Posts tagged ‘Gabrielle Koster’

10/11/2013

Máscaras, luz, sons e nada de voz

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No quarto dia de Fenata, Monóculo conta a história de Matilde e Antenor, um casal que está preso à monotonia

       Com atores mascarados, jogos de luz e música a peça “Monóculo”, do Grupo  Tecelagem, se apresentou no Cine-teatro Ópera na 41ª edição do Fenata. Não há fala durante a apresentação. O enredo é sobre um casal que  está preso ao tédio do dia a dia, onde tudo se repete. Os  atores deixam esta situação em evidência ao reiniciarem a mesma cena, que se acelera e fica frenética, até que a história se desenrole. Quando Antenor e Matilde descobrem o Monóculo, vêem outras possibilidades e liberam os próprios desejos e vontades.
O uso da música, luz e expressões corporais conferem um ar das personagens, por vezes, melancólico e outras agitado. Em um momento, o casal está no palco e em outro, fica em projeção, como em uma interação entre a personagem e seu “eu”, onde o intérprete releva seus sentimentos e vontades.

Foto: Victor Ribas/ Lente Quente

Foto: Victor Ribas/ Lente Quente

         Destaque para expressão corporal dos atores, em que cada movimento tem uma intenção específica em detrimento da ausência de falas. O cenário com poucos objetos também facilita essa clareza, fazendo com que toda atenção do espectador se volte aos atores e aos sons. Além da voz, as personagens perdem expressões de rosto, compensadas pelos movimentos de corpo aliados à trilha sonora. Dois homens representam o casal, fato revelado ao público somente após o fim da apresentação.
Cerca de 350 pessoas acompanharam a peça e, 50 destas, o debate. Destaque para este espaço de discussão e interação entre público e atores, no qual foi possível conhecer outros trabalhos do grupo teatral e como a peça “Monóculo” foi construída.

Gabrielle Rumor Koster

 Serviço:
A peça aconteceu no dia 09 de novembro as 20h no Cine Teatro Ópera.
A agenda completa do Fenata no site: http://www.youblisher.com/p/745395-41fenata/
Mais informações sobre o Grupo: http://www.grupotecelagem.com.br/ogrupo.htm

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03/11/2013

Voz aos bairros ponta-grossenses

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Estudantes do 3º ano de Jornalismo produzem o Jornal Comunitário, veiculado na TV Com da cidade

A produção laboratorial faz parte da formação do jornalista, independente da mídia em questão. O Jornal Comunitário é produzido pelos alunos do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG e visa destacar principalmente, mas não unicamente, problemas estruturais da cidade. Nas produções veiculadas na TV Comunitária (pelo sistema a cabo Net TV, no canal digital 17) nos dias 21, 22 e 23 de outubro, boas pautas foram selecionadas e há pluralidade de visões.

Destaque para matéria da falta de pavimentação na rua S. Vicente de Paula, pela dinamicidade no desenrolar a matéria, bem como pluralidade de vozes consultadas. As matérias sobre cultura ucraniana e candomblé também se destacam ao apresentar tais crenças e costumes além de características e problemas enfrentados. Vale ressaltar os serviços disponíveis no final de algumas matérias, que auxiliam o telespectador que possa ter o mesmo problema retratado na reportagem. Outro recurso utilizado é o de informações por infográficos, mapas entre outros recursos visuais.

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Foto: Divulgação

O problema recai na parte técnica de produção, com algumas imagens escuras ou muito próximas, áudio baixo ou estourado, por exemplo. Faltou, portanto, “afinar” a produção no fechamento dos jornais, já que áudio e imagem são a alicerce da produção em telejornalismo. Outra questão é, por vezes, a repetição da informação dada pelo apresentador logo no início reportagem.

A produção está interligada com o site Portal Comunitário (www.portacomunitario.jor.br) em um diálogo entre as duas mídias. Afinal, o acompanhamento dos bairros e associações de moradores é realizado constantemente pelos estudantes de Jornalismo.

Gabrielle Koster

Serviço:

As produções passaram na TV Comunitária PG, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, as 19 horas e continuarão sendo exibidos na próxima semana.

Canal 96 analógico e 17 digital – NET cabo TV

Site do Portal: http://portalcomunitario.jor.br/

Facebook da TV COM: facebook.com/pages/TV-COM-PG/160915797334728

04/10/2013

É palco, mas nada de cenário ou figurino

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       Leitura Dramática, promovida por estudantes da Casa de Artes Helena Kolody, encerra o ciclo com Bertolt Brecht

      Os 24 atores vestem roupas escuras sob a luz amarelada e seguram o texto da obra a ser apresentada. Não há figurino nem cenário. Neste contexto, acontece a Leitura Dramática, feita pelos alunos de teatro dos módulos iniciante e avançado da Casa de Artes Helena Kolody. Às 20h da quarta-feira, 2 de outubro, no Cine-Teatro Ópera, o grupo encerrou o primeiro Ciclo de Leituras Dramáticas com a obra do alemão Bertolt Brecht, O Círculo de Giz Caucasiano.

