Trabalho informal para o formato do FUC

fuc27

A grande equipe trouxe uma nova pegada para a etapa regional

A quinta música da primeira noite de apresentação do 27º Festival Universitário da Canção (FUC) chamou a atenção pela iniciativa. A banda, formada por acadêmicos de Licenciatura em Música da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), apresentou pela primeira vez em 27 edições do festival uma música de rap, bem ritmada por uma mescla de soul/black music e funk. A canção “Trabalho Informal” foi composta por Jeferson Miqueta e Cláudio Fernando Gomes Madureira.

Com excessão do vocalista, que usava roupas mais comuns ao movimento hip-hop, toda a equipe estava com vestimentas casuais. Os integrantes jovens, em sua primeira apresentação no festival, tinham compasso e ritmo, o que pode ser considerado difícil julgando o grande número de instrumentistas, sete ao todo.

 

A maior banda da noite, arrisco do festival, também contava com duas vocalistas, Camila Martins Ferreira e Galine Graziela Legat Gulyas, específicas para o refrão. Esse estava presente no início, meio e fim da apresentação. Mesmo iniciando um pouco fora de ritmo, principalmente pelo microfone mal regulado, que encobria a voz do rapper, a equipe engrenou e fez uma apresentação diferenciada se comparada com a formalidade das outras vozes femininas do certame.

O vocalista principal e também letrista, Cláudio Madureira, representou bem a intenção que a letra queria passar, o lado informal do trabalhador irregular, usando gírias e língua corriqueira para demonstrar que uma boa música também é uma alegria além da “ilusão do carnaval”. Mesmo com sua parte musical na apresentação finalizada, Cláudio mostrou presença de palco, dançando ao som da banda e do refrão, não virando as costas para o público.

Cabe aos jurados, a organização e aos integrantes dos próximos FUC’s aprenderem com essa quinta apresentação da etapa regional. “Todo trabalho tem seu valor”, já disse a letra da canção autoral.

A música, mesmo não classificada, representou o significado que tal etapa deveria ter, e chamou mais a atenção que a formalidade de um festival que parece se encaminhar para uma crise de idade.

“ E se no final sair perdedor, bebo uísque falsificado pra aliviá a dor.” Não acredito que acabaram perdendo, e sim o FUC saiu ganhando. Mesmo assim, eu aceito um pouco desse uísque.

Pedro Estevam Guimarães

Serviço:

Música: Trabalho Informal

Interprete: A grande Equipe

Compositor: Cláudio Madureira e  Jeferson Miqueta

 

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4 comentários to “Trabalho informal para o formato do FUC”

  1. também nunca tinha visto rap no FUC ainda (mas não assisti a todas as 27 edições para afirmar…) e fiquei contente em escutar essa banda no regional. Estranho numa cidade com tanta expressão no estilo ainda não existir um devido aproveitamento do segmento pelo festival. Realmente o som não ajudou em nada. Mas o trompete e o sax também não.

  2. essa piazada dos metais precisa ouvir mais BNegão nessa vida.

  3. A apresentação (corajosa) desse coletivo marcou uma quebra com a caretice que contaminou boa parte das performances e das escolhas dos jurados.

  4. Fiquei horada por participar de um grupo tão querido como esse e de ler uma crítica que combina perfeitamente com o que acredito! Agradeço carinhosamente a você Pedro… Quero aproveitar e contar q meu nome foi publicado errado no caderno do Fuc. e o engraçado é que no crachá veio certo! rs… abraços… Kaline.

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