Posts tagged ‘FUC’

22/06/2013

Voz, violão e vocabulário irreverente

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Canção interpretada por Luciano D’Miguel e seus músicos fugiu do tradicional presente nas músicas concorrentes no festival 

          A apresentação de Luciano D’Miguel abriu a segunda noite (21/06) da etapa nacional do 26º Festival Universitário da Canção. Interpretando a música Voz e Violão, de autoria própria, o artista não foi acompanhado pela banda do Festival, pois trouxe seus próprios músicos. Baixolão, teclado, zabumba e chocalho foram os instrumentos responsáveis pelo som de fundo.

         O sotaque nordestino dos artistas na vinheta apresentada anterior a canção já indicava algumas influências culturais. O figurino arrojado do vocalista, abusando das cores quentes, se destacava em meio aos outros músicos que usavam cores mais neutras. Ainda na vinheta de apresentação os músicos já contavam o que a interpretação representaria: a aposentaria do violão, que foi substituído pelo baixolão.

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Foto: Lente Quente

             A canção revela uma mistura de MPB com traços de baião nordestino. O vocabulário irreverente presente na letra fez com que o público da cidade entrasse em contato com uma nova cultura, marcada por poesia e história. O ritmo marcado pela zabumba em harmonia com os graves do baixolão era contrastado pelo som do teclado.

            Apesar dos músicos estarem em sintonia entre si, a tentativa de interação com o público não trouxe muitos resultados. Além disso, as constantes paradas durante a apresentação podem ter confundido as pessoas de quando a música havia acabado ou não.

           A letra com palavras diferentes não repente nenhum verso e a música também não tem refrão. Mesmo que isso tenha cansado um pouco o público, os artistas mostraram estilo, trazendo algo que fugiu do tradicional presente nas outras apresentações da noite.

Bianca Machado

 Serviço:

Canção: Voz e Violão

Compositor e intérprete: Luciano D’Miguel e seus músicos

22/06/2013

De verde e anil é a alma do Brasil

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Música da etapa nacional do FUC retrata marcas culturais do povo brasileiro

                  Vindo de Santana, no estado do Amapá, a música Alma Brasileira foi a sexta apresentação da noite de 21/06 no Cine-Teatro Ópera, na 26° edição do Festival Universitário da Canção. O frio e a chuva não espantaram os espectadores do FUC, que compareceram para apreciar as nove músicas da noite interpretadas à etapa nacional. Alma brasileira é da autoria e interpretação de Benedito Ciel dos Santos Barbosa.

              A letra fala dos brasileiros que trabalham de sol a sol, de segunda a segunda, que tem nomes comuns e são “guerreiros”, como indicam os primeiros versos da música, repetidos em vários momentos: “na minha veia corre sangue de guerreiro. Na minha veia tem história, sou nagô”. A música é, segundo o cantor, uma homenagem à própria mãe e retrata a imagem típica do brasileiro que, apesar de sofrido, é feliz. O ritmo da canção aperfeiçoa ainda mais a mensagem que a letra transmite.

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                Os vários José, João, Pedro, Raimundo e Sebastião presentes na história cantada montam o quadro do Brasil que tem uma alma que agrega do dono de um palácio até aquele que vive em um barraco de várias cores, mas sempre com fé. A melodia é somada a uma entonação forte que deixa a canção agradável para se ouvir.

            O cantor ficou, durante a apresentação, no centro do palco, acompanhando o embalo da música com o corpo, no ritmo da ginga colocada pela letra da canção como uma característica dos brasileiros. A composição tem quatro estrofes e uma quinta, declamada (ao invés de cantada). A música e interpretação marcaram a presença com um tema, apesar de frequente em festivais, apresentado de forma empolgante pelo autor.

