Posts tagged ‘Marcela Ferreira’

03/11/2013

As tripas e o coração de Ponta Grossa

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Quem usa o transporte público de Ponta Grossa com certeza já presenciou estas situações no terminal central

               O terminal central de ponta grossa passou recentemente por uma reforma, mas alguns pontos precisam ser melhorados. Logo no acesso às plataformas, nos deparamos com uma escada em péssimo estado de conservação, onde muitas pessoas circulam por dia, representando um perigo para a população. Os banheiros melhoraram consideravelmente, apesar de sujos seu estado é bem melhor para a utilização.

                O terminal possui uma entrada na lateral, pela questão da acessibilidade, porém esta entrada é pequena e limitada a quem usa cartão. Um problema da entrada principal do terminal são os cambistas que abordam todas as pessoas que querem entrar no terminal, a fim de vender passagens com preços menores, de maneira que acabam atrapalhando e deixando a entrada mais lenta no terminal central.

giros foto dcFoto: Arquivo DC.

    O espaço do terminal é amplo, mesmo em horários com maior movimentação os passageiros conseguem circular normalmente, apesar dos aglomerados. O terminal central não tem bebedouros, e possui apenas duas bancas que vendem lanches, sorvetes, doces e bebidas não alcoólicas.

                Normalmente as pessoas passam apressadas pelo terminal central, principalmente nos horários de pico. Mas se houver observação do local, podem-se perceber vários hábitos e cenas da população nos terminais, desde os cigarros fumados na espera dos ônibus, a mania de comer pipoca doce cujo cheiro toma conta do ônibus inteiro, os casais que “perdem” vários ônibus para aproveitar momentos juntos, as brigas, pessoas passando mal, a doçura de alguns idosos e o mau-humor de outros, até mesmo os cachorros que parecem dominar alguns locais. Um lugar onde todo tipo de pontagrossense passa, com ou sem pressa. As tripas e o coração da cidade.

Marcela Ferreira

Serviço:

O terminal central fica entre as ruas Fernandes Pinheiro e Vicente Machado, centro de PG.

O site com os horários dos ônibus é : www.vcg.com.br

A passagem de ônibus custa R$ 2,60 para pagamento em dinheiro, R$ 2,50 para cartão, R$1,25 para estudantes beneficiados e R$ 2,40 com cambistas.

12/10/2013

Pra quem pede Bizz pro Rock’n’Roll!

Rádio web atende a um público específico, mas decepciona em falhas técnicas e falta de atualizações

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Bizz Rock é uma rádio web de Ponta Grossa, destinada ao público que gosta do gênero rock’n’roll e suas vertentes. O site é bem organizado, apesar de ter alguns elementos que atrapalham a visão de quem o acessa, como alguns giffs que piscam incessantemente na lateral do site. A rádio promete programações diferenciadas, dependendo do horário, como os programas Trip 80’s, Bizz Underground e Acústico Bizz. Fica o destaque para o programa Garimpo da Bizz, dedicado às novas bandas brasileiras.

Mesmo estando há meses no ar, o site da Bizz Rock ainda está em construção. E, portanto, a ordem das músicas ainda é aleatória. Um ponto positivo da rádio é que existe o botão “pedidos”, ao lado do player, que abre uma caixa para que o ouvinte peça sua música favorita. Por outro lado, em alguns horários a rádio fica desconectada. No site você pode encontrar várias formas de ouvir os conteúdos, em vários tipos de players, com opções para os sistemas Android e iOS. O site também oferece notícias relacionadas ao rock, mas que não são atualizadas há meses.

Nova Imagem

A Bizz Rock tem parceria com o bar Bola 13, frequentado na cidade pelos amantes do rock’n’roll. Isso proporciona que o público da rádio fique sabendo, através da divulgação do site, quais bandas irão tocar no bar. A rádio divulga também outros espaços que possuem eventos relacionados a este gênero musical. A grande sacada da rádio é atender a um público que não possui mais uma rádio destinada ao rock’n’roll, além de ter a possibilidade de cobrir eventos que já possuem um grupo fiel de frequentadores.

Marcela Ferreira

Serviço:

O endereço da Bizz Rock é bizzrock.com

13/09/2013

Maria Fumaça e as memórias em preto e branco

selo flicampos

Livro infantil lançado na II Flicampos resgata história do Operário Ferroviário de Ponta Grossa

        O livro Operário e Operarianos, do Dr. Ângelo Luiz De Col Delfino, foi lançado no II Festival Literário Internacional dos Campos Gerais (Flicampos). A obra é destinada ao público infantil e possui 24 páginas. Apenas 17 páginas com textos curtos, o que facilita a leitura para o público alvo. O livro contra, através da personagem da Maria Fumaça, um pouco da história do time Operário Ferroviário de Ponta Grossa (OFEC).

