Posts tagged ‘livro aberto’

29/09/2014

Quem aspira o aroma dessas flores. Sente o bater do coração.

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O livro “Alice no país das maravilhas & Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá”, de Lewis Carroll, versão adaptada de 2010, possui os dois livros de Carroll contando a história de Alice. Existem várias versões da história original, nessa onde as duas histórias se encontram no mesmo livro, é uma das que mais se aproximam da versão original de Carrol (1832-1898).

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Os trechos que conhecemos da história de Alice pelos filmes e desenhos, praticamente todos se encontram entre os capítulos do livro. A diferença é a ordem em que as coisas acontecem, normalmente a história se inicia com Alice sonhando com a toca do coelho e entrando no país das maravilhas através dele, já na segunda parte do livro (Através do espelho e o que Alice encontrou por lá), Alice que estava sentada numa poltrona devaneando, atravessa um grande espelho que havia na sala de estar e vai parar em outro mundo fantasioso, onde tudo acontece a partir da reflexão no espelho e por regras e peças de jogo de xadrez.

Todos os capítulos possuem ilustrações de John Tenniel, além de poemas declamados por Alice e pelos demais personagens. Na história os personagens são pessoas, animais, flores,  etc e  todos tem características humanas, conversam, contam histórias e dão conselhos a Alice. Tanto os livros quanto os filmes inspirados na história de Carroll, acabam fazendo alusão ás drogas, mas isso depende da perspectiva de interpretação de cada.

Jaqueline Guerreiro

Serviço:

O livro pode ser adquirido nas livrarias da cidade por R$14,00.

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22/11/2013

Touchdown na terra do gol de placa

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Livro sobre o futebol americano no Paraná faz resgate histórico, mas peca na hora da narrativa

        Livros-reportagem têm uma aura quase mística. Não é a toa que muitos futuros profissionais da imprensa assumem o desafio de escrever um. É o caso de Rodrigo de Souza, estudante do curso de Jornalismo da UEPG. Ele procurou resgatar a história do futebol americano no Paraná no trabalho de conclusão de curso. O resultado foi Conquistando Território, livro de 128 páginas recheadas de curiosidades que podem interessar aos admiradores do esporte.

        Além de relatar acontecimentos folclóricos, no melhor estilo Guia dos Curiosos – o primeiro time de Ponta Grossa jogava de vermelho, apesar de ser chamado de “Black Knights”; o clube mais antigo do Paraná tem como treinador um gringo desconhecido encontrado nas ruas de Curitiba – o texto faz amplo levantamento histórico. E se destacam as informações sobre os resultados dos primeiros campeonatos da região, por exemplo.

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Foto: Divulgação

        O acervo impressiona e certamente agrada ao fã do football. Entretanto, em momento algum a obra assume uma linguagem de narrativa. Não há aprofundamento nos personagens, diálogos ou flertes com a literatura, algo característico das reportagens em profundidade. O mais próximo disso é a crônica de uma partida, no último capítulo. Isso pode desinteressar o leitor casual, que procura, acima de tudo, ler uma história cativante.

      Conquistando Território merece aplausos por se arriscar em um tema ainda pouco explorado e recente. Também serve como almanaque histórico, cheio de informações pertinentes. Falta, porém, um tempero a mais para conquistar leitores que não fazem ideia do que é um quarterback.

Rodrigo Menegat

 

Serviço:

A banca de avaliação do livro aconteceu no dia 12 de novembro/2013. O autor pretende disponibilizar o PDF do texto na internet em breve. Contato: Rodrigo de Souza – souza11rodrigo@gmail.com

02/11/2013

Anuário mostra riquezas regionais

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Catálogo econômico procura chamar atenção de investidores e aproximar moradores da região

Resultado de uma iniciativa do jornal Diário dos Campos, no dia 17 de outubro foi lançada a edição 2013 do anuário socioeconômico dos Campos Gerais, Terra de Riquezas. Com o objetivo de apresentar os principais atrativos para aqueles que têm interesse em investir na região, o projeto está na 4ª edição e tem como eixo de abordagem ‘Meio Ambiente e Sustentabilidade’.

