Posts tagged ‘Aline Czezacki’

11/11/2013

Quase adultos em cena

fenata2

Grupo paulista ‘Má Companhia Provoca’ participa pela primeira vez da mostra competitiva do Festival de Teatro

             Com simulação de uma montanha russa e a música Kids da banda MGMT, começa a peça ‘Os adultos estão na sala’. Com apenas três mulheres no elenco, um cenário modesto e uma reflexão sobre a vida nas cidades, o espetáculo foi o quinto a se apresentar na mostra competitiva do 41º Fenata.

            O grupo de São Paulo ‘A Má Companhia Provoca’ começou em 2011 e já passou por quatro temporadas. Pela primeira vez no Paraná, a apresentação teve algumas falhas na dicção das atrizes, que não eram entendidas pelo público. Clara Day (Michelle Boesche) a dona do apartamento onde a peça acontece, passou a maior parte do tempo com um cigarro na boca e não conseguia manter uma dicção compreensível com os dentes cerrados. Já a vizinha Dulce Vicente (Maura Hayas) e a melhor amiga Ivone Dim (Flávia Strongoli) mantinham um ritmo frenético e agudo nas falas, o que também prejudicava o entendimento.

Foto: Luana Caroline Nascimento

Foto: Luana Caroline Nascimento

            O uso de luzes durante o teatro foi pouco explorado, e em alguns momentos a plateia não conseguia captar a expressão das atrizes. Inicialmente, a peça tinha a ideia de passar a sensação de um lugar intimista e claustrofóbico, uma vez que todo o enredo acontece dentro do apartamento, mas em um espaço para aproximadamente 600 pessoas como o auditório A do Cine Teatro Ópera, essa sensação não chegou até quem estava nas poltronas.

            O clímax da peça acontece quando o filho da vizinha Dulce Vicente passa um tempo com Clara Day e acaba batendo a própria cabeça na parede. Nesse momento, que não fica muito claro, as personagens passam a refletir se não seriam as crianças ou reais adultos, e se não seria esse menino o único lúcido entre eles.

            Apesar das falhas técnicas, a reflexão em torno da vida na cidade e qual a perspectivas desses três personagens, tem uma pegada mais rock e reflexiva. Já o sofá da sala do apartamento onde a peça acontece, é a grande metáfora de que muitas vezes as pessoas se acomodam nas mesmices, ou que as vezes trocar o sofá de lugar pode dar uma volta na vida.

 Aline Czezacki

Serviço:

 “Os adultos estão na sala”

Grupo: A Má Companhia Provoca – São Paulo (SP)

Direção: Michelle Ferreira

Texto original: Michelle Ferreira

03/11/2013

‘Il mio passato mi condanna’

projetor322

Série de TV ganha extensão e chega às telonas (de PG) com um humor escrachado

O filme ‘Meu passado me condena’, com Fábio Porchat e Miá Mello, direção de Júlia Rezende, conta a história dos personagens que se conheceram apenas um mês antes do casamento. A partir disso, a história gira em torno do passado que um não conhece sobre o outro. O longa é uma adaptação da série de TV homônima que passa no canal a cabo Multishow.

A maior parte da história acontece em um passeio de cruzeiro, que sai do Rio de Janeiro para a Itália. No cruzeiro, os protagonistas encontram Beto, ex-namorado de Miá, e Laura, casada com Beto e antiga paixão de escola de Fábio. Em uma situação constrangedora, os atores colocam muito humor, principalmente com o personagem de Porchat, nas cenas mais inusitadas.

proj

Foto: Divulgação

No entanto, o filme perde a dinâmica ao longo de 1h40 de duração. O roteiro aborda de forma muito cansativa o problema vivido pelos protagonistas, como terem se casado com apenas um mês de namoro e conhecerem pouco um do outro, e reencontrarem antigos amores. As falas e brigas dos atores também não são muito elaboradas e, muitas vezes, são repetitivas.

As melhores cenas ficam por conta do ator Fabio Porchat, que usa um humor cômico e não necessariamente escrachado para fugir do tradicional e dar mais emoção a algumas cenas comuns, que poderiam ser facilmente cortadas pela diretora. O filme deixa o telespectador com vontade de quero mais para assistir a série de TV, que passa em forma de trailer antes do início da sessão, mas também deixa uma impressão de que o filme é apenas um jogo para divulgar o canal onde é veiculado, além do próprio seriado.

