Posts tagged ‘Moda & Estilo’

13/09/2013

Diferentes temas atraem público para Flicampos

selo flicampos

Lançamentos de livros de diversos gêneros e palestras com autores são atrativos o Festival

     Em nove dias de evento, ocorrem lançamentos de livros e várias palestras no II Festival Literário dos Campos Gerais (Flicampos). Autores realizam palestras, expõem suas idéias sobre literatura, além de falar sobre as obras. A presença de livros sobre educação é notável, uma das razões é que vários eventos sobre o tema ocorrem nos dias da Feira. No Flicampos os jovens escritores recebem apoio com o lançamento de livros, como o da estudante Nicoly França, que escreveu a biografia de Lucélia Clarindo, incentivadora da leitura na cidade.

     No Primeiro dia do evento, o escritor Gonçalo Manuel Tavares falou sobre o caráter ‘perverso’ da literatura e leu trechos de livro O Senhor Brecht, com humor balanceado, que não faz o leitor dar gargalhadas escandalosas, mas risos discretos, por entender que há mensagens por trás de cada pequeno texto. Gonçalo fala dá importância de escrever o máximo, utilizando o mínimo de palavras, o que fica claro nos trechos lidos pelo escritor na palestra.

Foto: João Henrique de Souza

Foto: João Henrique de Souza

     Na quarta-feira (11/09) ocorreu o lançamento do livro Dirceu – A Biografia, de Otávio Cabral. A obra recebeu críticas pesadas, a principal foi o autor não comprovar informações presentes na biografia de José Dirceu. Além do lançamento do livro, também aconteceu o bate-papo e sessão de autógrafos.

     Outro destaque da feira, é o livro PG de A a Z e outras crônicas, de  Ben-Hur Demeneck, com lançamento marcado para o aniversário da cidade  e último dia de Flicampos. O título do livro deixa claro o caráter regionalista da obra e faz menção ao formato inovador utilizado, onde cada crônica indica uma letra do alfabeto.

 João Henrique Santos Souza

 Serviço:

Os lançamentos de livros ocorrem no Complexo Cultural Jovanni Pedro Masini, em diferentes estandes dentro da própria Feira. As palestras ocorrem no Complexo Cultural, no Clube Princesa dos Campos (Verde – centro), Centro de Cultura, UEPG Central, Cine-Teatro Ópera e SESC.

31/08/2013

Estilo que vai além do vestir

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Assim como todas as tribos urbanas, o Hipster é um conjunto de atitudes que não se limita a uma peça de roupa

        O Hipster existe desde a década de 1950, mas é agora que tem maior visibilidade e adeptos. Com características bastante evidentes, há quem acredite que, para se inserir na moda, seja necessário apenas se adequar ao padrão de roupas usado pela tribo. O estilo, porém, vai além de apenas vestimentas. Vestir-se como Hipster não implica em ser Hipster. Em Ponta Grossa, o comportamento já é bastante popular entre jovens de 15 a 25 anos, principalmente.

      As roupas usadas pelos adeptos mesclam Vintage, Retrô e Navy. A praticidade do estilo se dá ao fato de que as lojas compram aquilo que é procurado, logo, é fácil encontrar peças que remetam ao Hipster em qualquer lugar da cidade. Ponto positivo é que dentro do movimento foram reaproveitadas peças de outros estilos, como a camisa xadrez, indispensável no guarda-roupa hipster.

Foto: Amanda Bueno

Foto: Amanda Bueno

         Tatuagens, batom vermelho, coques, blazers, calças justas, babados e estampas referentes ao universo e a natureza são marcantes no movimento. Destaque no comportamento à ligação com o planeta, desde hábitos vegetarianos e apego aos animais a trocar carro por bicicleta. O estilo musical pende para o Indie e Folk, e no cinema são contemplados filmes de baixo custo, geralmente inadequados ao modelo hollywoodiano, o que é bom, uma vez que dá maior visibilidade a outros vieses culturais.

       O ponto negativo do estilo Hipster é a difusão apenas das roupas enquanto os hábitos são deixados de lado, por não estarem dentro do que já é culturalmente popular. A massificação estética não cumpre sozinha com a proposta do movimento, que é a relação de mutualismo entre homem e universo.

