Archive for Agosto, 2014

24/08/2014

Vai um chopp aí?

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Um ambiente tradicional, envolvente e moderno

A Choperia Tito foi inaugurada em 1.933 pelo alemão Germano Betz com o nome de Bar Deliciosa. Em 1.942 o Seu Tito começa a trabalhar no local, era garçom e dois anos depois compra o bar, que ficava na avenida Vicente Machado. Em 1.956 o estabelecimento mudou para o endereço atual. Hoje quem dirige a choperia são os netos dele, Hudson e o Anderson. Seu Tito, hoje tem noventa anos e ainda trabalha no local.

O Chopp servido pela Choperia do Tito realmente é muito bom. O ambiente é pequeno, pode-se dizer minúsculo, porém aconchegante, na entrada vê-se algumas mesas e um balcão antigo de fórmica vermelha, onde no canto da parede, é servido a bebida em uma chopeira aparentando não ser muito nova. Na verdade a máquina é de 1956. O atendimento é rápido (em dias de semana) e praticamente vazio durante o dia. Ao pedir um chopp você recebe uma ficha com o logo do bar para colocar embaixo da taça que são tulipas de cristais; o excelente sabor é um resultado da máquina e da forma como é tirado, sem pressa, com muita prática o que garante uma espuma consistente, além de se manter gelado.

 

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Na parede atrás do balcão, vê-se uma vasta variedade de garrafas, indo até o teto, algumas antigas, todo o ambiente é decorado com objetos e retratos antigos, os objetos originais da época e propagandas de bebidas, mesas, cadeiras, caixas nos remetem a um bar antigo. Nas paredes também é possível ver as matérias em jornais falando sobre o ambiente e marcas de frequentadores, alguns de longe que deixaram sua lembrança.

Um ponto negativo é que o ambiente é muito pequeno, ou seja, se vários grupos de amigos tiverem a ideia de irem ao local ao mesmo tempo, o espaço fica apertado; o espaço entre o balcão e a parede é minúsculo, o ambiente não deve ser muito confortável se lotado. Os objetos antigos e as paredes forradas de fotos dão um ar de desorganização ao ambiente, mas tudo bem, é um bar. O ambiente é extremamente moderno, possui ar condicionado, um dos sócios não saí do Ipad, o som ambiente é de uma rádio local FM, possuí uma TV circuito de propaganda locais, aceita cartão de crédito e o mais incrível é que, possuí transmissão ao vivo do bar pela internet, ou seja, alguém pode ver você tomando chopp ao vivo e em cores, o que pode ser usado a favor para verificar a lotação antes de chamar os amigos para tomar um chopp.

Marcos Vinicius

Serviço:

A Choperia do Tito fica na Rua Cel. Dulcídio, 745 – Centro, Ponta Grossa – PR, 84010-280

Telefone:(42) 3028-2525

Horários:

Segundas às sextas: 09:30 as 20:30

Sábados: 09:30 as 14:00

Nos domingos e feriados é  fechada

O chopp custa: R$ 6,00

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24/08/2014

“Pequenininho, mas cavocador”

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Escatologia e literatura fundidos em periódico independente

 O Jornal Tripa é um fanzine pontagrossense que começou a circular em junho de 2013 como suplemento do jornal laboratório Foca Livre, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atualmente, sem periodicidade definida, o fanzine circula como produção independente.

Com conteúdos que variam de contos eróticos a cartuns escatológicos, o Tripa sempre apresenta uma temática “transgressora”. Apesar de poucas colunas estarem presentes em toda edição, ao menos uma poesia na editoria “Bronha Literária” e um conto no “Tripa Sex” são garantidos em uma das três dobras da folha A3 – formato utilizado até julho de 2014, quando foi substituído por duas folhas A3, com duas dobras.

