Posts tagged ‘Eder Traskini’

28/05/2013

Próxima parada, Crítica de Ponta!

ombudsman12-11

     Fosse o Crítica de Ponta um trem, e coubesse ao ombudsman dizer em qual estação cada editoria iria descer, o resultado seria uma última estação bastante vazia. Tome-se como primeiro critério para descer desse trem as críticas que não conseguem, ao menos, descrever. É o exemplo da editoria de Moda, que se vale de períodos excessivamente longos, deixando o texto confuso. Mas tal editoria não desceria sozinha. A edição poderia descer junto, devido aos muitos erros bobos, que mostram a falta de cuidado com pontuação, repetição de palavras, concordância e até ortografia! Outra crítica fica por conta das fotos: apenas uma foto foi feita pela autora da crítica, enquanto outras seis são de divulgação. Atenção críticos, foto também é importante!

     Na Tela faria companhia às acima citadas, com vários erros e frases tão curtas que chegam a ficar sem nexo. A autora repete duas vezes a mesma informação no primeiro parágrafo. Além da construção sofrível, título e linha de apoio parecem remeter a uma notícia quadrada de jornal. Em Cena desceria na próxima estação, com erros que não foram revisados pela edição, ficando apenas na descrição e não conseguindo seu objetivo ao tentar criticar. Situação semelhante de Vitrola, que até descreve bem, mas força demais ao tentar criticar, ficando um pouco infundada.

     Na próxima estação desceria Pratos e Drinks, com erros de correção e pontuação, apesar da crítica aparecer, acaba ficando muito blocada. O que chama a atenção é a boa escolha de pauta e o título – que ficaria melhor apenas com as aspas. Entre Linhas seria a última a descer antes da estação final, pois aparece com quatro repetições da palavra ‘turismo’ no primeiro parágrafo. Entretanto, a autora consegue uma boa mistura de descrição com crítica.

     E aquilo que se pode chamar de estação ‘tipo ideal’ é onde se encontrariam as editorias Projetor, Outros Giros e Antena. A primeira começa bem pelo título e mantém uma crítica perfeita no tripé: contextualização, descrição e crítica. A segunda se vale mais da descrição e coloca o leitor dentro do museu, conseguindo ainda criticar formidavelmente. A última começa de forma brilhante, descreve, apresenta os problemas, explica o porquê de tais problemas e ainda propõe soluções – além de resgatar um pouco do passado. Esse é o caminho, espera-se para a próxima edição uma última estação menos vazia.

Eder Traskini

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22/05/2013

Sem medo de criticar!

     Em 2012, na passagem pelo Crítica de Ponta, geralmente havia alguma decepção quando o ombudsman não falava da crítica (autoral). Daí, a proposta de tentar falar de todas, um pouco pelo menos, para o bem ou para o mal.

     Alô-alô, edição! Não se pode apenas pegar as críticas e postá-las direto. É necessário um cuidado a mais. Não se pode deixar passar, por exemplo, um “fez com que elas deixassem de serem restritas”, na editoria de Moda (onde falta referência das camisas retrô), além de alguns pontos finais no lugar de vírgulas, sob risco de deixar o texto muito truncado, como acontece no segundo parágrafo da editoria Antena – onde aparenta um texto que teve que ser diminuído.

     Destaque para Vitrola, que já começa com bom título e linha de apoio, fundamentais para textos na web, e consegue prender o leitor com a descrição e contextualização. A crítica é presente, com o único defeito de só aparecer no terceiro parágrafo. Valeria misturar isso aí! Passe livre também Na Tela, que começa muito bem, mas perde o leitor, conforme avança e entra em contradição ao criticar os comentários na notícia e depois dizer que Pasetti “apenas” deixa as matérias rodarem, terminando sem uma conclusão de fato.

     Projetor não cativa o leitor com título e linha de apoio ruins, porém é rica em crítica e pobre em descrição. “Mas ombudsman não é isso que vocês pedem? Critica-critica-critica?”. Não, deve haver uma mescla, após a leitura deve-se saber não só que o filme é ruim, mas também o porquê é. Em cena, Pratos e Drinks e Entre Linhas repetem o mesmo erro da acentuada descrição, sendo que a primeira parece ficar um pouco sem conexão, a segunda vai bem no título e mal na linha de apoio, e a terceira se perde ao tentar falar também da emissora, ao invés de se focar no site apenas.

