Archive for ‘Projetor’

26/11/2014

Travessuras e dissabores: a vida aos olhos de Zezé

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“Meu Pé de Laranja Lima” é um filme sobre amizade, cumplicidade e sobre a  inocência de uma criança.

Que atire a primeira pedra quem foi a criança que assistiu o filme “Meu pé de Laranja Lima” nos anos 70, e não chorou. O Clássico juvenil foi escrito por José Mauro de Vasconcelos e ganhou várias adaptações, uma delas é o filme de 1970, dirigido por Aurélio Teixeira.

A história é de Zezé, um garoto de família pobre, que sonha em ser poeta. Zezé é retratado como um menino muito emotivo, malandro, mas com um bom coração. O menino passa necessidades financeiras em casa e sempre apanha de seus familiares, por isso, encontra conforto em um pé de laranja lima e na amizade com um português. A pobreza de sua família e as diferenças sociais são vistos por seus olhos ingênuos.

Foto: Divulgação

O filme possui cortes muito bruscos e também uma dublagem muito fraca se comparado a filmes de outros países que foram lançados na mesma época, como por exemplo, “O Poderoso Chefão”, dirigido em 1972, por Francis Ford Coppola. Mas um aspecto que “Meu Pé de Laranja Lima” não deixa a desejar é a emoção. Em várias partes do filme nos deparamos com a serenidade de uma criança lidando com ‘problemas de adulto’, como a falta de comida no Natal; o desespero do pai sem emprego.

Uma das cenas mais emocionantes do filme é se passa no Natal, que é quando Zezé e seu irmão mais novo, Luis chegam atrasados numa distribuição de brinquedos. Também, a cena durante a noite de Natal, que a família come em silêncio apenas uma rabanada.

No filme, o menino Zezé possui sentimentos muito fortes, que o autor não poupa em mostra-los, como por exemplo, o desejo da própria morte por se sentir a pior pessoa do mundo, e o desejo de se afastar da família e ser adotado pelo amigo, Portuga. “Meu Pé de Laranja Lima” possui uma versão mais recente, que é o 2012.

Desirée Pechefist

13/10/2014

Para exorcizar os filmes bregas

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O filme Livrai-nos do Mal coloca fim aos filmes de suspense sem sentido e sem conteúdo

Produzido em 2014 e com o título original Deliver Us From Evil, o filme conta a história de um policial que sempre segue seus instintos para atender as ocorrências mais perigosas e difíceis. Em uma noite de trabalho, ele se envolve em um caso onde a mãe joga o próprio filho para a morte. Uma série de acontecimentos ligados ao ocorrido deixa o policial curioso e ele se envolve cada vez mais para desvendar o mistério.

Livrai-nos do Mal foge da mesmice dos filmes do gênero, onde a cada segundo tentam assustar o telespectador com uma lâmpada quebrando ou uma porta batendo. A produção conta com um enredo melhor trabalhado, cenas que vão além da investigação sobre o caso paranormal, explorando a vida pessoal do policial e como ela é afetada pelo trabalho exaustivo ao qual dedica a vida.

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Comparando aos últimos filmes com exorcismo do cinema, como O Ritual, Livrai-nos do Mal conta com uma cena de ritual exorcista melhor trabalhada, com efeitos extremamente bem feitos e com atores impecáveis. Uma semelhança entre os filmes é que tratam de religião, que em certos pontos, acaba se tornando o foco das discussões entre os personagens.

O filme traz a união entre um policial cético em relação à religião e um padre, que costumava pecar em excesso e foi salvo pelas mãos de Deus. Eles juntam forças para desvendar o mistério sobrenatural e acabam por fazer o exorcismo juntos. As cenas contam com músicas do The Doors, que além de fazerem parte da trilha sonora, possuem grande importância na trama do filme.

Kamila Vintureli

Serviço:

O filme está em cartaz em duas salas do cinema Multiplex Palladium, que fica na Rua Ermelino de Leão, 703, Olarias, no Shopping Palladium.

07/10/2014

O Herói Grego filho de Zeus ou o bandido mercenário?