 

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A ironia e o escracho são propositais, e constantemente utilizados. Não há a menor restrição com linguagens de baixo calão, pornografia ou assuntos “polêmicos”, como é o caso do “especial sobre o aborto” da última edição, ou o “especial Elisa Samúdio” em uma das edições de 2013. Além disso, grande parte do material publicado é enviado por colaboradores famosos da mídia pontagrossense, como os ilustradores Benett e Sádico, e o poeta Kléber Bordinhão, mas também há a participação de leitores – anônimos ou não.

O fanzine também organizou eventos em parceria com o Centro Acadêmico João do Rio, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Dentre eles, o lançamento das graphic novels “Revolta!”, do quadrinista paranaense Andre Caliman, e “Cidade Sorriso dos Mortos Vivos”, editado pelo ilustrador Antonio Eder, com colaboração de outros ilustradores.

Leonardo Carriel

24/08/2014

Okay? Okay.

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O Livro A Culpa é das Estrelas de John Green, lançado em 2012, ficou entre os livros mais vendidos, e até os dias atuais muito se ouve falar sobre ele. Não é a toa. A história é de Hazel, uma adolescente diagnosticada com câncer terminal. Sem saber o que esperar da vida, Hazel é encaminhada para um grupo de apoio, onde conhece Augustus, que apesar da doença, é um jovem alegre e tenta a todo momento passar essa alegria para ela. Após conhecê-lo, a vida de Hazel muda completamente. O autor dá a impressão de que ela encontra um apoio, um motivo para continuar lutando.

A forma como o autor aborda o cancer, expõe o diagnóstico e todas as lutas diárias dos seus personagens, é o que prende e chama a atenção do leitor. Diferente de outras obras que se utilizam da doença e se tornam extremamanete apelativas, A Culpa É das Estrelas apresenta uma outra pespectiva, dando maior ênfase no amor que nasce das dificuldades e que não se abala.

Uma parte importante do livro é o sonho de Hazel em conhecer o autor Peter _______. Augustus então faz de tudo e consegue levá-la até Amsterdan. A surpresa é a forma como o ídolo recebe seus visitantes, de maneira estúpida. Essa parte da viagem passa a impressão que mesmo com todas as limitações, a doença é só um detalhe para eles.

Durante todo o livro o autor é feliz em descrever cada detalhe, cada momento, cada pensamento dos seus personagens, o que também contribui para a sua aceitação positiva no mercado.

Cada capítulo apresenta e confirma o amor existente entre os dois, mostrando que mesmo sabendo da gravidade da doença, procuram viver de forma intensa e aproveitar cada minuto juntos.

O livro então, foge da forma apelativa e busca mostrar a realidade, abordando de maneira sábia uma doença e o dia a dia de quem tem que conviver com ela.

Barbara Akemi

Serviço:

Título: A Culpa é Das Estrelas

Autor: John Green

24/08/2014

Enfim, instalada!

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Após anos sem um lugar adequado, a Biblioteca Pública de Ponta Grossa finalmente ganhou seu espaço.

Fundada em novembro de 1940, a Biblioteca Pública Municipal Professor Bruno Enei nunca possuiu muitos frequentadores. O principal motivo foram as instalações, sempre precárias, a que era destinada. Em 1967 passou a ocupar a Mansão Vila Hilda, onde acabou ganhando o atual nome, depois mudou para um dos prédios da Estação Ferroviária da cidade e só em 2012 finalmente ganhou um espaço só seu.

Atualmente localizada no Complexo Cultural Jovani Pedro Masini, um prédio novo e moderno, nossa biblioteca tornou-se um espaço aconchegante e ideal para quem busca silêncio e paz para fazer uma boa leitura. Com espaço amplo, bem iluminado e fresco, finalmente frequentar a biblioteca da cidade não é sinônimo de encarar cheiro de mofo como era antigamente.

A consulta dos livros pode ser feita online, uma novidade que facilita a vida dos usuários e dos funcionários do local, que antes verificavam em um sistema arcaico os livros que possuíam, muitas vezes utilizando simplesmente do próprio conhecimento individual sobre os exemplares.