Crys Kühl

Serviços:

As peças de roupas do estilo Hipster podem ser encontradas em brechós e lojas com valor a partir de R$ 5,00.
Uma das lojas com produtos referentes ao estilo, em Ponta Grossa é a Belchior XIX: https://www.facebook.com/BelchiorXIX?fref=ts
Filmes adequados à proposta do movimento são apresentados todas as terças-feiras no ‘Tela Alternativa’, no Cine Teatro Ópera.

 

16/08/2013

Cabeça quente no frio do inverno

moda-e-estilo1

Na estação mais fria do ano uma das opções para esquentar a cabeça e orelhas são as toucas

     Coloridas, de lã, feitas à mão, entre outros recursos. No inverno, quando o assunto é esquentar as orelhas e a cabeça, as toucas entram em cena. Atualmente, elas são vistas também em outras estações do ano, por darem um ar descontraído ao look, e podem variar de tamanho, comprimento ou desenhos. Algumas têm abas laterais e pompom.

    Um dos modelos mais usados é a ‘touquinha’ de estilo peruano, feitas de tricô com fios de lã coloridos e desenhos na trama. Alguns gorros têm cordas nas abas das orelhas, que podem ser amarradas sob o queixo. As verdadeiras toucas andinas são chamadas de chullos, feitas de lã de alpaca, vicunha, lhama ou ovelhas, usadas de diferentes tipos e cores, tem um significado entre os indígenas andinos.

--1Foto: Luana Caroline Nascimento

    As toucas beanie ou caidinhas também são um dos modelos mais populares. Com um formato maior que as demais, elas deixam um pouco de tecido caído nas partes de trás da cabeça. Elas podem ser trançadas, plissadas ou enrugadas. Esse modelo não é usado só no inverno, mas também nas outras estações do ano, pois trazem um estilo mais hipster ao look. As ‘touquinhas’ andinas são usadas tanto por homens como mulheres.

    Acredita-se que as primeiras toucas surgiram entre o século XII e XIII. As mulheres confeccionavam uma espécie de gorro, feito de algodão ou seda que serviam para proteger do frio. No século XVI os operários passam a usar toucas feitas de brim. E, a partir do século XIX, elas começaram a ser usadas também nos campos esportivo e militar.

Nábila Fernanda

Serviço: As toucas podem ser encontradas nas lojas da cidade com o valor a partir R$10,00 e podem chegar a R$50,00. Ou, se você souber fazer tricô, confeccione a sua própria touca.

29/05/2013

De fio a fio, cachecol para tempo frio

moda-e-estiloVárias cores e modelos de cachecóis aparecem no inverno com a função de esquentar o pescoço

      Basta o frio chegar para desenterrar do guarda-roupa as peças mais quentes, e com elas vem os acessórios, como as luvas e os cachecóis. O cachecol é uma tira comprida de lã, feita para enrolar no pescoço. A peça está no vestuário feminino e masculino, porém é uma peça visível apenas em dias frios pois, diferente do lenço, ele é geralmente feito de lã o que o torna difícil de ser usado em situações que não em época de temperaturas mais baixas, principalmente no inverno.

      As lojas também seguem a época, a diversidade de cores e estilos é perceptível quando o frio chega. Geralmente, a partir do mês de maio, as lojas já têm o acessório disponível. O cachecol é funcional, esquenta o pescoço no frio, é usado para complementar o visual e, além disso, é um recurso estilístico para adicionar cor e vida à roupa.

fotos maria luiza cerri Foto: Maria Luísa Cerri

      O diferencial do cachecol, dentre os outros acessórios, é que ele permite o uso da criatividade. O simples ato de enrolar uma faixa pelo pescoço tem várias formas e modalidades, aperfeiçoadas durante o tempo e acompanhando a moda nos renomados desfiles de roupas pelo mundo (como a São Paulo Fashion Week).

