Calmo, inquieto, angustiado e reflexivo

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Canção foge dos padrões da noite e traz clima sombrio ao palco

A segunda noite do FUC reservou apresentações para todos os gostos. Mas “Lá do Outro Lado”, composta por Sandro da Silva Dorneles e Paulo Monarco, este último que também foi seu intérprete, trouxe um ambiente diferente ao palco do Cine Ópera na noite passada.
Contando uma história cotidiana cuja sequência de acontecimentos abre espaço para interpretação variável, o cuiabano Paulo cantou acompanhado de seu violão e de um sintetizador; Este deu um aspecto relativamente sombrio à sonoridade e, junto ao ritmo sutil, quase coadjuvante, mas constante do instrumento do intérprete, criou uma melodia de extremos.

A voz e o modo de interpretação aplicado pelo músico fazem lembrar alguns grandes nomes da MPB, como Zeca Baleiro e Paulinho Moska, embora sem o mesmo carisma. Já a maneira como o intérprete se relacionava com a instrumentação remete, de certa forma, a Caetano Veloso. O cantor interpolava versos suaves e potentes, ‘alimentando’ a canção até que atingisse clímaxes, para então retomar a leveza. Assim, construía um elo entre a calmaria e a inquietude, característicos da letra da obra.

Uma das apresentações mais minimalistas da noite, “Lá do Outro Lado” se destacou por trazer ao palco um clima menos agitado e mais reflexivo. Embora não tenha animado o público – naturalmente, dada a natureza da canção – foi um dos pontos altos da segunda noite de apresentações do festival.

Felipe Deliberaes

SERVIÇO:

Música: “Lá do Outro Lado”

Composição: Sandro da Silva Dorneles e Paulo Monarco

Intérprete: Paulo Monarco

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):

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One Comment to “Calmo, inquieto, angustiado e reflexivo”

  1. O apontamento sobre o diferencial da canção foi realmente bem lembrado pela crítica – uma diferença também temática. Valeria lembrar da performance no FUC do ano passado e da parceria com Dandara (algumas pessoas no público se perguntaram sobre a ausência… a crítica poderia antecipar isso). Um festival precisa trazer ‘música para todos os gostos’? ‘Carisma’ também passa a ser algo vago demais perto da descrição da canção. E dado o termo ‘minimalista’ servir hoje para referenciar produções diversas, valeria mais apostar na descrição – do efeito do violão, por exemplo, uma das marcas de certa fase do intérprete. Podemos encontrar vídeos dele na web? Vale informar.

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