Posts tagged ‘André Lopes’

07/11/2013

Violência, sexo e miséria

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‘Uma história Oficial’ traz debate social para o momento ‘Dez em cena’ do FENATA

A peça ‘Uma história Oficial’, do grupo mineiro Cia. Cortejo de Teatro, trouxe um enredo engraçado e carregado de crítica social, no segundo momento de apresentações do primeiro dia da 41º edição do Festival Nacional de Teatro (FENATA).

Temas como racismo e exploração sexual foram abordados de forma sutil pela encenação, que possuía apenas quatro atores no palco. No inicio da peça, cerca de cinco minutos foram dedicados à montagem do cenário, que foi realizada pelos interpretes, dispondo portas, paredes e bíblias pelo chão, objetos que trocaram de lugar algumas vezes no decorrer do espetáculo. Alguns momentos mal posicionados, as estruturas atrapalharam a visão de que estava sentado nas fileiras laterais.

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Foto: Lente Quente

A história das personagens, o ambiente onde vivem, e suas características foram narradas no início da apresentação. O espectador tinha a impressão de que os papéis eram parte de uma brincadeira. Com um texto carregado de exemplos de racismo e desigualdade social, quem assistia teve de encarar, cigarros e charutos acesos, em meio a cenas de violência física e sexual, que foram aliviadas com diálogos engraçados em diversos momentos.

A iluminação simples não fugiu dos tons amarelos dos refletores do palco B, do Cine Teatro Opera. Elementos sonoros algumas vezes foram executados pelos próprios atores, que tocaram instrumentos musicais para realizar a trilha sonora de cenas mais intensas. Um toca-fitas era usado para sons ambientes, apesar de ser um elemento externo ao contexto temporal do enredo que se passa no início do século XX.

André Lopes

Serviço:

A peça “Uma história oficial” foi apresentada pelo grupo “Cia. Cortejo de Teatro”

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03/11/2013

A banda mais pesada da cidade

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Proposta do ‘Protect the Honor’ tenta renovar o cenário musical de Ponta Grossa

As diversas ramificações do Emocore dos anos 1990 deram origem à mescla de vertentes que formam o Metalcore. O vocal gutural aprimorado do Screamo, que em alguns casos reveza com partes melódicas, junto das guitarras rápidas e constantes do Hardcore, e as quebras de ritmo do breakdown originário do Metal são estruturas básicas do gênero.

Em Ponta Grossa, os conjuntos de rock mantêm os olhos voltados para os anos 80, e fazem do cenário musical da cidade uma sequência de “hits inesquecíveis”. Com uma forte influência do cristianismo, as bandas que participam da cena princesina de Metalcore apresentam canções com letras questionadoras, cantadas por vocalistas que, para muitos, só berram ao microfone.

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Foto: André Jonsson

A banda independente Protect the Honor quebra com esse padrão de estilo e aposta em um movimento que está em alta no Brasil. Há um ano, o lançamento da música “Holding Onto Hope” mostrou de forma bem executada todas as características que definem atualmente o Metalcore. A composição afirmou a proposta do grupo composto por cinco integrantes, que se dividem entre baixo, duas guitarras, bateria e vocal.

Pela vertente mais pesada do rock, Protect the Honor possui público mais específico. Logo, será difícil encontrar os músicos dividindo palco com bandas locais, a exemplo de Cadillac DinossaurosHyntra. Como alternativa para conseguir espaço, o conjunto mantém o eixo Ponta Grossa – Curitiba na agenda, junto de outros grupos que tocam o mesmo estilo musical. E assim, em uma mesma noite, o público pode assistir cinco bandas com o valor de uma entrada.

André Lopes

 

Serviço: A música da banda Protect the Honor está disponível no canal no youtube.com/protectthehonor

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25/10/2013

Urbanidade e cotidiano em rimas

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O poeta local Kleber Bordinhão reúne textos que relatam uma perspectiva pessoal do meio urbano

          O livro Ano Neon do autor ponta-grossense Kleber Bordinhão, publicado pela editora Estúdio Texto, traz reflexões que vão de relatos sobre a vida até histórias de caráter urbano. Com quase cem poemas a obra é a segunda publicação do autor, que lançou em 2010 a coletânea de odes intitulada ‘Distâncias do Mínimo’.

          O apanhado de versos livres e longos deixa clara a influência do poeta curitibano Paulo Leminski (1944 – 1989) sobre a obra. A referência fica evidente pelas poesias que descrevem a vida na cidade e de percepções cotidianas de Bordinhão. No poema “Educação complementar”, o leitor encontra descrições da vida escolar do autor, um apontamento de onde iniciava a aptidão para a escrita.