Luana Caroline Nascimento

 

Serviço:

Canção: Alma Brasileira

Letra e músico: Benedito Ciel dos Santos Barbosa

22/06/2013

Reflexão sobre um tempo perdido

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Brincadeira de criança é tema de música interpretada pela paulista Rita Carvalho na 26ª edição do FUC

            A música Brincadeira é Coisa Séria, de Laudismar Deptulski, interpretada por Rita de Cássia Carvalho, em companhia da banda do FUC, cativou o público e despertou reflexões ao tratar do tempo e da infância perdida. A aguda e suave voz da interprete conseguiu prender a atenção da plateia que ouviu a décima e última canção da terceira noite da 26ª edição do Festival Universitário da Canção.

             A composição traz elementos que remetem a brincadeiras infantis, mas o assunto é vida adulta que supera a de criança. ‘’O riacho do tempo levou minha inocência, fui brincar de gente grande, descuide, deixei’’, diz o texto, que sugere um momento de lamentação. A melodia dos dois violões e contrabaixo, acompanhada do discreto carrilhão, dava o clima infantil que pedia a música e, quando tocado, destacava ainda mais a voz da cantora.

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Foto: Lente Quente

             Rita de Cássia passou a apresentação toda em uma única posição no palco, apenas movendo os braços em uma dança com as mãos que acompanhavam o ritmo das congas. Segura, a artista demonstrou experiência e atingiu notas altas e algumas vezes arriscou um ou outro falsete. Em alguns momentos a pronúncia deixou a desejar, e as pessoas que não acompanhava a composição pelo caderno com as letras apresentadas no festival ficaram sem entender.

              A letra é extensa e sem repetições, com um refrão marcante e curto: “brincadeira é coisa séria, não tem graça caçoar”. A canção traz o pensamento de um adulto descuidado que não percebeu o passar do tempo e perdeu uma parte importante da vida.

André Lopes

 

Serviço:

Autor: Laudismar Deptulski

Interprete: Rita de Cássia Carvalho

Cidade: São Paulo /SP

Músicos: Maria Cristoilma e banda “Escrete Canarinho” (banda do FUC).

22/06/2013

Baiá pode fazer sucesso em outras regiões

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Músico paranaense investe em ritmo quente, mas não consegue aquecer o público do FUC 

             Apesar de ter experiência com música, participação em diversos projetos culturais e também possuir trabalhos autorais, a performance de Josemar Artigas não foi suficiente para chegar à final do 26º FUC. O músico, vindo da capital do Paraná, Curitiba, se apresentou com canção de sua autoria, Baiá.

            A música com influência do tambor de crioula e do maracatu, com apenas voz, violão e percussão, apresentou uma melodia ritmada, e inclusive alguns artifícios para cativar o público. No entanto, a composição, que remete a uma marca da cultura maranhense, tornou-se monótona. O som dos instrumentos clamava animação, estado de espírito que o cantor pareceu não expressar.

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Foto: Lente Quente/ José Tramontim

           Apesar do ritmo regional, dançante e agitado que instigou o público, a voz do interprete parecia não acompanhar a melodia. No início dos versos a canção era pouco ouvida, e ao final das frases, a voz se exaltava, tornando alguns trechos da música indecifráveis.

            Contribuindo para a não compreensão da letra, era perceptível que a percussão estava muito alta. Entretanto, a voz do cantor era suave, e em alguns momentos lembrava o timbre do cantor Milton Nascimento.

        O músico possui um blog onde divulga seus trabalhos e também disponibiliza o download de músicas e partituras, incluindo Baiá. Porém, nota-se diferença em versões. Letra e melodia permanecem as mesmas, porém a versão gravada em estúdio se diferencia da apresentação ao vivo, pela entonação de voz. Na música Baiá letra e melodia eram harmoniosas, o que de fato prejudicou a apresentação foram as idas e vindas, e altos e baixos, exibidos na voz do músico na interpretação ao FUC.

Rafaella Feola

Serviço:

Canção: Baía

Compositor: Josemar Artigas Santos

Interprete: Josemar Artigas

Blog: http://josemarartigas.blogspot.com.br/

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22/06/2013

Atenção, atenção, o circo chegou!

