Posts tagged ‘Anna Flavia Maluf’

14/11/2012

E agora, direto ao ponto: Sou FENATA QUARENTÃO

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Escritor Edmilson Santini homenageia a quadragésima edição do Festival em forma de cordel e apresentação

“Senhores, enfim é dado…”. A edição comemorativa do Fenata mostrou que não é só de teatro que se vive o Festival, e ganhou uma homenagem diferente e criativa. Também conhecido no Brasil como folheto, o cordel é um gênero literário popular, escrito geralmente de forma rimada.

O cordelista, ator e escritor Edmilson Santini, apresentou o texto Do primeiríssimo caco até a última deixa na abertura do evento e mostra paralela, nas ruas, escolas públicas e praças.

O cordel, entregue ao público no primeiro dia de Fenata, começa com frases sobre o teatro brasileiro. “Do Rei Édipo ao FENATA, conta-se longo trajeto”. O escritor faz citações da literatura brasileira até a shakespeariana. Um diálogo com Cabral, Pero Vaz a Padre Anchieta. Essa mistura de histórias faz parte tanto do contexto teatral, quanto da história. Na quarta página começa a história do Fenata – do nascimento até seu crescimento.

O folheto traz um número variável de versos nas estrofes, alguns em oito, outros em sete, outros em 10, o que facilita a distribuição no pequeno livro e na leitura. Com linguagem simples, o autor pernambucano trouxe ao texto algumas citações da cultura local, como “Teatro em Campos Gerais” e “Paraná pra UEPEGÊ, UEPEGÊ-Paraná”, relatando o trajeto do Festival.

O texto bem humorado consegue prender a atenção. Lendo o folheto nota-se que o autor descreve como se o próprio teatro estivesse contando a sua história e a do Festival. Para quem leu o texto, a vontade de assistir as peças tende a aumentar. Edmilson abriu o Fenata com a apresentação do cordel, surpreendendo o público que estava chegando ao Cine Teatro Ópera. Além da abertura, ele apresentou em outros locais durante todo o Festival.

Outra ideia que a organização teve foi colocar junto ao balcão de produtos do 40º Fenata na entrada do Ópera, uma cesta com vários cordéis pendurados em barbantes, em sintonia com a tradição do estilo cultural, como mais um atrativo, e chamando a atenção de quem passava por lá. Os outros cordéis custam de R$3,00 a R$5,00. Vale a pena conferir um pouco do gênero literário popular que trouxe numa outra visão a história dos quarenta anos do “Festival dos Festivais” em Ponta Grossa.

Anna Flávia Maluf

ImagemFoto: Anna Flávia Maluf

Serviço:

Peça: Cordel ‘Do Primeiríssimo Caco até a última deixa’

Autor: Edmilson Santini

Data de criação do cordel: setembro de 2012

Impressora Velha Lapa

04/10/2012

Diário Oficial com transparência embaçada?

Imprensa oficial do município cumpre dispositivo constitucional, mas peca no formato que dificulta  leitura do cidadão

     O diário oficial é o instrumento pelo qual os poderes constituídos publicam os atos oficiais administrativos e as leis municipais, estaduais e federais, sendo de obrigatória periodicidade. É transparente e deve ser claro e objetivo, para que o cidadão possa entender e ficar ciente das atividades realizadas pelos entes públicos.

     No âmbito municipal, o site da Prefeitura de Ponta Grossa, como também o jornal impresso, traz diariamente as publicações de interesse local, atendendo ao princípio constitucional da publicidade dos atos oficiais.

Foto: Divulgação

     Pela obrigatoriedade, todas as leis devem ser publicadas, o que gera algumas dificuldades. São publicados decretos, valores financeiros, leis, licitações, tempo de licitação, dentre outros. O problema é a diagramação da página, pois leis e decretos contêm grande quantidade de números, artigos e textos explicativos. A letra tende a ser pequena no site e, talvez, a fonte escolhida causa a impressão de que o texto é longo e cansativo, desestimulando o leitor a tomar conhecimento dos atos importantes do município e possibilitando a confusão de quem necessita de consulta.

     A maneira como os quadros, fios e a divisão da página estão dispostos dificultam a divulgação e o entendimento. Exemplo: quando acaba a descrição em uma das colunas, com o termo ‘continua’ abaixo, involuntariamente continua-se a rolar para a próxima a página, enquanto o texto continua ao lado. Na prática, o formato digital não corresponde aos atualmente utilizados na internet, mas se encaixa no formato impresso.