Aline Czezacki

Serviço:

Shopping Palladium

Sala 1 – Segunda, Quarta, Sexta, Sábado e Domingo: 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30

Terça e Quarta: 17h30, 19h30 e 21h30. Sala 2 – Diariamente 20h30.

Etiquetas: ,
13/09/2013

O festival como pauta ‘perdida’

selo flicampos

Mesmo importante para cidade, Flicampos não fica nas prioridades da mídia televisiva local

       O II Festival Literário Internacional dos Campos Gerais (Flicampos), tem uma programação completa naquilo que se propõe. Lançamento de livros, revistas, oficinas e contação de histórias fazem parte da agenda do evento que acontece até domingo (15/9). Porém, não era esperado que o evento não contemplasse em nenhum momento a televisão.

       O festival – que pela primeira vez acontece no Complexo Cultural Jovani Pedro Masini – foi divulgado pela imprensa local, inclusive no canal filiado a Rede Globo, RPCTV. Em reportagem da terça-feira (10/9), a emissora abordou as percepções de quem frequentou o espaço do evento.

      A emissora fez apenas uma reportagem sobre a Flicampos, o que dificulta a divulgação de um evento com ampla agenda de atividades. O espaço mostrado na reportagem focou no incentivo da literatura para crianças e não no ambiente como espaço para todas as idades. Passando a impressão de que o Festival seria voltado para um determinado público, o que não acontece.

Foto: João Henrique de Santos Souza/ Lente Quente

Foto: João Henrique de Santos Souza/ Lente Quente

     Outro foco dado pelo repórter Flávio Bernardes, na referida matéria da RPCTV, foi o lado comercial da feira, um “impulso para o mercado editorial da região”. Mas ao visitar alguns estandes de livrarias no festival, constata-se que os preços são os mesmos encontrados na prateleira de um shopping, ou loja convencional, o que não parece ser um grande incentivo a comparecer a feira.

      Até o término da feira aproximadamente 60 mil pessoas devem passar pelo evento e, até o fim, espera-se que haja coberturas locais mais completas relacionadas ao Flicampos.

Aline Czezacki

 Serviço:

RPC TV – Canal 7

Paraná TV 1º edição

Paraná TV 2º edição

Vídeos das edições anteriores no site: http://redeglobo.globo.com/rpctv/

20/06/2013

“Minha vida é assim, eu não dou ouvido a ninguém”

Imagem

Compositor de Ponta Grossa trás música e histórias de vida intercaladas por um ritmo de samba

        Como quem “sabe esperar a hora de chegar e realizar todos os seus sonhos”, a nona apresentação do 26º FUC e 9º FUC Regional, Viva Assim, cantada por Juliano G. Carneiro, trouxe aos palcos do Festival na noite de quarta-feira (19) o samba, que foi pouco usado pelos cantores selecionados no festival de 2013, se comparado a outros anos onde tinha presença marcante.

        Afinado e com presença de palco, Juliano tocou um cavaquinho que compôs a melodia com a banda do festival. Apesar da interação do cantor com o público durante a apresentação e do ritmo animado, a música não chamou atenção da plateia, que demonstrou pouca empolgação. Durante a canção, Juliano também fez menção ao pai e avô que o incentivaram a gostar de música e principalmente o samba.

ImagemFoto: Lente Quente/André Jonsson

        Mesmo com volume equilibrado do microfone do cantor, o som alto da banda durante a apresentação prejudicou a audição do público e o entendimento da letra para quem não a acompanhava pelo caderno da programação, o que pode ter contribuído para o pouco interesse pela canção.

        De autoria própria do intérprete, a letra da música tem um refrão curto que é pouco repetido e não chama mais atenção que os demais versos. A letra destaca que o importante é viver bem sem ligar para a “’onda’” de modismo”, e que o “o style é ser natural, e seguir sua cabeça”.

