Posts tagged ‘Matheus Lara’

16/08/2013

A história do filho que não era dele

livro-aberto

‘A flor que não é sua’ conta a história do amor paternal de um administrador por um menino de rua

     O livro A flor que não é sua, de trama simples e cativante, foi escrito por Matheus Lara quando o autor tinha apenas 16 anos.  Os personagens principais são o bem-sucedido gerente Lev Solitch, o menino de rua Dagô (Igor)  e a professora Monique. Suas vidas se encontram, mas cada um carrega uma história, um passado. As histórias são contadas ao leitor a partir do estilo de narrativa não linear, que segue o fluxo da consciência e não a cronologia do tempo, escolhido pelo autor.

     A obra trata da valorização das aparências e dos bens materiais. O gerente Lev teve um filho com uma ex-namorada e foi abandonado pouco depois da morte do menino. A partir disso, o trabalho se torna sua vida. Em Dagô, menino criado na rua por dois jovens rapazes, reencontra o afeto que sentia pelo próprio filho, o que lhe desperta o desejo de adotá-lo.  Depois de conseguir colocar Dagô provisoriamente em um orfanato, o menino passa a frequentar a escola, onde tem Monique como professora. Lev se envolve com ela, mulher bonita e ambiciosa, mas o relacionamento registra algumas conturbações.

cover_front_bigFoto: Divulgação

     A linguagem é simples e os erros e falhas de escrita são ofuscados pelo fluxo de leitura e o interesse que o livro proporciona.  As letras são grandes e há bastante espaço nas páginas, o que possibilita uma leitura de poucas horas. A escolha do narrador onipresente, bem como da escrita não linear, favorece a imaginação do leitor, que acompanha os flashbacks e entra na mente dos personagens. Matheus Lara mostra que, além de futuro jornalista, pode se sair bem como escritor.

Taís Borges

Serviço:

A flor que não é sua.

O livro é encontrado para venda no site: http://www.clubedeautores.com.br/book/125296–A_flor_que_nao_e_sua

O valor é R$ 30

Número de páginas: 152

Editora: Clube dos Autores

Ano: 2012

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23/04/2013

Frases sem lógica e pontuação ‘criminosa’

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Depois de duas semanas sem aparecer, voltou a dar o ar da graça no Crítica de Ponta o fantasma da edição incompetente. Utiliza-se, aqui, este espaço de exame de consciência e de prática (às vezes traumático, mas com frequência esclarecedor) para repensar e avaliar algumas pataquadas da edição da semana.

As (sérias) falhas na edição colocaram em xeque muito da credibilidade que o Crítica de Ponta começa a construir em 2013. Com construções ambíguas e uma boa abstenção de coesão dentro dos textos, as críticas, de modo geral, conseguiram irritar o leitor. Na crítica de ‘Em Cena’, por exemplo, a falha na edição, ao deixar de corrigir pontuação básica, deixou o texto truncado: “A peça á baseada no multimídia, enquanto a peça acontece, você, você vê a peça projetada na parede, o que reforça q ideia de documentário e pode sugerir uma contemporaneidade, tanto no modo de apresentar a peça quanto na questão tratada, que ainda é uma discussão muito atual”.

Isso sem falar da repetição de palavras. Só no trecho acima tem-se “peça” repetida quatro vezes. Isso distrai o leitor, e acaba atrapalhando o andamento da leitura e das ideias, que é o que acontece neste exemplo, retirado do texto de “Antena”: “O radialista consegue trazer o público para perto do programa ao falar dos temas abordados no programa”.

É falha da edição também a ambiguidade no início da previsível e superficial crítica de “Entrelinhas”, quando o texto não esclarece se o que funciona como “um espaço destinado à literatura, principalmente paranaense” é o jornal ou a biblioteca. É falha da edição deixar passar erros infantis como em “Moda & Estilo”: “Diversos regimes políticos fizeram adotaram as tatuagens”.

E é falha da edição também as mentiras dos títulos. Nessa semana, por exemplo, a crítica de “Vitrola” não corresponde ao que o título apresenta. Muito bem focado, o comentário não dedica mais que algumas palavras para o contexto ponta-grossense das bandas independentes, e se a edição não percebeu isso na hora de mandar o texto pro blog, não cabe ao leitor adivinhar que vai ler uma coisa ao invés do que foi anunciado.

