Posts tagged ‘André Jonsson’

12/10/2013

Um hambúrguer de ‘mentira’

Hamburgueria Gourmet oferece aos clientes o Gourmet Quinoa, um lanche artesanal vegetariano

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Uma opção para quem não come carne é o hambúrguer vegetariano da Hamburgueria Gourmet. Apesar de ser caro, o ‘Gourmet Quinoa’ é macio e bem preparado, pois não desmancha e é grelhado no carvão, como um churrasco. O sanduiche é composto de pão tradicional, hambúrguer artesanal de quinoa com 150g, queijo prato, alface americana, tomate e molho adicional de alho. O hambúrguer lembra a carne tanto no gosto, quanto na aparência.

Quinoa é o grão de uma planta originária da Cordilheira dos Andes. É rico em proteínas e carboidratos. A hamburgueria acerta no adicional com molho de alho, que não é tão forte e combina com o lanche, mas peca na quantidade exagerada de sal do hambúrguer. Temperos como cebola e cheiro verde são percebidos na refeição. O pão é macio e relativamente menor que os servidos em outras lanchonetes.

522247_378092642273960_238987450_nFoto: divulgação

O pedido demora entre 10 e 15 minutos para chegar. Por ser assado em churrasqueira, é possível pedir o “ponto” do hambúrguer. Bem passado (mais crocante) ou mal passado (mais macio). Todos os lanches são preparados no dia e de modo artesanal, ou seja, a casa não trabalha com hambúrguer congelado. O atendimento imediato é um dos atrativos da casa.

O ambiente da hamburgueria é aconchegante. Além das internas, o espaço possui mesas externas, pouco usadas quando não ocorre música ao vivo. O som interno pode incomodar o cliente, pois discos são tocados inteiros. Alguém que não goste de Paralamas do Sucesso, por exemplo, precisa ouvir várias músicas do grupo para comer na Hamburgueria Gourmet. Intercalar a playlist agradaria mais clientes e poderia até evitar má digestão.

André Jonsson

O hambúrguer custa R$ 15,00. Hamburgueria: Avenida Bonifácio Vilela,
nº433 – Centro, Ponta Grossa/PR Fone: 042 3229-2800

31/08/2013

“Insônia na rua em Ponta Grossa”

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Grupo de rap de PG lança Mixtape que reivindica espaço musical e critica a sociedade

         Luta por espaço musical e letras que criticam um modelo de sociedade. Esse é o resumo da nova Mixtape, lançada no dia 17 de agosto, pelo grupo de rap ponta-grossense, Insônia Mc’s. Com nove faixas, o compacto aborda a missão do rapper e resgata valores originários do Hip Hop: “Rap verdadeiro é quando é feito com os amigos”. A Mixtape é uma prévia de um trabalho que ainda será lançado em parceria com ‘Lado Sujo da Frequência’ (LSF).

            Das nove músicas que integram a produção independente, quatro são produzidas por Cko Beats, duas por Andrey, duas por Midjey (Underapz Produções) e uma por Rz Ribas. Dentre as canções, quatro possuem participações especiais: “Nós vamos à luta” (participação de Qualy do grupo Haikaiss), “Perdição” (Nocivo Shomon), “Rap não morreu” (Lado Trilho e Nocivo Shomon) e “Vícios” (Nocivo, Cwbase e R-dose).

Foto: André Jonsson

Foto: André Jonsson

            Todos os CD’s são gravados e autografados pelos integrantes do Insônia Mc’s. As vendas, às vezes, são feitas pelos próprios Mc’s, como no evento Hip Hop na Zona Leste, no último dia 25. O grupo disponibilizou a primeira EP para download, no último dia 12, para anunciar a chegada da Mixtape.

        A quarta faixa da Mixtape, intitulada “Na busca da paz”, reforça o caráter crítico do trabalho. A letra apresenta a relação de perturbação individual provocada por um caos coletivo de uma “selva de pedras que esmaga”, no caso, Ponta Grossa. A música também faz menção a valorização das coisas simples do dia a dia e a humildade, independente das origens: “Eu só quero estar em paz”.

