Posts tagged ‘Cássia Miranda’

23/11/2012

Na natureza nada se cria, tudo se copia

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Blog do Marcelo Franco se caracteriza pela reprodução de textos e fotos dos jornais da cidade

“Violência”, “morte”, “acidente”, “drogas” e “esporte”. Esses são os principais temas dos textos do Blog do Marcelo Franco. O primeiro post do repórter da Rede Massa em 7 de novembro de 2008 já indica o que viria pela frente: textos curtos e rápidos que falam sobre acontecimentos do Paraná, mas principalmente de Ponta Grossa.

A partir da postagem de 16 de dezembro de 2008, a maioria dos textos e fotos do blog apresenta cópias de site dos jornais da cidade (Jornal da Manhã e Diário dos Campos), fato que torna a página dispensável, já que está apenas repetindo o que os jornais já noticiaram com um dia de antecedência. Cada site de onde os textos são retirados possui um padrão diferente, o que “quebra” o padrão de fonte de texto.

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 Foto: Divulgação

O layout da página é simples e apresenta duas fotos de Marcelo que funcionam como elementos de valorização da imagem do repórter. As postagens do blog não têm periodicidade definida e seguem sempre um modelo: texto e foto. Os cuidados com os aspectos de padronização e recursos gráficos deixam a desejar. A diagramação, por exemplo, dá a impressão de “ser feita às pressas”. Além disso, em todos os posts um detalhe – muito importante por sinal – é sempre deixado de lado: o crédito de foto.

O ícone do Clima Tempo, à direita na página, é um diferencial positivo e de utilidade pública aos ponta-grossenses, além de ser um distintivo sobre outros blogs do gênero na cidade. Em compensação, os anúncios também estão presentes como em todas as outras páginas.

Cássia Miranda

Serviço:

http://www.marcelofranco.net/

 

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15/11/2012

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

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Cobertura do FENATA feita pela RPC fica marcada por tropeços ao vivo e pouco acompanhamento

 A 40ª edição do FENATA entrou na pauta da RPC TV Esplanada, afiliada da Rede Globo em Ponta, nos dias 5, 6, 8, 13 e 14 de novembro. Em 5 de novembro, data que antecedia o início do festival, a matéria apresentada buscou resgatar a história e agendar o público para evento.

No dia da abertura, a 1ª edição do telejornal entrou ao vivo com entrevista do coordenador do festival, Cláudio Guimarães, ao repórter Flávio Bernardes, que incomodou o coordenador ao errar e confundir o nome e chamando-o de Carlos. A matéria não trouxe nenhuma informação nova, apenas funcionou como uma forma de agenda. Durante a 2ª edição, a repórter Vanessa Rumor entra ao vivo direto do Cine Teatro Ópera com a coordenadora da categoria adulto, Andréa Firmino. Novamente a entrevista não apresenta nenhum diferencial capaz de fugir ao folder de divulgação do festival.

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Foto: Reprodução

Na noite do dia 8 a emissora apresenta uma matéria feita por Viviane Mallmann. Este é o primeiro VT em que a cobertura foge das fontes oficiais do festival, entrevistando o público da mostra infantil, um ator e uma professora. O principal aspecto em que as transmissões da emissora deixaram a desejar foi mostrar apenas o teatro de sala/auditório. Durante os telejornais em que o FENATA entrava na pauta, a sensação do espectador era que mostras como os Espetáculos de Rua, por exemplo, não existiam, pois nada foi comentado pela emissora de maior audiência na Região.

Na 1ª edição do dia 13 de novembro a âncora do telejornal avisa que o festival está chegando ao fim, mas deixa a ressalva de que ainda há muita coisa para o público acompanhar. O acompanhamento da RPC termina horas mais tarde, com a presença ao vivo do repórter Flávio Bernardes no Cine Ópera. Novamente, confundem-se nomes (desta vez, a vítima foi a peça de encerramento) e o repórter anuncia o fim dos ingressos para a noite de premiação.

