Archive for ‘Especial FUC’

30/05/2014

Gramaticalmente animado

Imagem

Artista surpreende a plateia com a agitação brasileira

Daniela Zandonai, com seu nome artístico Dani Zan, interpretou a música Amor Gramatical, de autoria própria. Talvez por ser um tanto romântico, o título trouxesse uma expectativa de algo pop, um rockzinho singelo, ou algo do gênero. Somente especulações. A verdade é que logo vê-la adentrar tímida, com seu cachecol vermelho combinando com o violão em suas mãos, e perguntando para a plateia “sempre um prazer estar no palco, né?”, espera-se algo meigo e leve.

 Danilo Schleder fuc 2Foto: Danilo Schleder/Lente Quente

Porém não é com isso que se ganha festivais, não é mesmo? A performance é que importa. A de Dani começou com um ar místico que inspirava a melancolia. Sua voz grave lembrava algo de Ana Carolina, levemente forçada, ao som do violão. As previsões estavam corretas, agora só encostar a cabeça na poltrona e relaxar com a música.

Eis então que a banda explode com um samba animado. Algo como Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva, regrado da bela voz da moça, agora natural. Ficou com uma cara bem de Brasil, só faltou um garçom servindo umas cervejinhas, e a galera pulando animada no pé ligeiro. Quem ia adivinhar que aquela menina, vestida tão “cult”, fosse na várzea para expressar seu som? Pelo menos o português estava correto.

Uma questão para refletir é a utilização da banda do festival para preencher a música. Lógico que ela está ali para isso, mas tocar duas vezes solos de cavaco (grande Fabrício Cunha), mesmo talvez sendo composição da artista, fica meio apelativo. É uma arma disponível, lógico, mas fica ao critério dos jurados o quanto a banda deve influenciar na apresentação.

Matheus Pileggi

Serviço:

Música: Amor gramatical

Composição e Intérprete: Dani Zan

30/05/2014

Na esquina das noites, as meninas

Imagem

Terceira música do segundo dia do FUC traz boemia ao festival

Com a presença de um público menor, em relação a abertura a etapa regional do 27° Fuc, o primeiro dia de apresentações da etapa nacional recebeu a canção ‘Noite das Meninas’, terceira música da noite. A música é de Cachoeira do Sul (RS), de autoria de Túlio Borges Braz de Souza e foi interpretada por Sandro Dornelles.

Bruna Fernandes - Foca Foto (8)Foto: Bruna Fernandes Machado/Foca Foto

‘Noite das Meninas’ foi apresentada somente com Sandro Dornelles na voz e no violão elétrico, sem acompanhamento da banda de apoio do festival. Tanto a letra quanto o ritmo remetem a um ambiente boêmio.

A apresentação iniciada com uma breve demora, se comparada as anteriores, para entrada do intérprete no palco foi realizada com um pouco de nervosismo por parte dele. Em alguns momentos, isso era perceptível sua voz.

Apesar disto, a boa interpretação durante a canção deve ser ressaltada. Principalmente no final da canção quando a voz de Sandro Dornelles ganhou força e mais emoção quando cantava “Cachorra, cabrita, cavala, vaca, vadia, vagaba/ Vendida, bêbada, dada, dá dedo, dedada adoidado/ no rabo”, que no início da música foi interpretada com a emoção mais contidas.

Fernanda Penteado

Serviço:

Música: Noite das Meninas

Autor: Túlio Borges Braz de Souza

Interprete: Sandro Dornelles

Cidade: Cachoeira do Sul/RS

30/05/2014

Nos ritmos da primavera em pleno outono

fuc27
Segunda apresentação da Etapa Nacional traz em sua letra a delicadeza e harmonia da estação

A segunda apresentação do primeiro dia da etapa nacional do 27º Festival Universitário da Canção foi interpretada e composta por João Amado com a música “Eu me setembrei, mas tu não te primaveras”. O músico veio de Florianópolis para se apresentar,  utilizando apenas o violão como instrumento e a sua voz de apoio.