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Grupo paulista interpreta canção que relembra a magia (e as saudades) do circo

            “Olhares atentos, porque hoje é dia de circo!” Assim encerra a primeira estrofe da música Ciranda do circo que foi interpretada pelos paulistas (da cidade de Limeira) do grupo Toque Percussivo. O sorriso no rosto dos integrantes não mentia: eles sentiam prazer em estar ali, trazendo para o público a beleza e a nostalgia do circo. A música descreve a alegria que o circo é capaz de fornecer, com palhaços, equilibristas e malabaristas. A lembrança, magia e o encanto do momento de ouro do circo encontram-se presente não somente na letra, mas também na face de quem representava a música.

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Foto: Lente Quente/ José Tramontim

            A canção retrata algumas das dificuldades de se viver e trabalhar em um circo, como diz o texto: “em noite de chuva o sorriso é forçado, Palhaços brincando, lá fora o trovão, Sonhando com um dia de circo de fama, No alto é a lona, no chão. No chão é a lama”. O trecho descreve a expectativa de trabalhar em algum circo de renome e não ficar somente em pequenos lugares. Em contraponto, o refrão descreve a satisfação de receber “aplausos e risos, olhares de espanto, pedindo mais um”.

A interpretação da banda chama a atenção pela integração e harmonia entre os participantes. Caracterizados como palhaços, o grupo trouxe ao palco uma atmosfera de circo e descontração, em que a música animada e ao mesmo tempo suave contagiava o público, que logo se concentrou na apresentação. Na abertura, um integrante do grupo declarou que gostaria de trazer a alegria do circo para o público, utilizando as vestimentas como uma forma de identificação cultural. Missão cumprida e objetivo alcançado!

Hellen Gerhards

Serviço:

Canção: Ciranda do Circo que foi

Letra: Marcos Lima

Música: Robson Barbosa

Músicos: Toque Percussivo

22/06/2013

No fim, é a música que faz a diferença

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Mesmo com falhas recorrentes, FUC 2013 encanta na qualidade das apresentações 

              A terceira noite do 26º Festival Universitário da Canção, na sexta-feira (21/06), como nas anteriores, começou com atraso. A segunda disputa da etapa nacional previa a apresentação de 11 músicas, dentre elas duas das quatro selecionadas na etapa regional do FUC.

             Foram exatos 17 minutos de atraso que, somados a outros 10 minutos de falas do cerimonialista, deixavam a plateia impaciente. Durante a espera, grande parte dos espectadores utilizava celulares para o tempo passar. Após quase meia hora, inicia o show da banda de apoio aos músicos, a Scratch Canarinho, em uma apresentação de harmonia, dando o tom do que viria pela frente.

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Foto: Lente Quente/ Camila Gasparini

             Entre as nove apresentações registradas na noite, quatro foram solo, sugerindo uma melhor desenvoltura dos artistas no palco, que acaba por ficar pequeno em apresentações com mais de cinco músicos. O espaço também é diminuído pela quantidade de instrumentos, e por caixas de retorno colocadas muito à frente no palco do Cine Ópera. Problemas dos dias anteriores permaneceram: o som da bateria sobressai aos outros instrumentos e até mesmo sobre o vocal. Microfones que não são utilizados permanecem no palco, atrapalhando a visão da plateia e principalmente o trabalho dos fotógrafos.

           Uma marca das músicas apresentadas na noite foi a exaltação de características dadas como inerentes ao povo brasileiro: bravura, alegria e sonhos. O que se viu, mesmo que involuntariamente, foram letras que refletem o que acontece, neste momento, em todo país. Para a final estão as músicas Rendeira, Quase feliz, Teimosa, Ode ao ade, Fim de tarde, Agonília, Se vai e idade, Salmoura, Imensurável, Viva assim, Iluminar e Brincadeira é coisa séria.