Apesar de dedicar em média dois minutos (em telejornal é um tempo considerável) para falar sobre o festival em cada um dos dias citados, a cobertura feita pela emissora foi bastante rasa e repetitiva de sinopses e agendas. A impressão que fica, ao fim da cobertura, é que as transmissões buscavam incentivar o telespectador a fazer algo que eles mesmo não deram conta: acompanhar o FENATA.

Cássia Miranda

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04/10/2012

‘La felicidad de Chile comienza por los niños’

Coprodução entre Chile e Espanha, “Machuca” mantém a linha dos filmes latinos e se destaca tecnicamente

     A história dirigida por Andrés Wood é contada a partir do olhar de um menino de classe baixa, Pedro Machuca, que ingressa no Saint Patrick, um colégio de elite de Santiago, que admite meninos pobres gratuitamente e inspira-se na política de Salvador Allende. Durante a estada de Pedro no colégio, ele se encontra com Gonzalo Infante, um garoto proveniente da burguesia chilena da época. Apesar das diferenças, os garotos tornam-se grandes amigos e contam também com a cumplicidade da nada inocente Silvana. A amizade começa alguns meses antes da ditadura no Chile e o filme se desenrola com os meninos enfrentando juntos o golpe contra o Presidente Allende em setembro de 1973. O golpe militar de Pinochet serve de cenário para a história de amizade. É o ingrediente ideal. A cereja no bolo.

Foto: Reprodução

     Machuca é o primeiro filme chileno gravado no formato HD, o que garante ao longa  imagens com boa definição e qualidade. A película apresenta um jogo de fotografia, oferecendo cor e luz no início do drama, enquanto Allende está no poder e está tudo bem, e em seguida, um tom mais apagado, que entra em acordo com a aura política e emocional que se desenvolve. A ambientação também é digna de destaque, pois tendo em vista que o filme foi feito em 2004, 31 anos depois do golpe, o cenário se manteve fiel às características da época. Quanto ao tema, o filme não inova e segue a “onda” do cinema latino de trazer um olhar social. Machuca será exibido no dia 6 de outubro no Projeto Cinema e Sociedade na Faculdade Sagrada Família.

Cássia Miranda

 

Serviço:

Direção: Andrés Wood

Lançamento: 2004

Gênero: Drama. Duração: 121 minutos

O filme será exibido no projeto “Cinema & Sociedade”, na Faculdade Sagrada Família, no dia 6 de outubro, às 15h, na Faculdade. Entrada gratuita, com emissão de certificado. Levar documento de identificação.

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29/06/2012

“O cliente tem sempre a razão”

Com o slogan “a música com mais emoção”, Kadu Rádio Web transmite canções de acordo com os pedidos feitos pelos ouvintes

A programação bastante eclética, que vai desde “Vou de táxi”, até sucessos do momento como “Depois”, de Marisa Monte, movimenta a Kadu Rádio Web, na rede desde março de 2010. O ex- radialista e atualmente vendedor Mauro Machado é o responsável pelo comando da programação. A rádio fica online das 8h às 24h e conta, segundo o site, com seis funcionários na equipe.

Por vezes, a rádio confunde entretenimento com conteúdo jornalístico, que fica por conta das chamadas “rapidinhas”. Esses momentos para informação ocorrem em horários aleatórios e trazem, em alguns momentos, conteúdo defasado, como é o caso do comunicado (que foi ao ar no dia 26/06) onde diz que o cantor Justin Bieber lançará em breve o álbum “Believe”, sendo que o disco já havia sido lançado há mais de 10 dias. Segundo Mauro, a programação musical é feita pelos ouvintes, que pedem as canções pelo blog, site e MSN da rádio, fato que democratiza o conteúdo.

As músicas são separadas em blocos de acordo com os gêneros, o que torna a programação maçante por ficar cerca de meia hora repetindo o mesmo estilo musical. O período reservado para publicidade é cerca de dois minutos por intervalo, o que é curto, se comparado a outras emissoras. Esse aspecto beneficia os ouvintes, que certamente não estão ali para ficar ouvindo propaganda.