IMG_4407

Foto: Hellen Gerhards/Foca Foto

A apresentação não conseguiu se destacar como outras da noite, o músico se desfavoreceu ao não ser tão carismático com o público e não conseguindo empolgar a platéia. Na composição de seu ritmo não houve muitas variações. Mantendo o mesmo patamar do início ao fim, não ocorreu um grande momento no decorrer da performance.
A composição da música não deixou que ficasse uma compreensão sobre a letra, porém fica evidente que é uma letra repleta de significados. No começo da apresentação, o cantor esqueceu parte da letra o que também o impediu de ter grande desempenho em sua exibição.
No vocal o músico conseguiu atingir bem as notas e manteve bem coordenada a sua voz e uma boa presença de palco, sendo esses um dos seus pontos positivos da apresentação. Além de tudo, o músico também conseguiu manter a harmonia sobrepondo bem diferentes notas no violão. E a melodia conseguiu manter-se também combinando bem os sons sucessivos.

Vinicius Biazotti

Serviço:

Letra/Música e Intérprete: João Amado
Eu me setembrei, mas tu não te primaveras

30/05/2014

“ Braile”- Bela letra, porém apresentação gélida

Imagem

Letra que foi bem escrita não foi bem explorada na interpretação

Chega de manhas

Artimanhas, aspas

Dispenso ladainhas

Lero-lero e interrogação.”

Era esta a canção interpretada no 27º FUC (Festival Universitário da Canção), que assim como a noite do festival, foi gelada e monótona. Essa foi a oitava música do Festival, interpretada pelo estreante Daniel Conti, que também é o compositor da letra em parceria com Valéria de Cássia Pisauro Lima. O simplismo marcou uma interpretação sem criatividade e interação com a platéia.

IMG_4576Foto: Bruna Fernandes Machado/Foca Foto

Mesmo tendo uma composição inovadora, como por exemplo, uma letra que brincava com as regras gramaticais da língua portuguesa, fazia também uma lembrança do que é o braile, lembrando como é a vida de um cego, principalmente no trecho da música: “Quero o contato, quero o tato, o flashback e o olfato…”.

Entretanto, durante a apresentação dava a impressão que um segundo instrumento seria colocado durante a melodia, o que não aconteceu, resultando no palco um cantor, um violão e uma apresentação modesta.

Nilson De Paula Júnior

Serviço:

Música- Braile

Autor: Daniel Conti e Valéria de Cássia Pisauro Lima

Intérprete: Daniel Conti

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):

 

30/05/2014

No palco, a viola caipira

Imagem

Carro chefe da primeira canção do segundo dia de FUC, o instrumento de corda inaugurou a etapa nacional em toda sua glória

Nos versos de uma canção” abriu a etapa nacional da competição do Festival Universitário da Canção nesse segundo dia de evento. Composta e interpretada por Sandro Livahck, a performance teve a participação do baterista da banda de apoio do festival, Fernando Tubarão, e ainda um segundo percursionista, Ricardo Mattioda, que tocou principalmente pandeiro.

mariele morski fucFoto: Mariele Morski/Lente Quente

A grande estrela dessa canção é a viola. Solando e guiando os outros instrumentos por toda a melodia, sua sonoridade especifica se destacava constantemente e marcava o ritmo da música, num quase ritual de devoção ao instrumento singelo e sublime ao mesmo tempo.

O arranjo e a harmonia, ora lembravam características canções nordestinas, ora os clássicos do gênero caipira. Tudo tipicamente brasileiro, transitando entre momentos mais e menos intensos, curiosamente ressaltados pelo bater de palmas que deixava a melodia interessante.

Segundo o compositor, “Nos versos de uma canção” foi escrita para seu pai, que o ensinou a tocar viola. A letra ressalta mais uma vez esse instrumento tipicamente brasileiro e interiorano. Singela e simbólica, acompanha os momentos de nuances da melodia e suas transições entre maior e menor intensidade dos sons.

