Archive for ‘Ombudsman’

11/11/2013

Olhares atentos à cidade

           ombudsman
        Os estudantes de Jornalismo têm aplicado um olhar diferenciado sobre os produtos analisados. E, por incrível que pareça, têm prestado atenção às orientações e apontamentos feitos pelo Ombudsman.
         Na crítica Voz aos bairros Ponta-grossenses, a autora evitou o “coleguismo”, algo difícil ao criticar uma produção do próprio curso de Jornalismo UEPG. A análise reforça os aspectos positivos do Jornal Comunitário como a problematização e pluralidade de fontes. Por outro lado, critica as falhas técnicas do projeto. Merece o destaque da semana!
           Os textos demonstram que os alunos circulam cada vez mais pela cidade, observando aspectos do cotidiano que passam despercebidos pela maioria das pessoas. É o caso da crítica “As tripas e o coração de Ponta Grossa”A autora descreve o terminal central de ônibus, falando sobre as pessoas, o ambiente e interações que ocorrem ali. E para o título utilizou uma metáfora criativa.
       A observação atenta à cidade também pode ser encontrada nas editorias Pratos e Drinks Em cena. Enquanto a primeira dá visibilidade ao carrinho de espetinhos, a segunda descreve uma peça teatral realizada em pleno calçadão. Entretanto, nenhuma das críticas traz fotos ou imagens, o que poderia contribuir ainda mais com a análise.
           Novamente, a editoria Vitrola surpreende. O texto revela as influências do estilo musical, letras e até mesmo características do público da banda criticada. O autor demonstrou amplo conhecimento sobre o tema abordado.
          As editorias Livro Aberto Antena apostam na descrição dos detalhes como ferramenta principal de análise, mas não deixam bem claro o posicionamento dos autores. Ao contrário da crítica Entre Linhas, na qual foram utilizados dados para sustentar a argumentação. Já a editoria Projetor conseguiu avançar em relação aos textos anteriores, pois a autora soube equilibrar descrição e crítica, sem deixar o texto confuso ou cansativo.
           Enfim, o 41º Festival Nacional de Teatro (Fenata) está aí. É a hora dos estudantes demonstrarem tudo que aprenderam durante o ano e ousar nas críticas.
Antonio Correia
31/10/2013

Avancem para águas mais profundas

ombudsman12-112Uma comparação rápida entre as críticas da semana revela que a qualidade dos textos oscila de acordo com editoria e o tema abordado. Em alguns casos, a descrição pura e simples persiste. Como resolver esta fragilidade? Buscar referências sobre o assunto e ir além do produto em si.

O texto “Dobras de guitarra e baixo marcante” cumpriu bem esta proposta. O autor revela amplo conhecimento sobre o tema, o que permite uma análise profunda e detalhada. Além de citar o instrumental, letra e história da banda, o texto aborda os aspectos visuais do álbum. Destaque da semana!

Já as editorias Em Cena e Livro Aberto têm uma sacada interessante: descrevem brevemente os autores, citando suas origens e influências que tiveram. O texto humaniza e contextualiza o produto criticado, evitando a descrição ou adjetivação desnecessária.

Entre Linhas relaciona o jornal Bala na agulha às características do jornalismo. Porém, o texto trata o periódico como se fosse um jornal convencional, cobrando determinados aspectos e “regras” que não se aplicam necessariamente a um meio de iniciativa popular e experimental.

Lendo o primeiro parágrafo da editoria Pratos e drinks, tem-se a impressão de que o texto vai debater sobre a falta de opções para o público vegano. Entretanto, não passa de uma receita de quibe. Já na editoria Moda e Estilo, a autora recupera a história do piercing, mas não avança na análise de elementos estéticos que o tornam tão popular e nem fala sobre os tipos de piercing.

Outro aspecto a ser revisto é a agenda cultural, que apesar de completa, demonstra clara dependência das atividades oficais, realizadas pela Prefeitura. Uma alternativa para pluralizar a agenda é ficar de olho nos murais da UEPG, onde há muitas sugestões de giro que fogem do convencional.

