Archive for ‘Uncategorized’

23/11/2014

Daqui para frente, para você

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Através de músicas tranquilas e bem acústicas o artista mostra seu lado mais família

O cantor havaiano Jack Johnson lançou seu sexto álbum “From Here To Now To You” em dezembro de 2013. O álbum segue o estilo já conhecido do cantor, de surf music, folk e soft. O CD contém doze faixas e por enquanto só um single, que foi a música de mais sucesso do álbum até agora “I got you”.

O violão está presente em todas as músicas do álbum, um instrumento característico do cantor e também desse estilo musical, é acompanhando por outros instrumentos que acabam sendo mais secundários, como o teclado, guitarra, baixo, ukulele entre outros. Diferente do seu último álbum lançado em 2010 “To The Sea” que apesar de manter seu estilo surf tinha uma vibe mais elétrica, com maior presença de guitarras elétricas nesse último é tudo mais calmo e acústico.

Foto: Divulgação

Com melodias tranquilas e bonitas Johnson também não deixa a desejar nas letras, com algumas faixas românticas nesse álbum como “Never Fade” e “I Got You” o cantor já alegou em algumas entrevistas que todas suas músicas românticas foram feitas para sua esposa Kim Johnson, a qual foi colega de faculdade dele, com quem ele é casado há 14 anos.

A família na vida desse artista parece ter grande importância e influencia em seu trabalho, sendo a primeira frase nos agradecimentos desse álbum “Obrigado. Para minha esposa Kim e nossos filhos. Essas músicas estão cheias de amor que você me dá todos os dias.” E todo esse amor e felicidade pode ser ouvido no álbum, em que o cantor literalmente transmite todos esses sentimentos através das músicas.

 Alana Bittencourt

Serviço:

O CD pode ser encontrado em livrarias da cidade, custando em torno de R$30,00.

23/11/2014

Entretenimento e informação para o público local

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 Tv guará traz em suas manhãs programa estilo revista eletrônica.

Há mais de um ano no ar, o Programa Destaque que funciona de Segunda a Sexta, no período da manhã,  lembra uma revista eletrônica  e tem como alvo o público feminino. Com ideias inovadoras desde informações sobre os direitos e proteção para as mulheres até dicas de moda, culinária e horóscopo.

Apresentado por Giselle Alonso o programa caiu no gosto da população pontagrossense pois além de ter seus quadros inovadores tem reportagens para atualizar a população.O programa também dá voz para empresários  e lojistas da cidade trazerem e apresentarem seus produtos.

Foto: Divulgação

            O programa desde a sua origem segue seu propósito até hoje que é entreter e informar. Porém ainda falta a interação ao vivo com o público para atrair mais os telespectadores e proporcionar um feedback, para saber se as pessoas gostam ou não de determinados assuntos.

 Nilson de Paula

23/11/2014

Velho revestido de novo

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Nono álbum de Natiruts traz sucessos antigos da banda

A banda Natiruts lançou em 2014 seu novo álbum #NoFilter. O álbum é composto por 21 faixas que intercalam sucessos antigos da banda, além de interpretações de ícones da música brasileira como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Charlie Brown Jr. e ainda o grande nome do reggae internacional Bob Marley. A banda lança também a música inédita “Onde as ondas não quebram”.

Logo, o destaque de #NoFilter volta-se para as releituras de músicas no estilo rock que foram adaptadas para o reggae. Às reinterpretações de bandas brasileiras, conseguiu-se passar um tom mais leve e descontraído do que as músicas originais, com uma batida mais marcada e ágil. Entretanto em “Is This Love”, sucesso do cantor Bob Marley, nada mudou além da voz do cantor.

Foto: Divulgação

Nos antigos sucessos de Natiruts, a banda manteve a mesma interpretação, e os mesmos arranjos. Fato esse que deixou a desejar, já que a banda lançou apenas uma música em um disco novo, mas que contêm, em sua maioria, apenas músicas já conhecidas.

O álbum foi gravado ao vivo do Rio de Janeiro no começo desse ano. Além deste, a banda possui ainda os álbuns Nativos, Povo Brasileiro, Verbalize, Qu4tro, Nossa Missão, Reggae Power, Raçaman e Acústico no Rio de Janeiro.

Marina Scheifer

Serviço:

O álbum #NoFilter pode ser encontrado pelo preço de 19,90 em livrarias da cidade.