Esses erros, – alguns bobos, outros facilmente justificáveis no plano das distrações – , se mostram perigosos na medida em que comprometem a leitura e a seriedade do blog. Ao se deparar com tanta “bobeira” ou tanta “falha”, um leitor razoavelmente exigente desiste da leitura na metade do caminho, e sequer chega a ler boas críticas que por algum motivo escapam da maldição do fantasma intermitente da edição pecaminosa, que foi o que aconteceu com “Projetor” e “Outros Giros” dessa semana.

Matheus Lara

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15/11/2012

A alma encantadora da boa vontade

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‘Fenatisse’ revela esforço de estudantes para, ao menos, tentar dar ao festival a cobertura que merece

‘Quatro dias antes de o Fenata começar, entrava no ar o blog Fenatisse, trazendo neologismos em homenagem ao festival e instigando o público a acompanhar a promissora cobertura que o blog prometia fazer. A expectativa era de que seria algo diferente do que se está acostumado a ver em tempos de grandes eventos culturais, quando os jornais da cidade resolvem apenas dizer que o evento está começando e terminando, e limitam-se a publicar releases da assessoria do evento sem, portanto, demonstrar o mínimo do mínimo de algum esforço editorial.

Produzido por um grupo de amigas do primeiro ano de Jornalismo da UEPG – mas sem nenhuma ligação formal com o curso, o Fenatisse trouxe atualizações diárias com conteúdo sobre os espetáculos apresentados. As fotos e os textos postados no blog eram produções exclusivas para o site, o que comprova o comprometimento que as meninas tinham desde o início, ao apostar no neologismo “fenatar”.

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Foto: Divulgação

De fato, se é assim, pode-se afirmar que elas ‘fenataram’ bastante durante o festival. Foram críticas, fotografias e comentários todos os dias. A organização do blog foi impecável. Longas críticas foram postadas intercalando com breves resumos de outras peças apresentadas no dia anterior. A valorização da fotografia no blog é visível. Em cada postagem, pelo menos uma grande foto (em qualquer sentido). As fotografias merecem destaque pela qualidade e variedade, que fugiram daquele padrão ‘foto de teatro’, quando o fotógrafo parece levar para si o mérito pela boa iluminação do técnico que fica atrás da plateia.

Apesar do perdoável erro gramatical no nome do blog (pois o sufixo –isse corresponde à flexão verbal do pretérito imperfeito do subjuntivo), o “Fenatice”,- se o leitor permite, traz o que poderia servir de inspiração aos veículos de comunicação da cidade: vontade. A cobertura completa do blog (amador, ainda, sim, pois é de estudantes) mostra que um evento cultural como o Fenata não deveria ser uma nota de rodapé, uma chamadinha (quase sem-vergonha) e pouco aprofundada. Não dá pra aceitar aquela cobertura que se limita a divulgar apenas abertura e encerramento e sem interesse editorial. É importante que a internet continue possibilitando ao público o contato com visões de outros olhos e com esforços de outros braços.

Matheus Lara

Serviço:

Blog Fenatisse

Projeto de cobertura do 40º Fenata

http://fenatisse.wordpress.com

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02/11/2012

Pacotes promocionais pra boi dormir

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Preços especiais para o 40º Fenata trazem desconto mínimo e parecem mascarar aumento nos valores unitários

 Desde o dia 24 de outubro, a organização do 40º Festival Nacional de Teatro (Fenata) vende os “pacotes promocionais de ingressos”, com a interessante ideia de reduzir as filas nas bilheterias na hora das apresentações, o que de fato se tornou uma constante no festival. Mas antes de pacotes, falemos dos valores unitários.

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Foto: Divulgação

Os ingressos individuais estão 66% mais caros que no ano passado. O aumento de R$6 para R$10 põe em risco a popularidade do festival. Ora, pois o preço popular do ingresso (R$3 a meia-entrada) certamente foi um fator de peso no Ópera lotado nas últimas edições do festival. O número 40 não pode ser a justificativa para o aumento abusivo do valor do ingresso (nem parecer isso).

Quanto aos pacotes promocionais, existem duas opções. E o funcionamento das vendas é engessado e parece mascarar o aumento do valor unitário. A primeira opção traz ingressos para 9 peças da mostra competitiva por R$70 (R$7,70 por peça). A segunda opção é pagar R$100 e assistir, além daquelas nove, às 5 montagens de “Às dez em cena”(R$7,15 cada peça). Com os valores unitários do ano passado, pacotes promocionais poderiam ser vendidos por 16 reais a menos. A primeira opção custaria menos de R$54, e a segunda, menos de R$84. Como se não bastasse, os pacotes desse ano só são vendidos para ingressos de valor inteiro; estudantes e idosos, portanto, não têm direito à meia-entrada pelo pacote promocional. Pior que isso, só há 100 pacotes para venda, o que significa que aquela história de diminuir o transtorno da fila no dia da peça só servirá para 14% das quase 700 pessoas que, na melhor das hipóteses, lotem o auditório A do Ópera.