Para avançar na produção é imprescindível ousar e buscar novas referências que ainda não foram observadas, despertando a imaginação e o aprendizado. O projeto está aí para isso.

21/10/2013

Entre erros e acertos, Crítica de Ponta demonstra ousadia

ombudsman12-112

 

A experiência do Crítica de Ponta vai se encaminhando para a reta final em 2013. Ao longo do ano, os estudantes demonstraram avanços significativos em relação à produção dos textos. Mas há muitos desafios pela frente, como a cobertura do Festival de Teatro (Fenata) e alguns erros, que ainda passam desapercebidos.

Em geral, As críticas têm sido cada vez mais ousadas, tanto na escolha dos temas, quanto na argumentação. Exemplo disso é o texto da editoria Moda e Estilo, em que o autor comenta sobre tendências estéticas nas partes íntimas, sem apelar para a vulgaridade.

Outro aspecto importante é o olhar diferenciado aplicado pelos autores. Nas editorias Entre LinhasNa tela e Livro Aberto,as analises foram bem construídas, com argumentação e contextualização impecáveis. Os autores souberam tratar de forma imparcial, temas que geram discussão: sindicalismo, futebol e religião, respectivamente.

Destaque também para a editoria Antena, na qual o programa radiofônico em questão é analisado de forma minuciosa, considerando tanto os aspectos técnicos, quanto a qualidade da programação musical.

Entretanto, ainda é evidente que falta crítica (posicionamento) e sobra descrição em alguns casos. Conseguir um equilíbrio entre estes dois elementos, pode ajudar na construção de um texto mais claro.

Nas editorias Projetor e Vitrola as analises não avançam muito em relação ao esperado. E, no segundo caso, três parágrafos são iniciados com o mesmo termo, tornando a leitura repetitiva. O uso de sinônimos resolveria.

A falta de imagens já não é um problema. Embora a maioria das fotos seja de divulgação (7 entre 10), e não de autoria pessoal, nenhum texto ficou “pelado”. Isso demonstra maior preocupação com o aspecto visual do blog.

Enfim, não cabe ao Ombudsman analisar a versão televisiva do projeto. Mas deve-se fazer um elogio especial ao programa que, com enquadramentos inusitados e apresentação irreverente, deu nova cara ao Crítica de Ponta na TV. Quem sabe, se todos os textos fossem produzidos com o mesmo entusiasmo e criatividade, o site também teria análises ainda mais ousadas e interessantes.

Antonio Correia

30/09/2013

Um pouco mais de dedicação, revisão e a mágica acontece

ombudsman12-112

     Informação, descrição, criatividade e análise são aspectos essenciais para a formatação de uma boa crítica. Unir esses pontos a um texto coeso e bem estruturado torna a leitura dinâmica e agradável. Nesta semana, o Crítica de Ponta conseguiu, em partes, construir o cenário descrito anteriormente.

     Na editoria Livro Aberto a autora mostra que realmente tinha conhecimento da obra e revela preocupação com a narrativa e a maneira como alguns leitores reagiriam diante do livro. Explicitado no momento em que parafraseia Vinicius de Moraes e diz “os intelectuais que me perdoem, simplicidade é fundamental”.