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Filme Hercules (2014, Paramount) traz o lendário herói grego com sentimentos mundanos. Falhas de caráter dão o sal a trama que termina com o clichê final feliz.

A história já consagrada do semideus grego passa por mais uma releitura. Dessa vez, o protagonista, interpretado por Dwayne Johnson, têm toda a fama de herói típica do filho de Zeus. No entanto, Hércules não é perfeito. Carrega consigo dezenas de missões cumpridas em troca de dinheiro, erros do passado e falhas de caráter. Em síntese, Hercules é apresentado como um mortal ser humano.

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Hércules, que costuma receber todo o crédito pelas missões que enfrenta e os monstros mitológicos que abate, leva junto uma equipe de guerreiros que, além de amigos, dividem o bônus do êxito das missões – Hércules não trabalha sozinho. Seus companheiros foram “adotados” pelo personagem principal ao longo de suas batalhas, veem em Hércules uma espécie de padrinho, e até mais que isso, um salvador, tutor.

O Longa não deixa explícito se Hércules é ou não filho de Zeus, mas sua força sobre-humana é notável. Ele ainda carrega na consciência a morte da família, que o perturbar diariamente. Hercules faz aliança com o rei de Trácia para treinar seu exército e derrotar o inimigo, convencendo o herói de que Trácia era a vítima. E Hércules terá várias surpresas ao longo do filme, que colocarão a prova seu caráter, e mostrarão que – com todas as falhas – Hercules é extraordinário.

A sacada de apresentar o protagonista como um herói de poderes limitados, e de conquistas compartilhadas com parceiros é boa. Traz certa sobriedade á mitologia. No entanto, o desfecho poderia ser melhor aproveitado sob essa perspectiva, pois, com a já esperada grande batalha final, o clichê se realizou mais uma vez. Não necessariamente uma decepção, mas uma reflexão antropológica descontinuada.

Matheus Dias

SERVIÇO:

O filme está em cartaz nos cinemas da Cidade e, em breve, nas mídias digitais.

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18/08/2014

Emoção que contagia tanto quanto o amor

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Protagonizado pelo recém-falecido Robin Williams, o drama do médico do riso é sensível e bem interpretado

Inspirado em uma história real, o cenário de entrada do filme “Patch Adams – O Amor é Contagioso” é um hospício. O personagem principal, Hunter Adams, interna-se por vontade própria e, a partir de fatos decorridos no manicômio, decide que seu nome agora será Patch e que sua missão na vida é tornar-se médico e ajudar as pessoas.

Vivido por Robin Williams, em uma de suas mais renomadas e brilhantes atuações, Patch é um personagem carismático, sensível e bem-humorado. Sua entrada na faculdade de Medicina causa uma reviravolta na instituição, já que suas idéias em relação à profissão diferem das tradicionais. Patch acredita em tratar não só a doença, mas sim o paciente, e que o humor é uma peça fundamental para os médicos.

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Um dos elementos chave que tornam o filme instigante e adorado pelos mais diferentes tipos de público é a forma como os atores constroem os personagens. Robin Williams, em particular, atua de forma a trazer para a tela o verdadeiro Dr. Patch Adams, em toda sua excentricidade, gentileza e convicção em seus ideais. O veterano Bob Gulton, conhecido por seus personagens antipáticos, também está brilhante como o reitor da Universidade que faz tudo que pode para atrapalhar a propagação dos ideais de Patch. Vale a pena comentar, também, a participação do ator Michael Jeter (mais conhecido pelo filme “À Espera de um Milagre”) como o colega de quarto de Patch no hospício.

O quesito mais apreciado pelo público ao assistir “Patch Adams” é a emoção transmitida pelo filme. O diretor Tom Shadyac consegue atingir esse objetivo de várias formas; os ângulos de filmagem escolhidos e a trilha sonora são alguns deles. As cenas de interação entre Patch e os pacientes merecem destaque, e também um ponto crucial do roteiro, que acabam por tirar lágrimas até dos menos emotivos.