A voz de Sandro era curiosa e delicadamente mais aguda do que a média dos interpretes do sexo masculino. Apesar de pequenos momentos de desafinação ao cantar, casava muito bem com o resto da canção e a deixava menos óbvia do que a maioria, ressaltava a simplicidade tão sublime que possui a viola caipira.

Mariana Fraga

Serviço:

Letra, música e interprete: Sandro Livahck

Música: “Nos versos de uma canção”

30/05/2014

Ovacionados antes de plugar o instrumento

Imagem

Os intérpretes da canção “Rua” aproveitaram a segunda passagem pelo palco

Logo na entrada do palco, ficou evidente o respaldo da maioria da platéia para uma banda da cidade. Foram ovacionados assim que surgiram de trás das cortinas. Com esse clima, os intérpretes da música “Rua” começaram de maneira tranquila e firme, passando segurança na execução.

O Wah Wah da guitarra sempre lembra um groove meio disco, mas a linha do baixo logo cortou essa impressão, deixando a música um pouco mais formal, com cara de festival. O capotraste na terceira casa também indicava que o tom era mais elevado que o comum. Mesmo assim, a banda estava animada, com os integrantes entreolhando-se a cada passo, mostrando um sorriso de satisfação com a classificação para a fase nacional.

A métrica dos versos impressionou, já que a proposta da letra era utilizar com abundância referências de locais, ruas e cidades, e teve êxito nisso. Entretanto, o ritmo e a enfase idêntica no final de alguns versos acabou comprometendo, pois criava uma repetição cansativa.

A voz da intérprete era potente, alcançou algumas notas altas, mas o folego que não acabou foi o maior destaque. Individualmente todos foram bem. O baterista seguro, o guitarrista parecia até eufórico em alguns momentos e o baixista não comprometeu.

Ao terminar a performance, mais uma vez foram fortemente ovacionados, mesmo com a plateia menor que no primeiro dia, e a impressão que ficou é que a música pode sim continuar agradando os jurados, quem sabe rendendo uma vaga na grande final.

José Gabriel Tramontin

Serviço:

Música: Rua

Compositor: Christian de Sá Quimelli e Vivian Chemin Bueno

Intérpretes: Christian de Sá Quimelli (guitarra), Vivian Chemin Bueno (voz), Daymon Mateus (bateria) e Manolo Ricardo Zander (baixo).

30/05/2014

O sonhador no palco do FUC

Imagem

De Machado de Assis à Gabriela Cravo e Canela, a sétima música tocada descreve o sonhador.

O sonhador vê a luz na escuridão, conhece a imensidão do céu e do mar. O sonhador de alma colorida tem a vida para amar”

Essa foi a sétima música apresentada no 27º Festival Universitário da Canção (FUC) na fase nacional de quinta-feira (29), pelo compositor e interprete mineiro, Taquinho de Minas. Pela primeira vez no festival, ele cantarolou no palco que os sonhos são capazes de serem realizados, basta apenas sonhar.

danilo schleder fucFoto: Danilo Schleder/Lente Quente

Acompanhado pela banda do festival “Escrete Canarinho” e seu violão, Taquinho, manteve-se em ritmo lento a música inteira e a sua voz não sobrepôs o som dos instrumentos, o dedilhado do violão bastante marcado no início da música até o fim da canção harmonizou com a melodia do teclado o que uma trouxe uma apresentação agradável.

Cássia Aguiar

Serviço:

Música: O sonhador

Letra, Música e Interprete: Taquinho de Minas

Etapa Nacional: dia 29/05

30/05/2014

E a saudade no meu peito ainda mora

Imagem

Melancolia e romantismo no palco do Opera

Lupicínio Rodrigues disse certa vez no que é provavelmente sua mais famosa composição: “Felicidade foi-se embora”. Foi isso que aconteceu durante a sexta música na primeira noite da fase nacional no 27° Festival Universitário da Canção.

IMG_4734Foto: Hellen Gerhards/Foca Foto

Depois de uma performance onde os “loucos da cidade” foram evocados e um sambinha, que, apesar de curitibano, deu um toque de “carioquês” ao festival, “Tudo que eu sonhei”, interpretada por Gisele Medrado dos Santos no vocal e Marcos Aurélio Viana Moraes no violão não animou o público – em sua maioria jovem – recebendo menos aplausos que as performances anteriores.