      A história trata de Gruscha Vaschnadze, que trabalha em um reino invadido durante a Revolução Russa. A moça cuida de Miguel, criança herdeira do trono no reino, já que a mãe do garoto o abandonou e o pai está morto. Gruscha passa por diversas dificuldades para manter Miguel consigo e protegido.

Foto: Gabrielle Koster

Foto: Gabrielle Koster

       A leitura dramática no teatro impede que o ator se movimente plenamente no palco, mas ele pode compensar na voz, entonação e gestos. O grupo começou um tanto “travado”, estranhamento que se dissolveu durante a apresentação. Os atores, em sua maioria, conseguiram imprimir emoção durante a leitura. Um ponto fraco é a falta de ritmo com, por vezes, pausas extensas entre a fala das personagens.

       Cerca de 50 pessoas prestigiaram o grupo. A duração de 1h45min se tornou cansativa até certo ponto da apresentação, mas compensou nos trechos de comicidade. Isso se deve ao esforço de reprodução fiel da obra que, no teatro convencional, se tornaria uma apresentação mais dinâmica. É possível verificar a diferença do grau de aprendizado dos alunos, ao mostrar o processo de aprendizado e, de certo modo, os “bastidores” da produção teatral.

Gabrielle Koster

Serviço: O I Ciclo de Leitura Dramática encerrou no dia 02 de outubro no Auditório C do Cine-Teatro Ópera, as 20h. Mais informações sobre a Casa de Artes Helena Kolody no site http://arteshelenakolody.no.comunidades.net/ e no Facebook da Casa.

13/09/2013

Do horror à ditadura na telona

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Projeto Cinemas e Temas apresenta e discute filmes de diversas épocas com temáticas atuais

              O projeto Cinemas e Temas, vinculado à UEPG, teve programação durante a II Feira Literária dos Campos Gerais (Flicampos) 2013. Além de Mostra de filmes, alguns deles seguiram com discussões após a exibição e palestras sobre gêneros cinematográficos. Na segunda-feira (09/09) foi exibida a trilogia ‘O estranho mundo de Zé do Caixão’, de José Marins, na temática ‘uma introdução ao cinema de horror’. A trilogia é composta pelos curtas O Fabricante de bonecas, Tara e Ideologia e caminha por temas como sexo, estupro, canibalismo, tortura física e psicológica. São interessantes quanto a questão dos limites e instintos do ser humano.

Foto: Gabrielle Rumor

Foto: Gabrielle Rumor

         Já As meninas, exibido na terça-feira (10/09), possui temática voltada à Ditadura Militar (1971), onde três jovens universitárias vivem em um pensionato de freiras. O filme conta a vivência e crises pessoais das moças, no contexto da censura. A exibição foi amparada pela palestra de Jeanine Javarez, que ligou o filme à obra literária de Lygia Fagundes Telles. A análise focou os gêneros e estilos de escrita em comparação com o filme, em uma vertente mais teórica da literatura.

         Apesar de pioneiros em determinados gêneros, o ponto fraco ficou na técnica da exibição. Nos filmes apresentados durante a tarde, a luz forte diminuía a nitidez da imagem, apesar da tentativa em colocar tecidos nas janelas que bloqueassem a luz. O barulho externo das apresentações também dificultou a concentração daqueles que assistiam as obras, fatores estes, logicamente, não ligados ao Projeto Cinemas e Temas.

 Gabrielle Rumor

 Serviço:

O Projeto Cinemas e Temas integrou diversos momentos da programação na Flicampos conforme o guia oficial do evento. Informações sobre o Cinemas e Temas no site: http://cinemasetemasuepg.blogspot.com.br/.

09/08/2013

No circo Globo as crianças dão um show

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Pela primeira vez na cidade de Ponta Grossa, grupo circense faz até três apresentações diárias

     Com 1h30 de duração, o Globo trás apresentações de malabarista, palhaços, contorcionista, dançarinas, trapezista, globo da morte, entre outros. Uma das apresentações que mais impressionam é a do trapezista, que se veste de Homem Aranha e tem a roupa alternada entre as cores vermelho e preto, a partir de um jogo de luz. A corda indiana também chama atenção pela dificuldade, na qual a acrobata movimenta-se, normalmente por giros rápidos e constantes, em uma corda presa no alto da estrutura da arena.