     Já o texto da editoria Pratos & Drinks mostra-se bem completo, pois não foca apenas nas características superficiais do produto e trabalha os pontos mais específicos, como o modo de preparo e os temperos utilizados.  Além do que, assim como em Um comportamento integrado à estética, as autoras trazem históricos que enriquecem a construção da crítica.
          Ponto negativo para os textos Programação diária, mas nem tanto e Cultura dos pampas é foco no ‘Integração Gaúcha’. O primeiro por não possuir serviço, ter informações soltas e erro de concordância, como no final do segundo parágrafo onde está escrito “pessoas que souberam do evento no dia 18, por exemplo, mesmo interessadas, não podem participar das atividades”. Já na editoria Vitrola, apesar de trazer um começo criativo e interessante, o autor fica apenas na descrição do programa e pouco avança na análise do produto.
          Outro fator que deve ser levado em conta na produção do blog são as fotos, que permitem instigar o leitor, bem como ilustrar a crítica. Porém, dos 10 textos, apenas dois possuíam fotos próprias e não de divulgação.
           Já no que diz respeito à edição, tema que vem sendo pautado frequentemente por outros ombudsman’s, continua-se pecando na padronização e revisão das críticas. É possível perceber isso quando trata de forma distinta a semana literária. Ora grafado “Semana Literária do SESC & 32 anos da Feira do Livro”, ora “Semana Literária Sesc (Serviço Social do Comércio) Ponta Grossa e Feira do Livro 32 anos”. Fica a dúvida. Além disso, passam erros simples de digitação, como “por ser um evento se curta duração”. Vale lembrar que revisar faz parte do processo de aprendizado e nunca é demais.
     No entanto, a expectativa é de que no decorrer das semanas os erros sejam sanados e ocorra uma evolução dos textos, visto que o término do ano letivo está próximo, assim como o ciclo de mais uma safra do Crítica de Ponta.
Edgar Ribas
17/09/2013

Voltei ao Flicampos, sem ler o Ombudsman

  ombudsman12-112

     Na semana em que ocorreu o Flicampos, entre 7 e 15 de setembro, o Crítica de Ponta continuou pautando o evento. Agora, cobrindo as atividades. No texto ombudsman da semana passada foram dadas algumas indicações para a construção e edição do texto. Porém, baseada na nova remessa de críticas, alguns autores não as leram antes de partir novamente para a cobertura.

     Um indicativo dessa falta de leitura prévia foi a repetição da palavra Flicampos no tíitulo “Diferentes temas atraem público para Flicampos”, “A beleza que tem um samba’ na manhã da Flicampos”, “apesar das melhorias, Flicampos precisa de ajustes”. As demais titulações estavam mais soltas e extrovertidas. Nos outros sete textos, a crítica ficou melhor construída, além de, como já dito antes, deixou a leitura do blog como um todo menos cansativa. Um ponto positivo para a equipe do Crítica de Ponta, que lê o ombudsman.

     O que se notou, também, foram melhoras no que se diz respeito às longas descrições: há mais crítica do que nas duas semanas anteriores. A descrição entrou para complementar e dar base aos apontamentos, e não como instrumento único nas produções.

     Algumas críticas merecem comentários a parte, como é o caso de “Criatividade e inovação versus parcialidade”, que acertou tanto na escolha do tema, quanto no uso direto e simples de recursos que contextualizavam para depois criticar. Usar linguagem muito rebuscada pode desconstruir uma crítica, como acontece no texto “existe competência, falta inovação”, que abordou as músicas que embalaram a FIicampos com riqueza de pauta, porém, deixou o texto confuso.

     Um momento que exemplifica essa confusão é quando o autor diz “uma grande salada musical marcava presença nos autofalantes”, e logo em seguida afirma que “…foi apenas uma engraçada amostra da ortodoxa sonorização do evento”. Ortodoxa, segundo os dicionários da língua portuguesa, significa algo rígido, sem modificações, permanente, que não admite o novo. Como algo que se denomina ortodoxo pode ser “uma salada”? É válido utilizar palavras mais rebuscadas na crítica, porém é preciso ficar atento aos significados.

     Errar faz parte do aprendizado. Cabe, agora, refletir sobre as produções já realizadas para, na próxima oportunidade, ajustar as (singelas) pendências que ainda rondam a equipe. Não a desperdicem, e, leiam o ombudsman.

Angélica Szeremeta

 

 

10/09/2013

Onde estas tu, organização?

ombudsman12-112            Realizar cobertura de evento em forma de crítica, que aborda diferentes angulações da atividade em questão é uma ideia louvável. Porém, se mal organizado, o tiro acaba saindo pela culatra. O Crítica de Ponta mirou no alvo certo: a realização do II Festival Literário dos Campos Gerais (Flicampos). Mas, em alguns momentos, a bala acertou no pé.

