Archive for Julho, 2014

24/07/2014

Guerra Fria financeira

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O confronto entre Estados Unidos e Rússia reinventado a partir do mercado capitalista

           O filme “Operação Sombra – Jack Ryan”, lançado no início do ano, chegou recentemente às videolocadoras com a velha fórmula do cinema hollywoodiano de ação: o americano bonzinho e o inimigo vilão, neste caso um russo. Utilizando outro contexto histórico em que o estadunidense é o bom moço prejudicado, o protagonista sofre um acidente na coluna durante a Guerra do Afeganistão e quando volta aos Estados Unidos se recupera e acaba ficando junto com sua médica.

          Para afirmar que o combatente é valioso para o País, a CIA o contrata secretamente, onde Jack Ryan tem a possibilidade de terminar seu doutorado em Economia e trabalhar para a instituição analisando contas e aspectos do mercado financeiro. É quando ele descobre uma falha em transações russas e vai até Moscou para investigar, mas acaba mexendo com um homem poderoso e vingativo, que não mede esforços para que sua operação dê certo. E qual é a operação secreta? Um complô que visa desestabilizar o dólar, orquestrado por um homem que ainda não se conformou com a “vitória” americana na Guerra Fria.

          Jack Ryan é um personagem literário do autor Tom Clancy, que teve sua primeira história publicada em 1984, justamente quando acontecia a guerra entre as duas grandes potências. O filme lembra as produções americanas deste período de confronto, já que utiliza um país inimigo como o mau e tem forte apelo ideológico que ressalta o patriotismo, transformando um “defensor” da pátria como salvador de um grande desastre mundial.

          Apesar de contar com uma produção de qualidade, o longa não convence por querer reviver justamente a antiga rixa entre os dois países e acusar a Rússia de querer acabar com o mercado financeiro americano, se referindo a uma “segunda grande depressão”, sendo que até hoje os Estados Unidos é um dos maiores capitalistas e considera o dinheiro uma ideologia.

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                                                  Divulgação

 

Millena Sartori

 Serviço: Filme: Operação Sombra – Jack Ryan

 Ano de lançamento: 2014

 Diretor: Kenneth Branagh

24/07/2014

Musica de Ponta

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O gênero  musical de rimas faladas rapidamente 

         Vários gêneros musicais já sofreram preconceito e foram desvalorizados culturalmente, um grande exemplo foi a trajetória do pagode (surgiu no final da década de 1970) em nosso país nas periferias do Rio de Janeiro. Assim como o pagode, um gênero musical que sofreu e atualmente infelizmente ainda sofre algum tipo de preconceito e é rejeitado é o Rap, quem nunca escutou a famosa frase: “Música de maloqueiro”, ignorando a beleza e riqueza transmitida na melodia e no tipo de arranjo? Esta cultura do Hip Hop é desvalorizada por ser da preferência da classe mais baixa assim como aconteceu com o pagode.

         O ritmo que se popularizou nos EUA na década de 1970 e surgiu na Jamaica na década de 1960, tem como características a maior valorização da letra (poesia e rimas faladas seja no improviso ou não) usava pouco arranjo musical, ou seja, raramente instrumentos musicais, na maioria das vezes era substituído pelo beat box (som com a boca) e as rimas faladas.

         Na cidade de Ponta Grossa um grupo de rap que tem inovado é o “Ponta Rap”, que usa não somente o beat box e a rima falada rapidamente, mas também o usos de instrumentos na elaboração do arranjo musical. Um exemplo de música assim, feita por estes rappers, que escreveram melodias já na década de 1990 e lançaram seu primeiro cd em 2007, é o rap “Dona Aparecida”, assim como “Ronda periferia” e “Periferia de ponta a ponta”, todos mostrando a linguagem da favela e realidade destes lugares.

         Na música “Dona Aparecida”, uma das mais belas letras e atualmente é interpretada por Gueg, Aline, Mc Pá, Mc A e DJ Banga, traz na letra a biografia de moradora pontagrossense  Aparecida Alvez dos Santos que procura por sua família há mais de 40 anos. A musica além de ter as rimas faladas rapidamente tem um arranjo musical criativo com os depoimentos de Dona Aparecida, musica eletrônica e o teclado.

