Posts tagged ‘Crys Kühl’

22/11/2013

Não há convívio no vazio

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Centro de Convivência da UEPG, no Campus Uvaranas, desmotiva a presença de pessoas em suas dependências por falta de atrativos

        Os 1,3 milhões de reais investidos na construção dos 2.235,37m² do Centro de Convivência “Profa. Cândida Leonor Miranda” não tem retorno, no ponto de vista de eficiência na proposta do espaço. Localizado no Campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). E a escassez de atrativos que estimulem a ‘convivência’ desmotiva as pessoas a frequentarem o local.

         Inaugurado em outubro de 2008, o ambiente que deveria prestar serviços à comunidade, com lanchonete, posto dos Correios e uma sede para o Diretório Central dos Estudantes (DCE), funciona, no momento, com principal atrativo a permanência provisória da biblioteca do campus de Uvaranas em suas dependências. Os banheiros, um posto da Caixa Econômica Federal, Livraria da UEPG e o Protocolo Geral, que se dispõem do espaço ao centro, são pontos positivos na medida em que reunir estes serviços num mesmo local facilita o acesso dos acadêmicos.

Foto Maria Luísa Cerri

Foto: Maria Luísa Cerri

       As 14 mesas com 12 cadeiras e cinco bancos, dispostos no amplo saguão, não são suficientes para chamar a atenção da comunidade ao Centro de Convivência. Mas se o fluxo de pessoas no espaço fosse maior, a média relacionada às mesas de estudos com o número de estudantes matriculados na UEPG seria de 768 alunos para cada mesa, o que evidencia uma falha, além de um descompromisso.

         Ponto negativo, além do mau uso da estrutura dentro da proposta de convivência, é a ausência de uma parada de ônibus próxima ao local. As iniciativas de revitalização, como enquetes questionando quais serviços os acadêmicos gostariam de ter disponíveis no espaço, não passam de “fogo de palha”. Muito se fala, pouco se faz.

Crys Kuhl

Serviço:

O Centro de Convivência “Profa. Cândida Leonor Miranda” se localiza no Campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, na Avenida Carlos Cavalcanti, 4748, ao lado da ponte sob o trilho do trem. Além de abrigar, provisoriamente, a biblioteca universitária, conta com a Livraria da UEPG, Protocolo Geral, sucursal da Caixa Econômica Federal, banheiros e mesas para estudo.

13/11/2013

Histórias de velhos. Velhos, não! idosos

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Sétima apresentação da mostra competitiva do teatro adulto no Fenata aposta em uma narração psicológica e abstrata 

As luzes se apagam e a plateia, que lota o auditório A do Cine-Teatro Ópera, na noite do dia 12 de novembro, para assistir à sétima peça do Fenata, “Entardecer”, pode apenas observar no palco uma instalação, num tablado, em meio a duas banquetas, que remete a um ambiente comum: com uma vassoura, duas cadeiras, uma sanfona, uma mesa e dois vasos com flores.
Três personagens idosos compõem a peça. Apesar de se esperar que eles se relacionem entre si, cada um traz ao palco lembranças particulares de suas vidas, tendo nenhuma relação um com o outro. A cada troca de protagonista, em que dois sentam nas banquetas periféricas, enquanto o outro sobe ao tablado que simula a casa, toca uma música que indica o ato. O que é incompreensível, a princípio, ganha significado ao decorrer do espetáculo.

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Foto: Divulgação FENATA

O humor, que acontece principalmente a partir da forma de falar de cada personagem, é sutil e, apesar de fazer o público rir, não é suficiente para caracterizar a peça como uma comédia, uma vez que os dramas de cada relato se sobressaem às piadas empregadas. O cenário, mesmo simples, é eficiente para ilustrar o que se pretende e contribui para o desenvolvimento da apresentação sem desviar a atenção de quem acompanha a peça.
Apesar de citar conteúdos como relações de gênero e raciais, nenhum dos atores, em suas devidas interpretações, aprofunda o assunto. A mescla entre a sátira e o sério torna-se confusa. A proposta de abstração é evidente na composição, talvez até demais. O final da obra não é claro, quando os atores se retiram, e não se sabe ao certo se o espetáculo acabou ou se trata apenas mais um ato, sugerindo que a ausência de ligação entre uma cena e outra pode dificultar a composição final de “Entardecer”.