       O livro é rico em ilustrações, feitas por Élio Chaves. Comparado aos outros livros infantis, com mais recursos visuais (pop ups, sons, dobraduras), esse pode não ser tão atrativo pelo formato simples, porém se diferencia pelo tema. A obra possui valor para a cultura local, pois incentiva as crianças a se interessar pela história da cidade.

Foto: Marcela Ferreira

Foto: Marcela Ferreira

       A maneira como Defino, através da Maria Fumaça, descreve a história do Operário Ferroviário é bastante simples e didática, própria para o público almejado. Porém usa termos incomuns no gênero infantil. Estes são explicados em uma página no final do livro, intitulada “Saiba mais”.

       Outro aspecto que chama atenção é o final do livro, quando a personagem faz o convite para que as crianças conheçam a Maria Fumaça, que fica no Parque Ambiental, centro da cidade. Isso faz as crianças entenderem melhor o valor histórico do patrimônio e as aproxima daquilo que está sendo dito. Além disso, Defino explica o que significam alguns símbolos do time, como o brasão, as cores e o fantasma. Desse modo, o preço do livro pode ser considerado acessível, pela qualidade e valor cultural.

Marcela Ferreira

 Serviço:

O livro pode ser adquirido na II Flicampos, pelo valor de R$ 15,00.

Editoria: estrategium

Cidade: Ponta Grossa

Ano: 2013

Número de páginas: 24

09/08/2013

Um casamento de dois fermentados

pratos

Chopp com vinho conquista pela textura diferenciada e equilíbrio entre dois sabores marcantes

     O Chopp com vinho servido pela Vêneto surpreende pelo sabor. O mesmo acontece com o claro que, apesar de ser mais comum nos outros estabelecimentos, merece atenção pelo paladar. Estes chopps são da marca Germânia, que distribui em diversos estabelecimentos do Brasil. São boas opções para quem deseja degustar só a bebida ou acompanhando diversos tipos de pratos.

     O chopp com vinho possui uma coloração mais escura, típica de vinho tinto. Com sabor suave, quase não se percebe o teor alcóolico, que é de 6,8%. Nota-se gosto adocicado ao beber o chopp de vinho. A espuma levemente cremosa traz uma sensação distinta para quem toma. Apesar de serem bebidas diferentes, a mistura entre os dois fermentados (chopp e vinho) fica bastante equilibrada.

Foto: Marcela Ferreira

Foto: Yago Rocha

    Já o chopp claro, se diferencia também pelo sabor mais intenso do que a maioria. Feito com baixa fermentação, o gosto lembra cervejas especiais, como cervejas de trigo, por exemplo. Uma bebida suave, apesar de alcóolica. Levando em consideração o sabor, o chopp claro da Vêneto pode ser considerado vantajoso por não ter grande diferença de preço dos demais. O teor alcóolico é 4,5%.

    Um ponto negativo é a demora em ser atendido no estabelecimento, que conta com poucos funcionários para atender as demandas. Apesar disso, os atendentes são atenciosos com os clientes. Infelizmente, a Vêneto não serve porções por ser um estabelecimento mais voltado a sorvetes e derivados. Isso causa o desconforto de quem bebe o chopp, que têm que enfrentar fila em outro estabelecimento para degustar um acompanhamento.

Marcela Ferreira 

 Serviço

Os chopps Germânia são vendidos na Vêneto Gelato do Shopping Palladium Ponta Grossa pelos preços:
Chopp claro: R$ 5,00 (300 ml), R$ 6,50 (500 ml) e R$ 8,50 (700 ml).
Chopp com vinho: R$ 6,00 (300 ml), R$ 8,00 (500 ml) e R$ 9,80 (700 ml).

20/06/2013

Pra quem não sabe, meu nome é tropeiro

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Quarta apresentação do 26º FUC se destaca pela simplicidade e sensibilidade da letra

        Depois de três apresentações com bandas trazendo ritmos mais agitados, o quarto candidato da primeira noite do 26 º FUC, Alessandro Trappel Gonçalves da Silva veio com um ritmo mais suave, com a música Meu nome é Tropeiro, de autoria própria. A música foi apresentada em voz e violão, o que diferenciou a apresentação das outras, criando uma quebra do clima agitado das outras.

        Antes de apresentar a canção, o compositor disse que se tratava de uma homenagem aos tropeiros e aos Campos Gerais. A música tem um tom de saudade e de homenagem mesmo, descreve as andanças de um tropeiro pela região dos Campos Gerais. O ritmo da música e a voz de Alessandro tornaram a música sensível, numa apresentação que se destaca pela simplicidade.