     Apesar de qualquer um saber enrolar o cachecol, o nome da modalidade que é enrolado não é conhecido entre a população, mas são no mínimo curiosas estas modalidades. Orelha de coelho, pescoço de tartaruga, infinito e estilo europeu são alguns exemplos. Existem mais de 25 jeitos diferentes para enrolar o cachecol, uns mais simples e outros mais complexos. Até aquela simples jogada para trás tem nome, traduzida do inglês “the toss”, significa lançada.

Maria Luísa Cerri

 

 Serviço: Os cachecóis estão disponíveis nas lojas de roupas e acessórios da cidade

O preço varia entre R$15 e R$60

 

17/05/2013

Em campo, no estádio ou na rua

moda-e-estiloCamisas de futebol funcionam como alternativa para circunstâncias informais

     Com uma infinidade de cores e modelos que se renovam a cada ano, as camisas de futebol são peças essenciais para os fãs do esporte. A evolução no design e materiais que constituem as camisetas fez com que elas deixassem de serem restritas aos estádios de futebol e passassem a compor o visual do dia-a-dia.

     As camisas de futebol se encaixam bem em momentos de lazer e ocasiões informais. Entretanto, não são recomendadas para situações que exijam formalidade. Os diferentes materiais que constituem o produto, além do tradicional algodão, tornam seu uso agradável. Uma boa combinação pode ser formada com calça jeans e tênis.

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Foto: Rodrigo Huk

     A imensa variedade atende a todos os gostos, carecendo de moderação com cores exageradamente chamativas, como o verde limão do Palmeiras ou o laranjado da seleção holandesa. Um ponto que contribui para a poluição visual é o excesso de estampas de determinados patrocinadores, inevitáveis no futebol atual e que nem sempre aparece camuflado com as cores das respectivas equipes.

   O preço das camisas recém-lançadas gira em torno dos 200 reais a unidade, o que afasta parte do público. Uma alternativa é comprar camisas de temporadas passadas, geralmente vendidas por menos da metade do preço de lançamento (do ano). Muitos clubes buscam ainda outras formas de venda, como produtos que se diferenciam das camisas de jogo e apostam em linhas sociais com as respectivas marcas.

     As camisas de clubes de futebol, que há algumas décadas eram restritas apenas aos estádios, atualmente tomam as ruas e despertam interesse de empresas esportivas para investir em novos produtos ou serviços similares.

Rodrigo Huk

Serviço:
As camisas podem ser encontradas em sites e lojas especializadas, com preços entre R$ 69,00 e R$ 250,00.

10/05/2013

Das tropas militares aos pés femininos

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Com diversas cores e modelos, coturnos abandonam campos de batalha e ocupam cenário urbano

     Para fugir da moda das botas de cano alto, uma nova opção de calçado para a estação mais fria do ano é o coturno. Também conhecido como “botinha”, o sapato que vai até a metade da perna, e em alguns casos pode ser encurtado através da dobra, permite várias combinações de roupas e é usado tanto em festas quanto no dia-a-dia.

     Há relatos de que o coturno surgiu no século XVII, na Europa, com as tropas militares, quando os soldados sentiram necessidade de um calçado com um material forte e resistente às batalhas. Mas o auge foi no início dos anos 1990, com o movimento punk, em que os jovens que eram considerados rebeldes, para a época, criavam a própria moda. A botinha chegou a incorporar também outros estilos, como heavy metal, skinhead e gótico e era usado majoritariamente por homens.

divulgaçãosite muito chique

Foto: Divulgação site Muito Chique

     Atualmente, o calçado não está mais ligado a determinados movimentos e é possível encontrar coturnos para todos os estilos. As cores e estampas variam bastante, desde o preto tradicional até tons considerados mais delicados, como rosa. Alguns modelos possuem saltos, outros possuem spikes e ainda há aqueles que não possuem cordão. Os coturnos são fabricados em couro ou camurça e alguns possuem detalhes nas dobras feitos em tecido.

     Apesar de ser considerado confortável, o coturno tem se restringido mais ao público feminino do que ao masculino na variação de modelos. Na moda, o uso de coturnos pelos homens tem predominado apenas nos movimentos punk. Além disso, devido aos materiais de fabricação, o calçado se restringe ao inverno.

