Posts tagged ‘Marília Maciel’

29/11/2013

Música, disciplina e dedicação

em-cena

A Música não está presente somente no som, mas também nas situações marcadas pelo silêncio

      Um grupo de alunos do Colégio Sant’Ana se apresenta no Cine Teatro PAX. Neste ano a Banda de Metais e Percussão do Colégio Sant’Ana, apresentou nove canções, dentre elas, trilhas sonoras de peças teatrais estreladas na Broadway, trilhas de filme, uma canção brasileira – Luar do sertão e também duas canções internacionais – Get Lucky do grupo Daft Punk, tida como o clímax da apresentação e a vencedora de melhor canção Skyfall.

       A banda é composta por 43 estudantes e o maestro que é o professor do Colégio. Os alunos se dividem entre tubas, eufônios, xilofone, bateria, bumbo sinfônico, teclado, trompetes, flugelhorns, trompas, entre outros. O concerto não se trata de uma mera reprodução de partituras, mas de um trabalho elaborado, onde dois integrantes fazem os arranjos de cada canção. Tarefa difícil reconfigurar uma canção de um grande compositor, como Hans Zimmer e outros compositores.

Foto: Luana Caroline

Foto: Luana Caroline

      A apresentação também conta com dois cantores líricos que entoam The Prayer (trilha de A espada mágica: a lenda de Camelot) e a participação de um ex- aluno, que toca Sweet Child O’ Mine, incluindo guitarra, um instrumento de corda aos metais e percussão, solando em harmonia com poucos instrumentos, que o acompanham de acordo com a melodia da música mais famosa da banda Guns ‘N roses.

      As canções interpretadas pela Banda variam a cada ano. Já foram interpretadas vários temas, como as músicas temáticas de super-heróis em 2006. Ao final, alguns espectadores ficaram desapontados com a ausência de um “bis”, pois esperavam ouvir Aquarela do Brasil, tradição nas apresentações da Banda em Ponta Grossa.

Marília Maciel

Serviço:

Banda de Metais e Percussão do Colégio Santana se apresenta uma vez ao ano.

16/08/2013

Café com plástico em violão e voz do compositor

vitrola21

Cássio Murilo insere ritmo e sopro em disco independente com 12 faixas musicais

     O cantor e autor Cássio Murilo lançou, há poucos meses, o cd independente Café com plástico. O disco é distribuído em 12 faixas gravadas em estúdio, sem reparos e com a presença de uma pequena plateia. No início de cada música, Cássio fala brevemente a respeito da próxima canção, conta sua história e apresenta a ‘Canção do Sereno’, uma música inédita à plateia.

A primeira canção é animada e a característica forte é o instrumento de sopro que contribui para a harmonia da faixa. Na sequência, a temática romântica predomina e em seguida há uma homenagem ao piloto de Fórmula1, Ayrton Senna, num relato sobre a morte e o sofrimento de uma fã ao perder seu ‘Herói’ – título da canção.

critica cddd Foto: Roseli Stepurski

     A canção número cinco titulada com o nome ‘Dois’, conta com a participação da cantora Julia Francisquini, que acrescenta uma destacada voz feminina ao trabalho. No disco há a presença de músicas compostas em inglês e também um cover da banda Los Hermanos, onde Cássio reproduz Pierrot, deixando o cover como ponto alto do disco. Algo que destoa, nas músicas de cunho sério, é a modificação da voz do cantor para que ela fique mais forte em tons muito baixos. Ele não mantém constância e por muito pouco não desafina ou sai do tom.

     As melodias são variadas e surpreendem o ouvinte. A sequência de músicas apresentadas proporciona um ritmo marcante à obra. Outro ponto que vale destaque são as canções que demonstram a presença do violão e voz, que remete o ouvinte à boemia da noite, nos bares onde se toca música ao vivo.

Marília Maciel

Serviço: CD pode ser adquirido com o Cássio Murilo, por R$8.

Contato: https://www.facebook.com/jim.murdoc?fref=ts

29/05/2013

Preço acessível, produto perecível

outros-giros21Mercados populares nem sempre são a melhor opção e preço não supre vida útil de eletroeletrônicos

     Os ponta-grossenses encontram no Centro de Comércio Popular ‘’paraguaizinho’’, produtos variados e marcas alternativas de preço acessível. O local recebe este apelido popular pelo fato de possuir algumas réplicas de produtos de marcas. Com um ótimo atendimento, os vendedores têm êxito em suas vendas, mas nem sempre o consumidor fica satisfeito por muito tempo, pois a durabilidade dos produtos é seriamente questionável.

     Um dos aspectos marcante do shopping popular e também o dilema do consumidor, é ‘o preço barato versus a qualidade’. O consumidor encontra todos os tipos de carregadores e capas de celular, sombrinhas, bijuterias, CDs, DVDs, brinquedos, vestuário, acessórios e eletroeletrônicos. Por serem marcas baratas e réplicas, a qualidade não é o ponto forte de alguns produtos disponíveis.

     Os aparelhos eletrônicos são os que mais sofrem com problemas em relação à assistência, em algumas lojas não é fornecido ao comprador nenhum tipo de nota fiscal ou garantia de funcionamento do objeto comprado.  Porém em algumas lojas os vendedores asseguram mediante um cartão e notas fiscais de que o produto possui garantia, dando plena segurança ao consumidor.

     O local já é referência para os moradores de Ponta Grossa, por oferecer alternativas rápidas quando se precisa de um produto similar. As lojas são distribuídas em corredores, e seguem uma ordem não muito definida de temas, onde se encontram produtos gerais na frente, roupas e acessórios no centro e eletrônicos ao fundo.

Marília Maciel

Serviço: O Shopping Popular fica próximo da Estação Saudade, Região Central de Ponta Grossa/PR.

12/04/2013

Amour – uma vida toda de dedicação e libertação

projetor322Um filme francês surpreendente (como de costume) e libertador.

O filme francês Amour foi merecidamente indicado a vários prêmios, vencendo a Palma de Ouro no festival de Cannes e ao Oscar como melhor filme estrageiro. A atuação dos autores é indiscutivelmente minuciosa, o estilo de filmagem dificulta a atuação, pois há poucos cortes e grandes sequências, onde os atores se movem pelos cômodos em apenas um take. O enredo é surpreendente e o final libertador. Amour, é um ótimo filme, mas apenas a quem gosta de cinema francês, já que o desenrolar é lento.

O drama inicia quando a protagonista sofre um derrame e tem seu lado direito completamente paralisado, dificultando ações cotidianas, o que põe em jogo o amor George (Jean-Louis Xavier Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva). Já em idade avançada George se dedica integralmente a Anne.

Divulgação

Divulgação

Como a maioria dos filmes franceses, o drama é pesado e sentimental, destacando principalmente a profundiddade e amor do cotidiano dos dois. Diferente dos filmes de Hollywood que retratam o amor como um evento em levíssimas comédias românticas. No filme, o amor é uma vida. A sintonia entre Jean-Louis e Emmanuelle, é nítida, principalmente no início do filme, onde ambos são gentis mas as circunstâncias os tornam grosseiros. A direção de Michael Haneke é surpreendente, takes distintos que visam a expressão e os sentimentos de cada indivíduo.

A agonia de Anne por estar impotente e a de George por não poder resolver a situação de sua esposa, são bem captadas. Isabelle Ann Huppert (Eva), filha do casal, mostra uma atuação amena e sem sal. A atriz poderia ter explorado mais o seu personagem.

Marília Maciel

Serviço: O filme foi exibido na última terça-feira (09/04) no Cine Teatro Ópera