Kelvin Vieira

 

Serviço:

Terceira noite do 26º Festival Universitário da Canção

Data: 21/06/2013

Músicas apresentadas: Voz e violão, Imensurável, Guerreiro, Viva assim, Ciranda do circo que foi, Alma brasileira, Iluminar, Baiá e Brincadeira é coisa séria

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22/06/2013

Uma vibração positiva ao planeta

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Performance de grupo goiano arranca aplausos em apresentação no FUC 2013 

             A sétima apresentação da sexta-feira (21/06), terceira noite de Festival Universitário da Canção (FUC), ficou por conta de Conrado Pêra, Jadson Fernandes dos Santos e Leide Luana Conceição. A banda veio de Alto Paraíso, estado de Goiás, e apresentou a música Iluminar, escrita por Conrado Pêra. Cada integrante é de um lugar do Brasil, mas se conheceram, e formaram o grupo, em Goiás.

             Antes do espetáculo começar, a organização do evento exibiu um vídeo onde o grupo se apresentava a plateia e falava sobre a canção inscrita (e selecionada) ao festival. Além de falar sobre a história da banda, foi possível perceber a positividade que os integrantes desejavam e transmitiam ao público presente.

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         Foto: Lente Quente

          Os músicos entraram no palco em figurino estilizado com algumas influências de folk e hippie, vestindo túnicas, ponchos e saias longas. A interação com a plateia já surgiu antes da apresentação. A música era calma e suave, mas sem cair no melancólico. A letra interpretada falava sobre natureza e amor. As vozes eram harmônicas e afinadas, e o único instrumento tocado era um violão elétrico por Conrado Pêra.

           Durante a canção os interpretes tambm dançavam de forma leve e em movimentos expressivos, além de sugerir uma interação quase amorosa entre os integrantes, o que passava uma sensação harmônica ao público. Ao final da performance, os três músicos se abraçaram em comemoração enquanto estavam no palco. E, assim, Iluminar foi uma das canções finalistas do 26º FUC.

Lorraine Almeida

Serviço:

Canção: Iluminar

Letra e composição: Conrado Pêra

Músicos: Conrado Pêra, Jadson Fernandes dos Santos e Leide Luana Conceição

21/06/2013

Bucolismo abrasileirado em uma ‘casa de histórias’

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Dentinho Arueira traz tom nostálgico e folclore em canção tradicional regionalista e recheada de rimas

            O paranaense Domiciano Lopes de Souza, ou Dentinho Arueira, como é conhecido, se apresentou pela primeira vez em Ponta Grossa, no 26° Festival Universitário da Canção, com a música de autoria própria, intitulada Casa de Histórias. A canção descreve um pouco da cultura brasileira, de maneira poética, com linguagem regionalista e ritmo envolvente, que conquista o ouvinte, “levando a um ambiente calmo”, com os acordes e o arranjo que entra em total sintonia com a letra da música.

          Casa de Histórias é o exemplo típico de música presente no FUC, mas não decepciona o público, que após a canção ovaciona Dentinho. A letra é repleta de personagens do folclore nacional e linguagem específica de determinadas regiões do Brasil. A combinação entre os versos da música, o timbre da voz do cantor e o arranjo utilizado, foi um dos pontos fortes da apresentação.

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Foto: Lente Quente/ Camila Gasparini

             A canção possui uma divisão simples, de fácil entendimento mesmo para leigos. São quatro estrofes, iniciadas com “a nossa casa tem”, que também é a frase final da música, trecho que se transforma em uma espécie de bordão na apresentação. No final de cada verso há rimas que auxiliam na musicalidade e ritmo da canção.

            Na apresentação, Dentinho teve apoio da banda do FUC, que para o festival fez o arranjo composto por um teclado que simulava o som do acordeão, guitarra, bateria e chocalho. Diferente de outras apresentações, cada instrumento estava com o volume na medida certa, o que deixou nítida cada passagem da música para o público do festival.