Bianca Machado

Serviço:

Os coturnos podem ser encontrados nas lojas de calçados da cidade e o preço fica entre R$100,00 e R$200,00.

19/04/2013

Uma obra de arte que vive, anda e respira

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A função estética da tatuagem no século XXI, o corpo como uma tela de pintura

Uma das formas de expressões mais encontradas no mundo contemporâneo é a tatuagem. Ela é usada desde os primórdios da humanidade como forma de identificação e comunicação. Porém, existiu um período de obscuridade, cuja causa foi a moralidade imposta pela igreja, em que as “tatoos” foram deixadas de lado e consideradas “indecentes”.

Nesse período de marginalidade, apenas alguns grupos urbanos as utilizavam. Em diversas tribos indígenas a tatuagem possuía e ainda possui o caráter de indicar as fases da vida do individuo e a que “classe” ele pertence dentro deste grupo, por exemplo. Há outro aspecto presente nas tatuagens: as diferentes ideologias, como o uso delas durante o nazismo. Diversos regimes políticos fizeram adotaram as tatuagens, inclusive para marcar os prisioneiros.

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Foto: Hellen Gerhards

A tatuagem começou a sair do “esquecimento” por parte da população em geral quando os artistas e famosos passaram a exibi-la. A partir desse momento, a tatuagem ganhou um aspecto mais estético e menos ideológico e passou a ser usada para enriquecer a beleza do corpo. Aos poucos, o próprio corpo virou uma ‘obra’ de arte, em que os artistas são os tatuadores. A possibilidade de marcar o corpo com a tinta tornou-o também um mural, com mensagens de amor eterno, agradecimento e gostos pessoais, como retratos de familiares e namorados ou mesmo nomes de bandas e trechos de músicas.

Cores variadas, letras diferentes e traços precisos e definidos são algumas marcas da tatuagem do século XXI, que atrai cada vez mais adeptos interessados em passar mensagens e enfeitar o próprio corpo.

Hellen Gerhards

Serviço:

O valor das tatuagens varia de acordo com o tamanho e preço estabelecido pelo tatuador, em média custam de R$100,00 a R$ 1500,00.

12/04/2013

Hábitos que saem da tela para a vida real

moda e estilo.

Roupas da dona Helô, da telenovela Salve Jorge, conquistam público feminino também em Ponta Grossa

Estampadas ou não as roupas da personagem ‘Helô’, interpretada por Giovanna Antonelli, na telenovela da rede Globo Salve Jorge, ocupam os guarda-roupas femininos. Muitas lojas e camelôs da cidade estão vendendo os chamados “cintos da dona Helô”. O figurino chama atenção pelo uso de dois cintos ao mesmo tempo, um mais largo, geralmente de elástico, e outro mais fino por cima, normalmente de metal. Além dos cintos, a personagem usa camisas e macacões estampados, geralmente de cetim e algumas vezes calça jeans.

Como toda tendência de moda que nasce e no momento seguinte está em todos os lugares, o estilo de usar dois cintos juntos, mostrado em televisão aberta, está cada vez mais nas ruas da cidade. O que resta perguntar é até quando a tendência continua e para onde irão esses cintos depois? A roupa repercute a ideia de uma mulher independente e bem-sucedida como a personagem.

Divulgação

Divulgação

Pode-se questionar porque muitas mulheres ‘imitam’, no seu dia-a-dia, o que veem na televisão, se fazem isso pelo fato de considerar atraente a mistura ou por tentar se projetar na imagem de pessoa bem-sucedid,a que é vendida pela telenovela.

A personagem, policial federal, está relacionada à trama central e desvenda o caso de tráfico de mulheres brasileiras na Turquia. Com um ex-marido ainda apaixonado por ela, ‘dona Helô’ vende a imagem de uma mulher de sucesso, bela e independente, que muitas brasileiras tentam projetar em suas vidas. Como em outros papéis vividos por Giovanna Antonelli, o figurino é desenvolvido pela atriz. Outra tendência, da mesma personagem, foram as capinhas de celular com orelhas de coelho e pompom.

