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29/09/2014

Peça teatral tenta remontar o mundo além da morte

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Em quatro paredes duas mulheres e um homem se autotorturam em um inferno psicológico

Na noite do dia 25 de setembro o Cine-Teatro Ópera traz cena teatral para fazer seu público refletir sobre a morte e o inferno. A peça “Entre Quatro Paredes” teve na plateia menos de dez pessoas- as quais pagavam R$10,00 a entrada e R$5,00 meia entrada,  que tiveram a oportunidade de assistir um teatro com elenco simples porém com interpretação e texto sofisticados. Na direção de Emerson Rechenberg e texto de Jean- Paul Sartre.

A peça começa com um mordomo trazendo um homem em um aposento com três sofás e uma estátua de bronze. O local tinha paredes, jogo de luzes vermelhas porém menos portas, o qual era o inferno. No inicio da cena o homem que estava morto e que chega ao inferno diz ao mordomo de forma irônica “onde estão as estacas?”. O personagem que quando vivo trabalhara em um jornal como publicitário fora morto com tiros. Entram em cena mais duas mulheres, uma trabalhava em um correio e tinha paixão por mulheres loiras já a outra era uma burguesa que quando viva brincava com o coração dos homens.

Os personagens tentam falhamente fazer coisas que faziam quando era vivo, exemplo ter e refletir sobre um espelho. Os três terão que passar a eternidade juntos se aturando com as suas diferenças e remoendo lembranças de suas vidas na terra, sentados em três sofás, um negro, um verde e outro bordô. O teatro é produzido através do Edital de Apoio a Espetáculos Teatrais – 2014 do Município de Ponta Grossa.

Vale a pena assistir este clássico do escritor francês que trabalhava com causas da sociedade em suas obras, e que em 1964 ganhara o Nebel de Literatura, mas se recusou a aceitar.

Nilson de Paula

Serviço:

A peça “Entre Quatro Paredes” está em cartaz até o dia 05 de outubro. De Quinta a Domingo a partir das 20h30.

A entrada varia de 5 a 10 reais.

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24/08/2014

Transmitindo magia há 75 anos

 

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Dorothy, homem de lata, espantalho e o leão covarde, personagens que marcaram gerações.

 

“Over the rainbow” é a trilha sonora que marcou gerações na voz de Dorothy, a personagem principal, do filme de Mágico de Oz. O clássico neste ano completa 75 anos, sendo agora domínio público. A história passada no Filme Mágico de Oz é um enredo do livro escrito por L. Frank Baum em 1900.

O filme traz a história da luta de uma menina para voltar ao lar, que se perde da família após entrar em um ciclone. No filme, a personagem defende seu cachorro, “Totó” da terrível Srta. Gulch, e para isso foge de casa. Quando decide voltar, um furacão leva Dorothy, seu cãozinho e a casa para um lugar mágico.  A casa cai sobre a bruxa má do leste, libertando o povo, os munchkins, da maldade da bruxa. A irmã, da bruxa má, a Bruxa do Oeste, promete vingar-se, porém Dorothy se preocupa mais em voltar para casa, mas tem que enfrentá-la para poder regressar.

O filme Mágico de OZ de 1939 (da MGM) não fora o primeiro a narrar nos cinemas o livro, há quem diga que em 1925, Larry Hemon, fez um longa-metragem da história. Porém o clássico de 1939, não somente é apenas reconhecido por ser uma bela história, que traz como moral  a “importância do lar”, mas também pela  inovação do figurino, que pro exemplo é rico em detalhes. É criativo também, por exemplo, nas cenas que começam em um tom marrom, para depois passar ao colorido.

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Dorothy, homem de lata, espantalho e o leão covarde, os amigos protagonistas, cantam em várias cenas o que deixa o filme leve, sem ser cansativo para os pequenos. Enredo simples e alegre que ganha em linguagem, qualidade e mensagem que muitos filmes atuais para o público infantil.

Mesmo tendo uma interpretação ingênua e forçada, Mágico de Oz marcou época fazendo, por exemplo, sua trilha sonora ser tocada até hoje. Vencedor de três prêmios Oscars em 1940, com Melhor trilha sonora, Atriz Juvenil (Judy Garland) e canção Original (Over the rainbow) e indicada para outras quatro categorias Indicação melhor filme, melhor direção de arte, efeitos especiais e fotografia colorida, o filme foi refeito no ano em uma edição especial em 2013 na versão 3D o Filme “Oz, Mágico e Poderoso”.

