Archive for Maio, 2014

31/05/2014

Apresentação inusitada conquista plateia do FUC

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Cinco engravatados Mc Felizes

Após uma apresentação, pra lá de inusitada, onde o vocalista havia entrado no palco com os olhos vendados,  surgem, diante a plateia, cinco engravatados calçando all star. O figurino da banda já parecia ser o bastante para despertar a curiosidade da plateia, porém o nome da banda, Osso e Dente, e o da canção interpretada, Mc Feliz, de Cezar Falavigna e Caetano Zaganini Filho, aumentaram ainda mais a expectativa.

O vocalista, muito carismático,  com  boa presença de palco e uma cartola na cabeça, logo tratou de quebrar o gelo com a plateia, fazendo piadas com Londrina, sua cidade natal. Esse bom humor e carisma foi o grande diferencial para uma apresentação que renovasse o ânimo dos espectadores.

Com muita descontração a banda começou a tocar, e as expectativas foram correspondidas. Osso e Dente foi capaz de arrancar até sorrisos da plateia que, até então, só havia ouvido músicas tranquilas.

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Foto: Jaqueline   Guerreiro/Lentequente

Através do pop rock, a canção falava sobre os gostos, clichês e costumes brasileiros, sendo que o destaque era para a rede de fast foods, McDonald’s, que também deu origem ao nome da música.

Outro fato que mereceu destaque, foi a sintonia banda/vocal, que em momento algum sobrepôs um ao outro. Os músicos foram capazes de manter a mesma animação do começo ao fim da apresentação.

Me arrisco a dizer que, pode não ter sido a melhor, mas foi a apresentação mais agitada do penúltimo dia de apresentações do 27º FUC.

Hugo Passos Pereira

 Serviço:

Letra e música: Cezar Falavgna Silva e Caetano Zaganini Filho

Intérprete: Banda Osso e Dente

31/05/2014

Mito ou verdade garante lugar na final

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Vanessa Croge aproxima-se do Brasil inteiro com sua interpretação

 

Mito ou Verdade foi a 10º música apresentada na segunda noite da etapa nacional do 27º FUC., de letra e música pela intérprete, Vanessa Croge. Em ritmo de baião, Vanessa abordou de maneira nacionalista, características de diversas regiões do Brasil, comentando mazelas e as forças do povo do norte e do sul.

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Foto: Marina Cella/Lente Quente

O compasso da música foi marcado pela bateria e pelo triângulo, ao final da canção. Porém, em alguns momentos, a guitarra distorcida sobrepôs a presença de palco da intérprete com firulas desnecessárias. O baixo e o teclado se encarregaram da harmonia e mantiveram a intensidade durante a canção.

A letra, criticando a corrupção e a miséria, não difere muito às músicas de protesto de atualmente e não foi a primeira do festival a apresentar essa temática. Entretanto, a apresentação foi bem recebida pela plateia, que foi bem crítica na questão de aplausos.

A música foi uma das doze classificadas para a final que acontece no sábado, dia 31.

 Bruna Pedroso

Serviço:

Música: Mito ou Verdade
Composiçao: Vanessa Croge
Intérprete: Vanessa Croge

31/05/2014

Ritmo nordestino invade o Festival Universitário da Canção

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Primeira apresentação do dia, e primeira vez no FUC Maurílio Santos trás canção diferenciada

A primeira apresentação do 3º dia do Festival Universitário da Canção (FUC), ficou por conta de Maurílio Santos, que veio diretamente do Rio Grande do Norte para participar pela primeira vez do evento.

Maurílio se apresentou com a música “Pela Janela”, de sua autoria. Cantou e tocou violão, acompanhado da banda do festival. Com versos simples e com uma linguagem regional nordestina, Maurílio fala em tom descontraído sobre a realidade que vivemos no país hoje, como no trecho “Ei, amigo, acorde lute, faça um povo novo, e sabia que o poder que emana desse povo, só vale se esse povo nele acreditar”.

ImagemFoto: Marina Cella/Lente Quente

A música teve duração de quase 5min, e com o público ainda chegando ao local, o ritmo não contagiou como o esperado. Quem sabe, se a apresentação acontecesse em outra ordem, conseguisse um efeito mais positivo, levando em conta que muitos ainda entravam no local durante a apresentação.

Com um timbre realmente diferenciado, e intensidade forte durante a canção, a apresentação deixou a desejar. O auditório nesse terceiro dia de festival ficou lotado. E apesar do ritmo agitado da canção de Maurílio, a plateia que até então ainda não estava cheia, não reagiu da mesma forma.