Gabriela Gambassi

Serviço: o filme pode ser encontrado em DVD em diversas livrarias e lojas de departamento da cidade, além de ser exibido regularmente pela TV aberta.

04/08/2014

Uma alma tão primorosa quanto seu retrato

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‘Philomena’ conta de maneira cuidadosa e emocionante uma história tão verdadeira quanto a humanidade da personagem principal
A indicação ao Oscar desse ano foi no mínimo justa para essa joia do cinema contemporâneo. Baseado em uma história quase inacreditavelmente real, o filme de Stephen Frears ilustra de maneira delicada a rara personalidade de Philomena Lee, uma senhorinha irlandesa que resolve aceitar a ajuda do jornalista Martin Sixsmith para tentar encontrar seu filho, após cinquenta anos de separação.
Ao mesmo tempo em que conta a vida da enfermeira aposentada, o filme delata práticas comuns de conventos europeus do início do século passado, que viam em adolescentes desamparadas e seus filhos pequenos uma forma destorcida de arrecadar fundos para manter sua instituição.
Os motivos que levaram Philomena a demorar tanto tempo para procurar seu filho, a separação dos dois, o encontro com o jornalista e a viagem deles a procura de Anthony dentre outras questões que norteiam o filme, são demonstrações do que seria a grande lição e o aspecto mais impressionante sobre essa obra: a ótica otimista e nem um pouco rancorosa que a Philomena tem sobre a vida e como sua relação com Sixsmith o modifica tanto profissionalmente como pessoalmente sem ser de maneira clichê.
Misturando suavemente pequenos momentos cômicos com o grande drama que centraliza a história, ‘Philomena’ não é em nenhum momento um filme sobre sofrimento e perda, ao contrário, se trata de encontros e perdão. Uma história que desperta mais emoções em uma hora e trinta e oito minutos do que muitas pessoas sentem a vida toda.

Mariana Fraga

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                                                                                                                         Divulgação

Serviço:
Lançamento 14 de fevereiro de 2014 (1h38min)

Dirigido por Stephen Frears

Com Judi Dench, Steve Coogan, Sophie Kennedy Clark mais

Gênero Drama

Nacionalidade Reino Unido , França , EUA

24/07/2014

Guerra Fria financeira

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O confronto entre Estados Unidos e Rússia reinventado a partir do mercado capitalista

           O filme “Operação Sombra – Jack Ryan”, lançado no início do ano, chegou recentemente às videolocadoras com a velha fórmula do cinema hollywoodiano de ação: o americano bonzinho e o inimigo vilão, neste caso um russo. Utilizando outro contexto histórico em que o estadunidense é o bom moço prejudicado, o protagonista sofre um acidente na coluna durante a Guerra do Afeganistão e quando volta aos Estados Unidos se recupera e acaba ficando junto com sua médica.

          Para afirmar que o combatente é valioso para o País, a CIA o contrata secretamente, onde Jack Ryan tem a possibilidade de terminar seu doutorado em Economia e trabalhar para a instituição analisando contas e aspectos do mercado financeiro. É quando ele descobre uma falha em transações russas e vai até Moscou para investigar, mas acaba mexendo com um homem poderoso e vingativo, que não mede esforços para que sua operação dê certo. E qual é a operação secreta? Um complô que visa desestabilizar o dólar, orquestrado por um homem que ainda não se conformou com a “vitória” americana na Guerra Fria.

          Jack Ryan é um personagem literário do autor Tom Clancy, que teve sua primeira história publicada em 1984, justamente quando acontecia a guerra entre as duas grandes potências. O filme lembra as produções americanas deste período de confronto, já que utiliza um país inimigo como o mau e tem forte apelo ideológico que ressalta o patriotismo, transformando um “defensor” da pátria como salvador de um grande desastre mundial.

          Apesar de contar com uma produção de qualidade, o longa não convence por querer reviver justamente a antiga rixa entre os dois países e acusar a Rússia de querer acabar com o mercado financeiro americano, se referindo a uma “segunda grande depressão”, sendo que até hoje os Estados Unidos é um dos maiores capitalistas e considera o dinheiro uma ideologia.