Nilson de Paula

Serviço: O filme pode ser encontrado na internet, pois é de domínio público.

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03/11/2013

A arte pede licença

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Intervenção cênica em ruas de Ponta Grossa marcou abertura das atividades da Virada Cultural

Calçadão de Ponta Grossa, sábado, 26/10, 11h30. Camelôs por todos os lados, locutores de ofertas nas lojas populares anunciando ao microfone. Perto dali, um ator discreto, caracterizado de guarda de trânsito, rosto pintado de palhaço – que pode ser uma crítica ou apenas fantasia – parte da esquina e cumprimenta o senhor que atravessava a rua, o qual sai sorrindo. Pára o trânsito e inicia a apresentação, mas não param os pedestres que continuam ao seu rumo.

Entra em cena um bêbado e um carro de papelão. A história cômica e educativa, sobre o motorista embriagado que é parado pelo guarda, se desenrola por 15 minutos. Um enredo clichê, produção simples, porém encenada com a perfeição que só o tom de improviso e descontração pode conter. Não feita para ser brilhante, mas para intervir e colorir a rua com a arte, para os que passam poderem entrar no clima da virada cultural em Ponta Grossa.

Porém, enquanto os atores encenavam, o locutor da loja ao lado abafava o diálogo entre os dois personagens, embora as expressões não verbais fossem mais significativas. O ponto escolhido, na rua de travessia de carros e pedestres, tornou a parada para assistir incômoda. O vendedor performático de ilusões, a poucos metros de distância, que prometia que a água suja na garrafa curava tudo, roubou a atenção de alguns pedestres e chamou mais atenção que os atores. O fato é que muitos ponta-grossensses não conseguiram ver os dois atores e parar para assistir – alguns paravam e logo seguiam caminho – a singela intervenção cênica.

Letícia Augusta

Serviço:

Intervenção Cênica – Centro de Estudos Cênicos Integrados (CECI)

Apresentado no dia 26 de outubro no Calçadão da Rua Coronel Cláudio, às 11h30.

Tempo: 15 minutos

25/10/2013

Reconhecimento que vai além da 31 de Março

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O personagem ponta-grossense “Carmo da 31” é destaque na internet

          Os canais de humor no You Tube tiveram crescimento de popularidade nos últimos anos. Foi assim que Hallorino Junior, criador do personagem ‘Carmo da 31’, tornou-se conhecido na cidade ao apresentar uma sátira do modo de falar e expressões típicas de Ponta Grossa.

          Sempre vestindo a camiseta do Operário Ferroviário (OFEC), Carmo costuma falar dos assuntos do momento ou acontecimentos fictícios na cidade. Ao citar os mais diversos locais dos Campos Gerais, cria identificação com o público ponta-grossense, de forma a acentuar ainda mais o humor nas falas.

          O vídeo mais popular do canal, no entanto, segue um roteiro diferente. O “123 vozes em dez minutos” apresenta quase cem mil visualizações e tomou proporção nacional com imitações de personagens famosos na mídia brasileira. Seus outros vídeos populares, em que o formato predominante consiste em uma câmera estática focando o personagem que realiza sua performance humorística, possuem entre 20 e 57 mil visualizações.

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                                                                                        Foto: Reprodução

          Os efeitos de edição são simples, mas conseguem acentuar o humor quando utilizados. A qualidade de imagem permite a opção de alta definição e o áudio permite que o espectador entenda tudo o que é falado com facilidade, mesmo com a presença de alguns ruídos de fundo em pequeno volume. O cenário de fundo geralmente é um quarto ou cômodo da casa e corresponde com a proposta do personagem.

          A facilidade de acesso e a captação do estilo de fala de determinadas regiões da cidade, assim como bordões que reforçam a identidade do personagem diante do público, fazem com que Hallorino Junior torne-se um ícone do humor popular em Ponta Grossa.