     A editoria Outros Giros começa errado desde a pauta: a Faculdade do Lanche caberia muito melhor em Pratos e Drinks, até porque o autor fala de um cardápio variado (para depois dizer que se restringe a sanduíche, sucos e refrigerantes?). Atenção para a editoria Antena, que tem uma descrição exaustiva no segundo parágrafo e a crítica aparece a partir do terceiro, uma mescla dos dois seria o ideal, mas falta um pouco de ligação no segundo parágrafo. Talvez, um enter a cada ponto final, ficaria com um texto em tópicos sem nenhuma perda de sentido.

     Não basta criticar, é preciso usar a descrição para mostrar ao leitor que aquilo não está funcionando, de forma a, quando se utilizar da crítica, o leitor compreenda melhor e, talvez, até concorde com a abordagem do texto.

Eder Traskini

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23/11/2012

Tv Comunitária ou Televisión de la Comunidad?

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Com pouca produção, Tv Comunitária retransmite TeleSUR a fim de ocupar lacunas na transmissão

Quem sintoniza o canal 96 da Net cabo em Ponta Grossa, entre as dez da noite e seis da tarde estranha o que vê. Uma outra língua, um outro logo, um outro canal dentro do mesmo 96. É a TeleSUR, Televisión del Sur, uma multi-estatal que tem como país sede a Venezuela, e está sendo transmitida pela TV Comunitária de PG.

A TeleSUR, que tem como objetivo ser um meio para que os próprios países difundam seus valores, tem programação diversificada, passando por diversas nações, tais como Argentina, Cuba, Uruguai, Brasil, México e Venezuela, dentre outros países. Tal programação é toda em espanhol e não possui muito apelo quando não fala do Brasil.

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Foto: Divulgação

Os apresentadores falam um espanhol carregado de sotaque das regiões de origem, o que também dificulta a compreensão até dos mais escolados na língua espanhola. Quando a TeleSUR traz notícias do Brasil, a narração continua a ser na língua dos países vizinhos, o que faz com que o telespectador mude rapidamente de canal. Trazer o canal para a televisão brasileira sem oferecer legendas é de pouca lógica

O ponto positivo fica, talvez, por uma programação diferente das habituais reprises típicas da TvCom. A programação costumeira da Tv Comunitária continua das seis da tarde às dez da noite. A proposta do canal gera interesse, mas a TeleSUR, da maneira como está, não ajuda a alavancar a audiência da TvCom.

A programação habitual da Tv Comunitária chama a atenção pelo caráter regional e tem tudo para crescer, mas não é deixando de lado esse caráter, em favor de uma rede em espanhol, que vai conseguir. Uma ampliação da produção para a TV é o caminho que parece mais acertado.

Eder Traskini

Serviço:

Tv Comunitária, canal 96 (NET)

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13/11/2012

Não pode amar quem não revela o amor

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Projeto Shakespeare livre tem rendimento técnico abaixo do esperado, mas conquista público alvo

Com o teatro Marista lotado de crianças, provenientes de nove escolas diferentes, a peça Dois cavalheiros de Verona decepciona ao não conseguir alcançar nem a metade das fileiras de poltronas. Preparada para um espaço menor, o espetáculo sentiu o tamanho do teatro e não se fez entender para aqueles que estavam além da 13ª fileira, por conta do baixo tom de voz dos atores. Quando acontecia uma cena engraçada, as gargalhadas abafavam totalmente as vozes e, imprescindivelmente, não era possível ouvir por cinco segundos o que ocorria em cima do palco. Os atores, porém, não notaram isso, e a cada cena de comédia o público perdia duas ou três frases.