23/11/2014

Do country ao pop

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Mais conhecida pelas canções countries, Taylor Swift apresenta 1989, álbum pop da cantora

A cantora americana, Taylor Swift, lançou seu mais recente álbum ‘1989’ em 27 de outubro. Apesar do estilo country de Taylor, o cd com 13 canções, é bem diferente de seus outros trabalhos, muito mais pop e com o auto-tune a mil. Bem recebido pelos fãs e pela consagrada crítica da revista Rolling Stones, a cantora conseguiu transitar entre estilos e ainda assim agradar o público. Somente na primeira semana vendeu 1.287 milhões de cópias, fato que não acontecia desde 2002 com o lançamento de The Eminem Show, do rapper Eminem.

Taylor é conhecida por escrever sobre seus ex-namorados e expor o fim de seus relacionamentos nas músicas, além da atenção dada pela mídia por sempre estar acompanhada de alguém. No entanto, este álbum é mais focado em uma pessoa: Harry Styles, integrante da boyband One Direction. Claramente a faixa #3, intitulada “Style” é para ele, mas fãs admitem perceber a dor do término entre os dois em outras canções como Out of The Woods e Wonderland.

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Foto: Divulgação

            Mas não só de ex-namorados é feito o “1989”. Taylor reservou Blank Space excepcionalmente para o próximo amor verdadeiro de sua vida, esta é a melhor canção do álbum e o segundo single da cantora, após o grande sucesso de Shake it Off. O clipe, lançado no dia 10 de novembro já recebeu 11.626.764 de visualizações. Seu segundo single, em tradução livre, fala sobre como ela tem uma lista grande de ex-namorados e que eles a acham insana. No verso seguinte a autora afirma ter um espaço em branco para o seu próximo amor.

Outras canções do álbum, como Bad Blood, Welcome to New York, Wildest Dream, New Romantics, Clean e I Know Places, garantem uma ótima qualidade nas letras e batidas das músicas. Também agradam ao público juvenil por falar de aceitação pessoal e términos de relacionamento, tudo de uma forma irônica e ao mesmo tempo doce.

 Carine Cruz

11/11/2014

Denise desenha nas paredes e representa as crianças

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Peça teatral faz a criançada se identificar com a protagonista

A peça apresentada na última terça feira, dia 11, as 14h no Teatro Marista foi “Denise desenha nas paredes”, d’A Digna Companhia, grupo de São Paulo. Começando com total escuridão, a peça infantil logo de cara já apresenta os dois elementos principais da apresentação: a protagonista Denise e o telão de LED que acompanha todas as cenas, interagindo a cada instante.

A vida de Denise vai sendo narrada concentrando-se no Concurso de Artes do seu colégio, apresentando grandes clichês que fizeram a criançada da plateia se identificar, como o queridinho da professora, a falta de entendimento entre crianças e adultos e a necessidade de expor imaginações.

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Foto: Hellen Gerhards

Com uma plateia cheia de crianças acompanhadas de suas turmas de escola, “Denise desenha nas paredes” arrancou muitas gargalhadas e interações do público. A plateia interagia sempre que podia, incentivando a protagonista e mostrando o seu gosto pela peça ao ver seus próprios anseios serem apresentados.

Elementos alternativos foram usados, como a introdução da técnica do grafite e o clássico “Quizas, quizas, quizas” na trilha sonora. A peça em geral contra com várias trocas e acessórios de cenário, o que a tornou dinâmica e interessante, prendendo a atenção não só das crianças, mas também do restante do público.

Millena Sartori

11/11/2014

Greta, sexo, ironia e Policarpo

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A peça teatral ‘Greta’, que em seu texto original tem o nome de ‘Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá’, escrito na década de 70 por Fernando Melo, propunha abordar o patético da condição humana. Na versão apresentada pela Cia Policarpo de Teatro isso está presente, e os estereótipos também.

A peça foi interpretada por Linaldo Telles, que fazia Pedro, um homossexual quarentão grande admirador da atriz sueca Greta Garbo; Kayan Mussury fez Renato, um jovem de 20 anos que acaba de chegar na cidade grande com o sonho de estudar medicina e Neuza Monção, interpretando Mary, uma prostituta que se envolve com Renato no início da apresentação.

É notável a boa relação existente entre os dois atores, as cenas de Renato e Pedro (que ocupam a maior parte da peça) são bem ensaiadas, e não deixam a desejar nesse quesito, prendiam perfeitamente a atenção do público. Nos ‘barracos’ que os dois armavam a cada cena, a ironia e piadas de duplo sentido estavam cada vez mais presentes, as insinuações sexuais também, o que levou a plateia ao riso e a euforia muitas vezes, principalmente quando o personagem Renato ficou somente com sua roupa íntima no palco.