Dos nove textos elaborados, sete trouxeram o evento como tema, exceto as editorias ‘Pratos & Drinks’ e ‘Moda e Estilo’. Apesar de não seguir a linha editorial da semana, por motivos compreensíveis de falta de pauta correspondente à proposta, foram as que mais acertaram na hora de criticar: trouxeram títulos criativos, contextualizaram o tema e principalmente trouxeram serviços. De que adianta uma crítica sem serviço, já que a função da mesma é orientar o leitor para o consumo ou não do material?

Além da falta de serviços em alguns textos, a titulação deixou a desejar. A crítica permite brincar mais com o jogo das palavras na formação do título. “Jornais de PG pouco divulgam II° Flicampos”, “Cinema e literatura na 2ª edição do Flicampos” “Imaginação presente no II Flicampos” são repetitivos em excesso, quando se pensa a leitura do site como um todo.

A edição deveria ter reformulado a titulação ou então uma reunião a priori que organizasse o formato dos textos (já que é uma cobertura especial) resolveria o problema. Faltou planejamento.

Já que se fala em edição e serviço, a postagem tardia do texto ombudsman semana passada ficou atrasada, quase uma semana após as publicações dos textos. É importante saber que o ombudsman deve ser lido e disponibilizado ao leitor, não somente para consumo interno dos acadêmicos, pois, se fosse assim, não seria necessário a postagem do mesmo.

É preciso que equipe (editorial) do Crítica de Ponta visualize o site como um projeto integrado e não somente os textos isolados. A falta de uma logística adequada acarreta o que se vê nesta edição: repetições, atrasos nas publicações e falta de criatividade para redigir o texto, além da falta de informações de serviço. A cobertura de eventos é efêmera e se esvai com o passar das horas. Deve ser um trabalho rápido e planejado. O tempo é escasso para todos e é preciso lidar com esta limitação.

Angélica Szeremeta

30/08/2013

Uma boa dose de revisão nunca é demais

ombudsman12-11

       Em textos com simples erros de digitação, apenas uma leitura rápida a mais basta para perceber e arrumar as falhas. A edição deve prestar mais atenção, pois parece que algumas críticas com erros banais nem passaram pelo trabalho de edição, ou nem mesmo de revisão. Nota-se falta de acentos, falhas na construção de frases e de padronização. Por que na semana passada era escrito ‘ponta-grossense’ e nesta semana aparece ‘pontagrossense’.

       É um erro pensar que o texto termina quando você pontua a última frase. No jornalismo, o texto só termina quando você lê tudo aquilo que escreveu e revisa. Isto poderia até dar menos trabalho para a edição. Apesar das falhas, as críticas têm apresentado temas cada vez mais originais e interessantes.

       Destaque para Outros Giros, que trouxe um esporte como tema e o autor foi capaz de construir uma boa crítica, embasada em dados e opinião. Vitrola  também chamou atenção pela pauta, mostra que o estudante deve estar atento ao que acontece na região e a pauta pode ser também um evento que não aconteceu, e neste caso, ainda foi alvo de uma crítica interessante.

       Em Moda & Estilo, o autor não trouxe nenhum vínculo com a região. Aí fica a dúvida quanto a função do texto, que deve atingir um público alvo, por se tratar de um blog de PG. Então fica a sugestão de que sempre se faça uma ligação com o cenário local, para que a crítica cumpra com sua função e que o leitor possa se identificar.
       Em Entrelinhas, foi interessante trazer um tema interno como alvo para a análise, uma vez que a autora trouxe dados e informações precisas. Sempre vale também explorar temas da região, como em Antena, que trouxe uma rádio local de Irati, construindo na crítica uma identidade regional.
       Em Livro Aberto, a autora se prende mais à descrição da obra do que na crítica em si e isso pode prejudicar um pouco o texto. Na categoria Em Cena, a autora traz elementos importantes para uma crítica de teatro, como iluminação, gênero e cenário.Como ponto positivo na escolha de tema diferente, destaca-se também Pratos & Drinks, que traz apontamentos de uma crítica gastronômica aliados à descrição, mas deve-se tomar cuidado com os adjetivos para que o leitor não se perca em um texto quase publicitário.
       Espera-se que os críticos continuem explorando cada vez mais temas originais e usem e abusem da criatividade e da revisão nas próximas produções. O trabalho cada vez mais profissional, mesmo sendo atividade laboratorial, ajuda a dar credibilidade e visibilidade ao Crítica de Ponta.
Nicoly França
19/08/2013