Atualmente, as rádios web vêm ganhando bastante espaço. Segundo a legislação, pela qual elas são amparadas, as rádios web têm o compromisso não só de entreter, mas também de informar. Nesse sentido, a Kadu Rádio Web ainda segue um tanto quanto relapsa.

Cássia Miranda

Serviço:

Link para ouvir: http://oradio.com.br/ouvir/kadu+radio+web.html

Blog: http://kaduradioweb.blogspot.com.br

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22/06/2012

Direitos autorais mandam lembranças

Blog de empresário bairrista ponta-grossensse peca na forma, conteúdo e crédito de imagens e textos

A lei que defende os direitos autorais dos indivíduos contra plágio de obra ou de trabalho intelectual teve a pena modificada em 24 de maio de 2012. A alteração foi aprovada pela comissão de juristas responsáveis pela reforma do Código Penal. Em síntese, as punições aumentam de três meses a um ano para seis meses até dois anos.

Com o primeiro post intitulado “Mais um espaço de discussão”, em junho de 2010, entrou no ar o blog de Altair (Taíco) Nunes Machado. Figura conhecida no bairro de Uvaranas, Nunes mantém o blog com atualizações esporádicas. Além disso, o blogueiro também usa o meio para divulgar suas empresas e seu programa de rádio, transmitido pela Rádio Central AM. No lado direito da página localizam-se duas fotos do blogueiro, outra do chafariz da Av. Carlos Cavalcanti, um e-mail para contato e um box de pedidos feitos pela comunidade do bairro de Uvaranas. Ele usa o espaço para agradecer políticos pelo atendimento às solicitações.

Abastecido por textos curtos, complementados por fotos, os posts não possuem um padrão quanto ao uso de fontes, o que prejudica o aspecto gráfico do blog, que, aliás, é bastante simples. Em meio a tanta simplicidade e interação com Uvaranas, o erro mais grave cometido pelo dono do blog é a reprodução integral (Ctrl C + Ctrl V) ou parcial de conteúdos originais de outros sites, como da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e o da UEPG. Como se não fosse o bastante, as fotos também não recebem os devidos créditos.

Foto: comparação entre postagens com o mesmo conteúdo.

Cássia Miranda

Serviço:

Blog do Taíco – http://taiconunes.blogspot.com.br

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01/06/2012

Educação do campo ou no campo?

Professora organiza livros com trabalhos realizados em grupos de pesquisa e mestrado

 

A coletânea de artigos organizada por Maria Antônia de Souza, em 2011, reúne 11 textos relacionados à educação no campo, e resultou no livro Práticas educativas do/no campo. A obra é fruto do trabalho realizado em dois grupos de pesquisa. Os textos selecionados são de 14 autores e falam sobre várias regiões rurais do Paraná.

Por tratar de textos científicos, a linguagem do livro é bastante formal, o que condiz com a proposta de ser voltado a um público que já possui conhecimento prévio do assunto.  Em contrapartida, a obra possui méritos por apresentar infográficos e fotos que auxiliam na compreensão dos resultados apresentados nos textos.

Foto: Divulgação

O primeiro capítulo do livro é de autoria da organizadora (Maria Antonia de Souza), que possui outras obras relacionadas ao campo. No texto, a autora deixa claro que muito do que ela escreve vem daquilo que já viveu no campo. Um exemplo: “ao passar pela estrada é possível recordar a vida no grupo escolar, o caminho percorrido e a turma da escola”. Parte da credibilidade do livro vem da formação daqueles que escrevem. Todos os autores, de forma geral, têm alguma ligação com o campo, seja por vivência ou por pesquisa.

A principal questão que a coletânea traz é a diferenciação entre educação rural e educação do campo. O livro mostra, com dados históricos, que a educação rural considera a formação escolar para os povos do campo algo que parte da cidade e vai para o campo, ao passo que a educação do campo valoriza a prática educativa, pensada e efetivada pelos próprios povos do campo.

Cássia Miranda

                                              

Serviço:

Livro: Práticas educativas do/no campo

Organizadora: Maria Antonia de Souza

Editora: UEPG (Ponta Grossa/PR), 2011

Preço: R$ 36,00  – 304 páginas.