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O acervo da Biblioteca Municipal é razoável e muitos exemplares foram perdidos, vítimas do vai e vem a que eram obrigados a passar quando não possuíam um “lar doce lar”. Para emprestar livros é necessário possuir a carteirinha da biblioteca, que pode ser feita com uma foto 3×4, comprovante de residência, CPF e RG. O processo é simples e possibilita o acesso da maioria dos livros.

Kamila Vintureli

Serviço: A biblioteca está situada no Complexo Cultural Jovani Pedro Masini, na Rua Frederico Wagner nº100, Olarias. O telefone é 3224-3867 e o horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 08h às 19h.

24/08/2014

Vale tudo!

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Estreou em julho o programa “Tudo pela Audiência”, no canal por assinatura Multishow. Como o próprio nome diz, a ideia é fazer humor brincando com quadros apelativos de outros programas já existentes, tudo em nome da audiência.

Apresentado por Tatá Werneck e Fábio Porchat, o programa usa nitidamente dos diversos clichês usados na TV brasileira para, ironicamente, criticá-los. Mulheres seminuas, anões, sabonete na banheira são constantes, justamente por ser a realidade de programas de auditório no Brasil.

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Tatá e Porchat, como seria de se supor, funcionam muito bem juntos. O humor ácido, por vezes erótico, dão a velocidade certa que o programa necessita, sem contar no tom sarcástico que deve ser dado para se atingir o objetivo do programa. Os destaques vão para o quadro “Pra quem você frita o pastel?”, clara sátira do apresentador Raul Gil, e “Barraco do Dia”, que ironiza a agressividade de programas familiares.

Toda essa informação pode render facilmente humor a seus telespectadores. Mas tanto material para um programa diário pode o tornar cansativo ou até mesmo repetitivo. O que o salva é a ótima performance de seus apresentadores.

Tudo vale pela audiência. Resta saber, se tantos elementos irão garanti-la.

Leonardo Mordhost

Serviço: Tudo pela Audiência vai ao ar de segunda a sexta, às 22h30, no canal Multishow.

24/08/2014

Unir o confortável ao agradável

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 As blusas de moletom ganharam novas combinações na estação mais fria do ano.

Quentes e confortáveis. Essas são as principais associações feitas aos moletons, blusas comuns entre os jovens e adolescentes que hoje tem destaque no mundo da moda. Durante o inverno de 2014, os moletons ganharam modernizações, desde diferentes tecidos até modelos variados. Não existem mais restrições: a blusa pode ser usada durante o dia todo e em inúmeras ocasiões.

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Ligados ao estilo esportivo por muito tempo, hoje em dia os moletons podem ser usados acompanhados de saias, salto alto e outros itens que são tendência atualmente. Além disso, podem ser encontrados em versões diferentes das “clássicas” – tecido de algodão e largos – como por exemplo em variadas estampas e cores, mesclados com couro criando um estilo mais sofisticado, curtos em estilo cropped ou até mesmo como vestidos.

Sites especializados em moda e estilistas apostaram nesta tendência durante o inverno. Apesar de certa resistência do público feminino em abrir mão dom bom e velho moletom que compunha um visual confortável para ficar em casa e praticar exercícios, as possíveis novas combinações estão fazendo a cabeça das mulheres.

Por ser uma peça desta estação, é bem provável que esta tendência não passe do inverno e fique guardada no guarda-roupa até o próximo ano. Com a popularidade ganha, os moletons também subiram de preços e agora não são mais tão acessíveis quanto antigamente.

Nathália  Oliveira

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24/08/2014

Transmitindo magia há 75 anos

 

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Dorothy, homem de lata, espantalho e o leão covarde, personagens que marcaram gerações.

 

“Over the rainbow” é a trilha sonora que marcou gerações na voz de Dorothy, a personagem principal, do filme de Mágico de Oz. O clássico neste ano completa 75 anos, sendo agora domínio público. A história passada no Filme Mágico de Oz é um enredo do livro escrito por L. Frank Baum em 1900.