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 Foto: Lente Quente/André Jonsson

        Falar de um tema como os tropeiros não parece inovador, sendo que o saudosismo e o amor pela própria terra são muito retratados em concursos não só de música. O que diferencia esta canção é o ritmo, que apesar de mais suave, com os olhos fechados pode-se imaginar uma cavalgada, por ser constante e juntamente com a letra formar a cena de quem anda por lugares dos campos regionais.

        Nos versos “e pra quem não sabe/Eu fui o primeiro/Plantei a semente/Meu nome é tropeiro” a letra mostra todo o orgulho de quem ajudou a construir a história do Paraná. Uma apresentação não contou com muitos recursos instrumentais como as outras concorrentes, mas se destacou pela simplicidade e pela homenagem presente na composição.

Marcela Ferreira

 

Serviço:

Canção: Meu nome é tropeiro

Letra: Alessandro Trappel Gonçalves da Silva

Músicos: Alessandro Trappel Gonçalves da Silva

29/05/2013

Maquiagens, suor e Rock’n’Roll all night!

vitrola21Show da banda Burnin’ Mavericks traz repertório variado ao público pontagrossense

     O tributo ao KISS, da banda Burnin’ Mavericks, aconteceu no Bola 13, centro de Ponta Grossa, dia 17 de maio. A previsão era começar às 22:00, mas a banda subiu no palco apenas depois da 00:30. O atraso, porém, não afetou a animação do público, entretido com o bar e com os vídeos de shows e clipes da banda, que a casa passava no telão enquanto a apresentação não iniciou

     No meio do show, um problema com uma das caixas de som criou uma espera enfadonha pela continuação do tributo. Ignorando as duas esperas pelas músicas, a banda conseguiu entrar no clima quente da banda Kiss. O que prova isso são as maquiagens borradas pelo suor dos integrantes da banda, que conseguiu animar o público. Quem assistia acompanhou a maioria das músicas cantando durante o show.

marcelaFoto: Divulgação

      Para os fãs de Kiss, os agudos na voz da vocalista fizeram falta. O que é compreensível, pois cada pessoa tem sua maneira de cantar. Apesar de não lembrar muito os vocais da banda, a vocalista cantou de maneira agradável. A seleção de músicas agradou ao público, intercalando as mais clássicas com baladinhas famosas, como Forever. Registrou-se, porém, ao final do show falta de mais músicas do Kiss, por ser um tributo. A parte final da apresentação trouxe músicas de outras bandas, como AC/DC e Guns’n’Roses.

      Merece destaque o desempenho do baixista da banda que, em certos momentos, lembrou muito o baixista do Kiss, Gene Simmons. A interação da vocalista com o público também chamou atenção. Para quem é fã de Kiss, o show foi uma oportunidade de escutar canções do grupo tocadas por uma banda de qualidade.

Marcela Ferreira

Serviço:

O próximo show da banda Burnin’ Mavericks ainda não foi divulgado.
Outras informações na página da banda no Facebook. Imagem: Divulgação.

05/04/2013

Sábado é tempo de rock, baby!

na tela

Seleção de clipes do Rocktime destaca-se por agradar apreciadores de várias vertentes do rock

O programa Rocktime, transmitido pela TVM, exibe clipes de diferentes estilos dentro do gênero Rock. Entre os clipes, são vistas bandas nacionais e internacionais, nem sempre tão conhecidas ou consagradas, o que se torna um ponto positivo do programa, que ajuda na divulgação até mesmo de bandas locais. O programa é gravado na casa do apresentador Jackson Pinto, sem patrocínios e com uma estrutura de cenário simples, mas eficiente.

A seleção de clipes é bem variada (vai do Blues ao Heavy Metal), e conta com as sugestões dos telespectadores. A apresentação em alguns momentos peca por parecer muito “decorada” ou mesmo “lida”. Mas de qualquer maneira, Jackson demonstra entusiasmo e conhecimento do gênero. Outra característica do programa são os comentários curtos, que priorizam aquilo que importa: a música. Um aspecto interessante para aqueles que realmente querem ver os clipes selecionados, sem enrolação. Ele também traz dicas de revistas, novas bandas do cenário nacional, novos álbuns e shows para o público apreciador de rock.

NA TELA

Rocktime é um programa alternativo, para um público que busca ver algo diferente na TV local, que na maioria das vezes apela para o gênero sertanejo. Não deixa a desejar na diversidade de bandas exibidas nas seleções de clipes. O fato de serem exibidos na íntegra também destaca o programa dos demais. No site da TVM encontra-se a indicação do Rocktime para “adolescentes e adultos de 15 a 40 anos”. Embora, talvez ao contrário, boa música deve ser ouvida, e no caso assistida, por todas as faixas etárias.

Marcela Ferreira

Serviço:

Programa Rocktime

Exibido todo sábado, às 17h pela TVM, canal 14 (cabo).

O Rocktime também está no Youtube.