Posts tagged ‘Bianca Machado’

08/11/2013

Quando o público é convidado a atuar

 Peça "As Três Irmãs" prende a atenção das pessoas pelo caráter interativo

Peça “As Três Irmãs” prende a atenção das pessoas pelo caráter interativo

A peça de teatro “As Três Irmãs”, encenada na segunda noite do Festival Nacional de Teatro (FENATA), no programa ‘Às Dez Em Cena’, conta a história de Olga, Maria e Irina que desejam voltar para Winston, a cidade natal de onde saíram há onze anos com o pai, que é general militar.

Duas personagens da peça iniciam o espetáculo interagindo com o público, recepcionando as pessoas na entrada do auditório com a entrega de uma bexiga branca a cada espectador. Todo o espetáculo se passa na casa das três irmãs, em uma cidade provinciana.

Ao aAbordar conflitos da vida material e da vida espiritual de Olga, Maria e Irina, a peça prende a atenção do público do início ao fim por possuir o caráter de tirar as pessoas que estão assistindo de sua área de conforto nas poltronas e trazê-las para dentro do espetáculo. Em determinado momento, pessoas da plateia selecionadas aleatoriamente são convidadas a subir no palco para fazer breve participação em uma cena.

Foto: André Jonsson

Foto: André Jonsson

Como característica do espetáculo, a interação com o público acontece em todas as cenas e faz com que as pessoas sintam a emoção e possam observar de perto as características marcantes de cada personagem.

O som de fundo da peça fica por conta de um trio de músicos posicionado na lateral esquerda do palco, que em alguns momentos faz apenas o som do vento e em outros, dita a emoção ao espetáculo ao interpretar canções. A luz de acompanhamento é simples durante quase toda a peça, apenas no fim é usada luz azul.

Se a peça prende pela interação com o público e pelas cenas engraçadas, que arrancaram risos altos das pessoas que assistiram, variam essas características no fim, já que a última cena possui um ar melancólico. Entretanto, as cerca de 50 pessoas presentes no auditório B do Cine-Teatro Ópera aplaudiram em pé ao fim do espetáculo.

Bianca Machado

 Serviço:

As Três Irmãs – Traço Cia de Teatro (Companhia Zero) – Florianópolis-SC
Direção e adaptação: Marianne Consentino
Elenco: Débora de Matos, Greice Miotello, Paula Bittencourt de Farias,
Cassiano Vedana, Gabriel Junqueira Cabral e Mariella Murgia
Autor: Anton Tchékhov
Duração: 80 minutos
Cine-Teatro Ópera – Auditório B
Iluminação: Ivo Godois; Operador de luz: Egnon Seidler
Operadores de som: Cassiano Vedana, Gabriel Junqueira Cabral e Mariella Murgia

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12/10/2013

Sobrou talento no teclado, faltou informação

IV Recital de Teclado mostrou o talento dos alunos, mas não trouxe informações sobre a escola de música

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Reunindo crianças, jovens e adultos no Cine-Teatro Ópera, Centro de Ponta Grossa, a quarta edição do Recital de Teclado começou com 20 minutos de atraso, na noite de 8d e outubro, devido à fila para entrar que se formou na frente do local. A primeira atividade do evento foi a leitura de uma história infantil sobre música, enquanto imagens em quadrinhos passavam no telão. Porém, o microfone de quem estava lendo fazia alguns chiados que prejudicavam o entendimento.

As apresentações de teclado elétrico foram realizadas por alunos e formandos da escola de música que promoveu o recital. O repertório era bastante variado, trazendo não só clássicos da música nacional e internacional, mas também sucessos atuais. Durante os intervalos das apresentações, dois cerimonialistas traziam citações de atores famosos sobre música e anunciavam a próxima canção. Entretanto, era visível a dificuldade de pronúncia ao apresentarem os títulos de músicas internacionais.

1238956_501505886600966_1431605748_nFoto: divulgação

A disposição dos elementos no palco foi a mesma do início ao fim do evento: quatro teclados intercalados no centro, uma câmera com tripé na lateral esquerda e um telão. Porém, os fios dos equipamentos estavam todos a mostra e o enquadramento da imagem da apresentação que se passava no telão estava torto. A luz amarela simples também permaneceu durante todas as apresentações, exceto na última em que as cores das luzes se alteravam no decorrer da canção.

Um ponto negativo para quem acompanhou o evento foi que em nenhum momento foi mencionado o nome da escola de música que promovia o recital. Entretanto, o salão A do Ópera, com capacidade máxima para cerca de 700 pessoas, ficou praticamente lotado.