O filme traz a história da luta de uma menina para voltar ao lar, que se perde da família após entrar em um ciclone. No filme, a personagem defende seu cachorro, “Totó” da terrível Srta. Gulch, e para isso foge de casa. Quando decide voltar, um furacão leva Dorothy, seu cãozinho e a casa para um lugar mágico.  A casa cai sobre a bruxa má do leste, libertando o povo, os munchkins, da maldade da bruxa. A irmã, da bruxa má, a Bruxa do Oeste, promete vingar-se, porém Dorothy se preocupa mais em voltar para casa, mas tem que enfrentá-la para poder regressar.

O filme Mágico de OZ de 1939 (da MGM) não fora o primeiro a narrar nos cinemas o livro, há quem diga que em 1925, Larry Hemon, fez um longa-metragem da história. Porém o clássico de 1939, não somente é apenas reconhecido por ser uma bela história, que traz como moral  a “importância do lar”, mas também pela  inovação do figurino, que pro exemplo é rico em detalhes. É criativo também, por exemplo, nas cenas que começam em um tom marrom, para depois passar ao colorido.

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Dorothy, homem de lata, espantalho e o leão covarde, os amigos protagonistas, cantam em várias cenas o que deixa o filme leve, sem ser cansativo para os pequenos. Enredo simples e alegre que ganha em linguagem, qualidade e mensagem que muitos filmes atuais para o público infantil.

Mesmo tendo uma interpretação ingênua e forçada, Mágico de Oz marcou época fazendo, por exemplo, sua trilha sonora ser tocada até hoje. Vencedor de três prêmios Oscars em 1940, com Melhor trilha sonora, Atriz Juvenil (Judy Garland) e canção Original (Over the rainbow) e indicada para outras quatro categorias Indicação melhor filme, melhor direção de arte, efeitos especiais e fotografia colorida, o filme foi refeito no ano em uma edição especial em 2013 na versão 3D o Filme “Oz, Mágico e Poderoso”.

Nilson de Paula

Serviço: O filme pode ser encontrado na internet, pois é de domínio público.

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18/08/2014

Os piercings perfuraram gerações

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A prática passou por diferentes fases até ser disseminada como item da moda

Atualmente visto como moda ou adorno corporal, os piercings fazem sucesso entre os jovens e até mesmo com alguns adultos. Apesar de parecer uma prática da sociedade contemporânea, eles já fazem parte da história da humanidade há pelo menos cinco mil anos; O acessório não era tão comum como hoje em dia e levava diferentes significados.

Inicialmente muito utilizado em tribos da América do Sul, África, Indonésia, nas castas religiosas da Índia, pelos faraós do Egito e pelos soldados de Roma, os piercings faziam parte de rituais de passagens, representavam ritos sagrados, mudança ou atribuição de status, transições da vida humana, e para indicar escolhas individuais.

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Em diferentes tribos e partes do mundo, no começo cada lugar do corpo perfurado tinha um significado diferente, que mudava de acordo com as “regras” de cada tribo. Se espalhou entre os aristocratas no século XVIII e XIX, mas foi nos anos 70 que virou moda, principalmente em Londres através de cantores e artistas alternativos da época.

Por fim, atingiu seu auge nos anos 90, conquistando vários jovens – o sucesso continua até os dias atuais. Agora utilizado como uma forma de expressão individual, acessório ou item da moda, os piercings são cada vez mais comuns na sociedade atual, marcando a divisão entre o primitivo e o moderno.

Alana Bittencourt

Serviço: pode-se fazer um piercing no valor de R$5,00 o furo, mais o preço da joia, na loja Yoshitake ou em qualquer outra loja de tattoos e piercings da cidade.

18/08/2014

Preço baixo e só alegria!

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Cantina no centro da cidade vende lanches e salgados a preços acessíveis. Lugar pequeno, porém aconchegante

R$ 2,00 é o preço do X-salada da cantina “Só Alegria”, situada próxima ao colégio Regente Feijó. O preço, embora relativamente baixo, compra um lanche completo – pão, hamburguer, presunto, queijo, alface e tomate – ingredientes típicos do tradicional sanduíche. Os ingredientes não são da mais alta qualidade, porém, a refeição é saborosa. Os molhos também aparentam ser de preços populares, porém, por dois reais, não se pode esperar mais do que isso.