 

Rodrigo Huk

Serviço:

Canal de Hallorino Junior no You Tube: http://www.youtube.com/user/VlogPG

12/10/2013

Sobrou talento no teclado, faltou informação

IV Recital de Teclado mostrou o talento dos alunos, mas não trouxe informações sobre a escola de música

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Reunindo crianças, jovens e adultos no Cine-Teatro Ópera, Centro de Ponta Grossa, a quarta edição do Recital de Teclado começou com 20 minutos de atraso, na noite de 8d e outubro, devido à fila para entrar que se formou na frente do local. A primeira atividade do evento foi a leitura de uma história infantil sobre música, enquanto imagens em quadrinhos passavam no telão. Porém, o microfone de quem estava lendo fazia alguns chiados que prejudicavam o entendimento.

As apresentações de teclado elétrico foram realizadas por alunos e formandos da escola de música que promoveu o recital. O repertório era bastante variado, trazendo não só clássicos da música nacional e internacional, mas também sucessos atuais. Durante os intervalos das apresentações, dois cerimonialistas traziam citações de atores famosos sobre música e anunciavam a próxima canção. Entretanto, era visível a dificuldade de pronúncia ao apresentarem os títulos de músicas internacionais.

1238956_501505886600966_1431605748_nFoto: divulgação

A disposição dos elementos no palco foi a mesma do início ao fim do evento: quatro teclados intercalados no centro, uma câmera com tripé na lateral esquerda e um telão. Porém, os fios dos equipamentos estavam todos a mostra e o enquadramento da imagem da apresentação que se passava no telão estava torto. A luz amarela simples também permaneceu durante todas as apresentações, exceto na última em que as cores das luzes se alteravam no decorrer da canção.

Um ponto negativo para quem acompanhou o evento foi que em nenhum momento foi mencionado o nome da escola de música que promovia o recital. Entretanto, o salão A do Ópera, com capacidade máxima para cerca de 700 pessoas, ficou praticamente lotado.

Bianca Machado

Serviço:

O 4º Recital de Teclado aconteceu na noite do dia 8 de outubro, terça-feira, no Cine-Teatro-Ópera, Centro de PG.

04/10/2013

É palco, mas nada de cenário ou figurino

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       Leitura Dramática, promovida por estudantes da Casa de Artes Helena Kolody, encerra o ciclo com Bertolt Brecht

      Os 24 atores vestem roupas escuras sob a luz amarelada e seguram o texto da obra a ser apresentada. Não há figurino nem cenário. Neste contexto, acontece a Leitura Dramática, feita pelos alunos de teatro dos módulos iniciante e avançado da Casa de Artes Helena Kolody. Às 20h da quarta-feira, 2 de outubro, no Cine-Teatro Ópera, o grupo encerrou o primeiro Ciclo de Leituras Dramáticas com a obra do alemão Bertolt Brecht, O Círculo de Giz Caucasiano.

      A história trata de Gruscha Vaschnadze, que trabalha em um reino invadido durante a Revolução Russa. A moça cuida de Miguel, criança herdeira do trono no reino, já que a mãe do garoto o abandonou e o pai está morto. Gruscha passa por diversas dificuldades para manter Miguel consigo e protegido.

Foto: Gabrielle Koster

Foto: Gabrielle Koster

       A leitura dramática no teatro impede que o ator se movimente plenamente no palco, mas ele pode compensar na voz, entonação e gestos. O grupo começou um tanto “travado”, estranhamento que se dissolveu durante a apresentação. Os atores, em sua maioria, conseguiram imprimir emoção durante a leitura. Um ponto fraco é a falta de ritmo com, por vezes, pausas extensas entre a fala das personagens.

       Cerca de 50 pessoas prestigiaram o grupo. A duração de 1h45min se tornou cansativa até certo ponto da apresentação, mas compensou nos trechos de comicidade. Isso se deve ao esforço de reprodução fiel da obra que, no teatro convencional, se tornaria uma apresentação mais dinâmica. É possível verificar a diferença do grau de aprendizado dos alunos, ao mostrar o processo de aprendizado e, de certo modo, os “bastidores” da produção teatral.

Gabrielle Koster

Serviço: O I Ciclo de Leitura Dramática encerrou no dia 02 de outubro no Auditório C do Cine-Teatro Ópera, as 20h. Mais informações sobre a Casa de Artes Helena Kolody no site http://arteshelenakolody.no.comunidades.net/ e no Facebook da Casa.