Na intenção de retratar a evolução econômica dos municípios, com dados atualizados, o livro é dividido em capítulos referente a cada cidade que faz parte da região dos Campos Gerais do Paraná. O prefácio do anuário justifica a escolha do tema da edição. Uma sacada da autora é a publicação bilíngüe: por se tratar de um material que deve chamar a atenção de cooperativas, associações comerciais e empresas parceiras interessadas em investir nos Campos Gerais, há uma preocupação com o entendimento dos estrangeiros.

Foto: Larissa Rosa

Com 156 páginas divididas em 23 capítulos, a leitura não é maçante, já que há um número significativo de imagens e recursos gráficos. Por ser produzido em Ponta Grossa, o capítulo 14 – referente à cidade – é o único que possui dois intertítulos: Meio ambiente e escola e Mesa mais saudável. O uso de recursos gráficos como infográficos, grandes fotos, tabelas, gera uma interatividade durante a leitura, mas polui as páginas. Afinal, tudo que é demais, confunde.

Além de ser uma iniciativa que irá auxiliar na divulgação e no fortalecimento da região, o anuário também serve de guia aos próprios moradores dos Campos Gerais. Dados como indicadores sociais e econômicos aproximam mais quem produz e mora na terra.

Larissa Rosa

 

Serviço:

Anuário Socioeconômico dos Campos Gerais Autora: Ceres Regina de Aguiar Vieira

Produção: Prisma Digitação e Diário dos Campos. Ano: 2013. Tiragem: 3000 exemplares. A distribuição é dirigida a um público segmentado, composto por empresários, instituições empresariais, universidades e outras instituições da sociedade organizada.

25/10/2013

Urbanidade e cotidiano em rimas

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O poeta local Kleber Bordinhão reúne textos que relatam uma perspectiva pessoal do meio urbano

          O livro Ano Neon do autor ponta-grossense Kleber Bordinhão, publicado pela editora Estúdio Texto, traz reflexões que vão de relatos sobre a vida até histórias de caráter urbano. Com quase cem poemas a obra é a segunda publicação do autor, que lançou em 2010 a coletânea de odes intitulada ‘Distâncias do Mínimo’.

          O apanhado de versos livres e longos deixa clara a influência do poeta curitibano Paulo Leminski (1944 – 1989) sobre a obra. A referência fica evidente pelas poesias que descrevem a vida na cidade e de percepções cotidianas de Bordinhão. No poema “Educação complementar”, o leitor encontra descrições da vida escolar do autor, um apontamento de onde iniciava a aptidão para a escrita.

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Foto: André Jonsson

          O eu-lírico se confunde em meio aos relatos da vida do escritor que registra cada passagem de forma única. As relações amorosas e sociais não ficaram de fora da publicação que possui inúmeros questionamentos e relatos ligados aos temas. Alguns poemas estão disponíveis na integra na página do Facebook de divulgação do livro, que foi atualizada até o mês de agosto.

          Ao ler Ano Neon, entende-se que a sequência de poemas foi minimamente pensada ligando os temas e os versos em um roteiro rimado. A capa do livro reforça a ideia de cidade e urbano, ao ilustrar luzes em uma rua desfocada. O lançamento atípico do livro em um bar no centro da cidade no dia 15 junho, credita a obra o ar de urbanidade e boemia. O autor distribuía autógrafos ao som de seus poemas executados em músicas pela banda ‘A Coisa’ como na canção ‘Ode ao Ade’.

André Lopes

Serviço:

O livro pode ser encontrado nas Livrarias Curitiba (PG) pelo valor de R$25,00

12/10/2013

História local de uma crença

Livro vencedor de concurso literário de PG retrata tradição religiosa de mais de 130 anos de existência

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Como vencedor do concurso municipal literário de 2012, Fé, Cultura e Tradição: as celebrações em honra ao Divino Espírito Santo na cidade de Ponta Grossa – 1882/2011 é o 4° volume de um conjunto de pesquisas dedicadas à memória cultural dos Campos Gerais do Paraná.

