Posts tagged ‘Giovana Kai’

11/11/2013

Quem disse que boneco é coisa de criança?

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Domingo de sol e teatro no Parque Ambiental com o grupo Mamulengo Sem Fronteiras

        Música, cultura e humor. São as palavras que melhor descrevem o teatro de bonecos “Exemplos de Bastião”, do grupo Mamulengo Sem Fronteiras, de Taguatinga (DF).

    O espetáculo tem sua própria trilha sonora, feita ao vivo por três instrumentos: o tambor, o acordeão e o triangulo. Todos os oito personagens – incluindo os bichos – são manuseados pelo mesmo intérprete, o mamulengueiro Valtemir Cedro dos Santos, que consegue dar uma singularidade a cada um deles. O personagem principal é o Palha de Folia Sebastião que, com humor e um toque de sarcasmo, conquista crianças, adultos e idosos.

Foto: Roseli Stepurski/ Lente Quente

Foto: Roseli Stepurski/ Lente Quente

      Durante toda a apresentação, os personagens interagem com o público que, com o decorrer da história, se torna mais participativo. Principalmente as crianças. As músicas, além de darem ritmo aos acontecimentos, enfatizam o clima, seja suspense, drama ou alegria. De acordo com o manuseador dos bonecos, a peça é uma releitura do mamulengo nordestino. É daí que sai o ritmo das músicas e a cultura dos personagens. A história não segue uma ordem lógica de fatos. É composta por diversos acontecimentos diferentes com personagens diferentes. O elo é Bastião.

         Por ser um espetáculo ao ar livre, as falhas são praticamente inevitáveis. Problemas técnicos no som em alguns momentos não foram o suficiente para prejudicar o desempenho. O vento, no entanto, foi um obstáculo para manter o cenário em pé. Mas com bom humor e descontração, o mamulengueiro consegue superar os problemas e divertir a todos que, apesar do calor, compareceram à tenda do Parque Ambiental.

Giovana Kai

 Serviço:

Peça: EXEMPLOS DE BASTIÃO

Grupo: Mamulengo sem Fronteiras – Taguatinga-DF

Duração do Espetáculo: 40 a 50 minutos.

Classificação etária: Livre

Direção Geral e Direção Artística: Valtemir Cedro dos Santos (Walter Cedro)
Autor/Roteiro/Cenografia/Figurinos: O Grupo

Sonoplastia/Iluminação/Operador de Luz: Wagner dos Santos Nascimento
Operador de Som: Rosimar Cedro dos Santos

10 de novembro de 2013

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12/10/2013

História local de uma crença

Livro vencedor de concurso literário de PG retrata tradição religiosa de mais de 130 anos de existência

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Como vencedor do concurso municipal literário de 2012, Fé, Cultura e Tradição: as celebrações em honra ao Divino Espírito Santo na cidade de Ponta Grossa – 1882/2011 é o 4° volume de um conjunto de pesquisas dedicadas à memória cultural dos Campos Gerais do Paraná.

Mais que a imersão na cultura religiosa, o livro é uma narrativa cronológica. Antes de iniciar, o escritor Vanderley Rocha faz uma breve introdução trazendo ao leitor a história da devoção ao Divino Espírito Santo e como ela se propagou pelo Brasil através dos colonizadores portugueses.

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O livro de 110 páginas é dividido em três capítulos. Nesse espaço são abordados os aspectos que tornaram o culto uma tradição em Ponta Grossa, tais como a origem da devoção, o espaço sagrado que é a “Casa do Divino” e o significado para os devotos, os rituais (procissão, rezas, novenas, missa e a festa) e também a religiosidade e criação da Diocese de Ponta Grossa.

O autor procura explicar diversos termos religiosos, como o “sagrado” e a “materialidade do divino”, e também, termos sociais, como “patrimônio”. Dessa forma, o texto é didático e abrange mais que os religiosos. Todos têm condição de ler e entender o livro. A linguagem da narrativa é simples e torna os fatos e dados mais fáceis de ser compreendidos, evitando uma leitura cansativa. Há equilíbrio entre a devoção e a informação.

É uma obra que não se resume ao fanatismo de uma crença, mas situa o leitor no contexto de cada acontecimento. E por contar através da ordem cronológica dos fatos, é possível ver a evolução da tradição, a multiplicação de devotos e o fortalecimento da crença ao longo de mais de 130 anos.

Giovana Kai

Serviço:                                                                                                            

Fé, Cultura e Tradição: as celebrações em honra ao Divino Espírito Santo na cidade de Ponta Grossa – 1882/2011

Autor: Vanderley de Paula Rocha

O livro tem 110 páginas e foi editado pelo concurso Municipal de Pesquisas Históricas da Fundação Municipal de Cultura de PG

09/08/2013

Qualidade nas páginas e falta de conteúdo na tela

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Jornal que circula nos Campos Gerais peca pela falta de notícias na própria versão online

     O Página Um, jornal produzido em Castro, tem circulação diária e leva informações e entretenimento para todas as cidades da região. As edições de segunda a sábado são compostas por páginas de opinião, política, região, geral, classificados, segurança e a coluna social. A linguagem simples permite uma compreensão rápida sobre o que está impresso.