Anna Flávia Maluf

 

Serviço:

Diário Oficial do Município de Ponta Grossa

Site: http://www.pontagrossa.pr.gov.br/diario-oficial

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15/09/2012

O vampiro de Ponta Grossa e a princesa polaquinha

Histórias adaptadas de Dalton Trevisan divertem público infantil na Semana Literária de Ponta Grossa

            A contadora de histórias Heloísa Pereira abriu os livros do autor curitibano Dalton Trevisan e os transformou em história para as crianças. Na semana literária do Serviço Social do Comércio (SESC) Ponta Grossa, realizada entre 10 e 13 de setembro, as histórias do famoso ‘Vampiro de Curitiba’, como o autor é conhecido, ganharam vida. Heloísa adaptou o livro ‘A polaquinha’ para a apresentação. A história contada envolvia a princesa cor de rosa e um vampiro que vivia escondido em casa, como era mencionado, ‘desgostoso com a vida’. O vampiro vai até a princesa e se transforma em um rapaz, então ela mostra para ele que não tem porque se esconder do mundo.

A contadora de histórias, ainda no personagem, se despede das crianças falando que a leitura dá asas a imaginação. De fato. Imaginação essa que levou as tramas psicológicas e histórias densas dos livros de Dalton a chegar até o público infantil de uma forma mais leve.

Foto: Anna Flávia Maluf

            Heloísa trouxe ao personagem vampiro as características do próprio autor, que geralmente não recebe visitas, é discreto, tímido, não aparece em eventos públicos e presa por sua privacidade. A ideia de transformar as obras de Trevisan em contos para as crianças foi diferente e deu certo. Desde o início da semana literária, mais de 500 crianças passaram pela contação de histórias. As crianças participaram cantando as músicas e interagindo nas apresentações.

A contação de histórias ocorreu diariamente, pela manhã e tarde, durante todo o evento. Valeu a pena conferir a adaptação que trouxe de maneira divertida um pouco das histórias do ‘Vampiro de Curitiba’.

Anna Flávia Maluf

Serviço:

31º Semana Literária & feira do livro Sesc Data:10 a 15 de setembro Horário da contação: 10h às 11h – 13h30 às 14h30 – 15h30 às 16h30
Local: Centro de Cultura de Ponta Grossa
Público: Infanto-juvenil e interessados

 

08/06/2012

Degustação com sabor de simplicidade

Panificadora Deguste traz o típico café colonial simples, mas com lanches frescos e saboroso

O café colonial é refeição típica no Sul do Brasil, e é fruto da colonização alemã e italiana. Tradicionalmente são servidos pães, salames, queijos, chás, café e doces típicos da cozinha europeia. Num espaço pequeno, mas cômodo, a panificadora Deguste em Ponta Grossa, serve diariamente um café colonial simples, mas com opções diversas que variam diariamente, adaptando-se à preferência dos clientes.

Os lanches servidos são, por exemplo, pasteizinhos de carne, croissants de presunto e queijo, pão de queijo, mini-pizza, sfihas, coxinha, empanada, além de doces, como bolo de chocolate, bolinho de fubá, bolo indiano. Os salgadinhos e bolos são feitos diariamente com ingredientes frescos de fabricação própria, o que muda o paladar e também a aparência dos lanches.

Foto: Anna Flavia Maluf

No espaço há a opção do próprio cliente esquentar o lanche, e servir-se do café com leite tradicional, ou ainda opções mais sofisticadas servidos na máquina, podendo escolher entre café expresso, com leite, cappucino, achocolatado.

O buffet por quilo custa R$ 3,68 cada 100 gramas. É um café colonial simples, mas uma opção que agrada aos clientes. As tortas e os salgadinhos servidos são especialidades da casa, e também são vendidos separadamente. A panificadora localiza-se no centro da cidade, havendo estacionamento próprio. O espaço chama a atenção por trazer o estilo colonial, com uma decoração típica das casas de fazenda. Há somente dois caixas atendendo os clientes, mas o atendimento é rápido. Para quem não conhece, vale a pena uma passada no final da tarde para degustar.                                                                                                                         Anna Flavia Maluf

Serviço:

PANIFICADORA DEGUSTE
Endereço: Augusto Ribas, 581 – Centro
Telefone: (42) 3224-3034
E-mail:deguste@deguste.com.br
Horário de Funcionamento: diariamente das 7h às 22h