Bianca Machado

Serviço:

O 4º Recital de Teclado aconteceu na noite do dia 8 de outubro, terça-feira, no Cine-Teatro-Ópera, Centro de PG.

16/08/2013

“Sábado é dia de open no Thribus”

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Thribus Campestre é um dos espaços mais procurados da cidade para realização de festas universitárias

    Localizada ao lado de uma das universidades de Ponta Grossa, a sede campestre do Thribus tem sido um dos lugares mais cotados da cidade para festas nos últimos cinco anos. Apesar de não se localizar na região central, os eventos no local atraem as mais variadas tribos de jovens da comunidade universitária, que também são os principais organizadores das festas.

    O Thribus é divido em dois ambientes, interno e externo, o que facilita para quem organiza as festas, porque garante sempre duas opções de sons durante os eventos. Os espaços para bares no local também são bem distribuídos e evitam filas para pegar bebida. Entretanto, em dias de chuva, a divisão não é tão favorável, pois o espaço fica reduzido e, algumas vezes, superlotado.

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Foto: Ingá Formaturas

    A principal reclamação dos frequentadores é a respeito dos banheiros. Os dois banheiros do Thribus Campestre não são suficientes para a quantidade de pessoas que vão as festas, o que causa transtorno devido às filas que se formam. Outro ponto negativo é o estacionamento pequeno, que normalmente é restrito apenas aos veículos dos organizadores das festas. Ao lado do local, existe um estacionamento particular, mas é necessário pagar uma taxa para usá-lo.

   A localização do Thribus no bairro de Uvaranas, que fica afastado da região central, não parece ser um problema para o público, que cada vez mais lota os eventos. Além disso, apesar de alguns problemas na estrutura, o local está entre os mais procurados da cidade para realização de festas universitárias.

  Bianca Machado

Serviço:
Thribus Campestre

Av Gen. Carlos Cavalcanti, 4671 – Uvaranas. Ponta Grossa/PR

22/06/2013

Voz, violão e vocabulário irreverente

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Canção interpretada por Luciano D’Miguel e seus músicos fugiu do tradicional presente nas músicas concorrentes no festival 

          A apresentação de Luciano D’Miguel abriu a segunda noite (21/06) da etapa nacional do 26º Festival Universitário da Canção. Interpretando a música Voz e Violão, de autoria própria, o artista não foi acompanhado pela banda do Festival, pois trouxe seus próprios músicos. Baixolão, teclado, zabumba e chocalho foram os instrumentos responsáveis pelo som de fundo.

         O sotaque nordestino dos artistas na vinheta apresentada anterior a canção já indicava algumas influências culturais. O figurino arrojado do vocalista, abusando das cores quentes, se destacava em meio aos outros músicos que usavam cores mais neutras. Ainda na vinheta de apresentação os músicos já contavam o que a interpretação representaria: a aposentaria do violão, que foi substituído pelo baixolão.

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Foto: Lente Quente

             A canção revela uma mistura de MPB com traços de baião nordestino. O vocabulário irreverente presente na letra fez com que o público da cidade entrasse em contato com uma nova cultura, marcada por poesia e história. O ritmo marcado pela zabumba em harmonia com os graves do baixolão era contrastado pelo som do teclado.

            Apesar dos músicos estarem em sintonia entre si, a tentativa de interação com o público não trouxe muitos resultados. Além disso, as constantes paradas durante a apresentação podem ter confundido as pessoas de quando a música havia acabado ou não.

           A letra com palavras diferentes não repente nenhum verso e a música também não tem refrão. Mesmo que isso tenha cansado um pouco o público, os artistas mostraram estilo, trazendo algo que fugiu do tradicional presente nas outras apresentações da noite.

Bianca Machado

 Serviço:

Canção: Voz e Violão

Compositor e intérprete: Luciano D’Miguel e seus músicos

10/05/2013

Das tropas militares aos pés femininos

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Com diversas cores e modelos, coturnos abandonam campos de batalha e ocupam cenário urbano

     Para fugir da moda das botas de cano alto, uma nova opção de calçado para a estação mais fria do ano é o coturno. Também conhecido como “botinha”, o sapato que vai até a metade da perna, e em alguns casos pode ser encurtado através da dobra, permite várias combinações de roupas e é usado tanto em festas quanto no dia-a-dia.

     Há relatos de que o coturno surgiu no século XVII, na Europa, com as tropas militares, quando os soldados sentiram necessidade de um calçado com um material forte e resistente às batalhas. Mas o auge foi no início dos anos 1990, com o movimento punk, em que os jovens que eram considerados rebeldes, para a época, criavam a própria moda. A botinha chegou a incorporar também outros estilos, como heavy metal, skinhead e gótico e era usado majoritariamente por homens.