        Normalmente com oito páginas, aos sábados são incluídas quatro páginas de ‘atos oficiais’. O periódico não se limita ao município onde é editado e, permite maior circulação ao invés de ficar limitado apenas às notícias de Castro.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

       Aos domingos, roda uma edição que vale também para a segunda-feira, com editorias variadas como ‘dia a dia’, ‘agronegócio’, ‘automóvel’, ‘esporte e moda’. As páginas coloridas são visualmente leves e a diagramação é equilibrada. O P-1 possui pouca publicidade, em comparação a outros periódicos de cidades da região.

      Além dos serviços diários de vagas de emprego, horóscopo, informações sobre assinatura e endereços e telefone para contato, nas páginas de domingo são encontrados resultado da loteria, previsão do tempo, datas comemorativas e  a programação do Cineplus de Castro. Porém, falta uma agenda cultural com eventos da região.

      No entanto, o site do Página Um segue o padrão das versões digitais dos demais jornais. É possível encontrar apenas as edições digitalizadas para serem lidas online ou em formato pdf e jpg. Notícias e atualizações sobre os acontecimentos não são publicados no site, de modo que o leitor precisa esperar a versão impressa para ter acesso a informações de última hora.

Giovana Kai

 Serviço

Venda avulsa : Sábado e Domingo – R$2,00
Dia de semana – R$1,50
Contato : redacao@paginaum.com
Site: http://www.paginaum.com

20/06/2013

Protestos ganham representação musical no FUC

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Banda regional faz a própria manifestação de forma cultural no palco principal do Cine Teatro Ópera

           Na etapa regional do 26º Festival Universitário da Canção, na noite de 19 de junho/13, segunda música apresentada foi Guerreiro. Apesar de a banda demorar a se posicionar no palco, começou a performance interagindo com o público, que logo entrou no ritmo da batida.

             Responsável pela interpretação, a banda JahMay Roots é composta por guitarra, baixo, bateria, percussão, vocal e trompete. O último instrumento dá um toque diferencial e anima a apresentação.

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  Foto: Lente Quente/André Jonsson

          Com a letra de Tarso Felipe Rodrigues Braga e música de Daniel Henrique Correa Gnoatto, a canção em ritmo de reggae ilustra a situação atual do país com todos os protestos e manifestações que mostram o “despertar” do povo brasileiro. A letra é forte e sugere uma luta contra a opressão.

           O intérprete cantava a música com emoção e toda a banda se movimentava em sincronia com a melodia. Todos os integrantes estavam próximos uns dos outros no centro direito, na frente do palco. O exagero apareceu na altura do som, tanto dos instrumentos quanto do vocal. Nos momentos em que o cantor elevava o tom de voz, a tendência era desafinar.

             A apresentação teve duração de quatro a cinco minutos e grande parte era instrumental, pois a letra é composta por apenas seis estrofes com um refrão que aparece duas vezes. A banda manteve sintonia durante toda a apresentação e o som dos instrumentos mostrava harmonia, sem sobrepor um ao outro. Antes que a música acabasse o cantor se cobriu com uma bandeira do Brasil, reforçando o tom de protesto e exaltou a plateia, que começou a acompanhar o ritmo com palmas.

Giovana Kai

Serviço:

Canção: Guerreiro

Letra: Felipe Rodrigues Braga

Música: Daniel Henrique Correa Gnoatto

Músicos: banda Jahmay Roots

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24/05/2013

Uma questão de vaidade ou necessidade?

moda e estilo.Tratamentos estéticos são procurados para cuidar de problemas com a aparência e com autoestima

     Antes generalizado como um mercado voltado ao público feminino, hoje, os tratamentos estéticos atendem um grupo heterogêneo. Tanto mulheres, quanto homens de uma variedade de faixas etárias, necessidades e objetivos procuram clínicas especializadas em cuidar da aparência física. Outros estabelecimentos procurados são os salões de beleza, clínicas dermatológicas e cirúrgicas.

     Enquanto para alguns é uma questão de vaidade e de apresentar uma aparência “bem cuidada” e bela para as pessoas, outros recorrem aos tratamentos por necessidade maior que uma insatisfação com o físico ou para se sentirem bem. Nesse ramo, pode-se recorrer desde cremes até cirurgias. O importante é buscar clínicas e profissionais confiáveis e especializados para garantir o resultado esperado, pois há concorrência na indústria da estética, assim como em qualquer outra.

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     Os tratamentos mais procurados são aqueles que combatem os sinais do tempo, acne, gordura localizada, estrias e celulite, manchas e defeitos provocados por acidentes ou pela hereditariedade.