André Jonsson

Serviço:

A Mixtape pode ser adquirida na Hi Hop Store PG por R$3,00.

Rua Ermelino de Leão, 703 – Centro.

 

21/06/2013

Aos trabalhadores explorados e sem fama

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Cearense Maria Cristoilma interpreta música que critica a exploração dos trabalhadores 

           A primeira música da etapa nacional do 26º Festival Universitário da Canção foi Banana Bananeira – Uma história de atravessadores. A canção de Diná Nascimento foi interpretada pela cearense Maria Cristoilma. De pés no chão e vestido chamativo, Maria passou leveza para o público. Ao mesmo tempo em que transmitia suavidade na interpretação, a cantora e compositora prendia a atenção com a voz marcante e expressões fortes, que se adequavam a proposta da música.

                     A canção Banana, bananeira é uma critica social ao modelo exploratório que é aplicado aos plantadores de banana, babaçu, soja e cana. A letra faz menção a um país imenso e rico, mas doente. A grandeza do Brasil, que explora os trabalhadores. Esse aspecto pode ser observado no trecho: “Plantadores gente, Luta tão pungente. De um imenso e rico, País doente…”.

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Foto: Lente Quente/ Pedro Estevam

               Maria Cristoilma utiliza as repetições que a letra proporciona como elemento importante na retórica. “Naneira, bananeira, bananeira, banana…” produz rima e ritmo para a música. A frequência das repetições durante o refrão melhora a percepção desse efeito. O ritmo ternário, apresentado três vezes em cada refrão, adequa-se ao propósito da letra segundo a teoria. É adequado a significados relativos a desequilíbrio, impacto, violência.

             Apesar do atraso da organização do evento, que iniciou a etapa nacional do FUC vinte minutos atrasada, e do som parecendo mais alto que a capacidade do teatro, Maria Cristoilma proporcionou seis minutos de harmonia, carisma e muita movimentação no palco.

                                                                                                         André Jonsson

Serviço:

Canção: Banana Bananeira – Uma história de atravessadores

Letra: Diná Nascimento

Música: Maria Cristoilma

Músicos: Maria Cristoilma e banda “Escrete Canarinho” (banda do FUC).

14/06/2013

Lixo, vidros quebrados e mau funcionamento

outros-giros21Praça da Vila Estrela não possui bancos e abriga Unidade de Saúde com os vidros quebrados e banheiros trancados

     A Praça João Montes Filho, localizada na Vila Estrela, foge a regra das praças de Ponta Grossa. O local, que ocupa uma quadra inteira, não possui bancos. Quem passeia pelo lugar precisa buscar assento na escadaria do campinho de futebol da praça.

     O local também abriga a Unidade de Saúde Dr. Jayme Gusmann. Pichada em todas as paredes, a unidade parece sempre fechada, mas quem passa perto pode escutar vozes no interior devido às janelas quebradas, que deixam os documentos e medicamentos visíveis. O lixo acumulado em volta do prédio reforça ainda mais que só é possível saber que é uma Unidade de Saúde lendo a placa.

DSC_0491Foto: André Jonsson

     Moradores da Vila Estrela improvisaram uma barranco de terra para as crianças praticarem o BMX (Bicicross). Todos os finais de semana, um grupo de amigos se reúne na praça para conversar e praticar o esporte. Já o campinho de futebol aparenta ser pouco usado, pois a grama começa a tomar o lugar do saibro.

    Além de não poder sentar, quem visita a praça não tem banheiro. Os sanitários, que estão nos fundos da Unidade de Saúde, estão trancados. Ao chegar à praça, pela Rua Nilo Peçanha, a primeira coisa que se avista é o prédio pichado, denunciando uma situação de descaso.

   Em meio ao lixo, pichações, janelas quebradas e banheiros fechados, espera-se do poder público, atenção para a Praça João Montes Filho, para a Unidade de Saúde Dr. Jayme Gusmann e, principalmente, para os moradores da Vila Estrela que, como muitos em Ponta Grossa, precisam de local para o lazer.