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Foto: André Jonsson

          O eu-lírico se confunde em meio aos relatos da vida do escritor que registra cada passagem de forma única. As relações amorosas e sociais não ficaram de fora da publicação que possui inúmeros questionamentos e relatos ligados aos temas. Alguns poemas estão disponíveis na integra na página do Facebook de divulgação do livro, que foi atualizada até o mês de agosto.

          Ao ler Ano Neon, entende-se que a sequência de poemas foi minimamente pensada ligando os temas e os versos em um roteiro rimado. A capa do livro reforça a ideia de cidade e urbano, ao ilustrar luzes em uma rua desfocada. O lançamento atípico do livro em um bar no centro da cidade no dia 15 junho, credita a obra o ar de urbanidade e boemia. O autor distribuía autógrafos ao som de seus poemas executados em músicas pela banda ‘A Coisa’ como na canção ‘Ode ao Ade’.

André Lopes

Serviço:

O livro pode ser encontrado nas Livrarias Curitiba (PG) pelo valor de R$25,00

13/09/2013

Preço alto com qualidade ‘média’

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Praça de alimentação no II Festival Literário dos Campos Gerais deixa clientes sem mais opções

       A falta de concorrência entre as seis barracas de alimentação presentes no II Festival Literário dos Campos Gerais (Flicampos) fez com que o preço dos lanches oferecidos ficasse mais alto que a média. Os doces e salgados de rápido preparo – como cheeses, crepes suíços e batatas fritas – não ofereciam nada além do ofertado em outros locais da cidade, como os pasteis com pouco recheio e com uma qualidade inferior ao valor cobrado.

      Alimentos diferentes em quantia e qualidade possuem o mesmo valor, como é o caso das batatas fritas, hambúrguer simples e espetinho de frutas. Cada barraca é responsável por um tipo de alimentação. O acordo de ‘não concorrência’ deve beneficiar os proprietários, mas não necessariamente quem resolve comer enquanto está na feira.

Foto: André Lopes

Foto: André Lopes

        Os clientes chegam à quitanda com o dinheiro em mãos, fazem o pedido e recebem a informação de que devem primeiramente trocá-lo por fichas no caixa ao lado. A ideia é evitar que o cozinheiro tenha contato com o dinheiro enquanto prepara a comida, algo que entra em contradição quando as fixas são trocadas, e no outro dia voltam a servir de moeda.

         A praça de refeições está localizada entre a Biblioteca Pública Municipal Prof. Bruno Enei e o Conservatório Musical Maestro Paulino. As vendas estão dispostas em forma circular, a esquerda de quem vem da entrada principal da feira estão as mesas e cadeiras, que não possuem guardanapos, o que faz com que depois de comer o cliente tenha que ir até barraca pedir ao vendedor ou sair de mãos sujas.

 André Lopes

 

Serviço:

A praça de alimentação funciona diariamente durante a II Flicampos das 9h às 20h.

22/06/2013

Reflexão sobre um tempo perdido

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Brincadeira de criança é tema de música interpretada pela paulista Rita Carvalho na 26ª edição do FUC

            A música Brincadeira é Coisa Séria, de Laudismar Deptulski, interpretada por Rita de Cássia Carvalho, em companhia da banda do FUC, cativou o público e despertou reflexões ao tratar do tempo e da infância perdida. A aguda e suave voz da interprete conseguiu prender a atenção da plateia que ouviu a décima e última canção da terceira noite da 26ª edição do Festival Universitário da Canção.

             A composição traz elementos que remetem a brincadeiras infantis, mas o assunto é vida adulta que supera a de criança. ‘’O riacho do tempo levou minha inocência, fui brincar de gente grande, descuide, deixei’’, diz o texto, que sugere um momento de lamentação. A melodia dos dois violões e contrabaixo, acompanhada do discreto carrilhão, dava o clima infantil que pedia a música e, quando tocado, destacava ainda mais a voz da cantora.

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Foto: Lente Quente

             Rita de Cássia passou a apresentação toda em uma única posição no palco, apenas movendo os braços em uma dança com as mãos que acompanhavam o ritmo das congas. Segura, a artista demonstrou experiência e atingiu notas altas e algumas vezes arriscou um ou outro falsete. Em alguns momentos a pronúncia deixou a desejar, e as pessoas que não acompanhava a composição pelo caderno com as letras apresentadas no festival ficaram sem entender.

