apressadas pelo terminal central, principalmente nos horários de pico. Mas se houver observação do local, podem-se perceber vários hábitos e cenas da população nos terminais, desde os cigarros fumados na espera dos ônibus, a mania de comer pipoca doce cujo cheiro toma conta do ônibus inteiro, os casais que “perdem” vários ônibus para aproveitar momentos juntos, as brigas, pessoas passando mal, a doçura de alguns idosos e o mau-humor de outros, até mesmo os cachorros que parecem dominar alguns locais. Um lugar onde todo tipo de pontagrossense passa, com ou sem pressa. As tripas e o coração da cidade.

Marcela Ferreira

Serviço:

O terminal central fica entre as ruas Fernandes Pinheiro e Vicente Machado, centro de PG.

O site com os horários dos ônibus é : www.vcg.com.br

A passagem de ônibus custa R$ 2,60 para pagamento em dinheiro, R$ 2,50 para cartão, R$1,25 para estudantes beneficiados e R$ 2,40 com cambistas.

25/10/2013

De flash em flash, um repertório de PG

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Em preto e branco ou colorido, fotografias chamam a atenção pela criatividade e técnica bem executada

          O Espaço Cultural da Câmara Municipal de Ponta Grossa existe há 11 anos. Oferecem-se para os artistas os suportes que são fixos no teto, a iluminação e a assessoria de imprensa. Os suportes estão desgastados, devido ao uso frequente. Eles são colocados bem perto uns dos outros, gerando dificuldade na circulação e na apreciação das obras, principalmente nos dias de lançamento. A exposição, em cartaz neste final de outubro/13, é de fotografias e chama-se “Olhar Princesino”, do jornalista graduado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, Marco Favero.

          A exibição contêm 15 fotografias, sendo que a maioria (10) impressa em preto e branco. As fotografias foram feitas nas ruas de Ponta Grossa. Uma das principais características das obras é a presença de pessoas viradas de costas para a câmera. Essa escolha coloca o indivíduo como um detalhe, e não como objeto central. Isso remete aos enquadramentos fotográficos, em que não é preciso centralizar tudo sempre para fazer uma boa foto.

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Foto: Hellen Gerhards

        A utilização do preto e branco em diversas fotografias cria um clima diferente em cada uma delas e um contraste forte com as coloridas. Ele fotografou também prédios e casas antigos, trazendo uma nova visão daquilo que há muito tempo está presente na cidade.

          A maior circulação de pessoas acontece durante as sessões da Câmara, em que o público observa as fotografias antes ou depois das sessões.  As imagens chamam a atenção dos que passam por ali, que normalmente param para observar por alguns minutos. A exposição está disponível até 31 de outubro de 2013. As fotografias podem ser vistas também no flickr do fotógrafo Marco Favero.

Hellen Gerhards

Serviço:

A Câmara Municipal de Ponta Grossa fica na Avenida Visconde de Taunay, nº 880 e o horário de funcionamento é de segunda à Sexta das 13:00h às 19:00h. A exposição fica na Câmara até 31 de outubro de 2013. O flickr de Marco Favero é:http://www.flickr.com/photos/marcofavero2

12/10/2013

Pavão Misterioso, pássaro formoso em Ponta Grossa

Exposição proporciona aos noveleiros da cidade a sensação de conhecer e até pertencer a Saramandaia/Bole-Bole

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Uma maquete e para cada personagem, uma lembrança. A novela Saramandaia regravada pela Rede Globo este ano (junho – setembro) já terminou, mas aqueles que acompanharam a história de cada personagem podem revisitá-los na exposição Saramandaia, no Shopping Palladium, aberta dia 4 de outubro. A exposição tem uma maquete da cidade de Bole-Bole onde a trama central da novela desenrola. Na maquete é possível reconhecer a igreja, o centro cívico da cidade, a farmácia, a prefeitura e os dois coretos que ficavam em frente da delegacia.

IMG_6500Foto: Luana Caroline Nascimento

Há também a imagem do Santo Dias, personagem incorporado na reprise que se refere ao autor da primeira versão da telenovela. Os personagens representados são a dona Redonda, o professor Aristóbulo, Tibério, João Gibão, Zico Rosado e o Belisário. Cada personagem tem um diferencial, seja por soltar formiga pelo nariz, comer até explodir, virar lobisomem ou criar raízes.