Matheus Lara

Serviço:

Ingressos para o 40º Fenata: à venda na sede da PROEX

R. Marechal Floriano Peixoto, 129

Segunda a sexta, das 9h às 17h30.

O 40º Fenata acontece entre os dias 6 e 14 de novembro

Cobertura completa do festival a partir do dia 6 no Crítica de Ponta

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19/10/2012

Livraria itinerante com preço de sebo

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Distribuidora traz “minifeira” à UEPG e comercializa livros 80% mais baratos que

no comércio da cidade

              Quem passou pelo saguão do Bloco B, no Campus Central da UEPG, na última semana certamente leu o anúncio do que estava acontecendo por ali. Em letras garrafais, numa placa de cor vibrante posicionada na entrada do bloco, a oferta: “Qualquer livro deste estande: R$10,00”. A iniciativa é parte da estratégia de venda da distribuidora curitibana Top Livros, que comercializa publicações de editoras de renome nacional a preço de varejo. Na Universidade, a empresa montou cinco estandes, plataformas no chão, posicionadas lado a lado, em que foram organizadamente empilhadas 3000 edições dos mais de 200 títulos à venda, entre literatura de ficção, biografias, livros de autoajuda, e de áreas específicas, como Direito e Administração.

Foto: Matheus Lara

               A “minifeira”, que durou cinco dias, trouxe títulos consagrados como “Maktub” (Rocco), de Paulo Coelho, e recentes sucessos literários como “Eu” (Planeta), a autobiografia de Ricky Martin, a 10 reais, um preço expressivamente mais baixo, se comparado aos valores cobrados pelos mesmos títulos por aí. Para se ter uma ideia, o bestseller “Império” (Planeta), de Niall Ferguson, o mais vendido na feira da Top Livros, chega a custar 50 reais nas livrarias da cidade.

O custo reduzido dos livros é um incentivo a mais à leitura, e esse tipo de estratégia de venda barateada, que de fato se assemelha a uma feira, só favorece o acesso à cultura e o interesse por parte do público. A iniciativa da Top Livros, que volta à UEPG apenas em maio do ano que vem, percorre universidades de todo o país e se mostra positiva principalmente por reunir preço baixo e livros com temáticas e formatos diversos.

Matheus Lara

Serviço:

Distribuidora TopLivros

www.toplivros.com.br – Televendas: (42) 3023-3232

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07/09/2012

Você não está em casa, mas bem-vindo à nossa

Restaurante Bonifácio Grill cria ambiente único e consegue conquistar clientela fiel em menos de três meses

Parece haver uma tradição de que restaurantes precisam, não apenas servir aos clientes boa comida, mas também deixar à sua disposição uma televisão ligada em algum telejornal de emissoras comerciais. Deve ser uma das estratégias daqueles que defendem que o cliente precisa sentir-se em casa. A estratégia pode ser válida e, levando em conta o número de restaurantes que faz isso, pode-se afirmar que é tendência. Só que, quando um carro entra na contramão de uma via de sentido único, ele se destaca, causa estranhamento. Em analogia simplória: restaurante com som ambiente, sem repórter ou comerciais, também se destaca. O Bonifácio Grill, na Avenida München, vai na contramão dos restaurantes da região.

Crédito: divulgação da empresa em redes sociais

As caixas de som instaladas no restaurante, inaugurado em junho desse ano, levam ao ouvinte músicas incomuns. Suaves, com instrumentais melódicos, nada de sucessos do momento, como acontece no Restaurante Luana, nem notícias em volume alto, como no vizinho Homus e no Restaurante Osni. As duas televisões no Bonifácio Grill ficam em closed caption. A impressão que fica: não querem que você sinta-se em casa, mas que você sinta-se bem na casa deles. E funciona. O ambiente muito bem arejado e iluminado (principalmente nas primeiras mesas da entrada do restaurante, posicionadas ao lado de janelas de vidro) não fica sufocado com o sol do meio-dia, problema presente em alguns restaurantes (a combinação comida-calor nunca é agradável). O ambiente entra em consonância com a simpatia no atendimento do local e, seja pela comida, pelo atendimento, ou pelo ambiente, o cliente certamente voltará.