Crys Kühl

Serviço:
A peça é apresentada pelo grupo Dionísio Teatro LTDA, de Joinville/SC. Duração do espetáculo: 60 minutos. Classificação indicativa: 12 anos. O elenco é composto por três atores (Clarice Steil Siewer, Andréia Melana Rocha e Eduardo Campos), que vivem Maria Felicidade, Seu Ubert e Seu Nino, respectivamente.

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25/10/2013

Nem toda informação é jornalismo

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Informativo ‘Bala na Agulha’ cumpre com o propósito de dar voz ao povo, mas falha com regras do jornalismo

           O informativo Bala na Agulha é uma produção da Associação Ponta-Grossense de Lideranças Comunitárias e Entidades Filantrópicas (Aplicef), que busca dar voz às comunidades e debater problemas sociais. A iniciativa é necessária e sua primeira edição, em setembro de 2013, cumpre com a proposta de abordar temáticas de cunho social, além de apresentar as pretensões do veículo.

            Os textos que compõem o Bala na Agulha não são assinados, exceto pelo editorial produzido pela diretoria da Aplicef, o que representa uma falha, visto que o editorial é a opinião do jornal, logo não se faz necessária a assinatura. Apesar da parceria com Departamento de Jornalismo da UEPG, que elaborou o projeto gráfico do periódico, no expediente não constam nomes de jornalistas responsáveis.

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Foto: Divulgação

            As matérias são objetivas, referenciam um assunto e logo o abordam. Neste sentido cumpre com determinações básicas do jornalismo. Por outro lado, a pluralidade fica ofuscada pelo propósito de dar voz ao povo. Ganha-se pelo fato de dar espaço na mídia às minorias, mas no que se refere à produção jornalística, todos têm direito à voz, igualmente. Ponto negativo é que, das oito fotos da primeira edição, quatro são posadas e, portanto, não jornalísticas.

               O Bala na Agulha é composto por quatro páginas: capa, opinião, geral e associativismo. Esteticamente, a diagramação funciona bem, pois os textos não se misturam um com o outro e o leitor pode facilmente detectar uma sequência de leitura e segui-la, o que contribui para o entendimento. Como informativo de uma determinada classe, o Bala na Agulha é eficaz, mas como jornal, os métodos precisam ser repensados.

Crys Kühl

Serviço:

O Bala na Agulha tem tiragem de 1000 exemplares, com circulação mensal. Sua distribuição é gratuita e pode ser encontrado na Rua Sete de Setembro, 1955 – sala 13, Centro.

Contatos: (42) 3224-5068 / (42) 9932-8850 / (42) 8406-5838.

http://www.facebook.com.br/aplicef

aplicef.aplicef@yahoo.com.br

31/08/2013

Estilo que vai além do vestir

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Assim como todas as tribos urbanas, o Hipster é um conjunto de atitudes que não se limita a uma peça de roupa

        O Hipster existe desde a década de 1950, mas é agora que tem maior visibilidade e adeptos. Com características bastante evidentes, há quem acredite que, para se inserir na moda, seja necessário apenas se adequar ao padrão de roupas usado pela tribo. O estilo, porém, vai além de apenas vestimentas. Vestir-se como Hipster não implica em ser Hipster. Em Ponta Grossa, o comportamento já é bastante popular entre jovens de 15 a 25 anos, principalmente.

      As roupas usadas pelos adeptos mesclam Vintage, Retrô e Navy. A praticidade do estilo se dá ao fato de que as lojas compram aquilo que é procurado, logo, é fácil encontrar peças que remetam ao Hipster em qualquer lugar da cidade. Ponto positivo é que dentro do movimento foram reaproveitadas peças de outros estilos, como a camisa xadrez, indispensável no guarda-roupa hipster.

Foto: Amanda Bueno

Foto: Amanda Bueno

         Tatuagens, batom vermelho, coques, blazers, calças justas, babados e estampas referentes ao universo e a natureza são marcantes no movimento. Destaque no comportamento à ligação com o planeta, desde hábitos vegetarianos e apego aos animais a trocar carro por bicicleta. O estilo musical pende para o Indie e Folk, e no cinema são contemplados filmes de baixo custo, geralmente inadequados ao modelo hollywoodiano, o que é bom, uma vez que dá maior visibilidade a outros vieses culturais.