O dueto de voz e violão, no entanto, cumpre seu objetivo. A música é romântica e ao mesmo tempo melancólica, com uma personagem que “Busca nos braços dela” tudo que sonhou. Nesse sentido, a interpretação de Gisele, em alguns momentos arrastada, foi satisfatória. E o violão, dedilhado por Marcos Moraes, alcança, junto com a letra e o vocal, um tom de angústia pelo reencontro da amada.

Enrique Bayer

Serviço: Música: TUDO QUE EU SONHEI

Autor: Júlio Pepe Barradas

Intérpretes: Gisele Medrado dos Santos e Marcus Aurélio Viana Moraes; Cidade: Brasília / DF

 

30/05/2014

Cadê os loucos desta cidade?

Imagem

A quarta música apresentada no segundo dia de FUC e no primeiro dia da etapa nacional do festival foi “Pequena opereta para zabumba sem dó e um louco fora de si”, com composição e interpretação de Sérgio Ferreira Torrente. A apresentação foi inteira marcada pela forte presença de palco do intérprete. O cantor fez uma performance quase teatral, conciliando gestos aos versos da canção, que falava sobre loucura.

Mariele Morski fuc 2Foto: Mariele Morski/Lente Quente

Para interpretar a canção, o músico usou uma viola cabocla, e foi acompanhado pela banda de apoio, que usou instrumentos como a bateria, guitarra, pandeiro e zabumba. Durante a apresentação foi possível notar uma forte variação de intensidades entre o refrão e o restante da música. Enquanto grande parte da canção tinha apenas a viola e o pandeiro como acompanhamento de voz, o refrão trazia um arranjo bastante intenso. O vocal de Torrente também sofria essa variação, aparecendo de forma quase explosiva no refrão.

O intérprete utilizou muito bem a participação do público, pedindo as palmas dos presentes nos versos: “E fique um pouco louco agora/ Jogue o que é de ruim pra fora/ E venha na palma da mão”. No fim da apresentação, o músico troca a viola pela zabumba e salta e corre pelo palco, chegando a deitar-se no chão.

Sem dúvidas, a principal característica da apresentação foi a interpretação do músico, o que tornou a canção empolgante e tirou o festival da monotonia. Através da sua atuação e da interação com o público, o intérprete conseguiu conciliar a proposta da letra da música com a sua performance, que mesmo após o seu término manteve a exaltação da plateia.

Adriane Hess

Serviço:

Música: “Pequena opereta para zabumba sem dó e um louco fora de si”

Compositor e intérpetre: Sérgio Ferreira Torrente

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):

 

29/05/2014

Piano e poesia conquistam o público do 27º FUC

fuc27

Quarta canção do primeiro dia do Festival garante 3º lugar em classificação regional

“Valsa da Persuasão” foi a quarta música apresentada na 10ª Etapa Regional do 27º Festival Universitário da Canção (FUC), que teve início nessa quarta-feira (28) e contou com 12 apresentações. O autor, João Davi Kluber, interpretou sozinho a canção, apenas com piano e voz.

A letra poética e ritmada, carregada de emoção, cativou o público, que demonstrou apreço pela harmonia da valsa. O músico descreve “Valsa da Persuasão” como canção de características clássicas e com melodia influenciada pela MPB, em certa medida.

14110082057_f4a6cf60f3_o

Imagem: Lucas Feld

A sensibilidade e o drama presentes diferenciaram um pouco a canção de Kluber das músicas apresentadas anteriormente, que foram mais animadas. Foi dessa forma que o pianista envolveu a platéia e conseguiu o terceiro lugar na classificação regional. A estreia de João Davi Kluber no FUC foi muito bonita e não será facilmente esquecida por quem esteve presente.

Amanda Bueno

Serviço:

Música: “Valsa da Persuasão”.

Compositor: João Davi Kluber

 

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):