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Foto: Luana Caroline Nascimento

A gritaria e confusão entre os personagens também aumentava cada vez mais, o que levou a uma vulgarização da homossexualidade e banalizou a prostituição, o que, quem sabe, pode ser justificada pela peça original ter sido escrita em meados de 1970, quando a homofobia era mais presente do que é agora, e o “politicamente correto” era menos presente. Essa vulgarização fez algumas pessoas presentes se sentirem, no mínimo, desconfortáveis.

Os ouvidos das pessoas que prestigiaram a apresentação clamavam por alguns segundos de silêncio devido a ‘exaustão’ provocada pela gritaria, e a garganta da atriz que apareceu em poucas cenas interpretando a prostituta Mary também não aguentou os berros, ao final do espetáculo ela já estava rouca. Mas apesar dos pesares, boa parte do público aplaudiu em pé o final do espetáculo.

Bruna Fernandes

11/11/2014

Magus

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O mago egocêntrico e a assistente esforçada

O espetáculo “Magus”, da Cia de La Curva, grupo de Chapecó (SC), foi apresentado no último domingo, 09, no Cine-Teatro Ópera. Com apenas dois atores em cena, o mago Champingnon e sua assistente Marri, que apareceu no hall do Ópera para conversar com as pessoas que estavam na fila e tirar foto com as crianças, minutos antes do espetáculo começar, entrando no personagem, que era esforçada e desajeitada, neste momento de interação.

A peça foi apresentada às 22h, no Auditório B, com casa cheia e pessoas sentadas nas escadas. O mago com um sotaque francês e um ego enorme, começa o espetáculo como se fosse apenas mais uma apresentação de mágica rotineira. Mas nos bastidores algumas coisas “inesperadas” acontecem e levam o público ao riso do começo ao fim.

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Foto: Pedro Guimarães/Lente Quente

Além dos diálogos entre os atores, a sonoplastia da peça dava um toque especial ao espetáculo, como o clássico psicose, por exemplo. Duas pessoas da plateia participaram da peça, além de Marri interagir com eles na entrada, muitas de suas falas pareciam ser espontâneas, quando ela conversava com o público ou quando comentava alguma ação que o mago fazia.

Interativa e espontânea, Marri fazia a plateia rir e interagir o tempo todo, enquanto Champingnon, o mago, ficou preocupado com a sua performance e não percebia o que acontecia ao redor. O sotaque francês dos personagens deixaram as frases bem mais divertidas. Como o Auditório B é menor, a peça foi bem mais “íntima” e a sensação era de que todos estavam realmente participando do espetáculo, o que é quase impossível de se conseguir em um auditório muito grande, como o A, que é usado para as peças das 20h.

Jaqueline Guerreiro

11/11/2014

Uma peça de corpo presente

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Último Sarau oscila entre o trágico e o cômico

A peça “Último Sarau: uma peça de corpo presente” foi apresentada no último domingo, 09, na mostra competitiva de Teatro Adulto do 42º Fenata. Sob direção de Roberto Mallet, o grupo “Os Geraldos”, de Campinas (SP), montou a cena do velório de um artista. Na peça, os sete personagens (um homem e seis mulheres) estão caracterizados como pessoas idosas, e são figuras importantes na vida do personagem que está sendo velado.

Ainda no hall do Teatro Ópera, o único personagem masculino recebe o público, dando início à peça ali mesmo. Ao entrar no auditório, as outras personagens recepcionam o público com intimidade, agradecendo a presença, e remontando o cenário típico de um velório. Alguns espectadores são convidados a subir no palco, para dar os pêsames as personagens e ver de perto o corpo. A interação com o público se mostra muito positiva, pois o insere dentro da estória, fazendo com que quem assiste se sinta parte do espetáculo.

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Foto: Jaqueline Guerreiro/Lente Quente

Embora trate de um assunto trágico, a morte, o Último Sarau tem muitos elementos de comédia. A velhice é colocada de forma cômica, através da figura da “velhinha gagá” que já tem sua memória afetada pela idade. As brigas familiares entre a esposa e a irmã do falecido e a personagem que fica bêbada no velório também são colocadas de forma engraçada na peça, contrastando com a atmosfera triste que um velório costuma ter.