            Na entrada, os artistas desceram do palco, em silêncio, e foram para o meio da plateia, da onde começaram a tocar os instrumentos usados na peça: violão, caixa e tamborim. Dali partiu o momento de maior interação com o público, onde os intérpretes perguntavam aos espectadores e simulavam respostas que arrancavam gargalhadas. Porém, para quem esperou uma peça que evoluísse do palco para as cadeiras a todo momento se decepcionou, já que a interação parou por ai e só foi voltar na saída do palco – quando os atores desceram se valendo novamente dos instrumentos. O jeito neutro escolhido para a entrada também pode ser posto em questão: por que não entrar já com o “estardalhaço” dos instrumentos, como foi feito na saída, e causar mais impacto?

            A atuação em cima do palco deixa um pouco a desejar e não passa todo o sentimento presente na obra do britânico, talvez explicado pela peça acostumada a lugares menores. Os dois cavalheiros de Verona, Valentino e Proteu, não parecem estar assim tão apaixonados, e nem Júlia, mulher de Proteu, parece triste na iminência de perder o amante. Talvez para as quatro primeiras fileiras. Mas, para além, nada.

            A peça mistura elementos do realismo psicológico, com a farsa – evidenciada nos figurinos bem definidos, que entram em choque com o realismo – e a comédia dell’arte, com a utilização de máscaras. O espetáculo fica no campo da fábula, o que é positivo quando destinado a crianças. Aliás, uma peça de Shakespeare adaptada ao infantil é um desafio definitivamente vencido pelo grupo. Mesmo com os problemas técnicos, os baixinhos saíram encantados com a encenação, causando alvoroço de comentários entre si. “Gostei das músicas”. “Gostei mais da parte que eles entraram, pois estavam do nosso lado!”. Pelas declarações dos meninos de 6 anos, é possível ver que o espetáculo atingiu seu público alvo.

Eder Traskini

Serviço:

Peça: Dois Cavalheiros de Verona

Autor: William Shakespeare

Adaptação: Nadege Jardim

Direção: Nadege Jardim

Grupo: Projeto Shakespeare Livre

Cidade: Blumenau – SC

Duração: 50 minutos

Classificação: a partir de 9 anos

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21/09/2012

A nova lenda de Abraham Lincoln

Filme exagera na criatividade e falha em criar uma nova vida para Lincoln e em mostrar os feitos do ex-presidente

“Abraham Lincoln: O caçador de vampiros”. Titulo chamativo! O filme, porém, não cumpre as expectativas do público. O enredo trata da vida do ex-presidente norte-americano, adicionando uma falecimento sinistra para a mãe do político, que é morta por um vampiro. Abraham promete vingar-se. Porém, a velocidade dos acontecimentos do filme deixa o público inquieto.

Em uma cena após a trágica morte, Lincoln encontra o vampiro, mas não consegue matá-lo. Um “caçador” experiente o ajuda e ensina como fazê-lo. Depois, Lincoln vai para uma cidade, mata alguns vampiros, encontra o seu grande amor – que era noiva de outro – e casa-se com ela sem cena nenhuma de beijo. Tudo isso em 30 minutos de filme.

Foto: Divulgação

Uma dúvida que fica na cabeça do espectador é que o mestre de Abraham diz que é “muito difícil matar o que já está morto” – os vampiros. Entretanto, o mesmo ator explica depois que basta uma arma de prata para acabar com a vida dos monstros. Aliás, ‘monstros’ seria uma definição melhor para os ‘vampiros’ do filme. As conversas de Lincoln com Mary Todd, mulher com quem se casa, deixam a impressão que o personagem está sonhando com o que está dizendo e que a cena irá voltar para antes da conversa, mas isso não acontece.

O filme deixa o público querendo saber mais detalhes sobre a incomum vida do ex-presidente. Tudo acontece tão rápido que quem está sentado na cadeira fica tonto com a quantidade de informações em tão pouco tempo, e isso faz com que o estranho enredo não funcione e não choque tanto quanto poderia. Em Ponta Grossa, além do filme ser apenas dublado, o som da sala de cinema é tão alto que é difícil sair sem dor de cabeça.

Eder Traskini

Serviço:

Filme: Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

Elenco: Benjamin Walker, Dominic Cooper, Anthony Mackie

Classificação: 14 anos

Exibição: Cine Araújo – Shopping Palladium – Sala 2 – 14/09 a 22/09 – Dublado

Terça e quinta: 18:30 e 20:30. Demais dias da semana: 16:30, 18:30 e 20:30