Mais que a imersão na cultura religiosa, o livro é uma narrativa cronológica. Antes de iniciar, o escritor Vanderley Rocha faz uma breve introdução trazendo ao leitor a história da devoção ao Divino Espírito Santo e como ela se propagou pelo Brasil através dos colonizadores portugueses.

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O livro de 110 páginas é dividido em três capítulos. Nesse espaço são abordados os aspectos que tornaram o culto uma tradição em Ponta Grossa, tais como a origem da devoção, o espaço sagrado que é a “Casa do Divino” e o significado para os devotos, os rituais (procissão, rezas, novenas, missa e a festa) e também a religiosidade e criação da Diocese de Ponta Grossa.

O autor procura explicar diversos termos religiosos, como o “sagrado” e a “materialidade do divino”, e também, termos sociais, como “patrimônio”. Dessa forma, o texto é didático e abrange mais que os religiosos. Todos têm condição de ler e entender o livro. A linguagem da narrativa é simples e torna os fatos e dados mais fáceis de ser compreendidos, evitando uma leitura cansativa. Há equilíbrio entre a devoção e a informação.

É uma obra que não se resume ao fanatismo de uma crença, mas situa o leitor no contexto de cada acontecimento. E por contar através da ordem cronológica dos fatos, é possível ver a evolução da tradição, a multiplicação de devotos e o fortalecimento da crença ao longo de mais de 130 anos.

Giovana Kai

Serviço:                                                                                                            

Fé, Cultura e Tradição: as celebrações em honra ao Divino Espírito Santo na cidade de Ponta Grossa – 1882/2011

Autor: Vanderley de Paula Rocha

O livro tem 110 páginas e foi editado pelo concurso Municipal de Pesquisas Históricas da Fundação Municipal de Cultura de PG

13/09/2013

Maria Fumaça e as memórias em preto e branco

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Livro infantil lançado na II Flicampos resgata história do Operário Ferroviário de Ponta Grossa

        O livro Operário e Operarianos, do Dr. Ângelo Luiz De Col Delfino, foi lançado no II Festival Literário Internacional dos Campos Gerais (Flicampos). A obra é destinada ao público infantil e possui 24 páginas. Apenas 17 páginas com textos curtos, o que facilita a leitura para o público alvo. O livro contra, através da personagem da Maria Fumaça, um pouco da história do time Operário Ferroviário de Ponta Grossa (OFEC).

       O livro é rico em ilustrações, feitas por Élio Chaves. Comparado aos outros livros infantis, com mais recursos visuais (pop ups, sons, dobraduras), esse pode não ser tão atrativo pelo formato simples, porém se diferencia pelo tema. A obra possui valor para a cultura local, pois incentiva as crianças a se interessar pela história da cidade.

Foto: Marcela Ferreira

Foto: Marcela Ferreira

       A maneira como Defino, através da Maria Fumaça, descreve a história do Operário Ferroviário é bastante simples e didática, própria para o público almejado. Porém usa termos incomuns no gênero infantil. Estes são explicados em uma página no final do livro, intitulada “Saiba mais”.

       Outro aspecto que chama atenção é o final do livro, quando a personagem faz o convite para que as crianças conheçam a Maria Fumaça, que fica no Parque Ambiental, centro da cidade. Isso faz as crianças entenderem melhor o valor histórico do patrimônio e as aproxima daquilo que está sendo dito. Além disso, Defino explica o que significam alguns símbolos do time, como o brasão, as cores e o fantasma. Desse modo, o preço do livro pode ser considerado acessível, pela qualidade e valor cultural.

Marcela Ferreira

 Serviço:

O livro pode ser adquirido na II Flicampos, pelo valor de R$ 15,00.

Editoria: estrategium

Cidade: Ponta Grossa

Ano: 2013

Número de páginas: 24

31/08/2013

História do chorinho no palco do Ópera

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Livro lançado no mês de agosto traça a trajetória da Noite de Seresta da televisão até o Cine Teatro Ópera

     A ‘Noite de Seresta’ é uma tradição vinda da televisão, no canal 7, que passou para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Em uma noite por ano, músicos de chorinho e serenatas se reúnem para fazer um som. A apresentação, antes transmitida pela televisão, agora é organizada pela UEPG no Cine-Teatro Ópera. Para eternizar o costume, o professor Cláudio Jorge Guimarães e as alunas Andréa Fermino Gonçalves e Jéssica Baum lançaram na semana passada, pela editora Estúdio Texto, o livro Serestas e Seresteiros: O evento Noite de Seresta da UEPG – PR.