Um conjunto pequeno de objetos torna a exposição curta e de rápida visitação. Há também um aparelho de televisão que exibe trechos da novela, além de tocar o começo da música de abertura da primeira versão que se tornou famosa, Pavão Misterioso, de Ednardo, que conta a história de um cordel. O objetivo da amostra é o público se caracterizar dos personagens e fotografar. Alguns personagens importantes para a trama ficaram de fora da seleção para dar preferência aos que esteticamente chamam mais a atenção. Uma dessas personagens seria a Vitória Vilar, que não está nos personagens expostos e a principal característica dela era se derreter de amores.

Luana Caroline Nascimento

Serviço: A exposição Saramandaia fica no Shopping Palladuim, Centro de PG, até 20 de outubro das 10h às 22h, entrada franca.

04/10/2013

Garagem… não estacione aqui!

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Shopping Palladium é opção de lazer de muitos ponta-grossensses, mas precisa de mudanças

       Inaugurado em 1° de maio de 2003, no bairro Olarias de Ponta Grossa, o Shopping Palladium é considerado como um dos locais de lazer da cidade. Com 200 lojas, 21 quiosques, 18 estabelecimentos de alimentação e 4 salas de cinema, o shopping alcança o movimento, segundo a assessoria, de cerca de 650.000 pessoas por mês.

       Em toda estrutura do centro comercial, é possível notar a expansão das instalações, ocorrida em 2011, com o crescimento do espaço, variedade de lojas, entre outras mudanças. Entretanto, há falhas. A principal é o preço elevado do estacionamento, que mesmo havendo uma tabela fixa de valores, na maioria das vezes, o preço é único de R$ 4. Sobre o estacionamento, ainda, se pode destacar a (confusa) sinalização, que atrapalha a movimentação dos condutores. Sem contar as filas que formam para entrar no estacionamento nos finais de semana.

Foto: Kelvin Vieira

Foto: Kelvin Vieira

       A praça de alimentação oferece um diferencial de sabores, desde lanches a comida japonesa. A praça, entretanto, deve repensar a estética. As mesas e cadeiras estão abandonadas, antiquadas e não posicionadas adequadamente, já que ficam muito próximas uma das outras. A ocorrência de pessoas que deixam as bandejas de comida na mesa, sem recolhê-las, também dificulta a escolha de lugar de outros usuários que querem sentar e o trabalho das poucas atendentes de limpeza que ali trabalham.

        O shopping frequentemente é centro de exposições de artes em geral. Também não deixa de fornecer diferentes brinquedos e outras atividades, tornando-se um pólo da agenda cultural da cidade, inclusive como estratégia para aumentar a movimentação.

Mariana Okita

Serviço:
Localização: Rua Ermelino Leão, 703 – Olarias – Ponta Grossa – PR
Horário de funcionamento: lojas: Segunda a Sábado – 10h às 22h. Domingo – 14h às 20h
Alimentação: Segunda a Sábado – 10h às 22h. Domingo – 11h às 22
Contato: (42) 3224 3000 ou marketing@shoppingpalladium.com.br
Site: http://www.palladiumpontagrossa.com.br

13/09/2013

Apesar das melhorias, Flicampos precisa de ajustes

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Com melhor adaptação e interatividade, Il Festival Literário dos Campos Gerais ainda requer melhorias

      O II Festival Literário dos Campos Gerais (Flicampos), que iniciou no sábado, (07/09), ganhou novas estruturas e mais espaço para oferecer à população atividades gratuitas como feira de livros, exposições artísticas, apresentações musicais, oficinas pedagógicas, palestras com escritores internacionais e outras atividades culturais.

     Apesar da estrutura montada e planejada, implica em detalhes que incomodam os que passam no local. O calor sob as tendas é mais do que meteorologia. As lâmpadas florescentes aquecem menos, mas ainda deixam o local abafado. O que entra em conjunto com as próprias tendas, pois as luzes estão sendo usadas mesmo de dia. A substituição por uma lona com alguns recortes transparentes faria com que a luz do dia fosse mais aproveitada. Mas o calor é compensado com a água mineral, que ali está disponível gratuitamente aos visitantes.

Foto: Camila Gasparini/ Lente Quente

Foto: Camila Gasparini/ Lente Quente

     Em alguns dias, a música ambiente está presente, porém traz interferências das outras atividades que ocorrem. Sons como da atração musical, narração de história e da rua podem gerar ruídos desagradáveis ao público. O carpete usado em algumas das 34 tendas e corredores pode trazer mau cheiro, como no espaço destinado às crianças, já que elas podem derrubar bebidas e/ou comidas.