Jaqueline Guerreiro

Serviço:

Música: “Pela janela”

Letra e Música: Maurílio Santos

 

31/05/2014

Só não curou a “mesmice”

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Samba foi apenas mais um a participar do 27º FUC”

A música “Ô samba que tudo cura” foi interpretada por Isabela Corrêa, na voz, e por Narciso Trevilatto Júnior, no violão, além da participação da banda do próprio festival. Narciso também é o autor da letra e da melodia. A dupla foi a segunda atração da noite na etapa nacional do 27º Festival Universitário da Canção.

Em sua primeira vez no festival, Isabela mostrou muita segura, apesar de ter chegado com um discurso “politicamente correto”, tecendo inúmeros elogios à organização e ao evento em si (que não passou de uma fala desnecessária). Um ponto favorável foi o início de sua música à capela. Sua voz em tons mais grave, chamou a atenção de quem assistia. Juntando a isso, a intérprete mostrou boa presença de palco, gingando ao som do samba em diversos momentos.

A dupla, que veio de Campinas (SP) para disputar o FUC, agradou a plateia, que reagiu muito bem ao final da apresentação. Mas não foi o suficiente para agradar os jurados e passar a próxima fase. Mesmo com a boa interpretação de Isabela, a letra não ajudou. Muito fraca e completamente repetitiva (todos os versos terminam com a letra A), não explorou todo o potencial de voz da cantora.

Ao longo dos cerca de cinco minutos de apresentação, a dupla não conseguiu se destacar dos demais a fim de que passasse a final. Não tentaram sair da mesmice. Não inovaram.

Gabriel Panice

Serviço: Ô samba que tudo cura

Letra e Música: Narciso Trevilatto Júnior

Intérpretes: Isabela Correa (voz) e Narciso Trevilatto Júnior (violão)

31/05/2014

Canto de lavadeiras e moças namoradeiras

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Vida ribeirinha é interpretada por voz marcante e gestos com as mãos

  Música interpretada por Ritinha Carvalho, “Por onde o rio passa” foi a sexta tocada na segunda noite da etapa nacional do 27º Festival Universitário da Canção (FUC), que aconteceu ontem (30) no Cine Teatro Ópera. A intérprete teve o auxilio da banda de apoio do festival e em toda a sua apresentação deu ênfase a gestos com as mãos.

ImagemFoto: Marina Cella/Lente Quente

            A letra, escrita por Paulo Cesar Andrade, retrata a vida ribeirinha e as vantagens de morar perto de um rio, uma vez que ele “ajuda” a população com as suas propriedades. Ritinha interpretou o que pareceu ser o movimento de um rio em alguns gestos e com sua voz predominantemente aguda, teve algumas desafinações durante a apresentação.

A textura feita pelo teclado e a conga, instrumentos que mais marcaram a melodia de Zebeto Correa, fez uma mistura interessante junto com outros instrumentos usados e a voz da intérprete. Com ritmo mais lento, Ritinha soube juntar cada elemento presente em sua música, o que tornou a apresentação agradável de se ouvir.

 

Karin Del Nóbile

 

Serviço:

Composição“Por Onde o Rio Passa”

Letra: Paulo Cesar Andrade

Música: Zebeto Correa

Intérprete: Ritinha Carvalho

31/05/2014

Ouvintes, todos mudo, embebedados de belo som

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A música “Canção de Retirada” cativou o público presente na segunda noite da Etapa Nacional, do 27º FUC, e passa para a final do festival

Os grandes vencedores do Festival Universitário da Canção em 2013, Achiles Neto e Marcus Marinho, que na 26º edição do festival compuseram e interpretaram a obra vencedora, “Agonília”, voltaram a Ponta Grossa para o 27° FUC. Mas desta vez Achiles e Marcus mantiveram a parceria apenas na composição de “Canção de Retirada”, que, este ano, foi interpretada em palcos pontagrossenses na voz de Achiles e nas cordas do violão de Tiago Menezes.

ImagemFoto: Marina Cella/Lente Quente

Na noite de sexta-feira, o salão principal do Ópera foi inundado pela interpretação de Achiles. O Cantor prendeu o público a cada verso cantado em sua voz e estampado em sua face, assim como o feitiço da sereia, tema da canção, prende os marinheiros que navegam pelo mar. Dessa forma coloca novamente sua música nas finais da Etapa Nacional do 27ª FUC.