13/09/2013

Criançada preparada para o show da alimentação

selo flicampos

Estudantes de Nutrição cantam sucessos da atualidade para alertar sobre alimentação saudável

         Entre muitas apresentações de vários gêneros exibidas na II Feira Literária dos Campos Gerais (Flicampos) uma delas incentiva hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças de escolas da cidade. Os alunos do último ano do curso de Nutrição do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage) apresentaram um número musical educativo para as crianças que visitavam a feira, na terça-feira (10/09).

        A música apresentada era uma paródia do “Show das Poderosas”, da cantora Anitta, que falava sobre consumo de frutas, verduras e legumes. Os próprios alunos cantavam a letra feita por eles. Alguns também vestiam fantasias de alimentos naturais. Além da apresentação musical, havia um espaço na feira destinado às crianças. Além de ouvir explicações sobre o assunto, as crianças podiam brincar com jogos educativos sobre alimentação.

Foto: Larissa Rosa

Foto: Larissa Rosa

       Por se tratar de uma programação complementar da Flicampos, o público era formado por alunos de algumas turmas escolares da cidade e curiosos que passavam pelo local. Como eram os estudantes que cantavam a música, a qualidade não era profissional, porém serviu para o objetivo: atrair a atenção dos pequenos.

           A estrutura utilizada pelos estudantes para a apresentação ficava localizada dentro da tenda na Flicampos, espaço que está sendo utilizado para manifestação de vários grupos, principalmente apresentações infantis. Além destas atividades, a feira ainda disponibiliza constação de histórias, palestras, atividades educativas e exibição de documentários durante toda a programação.

Lorraine Almeida

 Serviço:

Apresentação musical realizada pelos estudantes de nutrição do Cescage, na terça-feira, 10 de setembro, às 16h

Local: Sede da Flicampos – Centro de PG

31/08/2013

Humor embriagado retorna a PG

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De “A Praça é Nossa” para o Cine Teatro Ópera, uma peça para quem vê tudo embaçado

    O ator e humorista ponta-grossense, Fábio Silvestre, retornou a Ponta Grossa depois de dez anos sem pisar nos palcos da cidade, exatamente o mesmo tempo em que a peça “O Bêbado” estreou.

     A peça, que já foi vista por mais de 10 mil pessoas distribuídas em 300 apresentações por várias capitais brasileiras, é um monólogo no qual Fábio passa 70 minutos em conversa com um interlocutor invisível. Fábio faz o papel do bêbado, não apenas de um, e sim de vários tipos alcoolizados que adotam novas personalidades na medida em que o assunto envereda por outros meios. O cenário é simples, composto apenas de mesa, cadeira e garrafa.

    Como todo “bom bêbado”, que sabe discorrer sobre qualquer assunto, o personagem embriagado fala sobre temas comuns, como futebol, mulheres e bebidas, mas também demonstra interesse por temas como o Programa Nacional de Álcool.

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Foto: Divulgação

     O público, que ocupou todas as cadeiras do Cine Teatro Ópera, se divertiu com as tiradas engraçadas e interpretações exageradas bem do tipo “A Praça é Nossa”, que por sinal, é o programa que emprega Fábio Silvestre atualmente. Nele, Fábio é Bigode, o motorista.

   A peça promete acabar depois de dez anos de palcos. “É preciso cuidar da cirrose”, disse Fábio ao final da apresentação em Ponta Grossa. Não é preciso ser bêbado, muito menos frequentar bares para se divertir com “O Bêbado”, entretanto, se você gosta de tomar uns tragos e, principalmente, passar do limite da bebida, certamente irá se identificar com alguma passagem do bêbado da peça.

Marcelo Mara

 

Serviço:

Peça: O Bêbado

Cine Teatro Ópera – PG

Aconteceu no dia 11 de agosto, às 19 horas.

Ingressos custavam de 15 a 30 reais.

09/08/2013

Versatilidade e simplicidade do papel

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Forças invisíveis dobram, ameaçam e transformam folhas de jornal em personagens de Shakespare

     Contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Muryam Muniz 2012, a peça “Paper Macbeth” foi apresentada no Cine Teatro ópera, em Ponta Grossa, no dia 1 de agosto, em um roteiro que envolveu oito apresentações em cidades do Paraná e Santa Catarina.

