Archive for Junho 2nd, 2014

02/06/2014

Mares e marés

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A vida com um barco navegante pela maré

A canção Mares e Marés cantada por seu próprio compositor, Claudio Souza Farias foi a quinta música apresentada no terceiro dia do Festival Universitário da Canção – FUC. O fato de ser interpretada por seu próprio criador, fez com que letra e melodia entrassem em sintonia, possibilitando a correta interpretação por parte do público.

Com um timbre de voz forte, combinado com o dedilhado do violão e sem acompanhamento de outros instrumentos, a música mostrou um ritmo mais lento, o qual foi mantido durante toda a canção.

A letra faz uma metáfora, comparando a vida com um barco navegante pela maré, como é possível verificar na estrofe: “Deixo-me levar na maresia, com velas abertas pro alto-mar, por águas, nem sempre tão tranquilas, segue meu barco o destino navegante, ao luar…”.

A letra marcada pela melodia do dedilhado, em contraste com a voz forte do artista prendeu a atenção do público presente durante os três minutos de duração.

Barbara Akemi Hiromita Silva

 

Serviço:

Dia: 30/05/2014

Música: Mares e Marés

Letra Música e Intérprete: Claudio Souza Farias

02/06/2014

Calmo, inquieto, angustiado e reflexivo

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Canção foge dos padrões da noite e traz clima sombrio ao palco

A segunda noite do FUC reservou apresentações para todos os gostos. Mas “Lá do Outro Lado”, composta por Sandro da Silva Dorneles e Paulo Monarco, este último que também foi seu intérprete, trouxe um ambiente diferente ao palco do Cine Ópera na noite passada.
Contando uma história cotidiana cuja sequência de acontecimentos abre espaço para interpretação variável, o cuiabano Paulo cantou acompanhado de seu violão e de um sintetizador; Este deu um aspecto relativamente sombrio à sonoridade e, junto ao ritmo sutil, quase coadjuvante, mas constante do instrumento do intérprete, criou uma melodia de extremos.

A voz e o modo de interpretação aplicado pelo músico fazem lembrar alguns grandes nomes da MPB, como Zeca Baleiro e Paulinho Moska, embora sem o mesmo carisma. Já a maneira como o intérprete se relacionava com a instrumentação remete, de certa forma, a Caetano Veloso. O cantor interpolava versos suaves e potentes, ‘alimentando’ a canção até que atingisse clímaxes, para então retomar a leveza. Assim, construía um elo entre a calmaria e a inquietude, característicos da letra da obra.

Uma das apresentações mais minimalistas da noite, “Lá do Outro Lado” se destacou por trazer ao palco um clima menos agitado e mais reflexivo. Embora não tenha animado o público – naturalmente, dada a natureza da canção – foi um dos pontos altos da segunda noite de apresentações do festival.

Felipe Deliberaes

SERVIÇO:

Música: “Lá do Outro Lado”

Composição: Sandro da Silva Dorneles e Paulo Monarco

Intérprete: Paulo Monarco

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):