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27/04/2012

Era uma vez um ar de recomeço…

Festival Literário Internacional dos Campos Gerais resgata a extinta cultura literária pontagrossense

   A promessa que se ouve é de que o 1º Festival Literário Internacional dos Campos Gerais (FLICAMPOS), que acontece em Ponta Grossa de 1º a 6 de maio, será o maior evento que a cidade terá esse ano na área literária. Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o festival terá como um de seus objetivos suprir a demana existente por aqui. O evento também integra as atividades da 26ª Semana da Cultura – Bruno e Maria Enei e resgata a Feira do Livro de Ponta Grossa, em sua 4ª edição.

Foto: Divulgação

      O que mais atrai na programção do evento é a diversidade de atividades. A FLICAMPOS contará com diversas oficinas, como a de Histórias em Quadrinhos e Mangás, lançamentos de livros, Mostra de HQ (histórias em quadrinhos) importados, filmes de super-heróis, evetno “cosplay” e palestras de autores de renome, como o escritor e jornalistas Domingos Meirelles.

   É indiscutível a necessidade de um calendário voltado à literatura em uma cidade com mais de 310 mil habitantes, como é o caso de Ponta Grossa. É muito importante também o incentivo à cultura literária que um festival internacional proporciona. Segundo a Secretaria de Cultura e Turismo, Elizabeth Schimidt, o evento pretende estimular cada vez mais a produção literária local, além de propiciar à comunidade a oportunidade de vivenciar os vários aspectos do setor.

   A abertura oficial do festival acontece no dia 1º de maio, às 19h, na Praça das Falas, estrutura que estará montada no Parque Ambiental. Todas as atividades referentes ao Festival são gratuitas.

Cássia Miranda

Serviço:

 Horários do evento: Dias 01 e 06/05 – das 14h às 21h30.

De 02 a 05/05 – das 08h30 às 21h30.

Site: http://www.pontagrossa.pr.gov.br/node/12269

23/03/2012

Chega o tempo das vacas magras

Equipe ponta-grossense de handebol feminino tem baixa no número de atletas em início da temporada

Nos últimos cinco anos, a seleção de handebol feminino de Ponta Grossa subiu ao pódio das principais competições do circuito paranaense. Porém, a situação que o time se encontra hoje é bem diferente.

Ainda sob o comando do técnico João Bartniak, que está à frente da equipe desde 2010, o elenco de 2012 começou os treinamentos no mês de março. Em quadra, o que se viu foram apenas seis atletas, número que corresponde a menos da metade de um time completo, que é formado por 14 jogadores (sendo 7 titulares e 7 reservas). O grupo, que está sem conquistas importantes desde 2009, perdeu ano passado algumas das jogadoras mais experientes, que excederam o limite de idade estabelecido para a categoria.

A versão 2012 começa a se desenhar com jogadoras bastante jovens e com bagagem adquirida apenas em competições municipais, o que dá ao time um ar de inexperiência. A participação do grupo juvenil em apenas um campeonato por ano, o Jogos da Juventude do Paraná (Jojup’s), faz com que as meninas estejam em desvantagem, se comparadas a outras equipes que participam, frequentemente, de competições de nível estadual.

A dificuldade em encontrar ginásio livre para os treinamentos é outro desafio que terão de enfrentar. Provisoriamente, os treinos estão ocorrendo nas terças, quintas e sextas feiras, às 19h30min no ginásio do Colégio Sepam.

Em 2012, a principal tarefa das meninas será tentar trazer o time, que foi rebaixado ano passado, de volta para a primeira divisão dos Jojups’s. A equipe tem que estar afinada e pronta até julho, quando acontece a fase regional da competição.

Cássia Miranda

Serviço:

Seleção de Handebol Feminino

Treinos: segunda, quinta e sexta-feira. Das 19h30min às 21h

Local: Colégio Sepam, Rua General Carneiro, 1171. – Centro de Ponta Grossa/PR

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