Matheus Lara

 

Serviço:

Restaurante Bonifácio Grill

Endereço: Av. Bonifácio Vilela, 575

Funcionamento: Buffet por quilo de segunda a sábado das 11h às 14h; petiscaria de segunda a sábado a partir das 19h

Preço: R$ 19,90 o quilo

Contato: 3028-4687 e http://facebook.com/bonifaciogrill

10/08/2012

Deus e o povo na revendedora de automóveis

Periódico de paróquia ponta-grossense reúne estratégias de popularização, diagramação cuidadosa e publicidade local

A principal característica da Gazeta Auxiliadora, órgão de divulgação da Paróquia Nossa Senhora do mesmo nome do periódico, de Ponta Grossa, é o apelo popular àquele grupo a que é destinada a publicação. Além de trazer o registro das atividades da Paróquia, a Gazeta leva a comunidade para dentro do jornal. Uma estratégia para isso pode ser vista na edição de agosto, em que 80% das matérias (21 de 26) trazem de quatro a dez fotos do fato noticioso (festividades, celebração, etc). E as fotos mostram o povo, as pessoas que participam das atividades e ajudam a Paróquia. O apelo popular ainda pode ser percebido quando vemos que, em quase todas as matérias, algum fiel é figura de destaque por sua atividade junto à Paróquia. A publicidade do periódico traz também apelo regional, pois cerca o bairro de Uvaranas (onde fica a Paróquia).

Foto: Matheus Lara

Os recursos gráficos do jornal são, no mínimo, inesperados. A começar pelos títulos das matérias e alguns chapéus, colocados em boxes azuis, criando uma marca gráfica interessante e inovadora (pelo menos na cidade). Ainda dentro do jornal, percebe-se um cuidado com a padronização. As páginas são muito parecidas, sempre cercadas por muita publicidade, com matéria no meio. É o padrão. A logomarca do jornal não traz nada que identifique o aspecto religioso do periódico. A um primeiro olhar, inclusive, devido à fonte utilizada, arredondada e bem chamativa, parece ter sido inspirada na logo de alguma revendedora de automóveis ou loja de autopeças (a marca dos cabeçalhos internos só fortalece essa hipótese, pois é colocada em cima da marca da Rede Salesiana de Paróquias, um desenho que lembra uma curva sinuosa).

Matheus Lara

Serviço:
Gazeta Auxiliadora – Órgão oficial e de divulgação da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora
Distribuição Gratuita
Rua XV de Setembro, esquina com Rua Maria Auxiliadora, Vila Marina, Uvaranas, Ponta Grossa

06/07/2012

Miscelânea geográfico-televisiva

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Programa “Ade!” deixa regionalismo apenas no nome ao não trazer peculiaridades locais em temas de amplo interesse

O “Ade!” traz informação ao público ponta-grossense de uma forma leve e informal. Algumas novidades do programa em 2012 apareceram já na 1ª edição: os quadros “Vida Universitária” e “Crendiospai” buscam, respectivamente, trazer características do cotidiano dos estudantes da UEPG, e mostrar crenças populares; e ainda, novidade trazida na 3ª edição do programa: entrevista no estúdio, no caso, com um músico da cidade. O programa é exibido na TV Comunitária local, canal 96, Net cabo.

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Foto: Reprodução: Programa de 17 de abril

Quase todas as reportagens exibidas nas três edições do “Ade!” em 2012 trazem personagens locais. Porém, o que na teoria justificaria o regionalismo tão escancarado no nome do programa (‘ade’ é uma expressão tipicamente ponta-grossense), acaba se perdendo. Salvo raras exceções, como ùma reportagem que mostra o trabalho de uma entidade de apoio a deficientes visuais (2ª edição do ano), as matérias do “Ade!” trazem temáticas amplas demais, que não conseguem trazer peculiaridades da região dos Campos Gerais. Por exemplo, em uma matéria sobre crenças da quaresma (1º “Ade!” do ano), o assunto fica na mesmice de qualquer almanaque mediano, o que compromete o potencial local que o programa poderia ter.

Destaca-se ainda, negativamente, as notas informativas apresentadas entre uma reportagem e outra, presentes nas três edições do ano, que trazem notícias nacionais e internacionais; e, em quase todas, sem nenhuma ligação com a matéria que vem a seguir ou com a cidade. Esse importante espaço de notas informativas poderia ser recheado de informação local, e as notícias poderiam ser facilmente retiradas de produtos do próprio curso de Jornalismo da UEPG, que é quem produz o “Ade!”.