A arte de saber usar informações

ombudsman12-11

       Como já é comum na produção do Crítica de Ponta, muitos estudantes utilizam informações complementares nos textos. E, como acadêmico de Jornalismo, deve-se entender que as informações servem para enriquecer a crítica e situar o leitor pois, se não cumprem essa função, podem ser descartadas.

       Destaque para a editoria Livro Aberto, onde a autora soube combinar descrição com opinião e trouxe elementos a mais sobre o autor que, neste caso, atendem ao aspecto funcional. Em Entre Linhas, a autora também utiliza informações relevantes, como a existência do blog da revista, porém faltou colocar os locais de circulação no serviço.

       Entretanto, em Na Tela, há muitos elementos vagos que atrapalham o entendimento, como em “populares que participam” (de classe popular ou pessoas conhecidas?) e “a apresentadora apela” (que atitude ou o que ela fala que exemplifica apelar?).

       Na categoria Vitrola, a autora mostra conhecimento na área e faz apontamentos diretos, deixando a crítica interessante. Só pecou quando diz que “as melodias são variadas e surpreendem o ouvinte”, pois não especifica em que variam (ritmo ou letra?) e nem porque surpreende o ouvinte.

       Sobre os temas, os autores devem fugir do mesmo e sempre inovar. Como a boa escolha em Outros Giros, onde os jovens universitários podem se identificar. Porém, faltam informações como quantidade de público, que poderia realmente comprovar que o “público lota os eventos”.

       Na editoria Pratos & Drinks a autora traz um produto clássico de forma original. O texto é rico em detalhes do produto e também do ambiente que, neste caso, foi essencial para que o leitor pudesse imaginar o objeto criticado.

       Moda & Estilo traz, de forma clara, a tendência das toucas e a foto ilustra bem o que a autora diz . Entretanto, como em outras críticas, falta informação no serviço, pois dizer que a touca pode ser encontrada em lojas da cidade é vago demais, devia exemplificar o tipo de loja.
Nesta semana, todas as editorias possuem fotos ou imagem de divulgação que, assim como informações relevantes, enriquecem e ilustram os textos. Prossigam! Inovem! E informem!

Nicoly França
14/08/2013

Lembrem-se, o leitor é um cara curioso

ombudsman12-11

 