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                                                  Divulgação

 

Millena Sartori

 Serviço: Filme: Operação Sombra – Jack Ryan

 Ano de lançamento: 2014

 Diretor: Kenneth Branagh

27/06/2014

Alguns infinitos são maiores que outros

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Com personalidades completamente diferentes uma amizade surge e seguem uma jornada juntos

O filme: A Culpa é das Estrelas estreou no dia 4 de junho deste mês. Inspirado no best-seller de John Green, o filme tem emocionado pessoas no mundo inteiro. Hazel Grace (interpretada por ShaileneWoodley), a personagem principal, é diagnosticada com câncer terminal, os médicos podem aumentar o seu tempo de vida controlando o crescimento dos tumores, e o que a mantêm viva é um aparelho respiratório que carrega para todo lugar como se fosse uma mala. Numa rotina de remédios, livros e quimioterapia, obrigada pela mãe Hazel ia a um grupo de apoio cristão para fazer amizades e conhecer pessoas que também tinham a doença, mas ela não imaginava como isso mudaria a sua vida.

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 Foto: divulgação

Em um dos encontros normais do grupo, Hazel conhece Augustus Waters (interpretado por AnselElgot), que também tivera câncer, e perdeu uma das pernas devido a isso. Cada um possui uma visão da doença, Hazel tem medo de fazer amizades ou de se apaixonar, porque não quer causar dor em ninguém, enquanto Augustus deseja deixar sua marca no mundo, ser reconhecido por algo que tenha feito.

     Do dia para a noite Gus muda a rotina e a vida monótona de Hazel, mesmo com personalidades completamente diferentes, eles ficam amigos rapidamente, e entram numa jornada juntos de apoio um ao outro. Vivem as emoções do primeiro amor, e a cumplicidade que só alguém que já teve a doença poderiam viver.

 

     O filme é extremamente parecido com o livro, e diferente da maioria dos romances adolescentes, encantou e emocionou a todos que assistiram. Em alguns momentos do filme o cinema inteiro se encontrava em silêncio e só a respiração das pessoas podia ser ouvida, todas completamente envolvidas com a história.

     Impossível não se emocionar com a história e seu enredo, a lição que os adolescentes ensinam durante o filme. Esqueça os romances adolescentes água com açúcar porque A Culpa é das Estrelas, vai te encantar de um jeito que você não imagina.

Serviço: Em exibição nos cinemas da cidade

Jaqueline Guerreiro

20/06/2014

Oportunidade para conhecer uma mulher revolucionária

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Frida’, de 2002, é uma porta de entrada para feitos da pintora mexicana                

            Curitiba será a única cidade brasileira a receber, no dia 17 de julho, a exposição ‘Frida Kahlo – suas fotografias’, no Museu Oscar Niemeyer. Apesar da exposição não trazer ao Brasil pinturas de Frida, o filme é uma chance de aproximação à obra e vida de uma das mais notáveis mulheres da história da América Latina.

            Salma Hayek, atriz mexicana que interpretou Kahlo na segunda cinebiografia da artista – a primeira é ‘Frida, Natureza Viva’, de 1986 – conseguiu, com sua atuação, demonstrar todo o drama e excentricidade da vida da pintora. Aos 18 anos de idade, Frida sofreu um acidente que influenciou sua obra. O filme mostra essa passagem com clareza, mas peca por não detalhar a data do começo da carreira da artista.

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            O maior “pecado” do longa, contudo, diz respeito à língua. O filme retrata a vida de uma pintora mexicana com uma atriz mexicana, mas é falado em inglês, estranho, para dizer o mínimo. Apesar disso, Salma foi indicada ao Oscar em 2002. O filme ainda concorreu nas categorias melhor figurino e maquiagem naquele ano, um indicativo de que ‘Frida’ é um atrativo aos olhos, em todos os sentidos.