     Em ambos, não há qualquer rede ou mecanismo de segurança. Os palhaços geram comicidade ao espetáculo com piadas simples, além de interagir com o público. Outro fator de destaque são os artistas infantis. Como palhaço, malabarista ou acrobata, as crianças equivalem à desenvoltura dos adultos no picadeiro.

Foto: Crys Kühl

Foto: Crys Kühl

    O globo da morte é apresentado em duas versões. Na primeira delas, o motoqueiro está caracterizado de Batman para a performance. Na segunda, são dois os motoqueiros para integrar a apresentação, o que aumenta significativamente o grau de dificuldade.

      Há um intervalo de 15 minutos para que as pessoas possam comprar lanches, como algodão-doce, pipoca, cachorro-quente, entre outros itens. Alguns brinquedos estão disponíveis para venda. A comercialização é feita também durante o espetáculo. Fato que, aliás, pode atrapalhar os que estão nas primeiras fileiras da arquibancada por causa do trânsito dos vendedores. Quem prefere ficar mais próximo do picadeiro, paga de cinco a dez reais a mais.

Gabrielle Koster

Serviço

O Circo fica em Ponta Grossa até dia 12 de agosto na Rua Jacob Holzmann.
Horário: Diariamente as 20h30, sábado as 17h e 20h30 e domingo as 15h, 17h e 20h30.
Preço da entrada: 10 reais para estudantes, 15 reais na arquibancada e 20 reais nas cadeiras.

20/06/2013

Marca regional vira música e leva prêmio

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Ode ao Ade, interpretada pela banda A Coisa, vence a etapa Regional do FUC

        Ode ao Ade, com letra de Kleber Bordinhão e música de Felipe de Oliveira, foi interpretada pela banda A Coisa na edição regional do FUC. A música faz uma reverência à Ponta Grossa, lembrando já no nome a típica interjeição ‘ade’. A letra é curta, com duas estrofes e seis versos. Todos na banda vestiam ternos pretos durante a apresentação e não se movimentaram muito no palco.

        Bateria, pandeiro, violoncelo, guitarra além dos vocais compunham a banda. O vocalista usou efeitos sonoros durante um pequeno trecho da música, o que não teve a intenção de mascarar alguma imperfeição na voz, já que o cantor não desafinou. Além disso, o grupo usou notas mais longas e agudas durante a canção com um alto potencial vocal.

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Foto: Lente Quente/André Jonsson

        O ritmo frenético criou um contraste agradável com instrumentos mais leves, como o violoncelo e o pandeiro. A própria banda definiu a música como “ácida e autêntica assim como Ponta Grossa”.  Apesar de poucas estrofes, a letra não é cansativa nem repetitiva.

        Não é a primeira vez que Kleber Bordinhão e a banda A Coisa, trabalham em parceria. Em 2012, a música Eu em você, teve como letra o poema de mesmo nome, feito por Bordinhão. A canção participou da coletânea musical do projeto Reversos – Instrumentalizando a Poesia do site sobre cultura alternativa, Nego Dito.

        A música foi vencedora da etapa Regional da edição 2013 do FUC e disputa a etapa Nacional juntamente com outras três músicas ponta-grossenses.

Gabrielle Koster

Serviço:

Canção: Ode ao Ade

Letra: Kleber Bordinhão

Música: Felipe de Oliveira

Músicos: Banda A Coisa

24/05/2013

A contravenção veste gravata-borboleta

projetor322Giovanni Improtta sai da televisão para as telas do cinema

     Personagem criado por Agnaldo Silva, o bicheiro Giovanni Improtta não é novo na dramaturgia. O contraventor nasce no livro Prendam Giovanni Improtta, de 2005 e tem aparição na telenovela Senhora do Destino no mesmo ano. Os ternos coloridos, bem alinhados e gravatas borboleta caracterizam o personagem. No filme, Giovanni é um bicheiro rico e tem o objetivo de entrar para uma cúpula que visa à liberação dos cassinos brasileiros. O contraventor também deseja ingressar em um Clube que não quer aceitá-lo devido à má fama de bicheiro.

     O português incorreto e adaptações de ditados populares feitas pelo bicheiro geram certa comicidade ao filme. A expressão e trejeitos contribuem para a imagem caricata do personagem. José Wilker, além de interpretar Giovanni, dirige a produção, fator inusitado para obra cinematográfica. O ar de simpatia está intrínseco em Giovanni que, além de bicheiro, possui uma escola de samba.

giovanniimprotta_cartazDivulgação

     Não há cenas que ousem no enquadramento e no movimento de câmera, mas isso não compromete a qualidade do longa. O desenrolar do filme se mostra cansativo por não ter cenas que evidenciem um clímax. Apesar de comédia, a obra possui uma trama de jogos de interesses, traições e agressão.