       O ponto negativo do estilo Hipster é a difusão apenas das roupas enquanto os hábitos são deixados de lado, por não estarem dentro do que já é culturalmente popular. A massificação estética não cumpre sozinha com a proposta do movimento, que é a relação de mutualismo entre homem e universo.

Crys Kühl

Serviços:

As peças de roupas do estilo Hipster podem ser encontradas em brechós e lojas com valor a partir de R$ 5,00.
Uma das lojas com produtos referentes ao estilo, em Ponta Grossa é a Belchior XIX: https://www.facebook.com/BelchiorXIX?fref=ts
Filmes adequados à proposta do movimento são apresentados todas as terças-feiras no ‘Tela Alternativa’, no Cine Teatro Ópera.

 

09/08/2013

Jornalismo de qualidade em duas edições

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Paraná TV traz informações e coberturas completas sobre Ponta Grossa e região dos Campos Gerais

     O telejornal Paraná TV, transmitido pela afiliada paranaense da Rede Globo de Televisão, RPC TV, canal 7, é dividido em duas edições, de segunda-feira à sábado. Trata-se de um programa estadual fragmentado entre as notícias que abrangem todo o Paraná, geradas pela sede de Curitiba, e as específicas de Ponta Grossa e região, geradas pela filial local. A primeira edição tem duração de 45 minutos, com o primeiro bloco para as produções locais. A segunda edição dura 15 minutos, dos quais os dois primeiros blocos são locais.

     São 34 cidades do estado cobertas pelo RPC TV de Ponta Grossa. Por ser um programa transmitido em canal aberto, chega a mais pessoas e repercute mais os assuntos que aborda. As pessoas da região ficam informadas com notícias próximas delas, o que atrai a atenção para o programa, pela curiosidade.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

     Regras básicas para a produção jornalística, como a objetividade, verdade e instantaneidade, são seguidas pelos quatro repórteres que compõem a equipe do programa. As apresentadoras, porém, usam adjetivos nas chamadas de matérias, induzindo expectativas para o público. Todos os profissionais são graduados em jornalismo.

     O programa tem cenário sóbrio, que não chama a atenção para si, assim como as apresentadoras, que sempre vestem roupas de cores neutras. Percebe-se o objetivo de chamar a atenção pela qualidade da produção jornalística e não através de recursos cênicos. Nas externas, os repórteres também utilizam recursos visuais para destacar o fato em si, abrangendo informações e detalhes necessários para o espectador formular a cena em sua cabeça.

Crys Kühl

 Serviços

A primeira edição do Paraná TV é transmitida às 12h e a segunda edição às 19h10, no canal 07 da TV aberta.

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20/06/2013

Tempo para se sentir infinito

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Inspirados no ‘Tempo’, canção de Gilson Rocha e Banda apostou na combinação instrumental

        A sétima apresentação da primeira noite do Festival Universitário da Canção (FUC) ficou com a concorrente Tempo, por Gilson Rocha e banda. A disposição dos instrumentos e ajustes técnicos atrasou o início da apresentação, que demorou cerca de dois minutos para começar. Neste intervalo, o apresentador do FUC relembrou a plateia das próximas atrações da noite.

        A banda, de 10 pessoas, estava bem distribuída no palco, com roupas pretas, semelhantes umas as outras, esteticamente agradável de observar. O grupo usou vários instrumentos durante o desempenho: dois violões, bateria, gaita, chocalhos, xilofone, pandeiro e teclado, todos bem tocados, sem falhas graves ou perceptíveis. O único sem instrumento era o vocalista.

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Foto: Lente Quente/João Henrique

        A letra, que é uma reflexão sobre o tempo e como as pessoas o encaram, combina com a melodia. E quem ouve pode facilmente se identificar com o que é cantado. O arranjo entre os instrumentos tornou a música agradável de ouvir, exceto pelo refrão, onde o vocalista exagerou no volume, tornando difícil de distinguir o que dizia a letra. O excesso também marcou as expressões do cantor, ao forçar caras e movimentos desnecessários, que não combinavam com a letra e, talvez, menos ainda melodia de ‘Tempo’.

        Todos os integrantes atuaram com vozes de fundo, no decorrer da canção, bastante afinados, em sintonia com a letra e melodia, contribuindo ao arranjo. Nos cinco minutos e 54 segundos de duração, a música cativou a atenção do público que, ao final, demonstrou satisfação pelos aplausos.