            O elenco de apoio dá consistência ao filme com atuações convincentes, que reforçam que Frida Kahlo esteve longe de ter uma vida comum. Apaixonada, de temperamento forte, e inspirado, a artista teve romances com personagens igualmente históricos como Diego Rivera e Leon Trotsky, bastante explorados no filme. Focando a vida conturbada de Kahlo, o longa acerta e deixa o espectador curioso para conhecer ainda mais sua obra.

Serviço:

Filme: Frida

Ano de lançamento: 2002

Direção: Julie Taylor

Disponível em locadoras e na internet.

 Enrique Bayer

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11/06/2014

A morte conta uma história, e a gente para para escutar

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Produção é rica em detalhes, mas fica devendo na fidelidade ao livro

O filme “A Menina que Roubava Livros” é dirigido por Brian Percival, fazendo uma adaptação da obra de Markus Zusak. A história do filme é narrada pela morte, o que cria uma característica própria, ressaltando a relação dos personagens presentes no filme. A história é de uma menina, chamada Liesel,  levada com seu irmão para a Alemanha para ser adotada por um casal, pois sua mãe biológica era comunista e sofria perseguição do nazismo. A mania de roubar livros começa quando seu irmão morre durante o caminho e o coveiro deixa cair um exemplar sobre o tumulo do menino.

O período histórico da Segunda Guerra Mundial é bem retratado no filme, já que durante toda a sua duração, a presença de cenas de guerras é constante. É visível ainda a forte influência do nazismo, com as bandeiras presentes nos prédios, nas casas e, principalmente, nas escolas.

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Liesel tem uma relação mais forte com seu pai, Hans, que a incentiva a ler. Sua mãe, Rosa é mais mal humorada e séria. A menina é incentivada ainda pela mulher do prefeito, Isa. Ela convida Liesel para conhecer e desfrutar de sua biblioteca, todas as vezes que leva as roupas lavadas e passadas por sua mãe. A menina, diante de tantos livros, fica encantada e começa a levá-los para sua casa. Na escola, Rudy se torna seu melhor amigo e companheiro, que busca e traz Liesel da escola, reforçando a imagem de uma amizade verdadeira. Essa relação permanece até o fim da estória.

O filme deixa um pouco a desejar nos detalhes, pois quem leu o livro assiste com a vontade de ver todos os pontos, o que não acontece. Porém, as imagens fotográficas que aparecem são de ótima qualidade, podendo-se perceber a preocupação em aproximar o máximo possível o cenário do filme com a história. Dessa forma, é um filme longo, mas que prende a atenção e provoca os sentimentos dos telespectadores.

05/06/2014

A arca da decepção

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Criação do mundo de uma maneira fantasiada

    O filme Noé, que estreiou em abril deste ano, conta com a direção de um dos grandes nomes do cinema, Darren Aronofsky. A proposta do diretor era de relatar ao público uma importante história da humanidade, ou seja, uma produção que relataria um conto bíblico. Ideia interessante, uma vez que grande parte das pessoas já tem algum conhecimento da história narrada.

    O filme é a adaptação de uma passagem bíblica que traz o personagem principal, Noé, para debater a respeito da fé do ser humano, principalmente quando ocorre o dilúvio e o protagonista vive um conflito, para aí debater também várias características, como resignação, justiça, espiritualidade e humildade através da criação da humanidade.

     Nota-se que o diretor, tenta mostrar estas realidades, com um filme fantasioso, com muitos efeitos especiais, criando um ambiente apocalíptico negro muito coerente, sendo bem genérico nas destruições e pancadarias.

    Também deixa a desejar na superficialidade do tema, revoltando muitos espectadores que reclamaram da história distorcida, o que levou à muitas discussões, principalmente por ser uma adaptação da Bíblia.

    Outro ponto a ser destacado é que a narrativa do filme é pouco cativante, tendo alguns momentos muito demorados, o que torna o filme cansativo, e extinguindo totalmente a ideia de alguma peculiaridade notável.

   Mesmo não fazendo nenhum jus ao que os espectadores esperavam, “Noé” tem um elenco satisfatório e aspectos técnicos que são marcas do diretor Aronofsky, que também dirigiu filmes de sucesso, como “Cisne Negro” e “O lutador”.

Georgia Prestes