              A letra é extensa e sem repetições, com um refrão marcante e curto: “brincadeira é coisa séria, não tem graça caçoar”. A canção traz o pensamento de um adulto descuidado que não percebeu o passar do tempo e perdeu uma parte importante da vida.

André Lopes

 

Serviço:

Autor: Laudismar Deptulski

Interprete: Rita de Cássia Carvalho

Cidade: São Paulo /SP

Músicos: Maria Cristoilma e banda “Escrete Canarinho” (banda do FUC).

17/05/2013

Para quem tem fome e não exige muito

outros-giros21De local simples, a ‘Faculdade do Lanche’ compensa com variedade no cardápio

     Ponta Grossa possui uma enorme variedade de estabelecimentos que oferecem lanches rápidos. A diferença da ‘Faculdade do Lanche’ é o cardápio, que disponibiliza mais de 160 tipos de lanches, com diversas combinações. Com preços médios entre R$ 8,00, nos lanches mais simples, e R$ 30,00, nos maiores em relação ao pão e mais completos nas porções de recheios. As opções no cardápio se restringem a sanduíches e para beber, sucos e refrigerantes.

    Existe uma pequena escada de degraus altos que dá acesso à lanchonete, dificultando a chegada de cadeirantes, que dificilmente chegariam na ladeira de calçada estreita, onde se localiza a lancheria. O ambiente é simples, com várias mesas pequenas dispostas muito próximas. O balcão de atendimento demonstra estar desgastado, deixando uma impressão de estar mal cuidado.

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Foto: divulgação

    Uma TV de 14 polegadas, com volume baixo e programação não muito nítida, é a companhia para quem come sozinho. A proximidade entre balcão e mesas permite que o cliente faça o pedido sentado, algo que pode atrapalhar quem está na mesa ao lado. O banheiro é difícil de encontrar, uma vez que fica aos fundos e não possui nenhuma sinalização, cabendo ao próprio freguês descobrir como chegar.

   O serviço disponível possui certa irregularidade em relação à combinação de molhos (catchup e maionese) que são colocados em tubos flexíveis, algo que até já foi proibido em 2012 pelo projeto de Lei 3484/2000. O correto seria oferecer embalagens em saches individuais. Em Ponta Grossa, a ‘Faculdade do Lanche’ é opção simples de atendimento rápido para quem procura um lanche completo.

André Lopes

Serviço:
Faculdade do Lanche – Rua Coronel Dulcídio, 629, Centro – PG
Atendimento de segunda a sábado, 11:00 às 23:00h

05/04/2013

Sete amigos em sete dias de literatura

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Variedade de estilos e autores é o diferencial do projeto editorial blog ‘7timodia’

Ao prometer uma dose diária de arte, o blog 7timodia propõe textos curtos que variam entre versos, prosas e haicais junto de fotografias e ilustrações. A página revela uma diversidade literária, com sete colaboradores de diferentes influências e formações culturais. As publicações seguem uma sequência semanal de autores, onde cada um é responsável por um dia, não havendo variações.

Existe no projeto um esforço em delimitar a região e o cotidiano de quem escreve, além das fotos que retratam alguns pontos conhecidos da cidade. Ponta Grossa é delicadamente posicionada como cenário, permitindo ao leitor uma fácil identificação com os locais mencionados. Há também a intenção de estabelecer questionamentos com quem acessa a página, pois os assuntos se tornam próximos ao manter os Campos Gerais como pano de fundo.

A divulgação dias antes do lançamento do blog, na rede social Facebook, deu um tom de mistério, onde quem acompanhou a página não sabia ao certo o que as ‘pistas’ queriam dizer. O que de fato ainda acontece, uma vez que o site vem ganhando definições e sentido pelos conteúdos.

Autointitulados ‘Setimistas’, o grupo é composto por Bruno Scuissiato, Eduardo Godoy, Fabio Ansolin, Kleber Bordinhão, Paulo Vergara, Ramon Ronchi e Stiven Souza. O blog está no ar desde o dia 25 de março, e possui até então 10 postagens. O layout do site é agradável, mas apresenta alguns problemas em relação aos textos que não se conectam, fazendo com que o leitor tenha que voltar a página algumas vezes, quando deseja ler outra publicação.

Andre Lopes

Serviço: 

http://www.7timodia.wordpress.com

http:// www.facebook.com/pages/7timodia-Uma-dose-diária-de-arte/