     O lançamento foi no Premium Vila Velha Hotel com sessão de autógrafos e apresentação do grupo ‘Novos Malandros’. O livro se divide em quatro capítulos. O primeiro explica de forma acadêmica o que é seresta, seresteiros e serenata. O formato dificulta a leitura de quem não é do meio estudantil.

Foto: Luana Caroline Nascimento

Foto: Luana Caroline Nascimento

     O segundo capítulo recupera a história do evento, enquanto o terceiro mostra como são os bastidores da ‘Noite’ e o que é preciso para que seja realizada. O quarto e último capítulo descrevem a história daqueles que já participaram da Noite de Seresta. A obra é composta por referências de outros escritores e entrevistas colocadas como “informação verbal”.  Fotografias e cartazes das apresentações anteriores ilustram o livro.

     O desenho da capa com uma lua, um violão e uma luminária de rua, com a aparência de um lampião, lembra o cenário da Noite de Seresta do ano de 2012. A diagramação interna, por ser clara e limpa, torna a leitura mais simples e nada cansativa.

Luana Caroline Nascimento

Serviço:

O lançamento do livro foi no Premium Vila Velha Hotel às 19h. e 30 min. no dia 20 de agosto. Em breve, disponível para venda!

16/08/2013

A história do filho que não era dele

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‘A flor que não é sua’ conta a história do amor paternal de um administrador por um menino de rua

     O livro A flor que não é sua, de trama simples e cativante, foi escrito por Matheus Lara quando o autor tinha apenas 16 anos.  Os personagens principais são o bem-sucedido gerente Lev Solitch, o menino de rua Dagô (Igor)  e a professora Monique. Suas vidas se encontram, mas cada um carrega uma história, um passado. As histórias são contadas ao leitor a partir do estilo de narrativa não linear, que segue o fluxo da consciência e não a cronologia do tempo, escolhido pelo autor.

     A obra trata da valorização das aparências e dos bens materiais. O gerente Lev teve um filho com uma ex-namorada e foi abandonado pouco depois da morte do menino. A partir disso, o trabalho se torna sua vida. Em Dagô, menino criado na rua por dois jovens rapazes, reencontra o afeto que sentia pelo próprio filho, o que lhe desperta o desejo de adotá-lo.  Depois de conseguir colocar Dagô provisoriamente em um orfanato, o menino passa a frequentar a escola, onde tem Monique como professora. Lev se envolve com ela, mulher bonita e ambiciosa, mas o relacionamento registra algumas conturbações.

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     A linguagem é simples e os erros e falhas de escrita são ofuscados pelo fluxo de leitura e o interesse que o livro proporciona.  As letras são grandes e há bastante espaço nas páginas, o que possibilita uma leitura de poucas horas. A escolha do narrador onipresente, bem como da escrita não linear, favorece a imaginação do leitor, que acompanha os flashbacks e entra na mente dos personagens. Matheus Lara mostra que, além de futuro jornalista, pode se sair bem como escritor.

Taís Borges

Serviço:

A flor que não é sua.

O livro é encontrado para venda no site: http://www.clubedeautores.com.br/book/125296–A_flor_que_nao_e_sua

O valor é R$ 30

Número de páginas: 152

Editora: Clube dos Autores

Ano: 2012

09/08/2013

Reflexão sobre a maior das aventuras

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Um livro que não serve apenas para ler, mas também para analisar nossas próprias atitudes

      José de Bôrtoli propõe mexer com os neurônios do leitor em seu livro A maior das aventuras. O título e a capa possibilitam imaginar que se trata de um romance, porém o livro tem caráter de autoajuda. O autor incita o leitor a usar o cérebro por completo, simplesmente alterando o modo como se fazem as coisas, saindo da rotina. O texto da obra tem tom leve, escrita de maneira simples e clara. Os textos ficam justificados e centralizados em cada página, porém o tamanho dos textos em cada página varia muito, algumas têm no máximo cinco linhas.