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Nilson de Paula

 

Serviço: A musica pode ser ouvida no site Palco MP3 http://palcomp3.com/familiapontarap/dona-aparecida/, ou no youtube http://www.youtube.com/watch?v=nMYoGgqpNfY

24/07/2014

Jaqueta de couro: um item causal e despojado

moda e estiloCom quase 100 anos desde lançada, a peça é vista como atual e indispensável no guarda-roupa

Com a chegada do frio, reaparecem nas ruas as jaquetas de couro. O item lançado na década de 1920 e popularizado em meados dos anos 50, após a 2ª Guerra Mundial – onde foi usada pelos militares americanos para se protegerem do frio em operações com motos e aviões – conquistou o guarda-roupa dos americanos, espalhando-se por todo o mundo.

Com o lançamento do filme “Selvagem”, em 1953, Marlon Brando foi símbolo do estilo de motoqueiro rebelde com sua jaqueta. O estilo escolhido foi o “Perfecto”, que traz bolsos com zíperes de metal, cinto na cintura e outros diferenciais.  Décadas mais tarde, além de ser marca registrada dos motociclistas por sua resistência a quedas, proteção contra o frio e de conferir-lhes um estilo próprio, a jaqueta foi incorporada ao figurino de roqueiros como Mick Jagger, a cantora Madonna e o ícone pop Michael Jackson.

Uma jaqueta é um item básico que pode ser facilmente combinado com calça jeans e camiseta (em cor neutra, de preferência), deixando qualquer um bem vestido. Hoje existe uma grande variedade de cores e estilos, principalmente para as mulheres. As de couro sintético são mais baratas e não tem o cheiro característico do natural, porém a resistência nem sempre é similar ao verdadeiro. Outro problema do couro é de ele ser pouco maleável e, devido as suas características, ocupar muito espaço fora do corpo.

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                                        Divulgação

Marcos Vinicius

Serviço: No comércio uma jaqueta de couro sintético é vendida a partir de R$ 199 e de couro legítimo a partir de R$ 399.

24/07/2014

Açúcar, doce de leite e massa no copo

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Não são os “deliciosos churros de Dona Florinda”, da série mexicana Chaves, mas os churros no copo também são uma boa pedida.

Assim como as coxinhas no copo, já criticadas também pelo presente site, os churrinhos no copo também são uma boa opção para um lanche rápido e saboroso. Os pequenos doces fritos têm feito sucesso em Ponta Grossa, onde pessoas fazem fila no Calçadão para comprá-los junto a quibes, coxinhas e bolinhas de queijo também vendidas em copos.

Também pudera: os churrinhos saem mais barato do que um churro em tamanho normal, também vendido no calçadão – enquanto os comuns custam de R$ 3.00 a R$ 5.00, os pequenos no copo são vendidos entre R$ 1,50 e R$ 3,00 por uma
quantia semelhante de alimento.10481174_682249855179357_1147169102181627029_n                                                                                                     foto divulgação

Claro que tudo é colocado no custo/benefício. Os churros de copo não são tão gostosos quanto os convencionais. A única opção de recheio é o doce de leite, e o doce acaba se misturando à massa no ato da fritura, enquanto churros comuns podem ser recheados com doce de leite, chocolate, e alguns até com leite condensado. Os de copo também não possuem cobertura como os de tamanho padrão, que costumam oferecer granulado, amendoim e confeitos como opções de cobertura.

 

Como ele é recheado antes de ser frito, o churro de copo acaba recebendo bem mais açúcar depois de preparado, e boa parte deste se deposita no fundo do recipiente, adoçando ainda mais os alimentos que ficam para o final. Mas há um ponto positivo: eles são guardados em uma estufa, prontos para a venda. Isso significa economia de tempo (e rápida circulação da fila que normalmente se forma para comprar o doce, principalmente em horários de pico), e garante também que os churros permaneçam quentes até serem consumidos, diferentemente de alguns convencionais que ficam em temperatura ambiente esperando pela comercialização.

Matheus Dias

Serviço: Os churrinhos no copo são vendidos no Calçadão de Ponta Grossa, e também na Av. Vicente Machado. Os preços variam de R$ 1,50 para o copo “pequeno”, e R$ 3,00 para o copo grande.