João Henrique Santos Souza

Serviço:

Canção: Casa de Histórias

Composição: Domiciano Lopes de Souza – Dentinho Arueira

Músicos – Domiciano Lopes de Souza e banda do FUC

21/06/2013

O Sertão está em agonia

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Nordestinos apresentam canção sobre o Sertão no FUC

             A música Agonília foi apresentada pela dupla Achiles Silveira Neto e Marcus Silva Marinho, acompanhados da percussão da banda do FUC, na Etapa Nacional do 26º Festival Universitário da Canção no dia 20 de junho. A canção é lenta como uma balada, mas tem um toque nordestino, principalmente por ser essa a origem dos participantes.

            O intérprete tem um timbre forte, canta em tons agudos em alguns momentos, e sua oscilação vocal causou alguns momentos de desafinação. Além disso, sua fala é quase incompreensível em boa parte da música. O violão dá leveza e simplicidade à canção, pela repetição de acordes, enquanto os instrumentos usados pela percussão, como chocalho e sinos dão um clima de natureza, paz e tranquilidade.

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Foto: Lente Quente/ Camila Gasparini

            A letra da música é como uma poesia e até possui algumas rimas. O tema é a seca, a luta pela vida no sertão, utilizando o peixe como metáfora. Algumas palavras incomuns, pelo menos não populares nem utilizadas no diálogo informal fazem parte dessa composição. Essa escolha não foi valorizada pois a voz do cantor não estava muito clara, dificultando a compreensão desse conteúdo.

Um ponto positivo de Agonília é a sensação que causa no ouvinte, que lembra o clima do sertão, a seca, o sofrimento e também a serenidade. A parte instrumental é a de melhor destaque, a percussão lembra os sons de animais, o violão nos remete a canções nordestinas, e a parte cantada parece quase um complemento nesse quesito. O intérprete expressa emoção nos gestos e na maneira de cantar, a letra é grande e cheia de sentido e se completa com a música.

Taís Borges

Serviço:

Música: Agonília

Letra: Achiles Silveira Neto

Música: Marcus Silva Marinho

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21/06/2013

“Vamos falar um pouco de fé?”

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Última música apresentada traz traços de regionalismo e religiosidade 

             “Se Deus está por nós desatando os nós, quem dentre vós lançará sua pedra?”, assim começa a canção de Deivid André e Sandro Roberto no Cine-Teatro Ópera. A música Salmoura, última a ser apresentada no primeiro dia da etapa regional do Festival Universitário da Canção (FUC), traz a religião e o ritmo nordestino ao palco ponta-grossense.

                   Dois cantores, um com viola, outro com violão começam a cantar com um sotaque notadamente regional, o nordeste invade o palco do FUC, assim como a maioria das músicas da noite. Exaltar o regional, com melodias reconhecíveis ao cenário do sertão é característica marcante à música.

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Foto: Lente Quente/ Camila Gasparini

             A melodia começa ao som solo de um órgão, o que dá a alusão de estar em uma igreja cristã, o suspense do som dá impressão de ser uma música triste, mas o toque seguido de cordas e percussão transforma em ares de uma tradicional romaria de interior. Dividida em três refrãos, a percussão começa a se destacar a partir do segundo, mas o clímax é por conta dos solos de violão.

             A letra chama a atenção para a fé, predominantemente católica, de sertão, e a crença a algo ou alguém, como algo imprescindível ao ser humano. Assim retrata o trecho: “Confesso que até eu, ateu de convicção, já pedi aos céus por minha dor”. Os sentimentos como amor e alegria são exaltados ao longo da composição.

        Apesar da música ser bem caricata ao nordeste, os músicos não estavam com roupas típicas, ao contrário, cachecóis e sobretudos embalaram os músicos para combinar com o cenário frio e chuvoso da noite do dia 20.

Jéssica Santos

Serviço:

Música: Salmoura

Letra: Sandro Roberto de Almeida e José Alexandre Silva

Intérpretes: Deivid Fernandes e Sandro Roberto de Almeida