Matheus Lara

 

Serviço:

Programa “Ade!”

Produção mensal dos alunos de Jornalismo da UEPG

TV Comunitária, canal 96 – Terças e quintas, às 18h

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15/06/2012

Até o céu está cheio de boas intenções

Companhia de teatro ponta-grossense apresenta espetáculo cheio de música e devoção, mas só isso

Um palco vazio. Uma menina vai montando aos poucos, enquanto canta e dança, a “Casa da Esperança”, local que dá título à peça produzida pela Cia de Teatro Kairós que estreou dia 11, no Centro de Cultura. Antes das cortinas abrirem, o diretor Jackson Fernandes anuncia que a peça é baseada em uma história real de uma ONG paulistana que é procurada por pessoas envolvidas com drogas e violência.

A peça traz uma menina que, além de cantar e dançar, reza pelos outros, nada mais. De repente, toca a campainha de sua casa, é a segunda personagem, uma moça pouco educada. Após conhecer a história da nova personagem, marginalizada e envolvida com drogas, já se tem a virada do jogo, tudo muito rápido. Em resumo, a moça que dança reza pela outra e tudo fica bem. A intenção da peça é levar ao público a ideia de que o ato de orar pode mudar as mais complicadas situações. Porém, é justamente essa intenção evangelizadora que soa como propaganda repetitiva de uma religião. Em inúmeros momentos a personagem que reza cita ensinamentos de Jesus Cristo.

Tanta devoção se escancara não apenas no roteiro, mas também na escolha da trilha sonora, recheada de canções da indústria musical gospel. Na peça, a música é ponto chave no enredo, pois a grande transformação da personagem que sofria se dá porque ela ouve a música “Quero que valorize”; a música a remete a Deus e “Ele” a salva. A emoção do público ao final da apresentação comove o elenco. Difícil determinar se a comoção geral é por causa da devoção dos fieis, ou por lembrarem que a história é supostamente baseada em fatos reais.

foto: Cássia Miranda

Matheus Lara

Serviço:

Peça: Casa da Esperança

Direção: Jackson Fernandes

Grupo: Cia de Teatro Kairós

Apresentação do dia 11 de junho, no Centro de Cultura de Ponta Grossa

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04/05/2012

Doce, quente, doce, espumoso, doce, doce e doce

pratos11

Cafés com doce de leite ou creme de avelã atraem público e antecipam inverno pontagrossense

O frio, geralmente, induz ao consumo de coisas quentes e calóricas, apontam nutricionistas. O café é um bom exemplo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café, o Brasil é o segundo maior consumidor do produto e a cada ano esse consumo aumenta. Em Ponta Grossa, o frio começa a aparecer e as cafeterias ganham mais clientes. A Ouro Verde Casa di Caffé, por ter inaugurado no fim de 2011, esse ano passa pela primeira temporada fria na cidade.

Entre mais de quinze tipos de cafés, a Ouro Verde oferece alguns “especiais”. Os mais procurados pelos consumidores, segundo a cafeteria, são os cafés “Doce de Leite” e “Nutella”, produzidos em cinco minutos na frente dos clientes. O que os torna “especiais” são os ingredientes acrescidos no expresso com leite: o doce de leite ou o creme de avelã, que tornam o café uma mistura bem doce, quente e calórica – a cara do inverno que nem chegou.

Foto: Matheus Lara

O café “Doce de Leite” é servido em uma xícara com doce de leite pincelado nas bordas. A bebida é servida quente e com muita espuma. O desconforto de tanta pompa é que, ao beber o café, o doce da borda pode deixar os lábios do consumidor grudentos, lambuzados. Não que isso influencie no gosto da bebida, mas pode atrapalhar o ato de beber.

O mais curioso do “Café Nutella” não é nem o fato de o “Nutella” ser na verdade outra marca – isso deve ser estratégia de venda, ingênua metonímia -, mas sim a cremosidade do ingrediente adicional, que interfere seriamente no gosto inicial do café. Isso acontece porque o líquido quente derrete o creme de avelã, que se dissolve no café e o deixa fortemente adocicado.

Matheus Lara

Serviço:

Ouro Verde Casa di Caffé

Endereço: R. Dr. Colares, 396 – Sala 5 (próximo ao Centro de Cultura de Ponta Grossa)

Atendimento: Segundas às sextas, das 8h às 19h; sábados, das 8h às 13h

Contato: (42)3027-7885

Cafés Doce de Leite e Nutella: Servidos em xícaras médias (240 ml). Preço: R$4,50 cada



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