Crys Kühl

 

Serviço:

Canção: Tempo

Letra: Antoninho Lopez e Gilson Rocha

Música: Gilson Rocha

Músicos: Gilson Rocha e banda

29/05/2013

‘Reino Escondido’, clichê encontrado

projetor322Filme utiliza recursos tecnológicos, mas complica na originalidade da história

      Lançado em maio de 2013 e dirigido por Chris Wedge, a animação O Reino Escondido traz novamente para as telonas uma história comum, desta vez  protagonizada por Maria Catarina, garota cheia de problemas que é, por meio de forças sobre-humanas, forçada a imergir no mundo secreto de criaturas da floresta para salvá-lo da destruição.  E, é claro, neste intervalo de tempo, ela se apaixona pelo ‘homem-folha’, Nod.

     Na produção americana, os personagens ganham vida através de vozes como Amanda Seyfried e Beyonce. A dublagem brasileira não prejudica o filme, que é voltado ao público infantil. O efeito 3D acrescenta em nada para a produção, poucas são as cenas onde se nota, de fato, o bom uso do recurso. A maior parte do filme é assistida como uma animação em 2D.

CrysFoto: Divulgação

    Destaque para a humanização da obra em relação ao mundo real. Os recursos gráficos são impecáveis, personagens possuem curvas que remetem à realidade, as cores são intensas e o arranjo dos cenários é bem distribuído. A sonoplastia não é cansativa, pois casa com as cenas, sem ser alta ou baixa demais. Quanto à produção, com exceção do 3D, o filme não peca por excessos ou faltas.

     A reflexão provocada pelo filme remete às apostas de crença, independente do que os outros pensam. A imaginação do receptor é estimulada de maneira sutil, com a linguagem utilizada. O público, composto por adultos acompanhando crianças, reagiu bem à temática e a forma como foi abordada. No final da apresentação, comentários como “foi lindo” e “podemos assistir novamente” ecoaram na sala de cinema.

Crys Kühl

Serviço:

Reino Escondido

Classificação: livre Duração: 1h42. Direção: Chris Wedge. Gênero: Aventura

Em cartaz no Multiplex Palladium entre os dias 24/05 ao 30/05, diariamente às 14h30.

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22/03/2013

Rapper Independente em Ponta Grossa

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Letras e melodias combinam nas produções (experimentais) de Twoclok

    O RAP, discurso rítmico de poesia e rimas, surgiu nos EUA na década de 1970 e é um dos cinco pilares fundamentais do Hip hop, tanto é que, por vezes,o rap é chamado de hip hop. Em Ponta Grossa, é difícil trabalhar com música independente, pois o apoio de setores públicos para novos músicos locais é limitado, praticamente inexistente. Numa cidade onde predomina o sertanejo universitário, conseguir visibilidade para outros segmentos musicais é um desafio que precisa ser superado.

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Foto: Divulgação

    O rapper pontagrossense Twoclok produz RAPs com uma aposta sentimental, o que leva o ouvinte a ter noção real do que o autor pretende transmitir. As batidas, a princípio, foram retiradas gratuitamente da internet (Mixtape), porém, sempre, com a preocupação do encaixe entre som e letra, primando pela qualidade das produções. Desde instrumentais a melodias com letra e música, as composições abordam valores como verdade, persistência e aprendizado, onde o que é passado pelas letras combina com a batida da obra, tornando agradável de ouvir o conjunto.

Vitrola - CrysFoto: Divulgação

    Twoclok, além das produções individuais, trabalha e integra o grupo de RAP ‘Nouss’, composto por mais dois rappers. A produção musical do grupo é bem elaborada, conforme as possibilidades, e os equipamentos, dos rappers. As músicas são divulgadas na internet, e as produções contam apenas com o que é investido pelo grupo. Nouss ambicionam um pequeno estúdio, onde teriam mais liberdade e facilidade em suas produções. O estilo de roupas utilizadas pelo grupo é o clássico dos rappers americanos, pode-se facilmente associar as indumentárias ao estilo musical.

Crys Kühl

Serviços:

https://soundcloud.com/ajrotter;

http://www.youtube.com/user/twoclockmc?feature=watch;

www.facebook.com/SemDinheiroCrew.

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