O que a peça se propõe a fazer é prestar uma homenagem de corpo presente ao artista. Portanto, músicas e poemas foram introduzidos na peça, em que cada personagem realiza um número. Nestes momentos, a peça atinge um tom mais dramático, em que o sofrimento pela morte fica mais explícito. Além das interpretações individuais, foram utilizados áudios do suposto artista morto. No entanto, a qualidade do som no ambiente comprometeu a compreensão de alguns trechos.

Adriane Hess

09/11/2014

O boi sem rumo

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O monólogo se perde entre os gêneros teatrais e possui roteiro confuso

A expectativa para a peça “Boi – Espetáculo Solo” era de uma história sertaneja clássica e com características culturais marcantes. Melhor seria se tivesse se limitado ao previsível. A recepção do público era feita pelo ator do monólogo usando uma cabeça de boi em sua própria, feita de papel machê.  Ele distribuía bandeirolas de papel seda, já gastos e quase rasgando, para as pessoas que primeiro entrassem no auditório B do Cine Ópera.

Assim que o público se ajeitava em suas poltronas o ator iniciava sua performance demonstrando o que talvez seja o único ponto louvável da peça: o trabalho corporal do protagonista. Ao inusitado som de “YMCA”, do grupo Village People, ele rebolava de maneira desinibida em movimentos pélvicos e insinuantes, arrancando uma ou outra risada da plateia.

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Foto: Kimberlly Safraide/Lente Quente

Logo que chegou a frente do palco, uma breve conversa com o público que parecia anunciar uma comédia pastelão que abusaria do humor obsceno e de trocadilhos infames. Surpreendentemente, o rumo do espetáculo mudou completamente, se transformando em um drama de difícil compreensão. Os tiques caricatos dos três personagens interpretados pelo ator eram cansativos e atrapalhavam o entendimento do texto e do próprio desenrolar da história.

As músicas e as luzes muito intensas pesaram o ambiente. A variação sutil das cenas deixava a plateia confusa que não sabia quando deveria rir, quando deveria fazer silêncio. O roteiro se perde e a desordem se mantém até o final da peça, que se encerra sem retomar em cena a comédia do início do espetáculo, no entanto se coloca mais uma música disco durante os aplausos, provavelmente na esperança de amarrar o enredo. Um remendo mal feito na programação do “Às dez em cena”.

Mariana Fraga

09/11/2014

A talentosa locomotiva musical

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‘Cenário móvel’ e humor diversificado agradam espectadores de todas as idades

O “Expresso Caracol”, peça apresentada pelo grupo Cia dos Pés, de São José do Rio Preto-SP, foi a atração infantil desse sábado, 8, como parte da Mostra Paralela do 42ª Fenata. Apesar da entrada franca o Teatro Marista, no bairro de Órfãs, ficou longe de estar lotado, a primeira metade de cadeiras estava praticamente vazia, mas pode-se imaginar o pensamento da maior parte dos 150 espectadores, “azar de quem não veio”.

Com uma introdução um pouco longa e confusa, a peça conta a história de dois viajantes. Em seu veículo, detalhadamente desenhado como um caracol, a dupla se apresenta por onde passa, a ‘estrela’, em tese, é a bailarina estrangeira e suas danças graciosas; No entanto, o palhaço atrapalhado que a acompanha sempre rouba a cena com situações inusitadas. A comunicação entre os dois é um dos pontos altos, já que a dançarina não sabe se comunicar pela língua portuguesa,  saem de sua boca, apenas ‘palavrões’ que se assemelham a alguma língua do leste europeu.

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Foto: Divulgação/UEPG

Outra qualidade de “Expresso Caracol” é a interação com o público. Em um momento, o protagonista avistou uma integrante da plateia utilizando o celular durante a peça, então pegou o aparelho e ameaçou utilizá-lo como objeto de malabarismo. O espetáculo também se mostrou atualizado, com referências até mesmo às modernas redes sociais. No entanto, a parte mais jovem do público pode ter ficado confusa com alguns termos utilizados, atitude compreensível, visto que a peça visava proporcionar momentos de diversão também aos adultos.

A apresentação não conta com um enredo tradicional, assemelhando-se mais a um ‘stand up’ infantil. Por isso, depende do talento e desenvoltura dos atores para conquistar a audiência, e com razão, as trapalhadas do palhaço, as danças da bailarina e a interação entre ambos conquistaram o teatro. Seja qual for a próxima estação do Expresso Caracol, fica a certeza de que os passageiros aproveitarão uma criativa e cativante viagem.

Felipe Deliberaes