      “Me desafiei a fazer uma palestra e me desafiei a escrever um livro. Proferi várias vezes a palestra e estou na metade do livro, e não sou palestrante nem escritor”. Com essas palavras o autor chama o leitor a mudar, a aventurar-se, a mudar a mão com que se escreve, a desejar um bom dia para o seu próprio dia, não importa o horário e não importam quantas vezes você queira. Apesar de ser um livro de autoajuda, o livro prende a atenção do leitor, faz com que ele/ela queira chegar ao fim da história.

      José de Bôrtoli, em sua escrita simples, ganha o leitor ao longo de todo o livro, trazendo reflexões importantes sobre atitudes comuns. No último capítulo, intitulado A lata de lixo, sugere-se depositar toda a negatividade, estresse, maus pensamentos e atitudes. O fim do livro remete o leitor a uma carga emocional muito grande, pensando em de fato em seguir as orientações do autor, mudar não só as atitudes, mas surpreender os neurônios com atividades inusitadas, desafiando a você mesmo com um bom dia em qualquer hora do seu dia.

Rafaela Oliveira

Serviço:

O livro pode ser encontrado na Livraria Curitiba, Shopping Palladium

28/06/2013

#OGiganteAcordou! E usa cartazes para se comunicar

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Mensagens (populares) carregam a ‘nova cara’ das manifestações no Brasil

          Na onda de manifestações pode-se analisar os cartazes do protesto como parte da produção literária contemporânea. Os cartazes atualmente usados em publicidade e propagandas cresceram junto com as vanguardas europeias e serviam para exposição de trabalhos. No entanto, as cartolinas apareceram também em manifestações, como a dos ‘Caras Pintadas’ (1992) e no Rio+20 (2012). Hoje, além de imagens e palavras, elas expõem sentimentos e opiniões.

          No meio da multidão de pessoas reunidas em protestos, o cartaz é uma das melhores formas de fazer um apelo e mostrar sua reinvindicação. Tendo como base as quatro manifestações ocorridas em Ponta Grossa, em junho de 2013, notam-se diferentes estilos de cartazes, alguns com palavras de ordem, outros com reclamações e ainda alguns cômicos.

          Algumas frases são originais, mas outras se popularizaram através da internet e estão presentes na maioria das manifestações. Destacam-se, por exemplo, “O gigante acordou!”, também utilizada nas marchas que aconteceram nos anos 1960, “Saímos do Facebook”, que faz uma crítica ao “protesto de sofá” e “Vem pra rua”, que funcionou como um chamado para quem ficou em casa.

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         Foto: Roseli Stepurski/Lente Quente

         A presença da linguagem vinda da internet é perceptível, principalmente pelas hashtags do Twitter (#), que são utilizadas para separar e organizar um assunto dentro da rede social. Também se verifica o uso o verbo ‘curtir’ junto com o símbolo do polegar para cima, usado no Facebook. Esse tipo de linguagem pode ser vista em cartazes como ‘#ACORDA BRASIL’, ‘Menos #IMPOSTOS, mais #RESPEITO’, e em um cartaz com o desenho do Palácio do Planalto e a expressão ‘#VERGONHA’.

          É possível perceber ainda influências de músicas, como nos cartazes “Que país é esse”, “Somos filhos da revolução, somos o futuro da nação”, e “Quem sabe faz a hora e não espera acontecer”. Os dois primeiros citam trechos de canções da banda Legião Urbana e o terceiro uma composição de Geraldo Vandré. Apesar de terem sido escritas em outras ocasiões da história brasileira, estas músicas ainda fazem referência ao período social e político que o país vive.

           Os cartazes mostram uma fragilidade das manifestações. A quantidade de reivindicações destaca a falta de um objetivo comum das marchas de jovens que caminham, empunham cartazes e gritam por todos os problemas do seu país. Mas, também indicam a pluralidade do movimento.

André Lopes, Maria Luísa Cerri, Rafaella Feola

Serviço:

As cartolinas podem ser encontradas em papelarias pelo preço médio de 50 centavos.