                                                                                                        Luana Caroline

Serviço:

A telenovela Salve, Jorge, da rede Globo, vai ao ar de segunda-feira a sábado, das 21h às 22h.

05/04/2013

Um estilo que perdeu a ideologia

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Antes considerado rebelde e agressivo, o corte moicano perdeu referência de protesto

O Moicano é um corte de cabelo de origem indígena, que era utilizado pelos povos moicanos, cherokees e iroqueses. O corte é caracterizado pela “crista” no meio da cabeça, geralmente raspada dos lados. Alguns povos indígenas que usavam o moicano arrancavam os cabelos ao invés de raspar.

O movimento punk adotou o corte devido à postura dos índios moicanos, que preferiam morrer a serem controlados pelos que chegavam a seus territórios. Neste sentido, os punks utilizaram e utilizam o corte, inicialmente no fim da década de 1970, como símbolo da luta contra o sistema de governo e pela liberdade. O moicano foi popularizado pelo movimento punk (não criado). Independente de sua vertente, o corte se transformou em uma característica forte de estilo.

MODA E ESTILO

Foto: José Gabriel Tramontin

Uma das bandas que influenciou o corte de cabelo moicano foi o grupo escocês de street punk Exploited. Criada em 1979, a Exploited faz um som agressivo com letras politizadas, contra a corrupção, violência da polícia, guerras e religião. Outras bandas que também influenciaram a moda foram GBH, The Varukers e Discharge.

Hoje o corte moicano, antes inspirado na estética “faça você mesmo”, é utilizado também sem o sentido ideológico. O estilo, agora, não identifica outro grupo apenas, nem possui referência de protesto ou motivo de reflexão sobre o que o uso possa representar. O efeito que essa inversão causa é de um público que age segundo padrões do momento. A moda absorve o moicano, que há tempo era rebelde e agressivo. E que agora, passa a ser o bom rapaz.

André Jonsson

Serviço:

O corte moicano pode ser feito em diversas barbearias e salões de beleza de Ponta Grossa. O preço em média é de R$ 15,00. Ou faça você mesmo!

27/03/2013

Das festas juninas para as ruas

moda e estilo.

Antes considerada coisa de caipira, camisa xadrez pode ser usada em qualquer ocasião

 É só dar uma volta na rua para ver como se trata de uma peça versátil: algumas pessoas usam aberta, outras, fechada. Dobram as mangas, usam sobreposições, brincam com o contraste das cores. Há até quem combine com peças consideradas formais, como blazers. As camisas xadrez estão em todo lugar, e podem ser vestidas de todas as maneiras imagináveis. Só uma coisa não muda: o ar despojado que conferem.

MODA E ESTILO - FOTO RODRIGO MENEGAT (1)

Foto: Rodrigo Menegat

Antes de virar moda, a camisa xadrez era associada a várias ‘tribos’: em Seattle, nos EUA, o jeans rasgado e a camisa de flanela denunciavam quem era grunge. Os adeptos da música country, com suas calças justas e botas, também a vestiam. No Brasil, ostentava um ar caipira: há um tempo, era roupa de festa junina. Hoje, uma volta no shopping mostra que a roupa saiu desses nichos e se tornou popular com praticamente todos os segmentos.

As combinações possíveis são várias. A peça ainda está ligada ao estilo rock alternativo ou sertanejo, mas dá para conseguir muitos efeitos diferentes vestindo-a. Aberta, com camiseta básica por baixo, garante um visual despreocupado. Em ocasiões que exijam trajes mais comportados, quem não quiser ser refém da camisa social e do paletó pode usar modelos com corte mais convencional e blazer, para manter a elegância sem ficar arrumado demais.

O modo de vestir diz muito sobre a personalidade, e a camisa xadrez revela descontração. É uma maneira de ser casual sem parecer desgrenhado, de ser formal sem parecer careta. Se mantido o bom-senso, sem exageros na combinação com outras estampas, e escolhendo o modelo certo para a ocasião certa, nada pode dar errado.

Rodrigo Menegat

Serviço:

As camisas podem ser encontradas em várias lojas de roupa da cidade.

O preço varia de acordo com a marca, mas geralmente fica entre R$60,00 e R$250,00