     Vocês já pararam para pensar quem é o leitor de suas críticas? Talvez vocês nunca descubram o perfil desses leitores, mas uma coisa é certa: quem lê uma crítica quer esclarecimentos, informações completas, não quer sair com dúvidas.
Na edição (produzida na primeira semana de agosto/13) do Crítica de Ponta, o que se observa é que muitos textos deixam de dar informações básicas, que tornam os textos incompletos e não desvenda as curiosidades dos leitores.
     Nas editorias Vitrola e Antena as autoras trazem históricos que enriquecem a construção da crítica. Mas, na primeira, o leitor poderia gostar de saber onde os músicos estavam ensaiando, era num estúdio ou ao ar livre? E como foi citado que as redes sociais ajudam na divulgação, poderia ter indicado uma página online da banda, para quem tivesse interesse em conhecer.
     Outra questão a ser lembrada é que a crítica, assim como outros textos jornalísticos, tem de ter um fio condutor com título e linha de apoio que devem ter total relação com o texto. Em Moda & Estilo, as blusas de renda, objeto da crítica, foram bem descritas e criticadas, porém, o foco não era o preço? O que é um preço acessível? Acessível para quem? “A partir de R$ 19,00” só aparece no serviço de forma vaga. E se há a afirmação de que as vendas aumentaram, quem disse isso, algum lojista, alguma pesquisa? O público quer dados que o crítico deve comprovar.
     Situação semelhante acontece em Pratos & Drinks, o título parece focar no chopp com vinho. Então por que no serviço só aparece o preço do chopp claro e escuro? Apesar disso, a autora consegue trazer elementos sensoriais para conduzir a crítica. Destaque para Em Cena, onde a autora também explora os sentidos e o leitor pode ter um gostinho de como foi o espetáculo de teatro.
     Tanto Entre Linhas como Na Tela trazem excesso de descrição. Mas em Na Tela, o autor consegue ao longo do texto argumentar e construir uma boa crítica. Em Projetor, quem não assistiu ao filme, não consegue entender do que se trata a história, pois apesar dos exemplos que o autor usa para enfatizar as críticas, não explorou o roteiro.
     A crítica de Outros Giros mescla bem descrição com crítica, mas a linha de apoio ficou confusa, é o grupo que está pela primeira vez em Ponta Grossa, ou é a primeira vez que algum grupo faz três apresentações diárias? Em Livro Aberto, o serviço está incompleto, não tem número de páginas, preço ou informações sobre o autor, se o leitor estiver interessado no objeto criticado, não é ali que ele encontrará as informações.
     Fica como orientação que o crítico deve se colocar no lugar do leitor, que busca uma linguagem clara, ter suas dúvidas esclarecidas e conhecer um pouco sobre o objeto criticado.
Nicoly França
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11/06/2013

Atenção nunca é demais

ombudsman12-11

     O último texto do ombudsman aponta que – e aqui a frase na íntegra – “quase todas as editorias fazem bem o balanço entre descrição, informação e crítica”. Pois bem, nesta semana as críticas, em sua maioria, continuam a cumprir com o esperado, algumas até conseguem instigar no leitor a curiosidade de conhecer (quando não o feito) o objeto da crítica, como é o caso das editorias Entre linhas, Vitrola e Pratos e Drinks. Embora na última fosse interessante informar o preço com maior exatidão – no espaço do serviço mesmo – dizer que o preço varia é quase óbvio, quem lê quer saber quanto tem que desembolsar para provar a ‘pizza frita’.

     Erros de incoerência nas construções frasais continuam aparecendo (uma edição atenta resolveria o problema). Na crítica da editoria Antena, durante todo o texto a autora deixa claro que as músicas tocadas no programa Arquivo T são antigas, mas ao dizer que “o programa tem um público significativo de 11 e 12 anos”, faz com que a interpretação se torne ambígua, os ouvintes escutam o programa há 11 e 12 anos ou tem essa idade?

     O mesmo acontece com a editoria Na tela, onde o título da crítica indica a diversidade do conteúdo no programa criticado, mas durante o texto afirma-se que “a pluralidade de assuntos no programa, basicamente, é dividida em dois assuntos”. Como assim? Como pode ser plural e tratar apenas de dois assuntos? Precisa existir maior atenção do autor e da edição.

     Rápidos apontamentos sobre as demais críticas. Na editoria Em cena, a iluminação e a acústica do local ajudavam na peça? A crítica do Terminal Rodoviário da cidade cumpre sua função, na editoria Outros Giros. O mesmo acontece na editoria Livro Aberto, que atenta para pontos característicos do autor. Na editoria Projetor, a autora consegue, através de uma boa crítica, apontar onde o filme ‘Django livre’ peca. Percebe-se que na editoria Moda e Estilo sempre há muita descrição e histórico, e no texto dessa semana não foi diferente.

     Como dica, lembrem-se que é preciso atentar também aos detalhes, que podem confundir o leitor, mas quando apontados de maneira sensata ajudam no entendimento e enriquecem a crítica.

Caroline Belini