André Jonsson

Serviço: A Praça João Montes Filho fica na Rua Nilo Peçanha, Vila Estrela, Bairro Oficinas, Ponta Grossa.

29/05/2013

“Só na rádio Leeds você escuta…”

487913_474440032604010_505364212_n2Emissora opta pelo pop rock nacional e provoca interação com os ouvintes pelas redes sociais

     A Leeds é uma rádio web vinculada à casa noturna Leeds. A emissora tem uma programação essencialmente musical. Além da versão na web, pode ser ouvida em iPhone, iPad, iPod e plataforma Android. A opção é pelo pop rock nacional, apesar de ouvintes pedirem algumas bandas internacionais na página do bar no Facebook. Em uma hora de programação apenas uma música internacional tocou.

     A sequência das músicas é de responsabilidade da rádio T (rádio FM de Ponta Grossa). O player de execução é limpo e possui apenas as funções básicas de play, pause e volume, sob a logo do pub. Comentários de ouvintes na página do bar também pedem pela indicação das músicas. O ouvinte que se interessa em buscar a banda que ouve na rádio Leeds não possui nenhuma referência do título da canção. Informar próximo ao player a música que está tocando na rádio resolveria o problema.

jonssonFoto: Divulgação

    É comum escutar faixas de discos ao vivo. Em alguns casos, a música acaba e o ouvinte escuta o cantor chamando a próxima canção do álbum, mas a lista de reprodução adiciona uma música aleatória. Ajustes em músicas ao vivo são essenciais, assim não se corre o risco de criar expectativa falsa no ouvinte. As canções são intercaladas pela vinheta da rádio e o horário.

    Apesar de produzir anúncios de shows relacionados ao bar e promoções de pratos da casa, a rádio Leeds não revela interesse comercializar o serviço. É apenas uma rádio web que toca músicas que se adequam ao estilo do pub. A produção utiliza canções de um mesmo álbum repetidas vezes, o que pode espantar ouvintes que não gostam de um determinado grupo musical.

 

André Jonsson

Serviço: A rádio Leeds pode ser ouvida em http://www.leedspub.com.br

 

 

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05/04/2013

Um estilo que perdeu a ideologia

moda e estilo.

Antes considerado rebelde e agressivo, o corte moicano perdeu referência de protesto

O Moicano é um corte de cabelo de origem indígena, que era utilizado pelos povos moicanos, cherokees e iroqueses. O corte é caracterizado pela “crista” no meio da cabeça, geralmente raspada dos lados. Alguns povos indígenas que usavam o moicano arrancavam os cabelos ao invés de raspar.

O movimento punk adotou o corte devido à postura dos índios moicanos, que preferiam morrer a serem controlados pelos que chegavam a seus territórios. Neste sentido, os punks utilizaram e utilizam o corte, inicialmente no fim da década de 1970, como símbolo da luta contra o sistema de governo e pela liberdade. O moicano foi popularizado pelo movimento punk (não criado). Independente de sua vertente, o corte se transformou em uma característica forte de estilo.

MODA E ESTILO

Foto: José Gabriel Tramontin

Uma das bandas que influenciou o corte de cabelo moicano foi o grupo escocês de street punk Exploited. Criada em 1979, a Exploited faz um som agressivo com letras politizadas, contra a corrupção, violência da polícia, guerras e religião. Outras bandas que também influenciaram a moda foram GBH, The Varukers e Discharge.

Hoje o corte moicano, antes inspirado na estética “faça você mesmo”, é utilizado também sem o sentido ideológico. O estilo, agora, não identifica outro grupo apenas, nem possui referência de protesto ou motivo de reflexão sobre o que o uso possa representar. O efeito que essa inversão causa é de um público que age segundo padrões do momento. A moda absorve o moicano, que há tempo era rebelde e agressivo. E que agora, passa a ser o bom rapaz.

André Jonsson

Serviço:

O corte moicano pode ser feito em diversas barbearias e salões de beleza de Ponta Grossa. O preço em média é de R$ 15,00. Ou faça você mesmo!