Os salgados fritos – coxinhas, quibes, enroladinhos e risoles – também são baratos. Por um real você pode comprar qualquer um deles. Embora engordurados, nada que extrapole o nível de óleo habitual desses pratos. Outro ponto positivo relacionado aos preços: diferente de outras cantinas, a “Só Alegria” também não abusa no preço das bebidas. Refrigerantes e sucos por preços baixos, e um suco semelhante ao do Restaurante Universitário por R$ 0,70 por copo.

O ambiente é apertado. Apenas 5 mesas estão disponíveis para o consumidor, com 4 cadeiras cada. Em horários de alto movimento, se formam filas para o atendimento, e muitos clientes acabam comendo em pé, ou do lado de fora do estabelecimento. O atendimento ao público às vezes também deixa a desejar. O atendente normalmente dispensa pouca atenção ao consumidor – anota o pedido, cobra o valor pendente, entrega o lanche e pronto! Poucos ou nenhum sorriso.

Quando o pedido não está pronto para consumo e armazenado na estufa, leva poucos minutos para ser frito ou preparado pelas cozinheiras, que ficam em outro ambiente, o que é favorável à pressa que muitos usuários têm ao visitar a lanchonete. O X-salada é enxuto, pouca gordura, e um gosto equilibrado. Vale a pena os R$ 2,00. Talvez valha até mais. Se quiser um lanche rápido e barato, mas sem olhar muito para o garçom, é Só alegria!

Matheus Dias

Serviço: A cantina Só Alegria se situa na rua Bonifácio Vilela, próximo ao colégio Regente Feijó. Funciona das 9h às 19h de segunda a sábado.

18/08/2014

Emoção que contagia tanto quanto o amor

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Protagonizado pelo recém-falecido Robin Williams, o drama do médico do riso é sensível e bem interpretado

Inspirado em uma história real, o cenário de entrada do filme “Patch Adams – O Amor é Contagioso” é um hospício. O personagem principal, Hunter Adams, interna-se por vontade própria e, a partir de fatos decorridos no manicômio, decide que seu nome agora será Patch e que sua missão na vida é tornar-se médico e ajudar as pessoas.

Vivido por Robin Williams, em uma de suas mais renomadas e brilhantes atuações, Patch é um personagem carismático, sensível e bem-humorado. Sua entrada na faculdade de Medicina causa uma reviravolta na instituição, já que suas idéias em relação à profissão diferem das tradicionais. Patch acredita em tratar não só a doença, mas sim o paciente, e que o humor é uma peça fundamental para os médicos.

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Um dos elementos chave que tornam o filme instigante e adorado pelos mais diferentes tipos de público é a forma como os atores constroem os personagens. Robin Williams, em particular, atua de forma a trazer para a tela o verdadeiro Dr. Patch Adams, em toda sua excentricidade, gentileza e convicção em seus ideais. O veterano Bob Gulton, conhecido por seus personagens antipáticos, também está brilhante como o reitor da Universidade que faz tudo que pode para atrapalhar a propagação dos ideais de Patch. Vale a pena comentar, também, a participação do ator Michael Jeter (mais conhecido pelo filme “À Espera de um Milagre”) como o colega de quarto de Patch no hospício.

O quesito mais apreciado pelo público ao assistir “Patch Adams” é a emoção transmitida pelo filme. O diretor Tom Shadyac consegue atingir esse objetivo de várias formas; os ângulos de filmagem escolhidos e a trilha sonora são alguns deles. As cenas de interação entre Patch e os pacientes merecem destaque, e também um ponto crucial do roteiro, que acabam por tirar lágrimas até dos menos emotivos.

Gabriela Gambassi

Serviço: o filme pode ser encontrado em DVD em diversas livrarias e lojas de departamento da cidade, além de ser exibido regularmente pela TV aberta.