     Seja qual for o motivo, a preocupação com a estética não precisa ser tratada como luxo, pois hoje é mais acessível financeiramente. Todos têm direito a ter a aparência que desejam, contanto que não se torne uma obsessão, como no caso dos excessos de cirurgias plásticas. Ou prejudicial à saúde, assim como tratamentos faciais e corporais dolorosos que não oferecem resultados duradouros, ou remédios sem prescrição que prometem efeitos milagrosos.

Giovana Kai

 Serviço:

Os tratamentos, assim como seus preços são disponibilizados de acordo com a especialidade de cada estabelecimento e profissionais.

12/04/2013

Volta ao mundo e retorno à infância através da música

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Apresentação onde o principal requisito é a participação do público traz canções folclóricas de diversas culturas
Com a proposta de concerto interativo, o Coro Cidade de Ponta Grossa realizou a apresentação Ciranda Cirandinha no Auditório B do Cine-Teatro Ópera. E apesar do público não ter sido o maior que o Coro já recebeu, o entusiasmo da plateia não deixou a desejar. Pendurados acima do palco, arcos coloridos formavam a decoração, remetendo ao nome do espetáculo. O jogo de iluminação mudava conforme a participação do público nas músicas.
Em aproximadamente uma hora e meia de apresentação, pessoas de todas as idades puderam relembrar ou ter o primeiro contato com as danças e músicas folclóricas, aprender sobre a origem das canções e sobre a história das danças circulares, que existem desde as culturas primitivas. E também conhecerem novas culturas e tradições através de uma verdadeira “volta ao mundo” nas músicas. Além de músicas internacionais, não pode faltar a típica “Ciranda, cirandinha” e canções folclóricas paranaenses, mantendo viva a tradição e as mensagens que elas passam tanto às crianças quanto aos pais.
A parte mais importante de toda a apresentação foi a participação da plateia, que respondia com palmas, coreografias e cantava junto com o Coro.

Cr'edito: Eduardo Godoy

Foto: Eduardo Godoy

Famílias inteiras interagiam e algumas pessoas se voluntariaram para subir ao palco para a dança de roda. Essa interação é uma boa forma de incentivar pessoas que não tem costume de ir a concertos a ter mais contato com a cultura musical.

O fim do show foi marcado por uma participação especial do Coro em Cores e pela plateia aplaudindo de pé.
Giovana Kai
Serviço:
Agenda do Coro:
– Missa Breves, de Delibes – 14 de abril, às 10h, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
– Participação na II Feira Cultura Plural – 20 de abril, às 9h30, na Praça Barão do Rio Branco
– Missa Breves, de Delibes – 28 de abril, às 20h30, na Paróquia Santa Rita de Cássia
22/03/2013

Magia nos efeitos visuais

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Oz – Mágico e Poderoso promete nova interpretação de história com mais de 100 anos
    O filme começa em branco e preto com uma atmosfera fantasiosa, típica das produções cinematrográficas da Walt Disney e conta a história do mágico vigarista Oscar Diggs (James Franco), apelidado de Oz, que sonha em se tornar grandioso, ganhando a vida através de truques e mentiras.
    Ao chegar na terra de Oz, o filme ganha cores vivas e Oscar conhece uma bruxa boa, Theodora(Mila Kunis), que acredita que o forasteiro é o mágico de uma antiga profecia. No Reino de Esmeralda, ele conhece também Evanora (Rachel Weisz),  irmã de Theoroda, que o engana e o leva à busca de uma suposta “bruxa má”. Atraído pelo ouro do reino, Oscar viaja ao lado de Finley, um macaco alado e também uma Boneca de Porcelana.
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Foto: Divulgação
 
    Ao chegarem ao destino, descobrem que a bruxa que procuravam era a verdadeira bruxa boa, Glinda (Michelle Williams). É desvendado a verdade sobre a bruxa má. Oz, Glinda, Finley e a Boneca partem para a luta ao lado dos moradores do Reino de Esmeralda, usando truques de um livro de mágicas, fazendo com que as bruxas fujam amedrontadas e o povo de Oz volte a acreditar em magia.
    Seguindo o padrão das produções da Disney, “OZ Mágico e Poderoso”, é um show de efeitos especiais e o figurino e a maquiagem realçam o encanto das personagens. Por ser um filme de fantasia, a interpretação é exagerada, porém, esse aspecto não é negativo, pois se adequa à proposta do gênero. Dirigido por Sam Raimi, o filme tem duração de 128 minutos de aventura, romance e comédia com um toque de suspense e fantasia. A classificação é livre, mas não é necessariamente um filme para crianças.
 Giovana Kai
Serviço:
Cinema Lumière – Shopping Total: sem prazo de alteração da programação.
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DUBLADO – Normal
Horário: 14:30 – 17:30 – 20:05
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