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Foto: Divulgação site Muito Chique

     Atualmente, o calçado não está mais ligado a determinados movimentos e é possível encontrar coturnos para todos os estilos. As cores e estampas variam bastante, desde o preto tradicional até tons considerados mais delicados, como rosa. Alguns modelos possuem saltos, outros possuem spikes e ainda há aqueles que não possuem cordão. Os coturnos são fabricados em couro ou camurça e alguns possuem detalhes nas dobras feitos em tecido.

     Apesar de ser considerado confortável, o coturno tem se restringido mais ao público feminino do que ao masculino na variação de modelos. Na moda, o uso de coturnos pelos homens tem predominado apenas nos movimentos punk. Além disso, devido aos materiais de fabricação, o calçado se restringe ao inverno.

Bianca Machado

Serviço:

Os coturnos podem ser encontrados nas lojas de calçados da cidade e o preço fica entre R$100,00 e R$200,00.

12/04/2013

Número um no esporte PG

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O programa Gol de Placa, transmitido pela Rádio Difusora, traz reportagens sobre o esporte na cidade, com ênfase no futebol

Denominando-se a número um do esporte, a Rádio Difusora AM 690 dedica importante espaço de sua programação a notícias esportivas, principalmente regionais. O programa Gol de Placa, transmitido de segunda a sexta-feira, é um exemplo da política da emissora.

Apresentado por Juca Francisquini, Letícia Cabral e com comentários de Piska Rodrigues, o Gol de Placa traz reportagens do esporte de Ponta Grossa e região. As prioridades do programa são voltadas ao time de futebol profissional da cidade, Operário Ferroviário Esporte Clube, em que as reportagens são mais detalhadas e são transmitidas entrevistas com jogadores e técnicos.

Divulgação

Divulgação

O programa, iniciando o terceiro ano no ar, procura manter uma interação e um clima descontraído com o ouvinte e abre espaço para participantes que se interessem pelo esporte. Entretanto, é perceptível o excesso de publicidade durante a transmissão, atendendo a política editorial da emissora. Além disso, devido à supervalorização do futebol na cidade, alguns esportes ganham pouco espaço na programação. Mas isso, muitas vezes, é resolvido pela abertura do programa para representantes de esportes que queiram divulgar jogos.

O Gol de Placa é transmitido em duas edições: o programa de manhã é marcado mais por opiniões e comentários do esporte, enquanto o da tarde é mais objetivo e é um dos poucos que antecipa as notícias do dia seguinte, já que a repórter acompanha o treino da tarde do Operário e, logo em seguida, vai para a transmissão do programa, o que mostra uma estratégia da emissora. Além disso, a segunda edição do Gol de Placa é a única AM naquele horário.

Bianca Machado

 

Serviço:

Programa Gol de Placa – Rádio Difusora 690 Khz

1ª edição: 11h às 12h

2ª edição: 18h às 19h

05/04/2013

‘Política & informação’ ou ‘reprodução de diálogos’?

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O blog do Johnny, desde 2009, faz uma cobertura factual da política da cidade

O blog do Johnny é um espaço jornalístico online que visa discutir assuntos políticos e de interesse público de Ponta Grossa, dando ênfase principalmente às notícias da Câmara Municipal (de vereadores). Editando o blog desde a criação, em julho de 2009, Johnny Willian Soares se apresenta por ter conquistado alguns direitos aos cidadãos do município, possui aspirações políticas e foi militante do movimento estudantil.

A proposta do espaço é informar os leitores a respeito da situação política da cidade, o que é feito com muita factualidade. Porém, o blog peca em alguns aspectos. Os textos, ora longos ora curtos, às vezes parecem apenas um amontoado de palavras, o que acontece devido à falta de parágrafos e de revisão. Além disso, o que é fácil de verificar nas matérias, principalmente as relacionadas a sessões da Câmara, é o exagero de citações diretas. Os trechos longos entre aspas fazem com que o texto (que se diz jornalístico) vire um mero reprodutor de diálogos.

ENTRE LINHAS

Algumas produções textuais, em alguns momentos, também esbarram no sensacionalismo, que pode ser observado em chamadas da página inicial. As excessivas citações diretas contribuem nesse aspecto “sensacional”, porque por vezes são utilizadas desnecessariamente e empobrecem os textos.

O blog também conta com espaços reservados aos textos arquivados das últimas eleições municipais e nacionais e às notícias de anos anteriores, além de uma biografia do autor e de um local para contato. As laterais do blog são dedicadas à publicidade.

Bianca Machado

Serviço:

http://www.blogdojohnny.com.br/ – desde julho de 2009.