27/04/2012

Nas bailantas do Rancho Alegrete

Mantendo tradição da dança gaúcha em Ponta Grossa, CTG faz apresentação em Rodeio

Foto: Melissa Moura

   O Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Rancho Alegrete de Ponta Grossa apresentou quatro tipos de danças típicas no último dia 22-04, no Centro de Eventos, durante a 18º edição do Rodeio Crioulo. O grupo é formado por 10 casais e mantém a Invernada Artística, preservando as danças tradicionais na cidade. A apresentação foi feita a um público de aproximadamente 500 pessoas.

   Os estilos tradicionais executados foram Havaneira Marcada, o Maçanico, Cana Verde e Chico Sapateado. Os estilos das danças gaúchas têm influência europeia e misturam o sapateado, a dança em pares e as fileiras. As músicas escolhidas não foram tocadas ao vivo. O som estava regulado, o que gerou conforto auditivo à plateia. Tratava-se de um evento campeiro, no entanto, o chão não era apropriado para a apresentação. Por ser de grama e terra, atrapalhou alguns passos dos dançarinos, como o sapateado feito algumas vezes pelos homens.

   O figurino, ou melhor dizendo, a pilcha, não pôde deixar de ser analisado que, por sinal, não fugiu a uma roupa tradicionalista do Rio Grande do Sul. As mulheres usaram vestidos longos cor-de-rosa e botas discretas, enquanto os homens vestiram camisas com cores neutras, bombachas, bota e lenço, o que acabou por gerar uma harmonia visual.

 O grupo foi o único a se apresentar na tarde do domingo. Com passos simples, os dançarinos mostraram sincronismo e integração entre si. O Rancho Alegrete conseguiu chamar a atenção do público, que por tratar-se de apreciadores da cultura crioula, e frequentadores de outros CTG’s, reagiu de forma positiva à apresentação.

                 

Anna Flávia Maluf

Serviço:

Localização: Socidisco (Rua Teixeira Mendes, 459, Uvaranas)

Ensaios: sábados e domingos

Contato: 99124879 (Edson) e 99156304 (Mônica).

Site: www.mtgparana.org.br

 

06/04/2012

Que a sorte esteja sempre ao seu favor

O filme Jogos Vorazes mistura reality show, distinção de classes e o clichê do casal apaixonado

Baseado na trilogia da escritora Suzanne Collins, Jogos Vorazes é um filme que mistura ficção científica, drama e ação. Os personagens vivem em uma época futurista, pós-guerra, numa região chamada Panem, dividida em 12 distritos, onde cada distrito oferece anualmente tributos à Capital, uma megalópole que surpreende pelo luxo e tecnologia, contrapondo-se com a pobreza em que vivem os moradores dos distritos.

O tributo oferecido são dois jovens escolhidos para participar da 74ª edição dos Jogos Vorazes, um reality show de sobrevivência. Katniss (Jennifer Lawrence), uma adolescente de dezesseis anos, se oferece para ir no lugar da irmã, e acompanha Peeta (Josh Hutcherson), o outro jovem selecionado. Katniss faz o papel da menina que cuida da família após a morte do pai. Corajosa e arrogante acaba por ser a favorita do jogo.

O figurino mostra a distinção entre classes. Tons escuros indicam a pobreza de quem vive nos distritos. Os habitantes da Capital vivem com roupas exageradas, chamativas, destacando a ideia do período futurístico e tecnológico.

Jogos Vorazes é um romance mais adulto, traz algumas cenas pesadas, mostra crianças e adolescentes mortos no jogo pelos adversários. Katniss e Peeta encantam o público que assiste ao reality, e o diretor, contra as regras impostas pelo ditador, manipula o jogo para que o casal saia vitorioso. No longa, a frase de destaque é: “feliz Jogos Vorazes, que a sorte esteja sempre ao seu favor”. A produção foca no “jogo de interesses” presente em reality shows, assim como a ideia de que para vencer o jogo é preciso ter sorte.


Anna Flavia Maluf


Serviço:

Local: Cine Araújo (Shopping Palladium, Rua Ermelino Leão, 703 – Olarias)

Horário: Segunda, quarta e fins de semana às 16:15, 19:00, 21:45 e terça às 17:00 e às 20:00

Classificação: 14 anos

Duração: 2h20min