        Em uma noite de pouco brilho, a música do cantor ponta-grossensse Juliano Carneiro ficou com a 3ª colocação da etapa regional e disputa a próxima fase nacional do Festival, no Cine Teatro Ópera.

Aline Czezacki

Serviço:

Canção: Viva Assim

Letra: Juliano G. Carneiro

Músicos: Juliano G. Carneiro

17/05/2013

Música sertaneja e propaganda

487913_474440032604010_505364212_n2Programa ‘Show da Estrada’, da Rádio Clube AM, prioriza entretenimento

     Apresentado por Leocádio Santos e Anoan Camargo, o programa voltado a caminhoneiros e viajantes tem duas horas de duração e não conta com nenhum tipo de informação. No início, os apresentadores divulgam um telefone para as pessoas que desejam participar, mas a divulgação é rápida e não se repete durante as locuções, o que dificulta a participação.

    Também não vai ao ar nenhum tipo de ligação, e a maioria das interações parece ocorrer apenas por mensagens. Existe uma aproximação dos locutores com o público, como no caso dos pedidos de música, em que o apresentador parece íntimo da pessoa que solicitou a canção. O horário é o único serviço divulgado e poucos são os momentos em que Leocádio e Anoan conversam entre si durante o programa, já que as músicas ocupam muito espaço da programação junto com as propagandas que são faladas pelos próprios locutores de maneira pouco convencional e diferente de outras emissoras de rádio.

Antena

Foto: divulgação

     Os comerciais são apresentados de forma diferente, pois os locutores utilizam uma linguagem mais simples e próxima do ouvinte, passando confiança de que o produto realmente é a melhor opção. Vale como exemplo um momento em que o locutor garante “nós fazemos o menor preço”, ou “converse com a Dona Maria, dona do estabelecimento”. O programa é maçante para quem escuta de casa, já que durante as duas horas só transmite música sertaneja e propagandas.

      A estrutura do programa atende ao objetivo de ser “da estrada”, pois não prende a atenção do ouvinte. Os locutores que ficam no ar das 20h às 22h, com o Show da Estrada, também apresentam logo em seguida o Galpão Gaúcho, das 22h à 00h.

Aline Czezacki

Serviço:
Rádio Clube – AM 1080
Programa “Show da Estrada” – Das 20h às 22h, de segunda a sexta
Internet: http://www.prj2.com.br/

 

22/03/2013

Sidecut: a tendência de apenas um lado

moda e estilo.

Cabelo raspado na lateral é moda entre homens e mulheres e chama atenção pelo estilo e personalidade

    Novidade nos anos 80, o cabelo sidecut, ou “cortado de lado”, na tradução livre, voltou a agradar a cabeça de pessoas que aderiram o novo corte como forma de versatilidade ao cabelo moderninho. Na nova versão “repaginada”, o corte deixa de ser exclusivamente masculino e ganha o público feminino que abusa da criatividade na hora de desfilar o sidecut pelas ruas da cidade e televisão, por celebridades.

    O corte é simples e não exige mais que o uso de uma máquina nos lados da cabeça, que pode ser personalizado de acordo com o penteado e gosto. Entretanto a dificuldade do corte fica na manutenção, que deve ser feita regularmente, já que os fios começam a crescer e perdem a principal característica. Deve-se considerar que o cabelo demora a voltar ao tamanho original e por isso é difícil de mudar de corte se você enjoar do estilo. Entre as diversas possibilidades de uso do sidecut estão os fios mais caídos, jogados para o lado e topetes.

Moda e estilo - Aline

Foto: Divulgação

    Outra tendência que também agrada ao público destemido e com coragem de ousar nas “madeixas” é o undercut, que tem o mesmo objetivo mas raspado na nuca e não nas laterais. Ambos são bem radicais, mas não intimidam as pessoas que veem no corte uma forma de expressão e ousadia na sociedade atual.

    Muito utilizado por punks em outras épocas, o corte é relacionado ao comportamento pelo diferencial que trás e pela ousadia de raspar o cabelo em um corte que dificilmente agrada todos os gostos e combina com todos os tipos de rosto e personalidade. Mais que um corte, o sidecut promete quebrar os estereótipos e cair no gosto de todos os tipos de pessoa.

Aline Czezacki