      A localização do evento é um pouco afastada do centro, diferente da primeira edição, mas pontos de ônibus estão disponíveis pelas redondezas. Além de diversidade cultural presente, a Flicampos possui espaços destinados  às crianças e também oferece praça de alimentação com diversos produtos, além de banheiros químicos.

 Mariele Morski

 Serviço:

A Flicampos mantém suas instalações até o dia 15 de setembro no Complexo Cultural Jovani Pedro Masini, na Rua dos Operários, sem número, no bairro  de Olarias. A programação completa está disponível no site http://bibliotecabrunoenei.blogspot.com.br/2013/09/2-flicampos.html.

 

31/08/2013

A praça dos passantes apressados

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Com árvores cortadas e chafariz reativado, Praça Barão de Guaraúna, no Centro de PG, está de cara nova

   Passear na praça já não é mais uma opção comum para as pessoas. Esses espaços viraram apenas um ponto de passagem, principalmente os localizados no centro da cidade. Os maiores frequentadores são idosos, pombos e cachorros de rua. Seja por causa dos animais, falta de cuidados ou a existência de outras opções, as praças se tornaram um lugar desagradável e pouco procurado para encontros.

     A Praça Barão de Guaraúna, ou ‘Praça dos Polacos’, como é conhecida, é um exemplo. Localizada no centro de Ponta Grossa, ocupa uma quadra. Igreja, bancas de jornal e revista, ponto de táxi e banheiro público estão no interior. Banco, farmácia, lotérica, academia de ginástica, ao redor. Na praça, tem quase todos os serviços básicos, o que aumenta a circulação de pessoas.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

     Em maio de 2013 ocorreu a revitalização da praça. O chafariz, que não funcionava há 50 anos, foi reativado. O calçamento e bancos foram trocados parcialmente. Além da limpeza, instalação de lixeiras – que incentivam à população o costume de não sujar a praça – e flores que foram plantados nos canteiros. A praça perdeu o aspecto de sujeira e se tornou um lugar mais agradável para frequentar.

    Com a revitalização, oito árvores foram cortadas. Os cortes foram necessários, pois as árvores estavam com doenças, pragas e parasitas e podiam contaminar outras árvores, segundo a Secretaria do Meio Ambiente. Não existe registro de plantio de novas árvores no local.

     Durante as manifestações de junho, o local ganhou novo uso. Virou ponto de concentração dos manifestantes. Acontece também em outras atividades similares, como a “Marcha das Vadias”.

Letícia Augusta

 

Serviço:

Praça Barão de Guaraúna – Centro de Ponta Grossa/PR

Entre Av. Vicente Machado e rua Paula Xavier

16/08/2013

“Sábado é dia de open no Thribus”

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Thribus Campestre é um dos espaços mais procurados da cidade para realização de festas universitárias

    Localizada ao lado de uma das universidades de Ponta Grossa, a sede campestre do Thribus tem sido um dos lugares mais cotados da cidade para festas nos últimos cinco anos. Apesar de não se localizar na região central, os eventos no local atraem as mais variadas tribos de jovens da comunidade universitária, que também são os principais organizadores das festas.

    O Thribus é divido em dois ambientes, interno e externo, o que facilita para quem organiza as festas, porque garante sempre duas opções de sons durante os eventos. Os espaços para bares no local também são bem distribuídos e evitam filas para pegar bebida. Entretanto, em dias de chuva, a divisão não é tão favorável, pois o espaço fica reduzido e, algumas vezes, superlotado.

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Foto: Ingá Formaturas

    A principal reclamação dos frequentadores é a respeito dos banheiros. Os dois banheiros do Thribus Campestre não são suficientes para a quantidade de pessoas que vão as festas, o que causa transtorno devido às filas que se formam. Outro ponto negativo é o estacionamento pequeno, que normalmente é restrito apenas aos veículos dos organizadores das festas. Ao lado do local, existe um estacionamento particular, mas é necessário pagar uma taxa para usá-lo.

   A localização do Thribus no bairro de Uvaranas, que fica afastado da região central, não parece ser um problema para o público, que cada vez mais lota os eventos. Além disso, apesar de alguns problemas na estrutura, o local está entre os mais procurados da cidade para realização de festas universitárias.

  Bianca Machado

Serviço:
Thribus Campestre

Av Gen. Carlos Cavalcanti, 4671 – Uvaranas. Ponta Grossa/PR