     O uso de um personagem já consagrado é estratégico e gera resultados. Ao espectador, rever a figura que o fazia rir na televisão é um atrativo para ir às salas de cinema. Por outro lado, cria expectativas não atendidas, uma vez que Giovanni Improtta arranca alguns risos, mas não gargalhadas daqueles que o assistem.

Gabrielle Koster

Serviço:

Giovanni Improtta (2013)

Classificação: 14 anos Duração: 1h e 40m

Direção: José Wilker

Gênero: comédia

Esteve em cartaz no Multiplex Palladium entre os dias 17 e 23 de maio.

19/04/2013

De um azul intenso e inconveniente

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Apesar da aparência moderna e espaço amplo, a Biblioteca Pública de PG possui problemas operacionais na arquitetura

Com a estrutura em vidros azulados, a nova sede da Biblioteca Pública Municipal, Prof. Bruno Enei, agora fica no Complexo Cultural Jovani Pedro Masini, região central da Cidade. Após 71 anos sem sede própria, em dezembro de 2012 a biblioteca obteve um espaço amplo para se instalar. A localização, apesar de movimentada, é silenciosa e ideal para abrigar a biblioteca. A construção é confusa, pois não há nenhuma placa ou letreiro destacado que conte o nome da biblioteca e indique a entrada.

Quem visita pode estranhar certos “buracos” nas prateleiras de livros, mas os bibliotecários garantem que todos os dias novos livros são adicionados ao acervo. A questão é que a biblioteca está inserida na rede Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas e para cada livro, 60 itens precisam ser preenchidos. Portanto, os livros passam por uma triagem e os repetidos são repassados para outras bibliotecas. O acervo de obras raras, midiateca e espaço de reparos para livros também estão presentes na biblioteca para consulta.

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Foto: Gabrielle Koster

Ao ser construído, nenhum servidor da biblioteca foi consultado quanto à estrutura do prédio. Portanto, hoje é necessária a instalação de ar condicionado, persianas e películas que diminuam a entrada de sol no local. Apesar do esforço dos bibliotecários em manter as obras, principalmente as raras, cobertas para que a luz não as deteriore, algumas ainda ficam expostas.

É comum a visitação de escolas à biblioteca, onde as crianças podem somente conhecer o espaço, como participar de oficinas, ouvir histórias e assistir a curtas.

Gabrielle Koster

Serviço:

Localização: Rua dos Operários, s/n – Olarias, próximo ao Supermercado Muffato – CEP: 84.035- 210

Horário de Visitação: Segunda à sexta-feira das 8hs às 18hs. Sábado das 8hs às 13h

Entrada: Gratuita.

Telefone: (42) 3901-1846 – 3224-3867

22/03/2013

Sons no palco e acrobacias em cena

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Rei do Mundo é apresentado pela Companhia de Teatro Fora do Sério

   Raimundo é um menino de interior e seu desejo é ser veterinário. A família se esforça para que ele possa estudar e realizar o sonho. No caminho da escola para casa, Raimundo conhece o Circo Espalhafatos que o presenteia com um cavalo de saúde frágil. Com os devidos cuidados, Trapézio se torna um belo cavalo e Raimundo é tentado a vendê-lo. A peça de teatro O Rei do Mundo que abriu a semana de Teatro e Circo do Sesc, é destinada ao público a partir de 6 anos.

Em cena - Gabrielle - Fotos de Lucas Feld 2

   Foto: Lucas Feld

   A peça traz uma lição interessante, pois Raimundo diz que não há preço que pague sem carinho pelo cavalo. A apresentação, que aconteceu no dia 18/03 no Teatro Ópera, em Ponta Grossa, é longa para a atenção das crianças (1h30), mas tem boa continuidade. A sonoplastia é feita pelos atores no palco que se revezam entre os instrumentos e atuação. As acrobacias em cena tem ritmo e são bem executadas e podem não surpreender pelo grau de dificuldade, mas pelo fato das personagens terem formação de atores e não circense.

   Elementos simples, como o cortar de uma laranja por um personagem, faz com que público sentado perto do palco sinta o aroma da fruta. O texto é de fácil entendimento e flui com agilidade entre os atores. Os trechos de humor arrancam algumas gargalhadas do público, principalmente no desfecho, mas também pecam pela longa duração. Algumas cenas que tem um intuito de fazer rir ficam um tanto forçadas, mas sem prejudicar a peça como um todo.

   Rei do Mundo é uma adaptação do livro com mesmo nome de Lucília Junqueira. A peça é viabilizada através do prêmio da Funarte que a Companhia ganhou em 2010.

Gabrielle Koster

Serviço:

Espetáculo: Rei do Mundo.

Apresentado no Auditório A do Cine-Teatro Ópera.

Grupo: Fora do SériO.

Duração: 90 minutos.

Classificação etária: a partir de 6 anos.