     Baseada na tragédia escrita por William Shakespare, a peça apresenta uma inusitada adaptação. O nome do espetáculo revela a surpresa da trama, em “Paper Macbeth” os personagens são feitos em papel, especificamente jornal. A versatilidade do papel possibilita a movimentação dos personagens e também alguns sons, que se traduzem em efeitos sonoros.

     O teatro animação registrou um público com mais de 200 pessoas, incluindo crianças, jovens e adultos. A plateia também contou com a participação de alguns estudantes do Colégio Estadual Regente Feijó.

Foto: Digulgação

Foto: Digulgação

     A peça, apresentada pela Fazendo Fita Companhia de Teatro, foi montada de forma inovadora, transformando o papel com simplicidade e criatividade, criando personagens não convencionais que não deixam a desejar. Todas as cenas são trabalhadas com jogos de luz, dando ênfase aos personagens. Algo surpreendente é que na cena final do espetáculo os pequenos bonecos de papel “crescem”. No último ato são usados bonecos de papel, porém maiores, em tamanho real, dando mais emoção à cena.

     Cabe lembrar que, além da peça, a Fazendo Fita Companhia de Teatro oferece uma oficina gratuita e aberta a toda população, que fala sobre a linguagem do espetáculo e os bonecos de papel. Ainda ao da final da apresentação, os atores ficam a disposição da plateia para conversas informais e também mostrar os bonecos, garantindo uma aproximação maior com o público.

Rafaella Feola

Serviço: Peça exibida dia 01/08 no Cine Teatro Ópera

28/06/2013

Humor questiona mídia e política nas manifestações

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No YouTube, canal humorístico Parafernalha aposta na comédia para falar sobre protestos no país

          O contexto de manifestações no Brasil ganhou relevância na mídia, que passou a realizar uma cobertura intensa dos fatos. Pegando o gancho do assunto, o canal de humor Parafernalha, um dos maiores do gênero no YouTube, lançou na última semana dois vídeos satirizando a cobertura midiática do assunto e as reações de políticos após o movimento ganhar força.

          No primeiro, intitulado “Político Oportunista”, o ator Otavio Ugá encena um político do fictício, mas sugestivo, Partido Reacionário Nacional. A frase inicial do personagem, afirmando ser contra o progresso e revoluções, mas a favor da atual revolução progressista, já cria expectativa para as críticas e ironias voltadas aos políticos e até mesmo a pessoas que se enquadram na categoria “reacionários”.

           O canal não decepciona: são inúmeros blocos de falas em que o personagem contradiz seus princípios políticos, aplicados até o momento em que o movimento ganhou força, para obter a simpatia dos eleitores no melhor estilo oportunista. Em certo momento da encenação, é possível perceber semelhanças com o candidato derrotado no segundo turno das últimas eleições presidenciais no Brasil.

           Os cortes entre as cenas colocam as falas muito próximas, o que atrapalha no entendimento em determinados momentos. O cenário estático do vídeo não é comum no canal, e acaba cansando o espectador que busca apenas o humor. O uso de palavrões, algo frequente no Parafernalha, distancia o discurso da realidade ao mesmo tempo em que reforça a sátira.

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Foto: Divulgação

          O segundo vídeo é intitulado “Telejornal Imparcial” e faz uma sátira às coberturas televisivas das manifestações. O canal busca simular um telejornal preocupado apenas em promover o sensacionalismo sobre as cenas de vandalismo. O clímax humorístico é a participação do ator André Navarro, interpretando Dr. Rogério Coelho, remetendo ao comentarista de segurança da Rede Globo, Rodrigo Pimentel.

          As interpretações dos atores criam uma semelhança com um telejornal das grandes emissoras de televisão, amparados na qualidade sonora e visual dos vídeos que tornaram o canal conhecido.

           O Parafernalha soube explorar o assunto sem abdicar do bom-senso, algo que falta a alguns profissionais e denigre a prática humorística. Além disso, o canal possui vídeos que atingem um grande público ao mesmo tempo em que enfatizam o momento histórico de manifestações.

Rodrigo Huk

Serviço:

Canal Parafernalha (YouTube) http://www.youtube.com/user/canalparafernalha

Político Oportunista – http://www.youtube.com/watch?v=dDv6LaUvRRI

Telejornal Imparcial – http://www.youtube.com/watch?v=6jCrdeDAIdk