A harmonia, feita pelo violão de Tiago, manteve versos repetido ao longo de toda a música. Tal simplicidade manteve a apresentação impecável até o fim, pois teve papel tão importante quanto à mesma tocada simples de “Agonília”. Simplicidade que direciona a atenção dos ouvidos para a poética letra trazida em ambas as obras.

Durante os quatro minutos e cinco segundos de “Canção de Retirada”, Achiles de fato esta em meio à correnteza, vive em meio a um mar de perigos, banhados pelo feitiço da sereia que tudo encanta.  Dessa maneira ele cativa o público em cada estrofe que canta.

Lucas Feld

Serviço: Canção de Retirada
Letra e música: Achiles Neto e Marcus Marinho
Intérpretes: Achiles Neto (voz) e Tiago Menezes (violão)
Música “Agonília”, vencedora do 26º FUC.

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):

31/05/2014

De olhos fechados, de boca aberta, e coração incerto

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A voz era potente, porém nem o público, nem os jurados se animaram

 

Luciano D’Miguel veio de olhos vendados e foi guiado por uma mulher até o microfone. Por mais que essa ação ilustre a letra da canção que traz um personagem confuso e cansado, não encarar o público de olhos abertos se torna um desrespeito. Por mais que não haja repetição entre os 43 versos da canção, divididos em 8 estrofes, as rimas sempre encerradas com “ar” ou “enos” cansam os ouvidos.

ImagemFoto: Carine Cruz/Foca Foto

            D’Miguel tem uma voz potente com um timbre marcante, entretanto a pronúncia de algumas das palavras da peça não é clara. Há também palavras que são divididas: parte delas em um verso, parte em outro (como “pestaneja”, por exemplo – pesta/neja). Isso dificulta a audição, fazendo do livreto com as letras um grande auxílio para a compreensão do sentido da canção.

O público não se mostrou entusiasmado com o lirismo questionador de “cadafalso”. O artista de Curitiba encerrou de joelhos a oitava apresentação do terceiro dia do 27º FUC. A música apresentada por ele não foi selecionada para ser uma das finalistas de amanhã.

 Matheus Dias

 Serviço:

Música: “Cadafalso”

Composição e  interpretação: Luciano D’Miguel

 

31/05/2014

“Agradando a mídia que quer me comprar”

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Cantora de Maringá arrisca na composição e consegue se classificar

 Com harmonia simples e acordes de violão que variam apenas em notas mais agudas ou mais graves, a música “Inevitável Incerteza do Ser”, da compositora e intérprete Marilaine Corrêa Tenório Calvi, despertou atenção por ter um ritmo um pouco mais animado, diferentemente das músicas anteriores.

A apresentação chamou atenção também por uma aparente insegurança da cantora, mas para contornar a timidez e o frio, a intérprete dançou um pouco para “quebrar o gelo” e arriscou tons mais agudos, que não soavam tão intensos e algumas vezes desafinavam.

Na letra da música é visível também referências à mídia, que de acordo com Marilene, foram inspiradas no conceito da Indústria Cultural, elaborado pelos sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, que a influenciou desde sua graduação em Pedagogia; e há também outras influências pessoais na composição da música, como o falecimento de uma de suas filhas em fevereiro desse ano.

Esta é a segunda participação de Marilene no Festival Universitário da Canção, e é a primeira vez que se classificou dentre as 12 músicas para o final do concurso.

Bruna Fernandes

 

Serviço:

Música: Inevitável incerteza do ser

Autora: Marilaine Corrêa Tenório Calvi

Intérprete: Marilaine Corrêa Tenório Calvi e Ronaldo Gravino (violão)

Cidade: Maringá – PR

Link para a apresentação (canal de Jeferson Quimelli):

 

 

30/05/2014

Gramaticalmente animado

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Artista surpreende a plateia com a agitação brasileira

Daniela Zandonai, com seu nome artístico Dani Zan, interpretou a música Amor Gramatical, de autoria própria. Talvez por ser um tanto romântico, o título trouxesse uma expectativa de algo pop, um rockzinho singelo, ou algo do gênero. Somente especulações. A verdade é que logo vê-la adentrar tímida, com seu cachecol vermelho combinando com o violão em suas mãos, e perguntando para a plateia “sempre um prazer estar no palco, né?”, espera-se algo meigo e leve.

 Danilo Schleder fuc 2Foto: Danilo Schleder/Lente Quente

Porém não é com isso que se ganha festivais, não é mesmo? A performance é que importa. A de Dani começou com um ar místico que inspirava a melancolia. Sua voz grave lembrava algo de Ana Carolina, levemente forçada, ao som do violão. As previsões estavam corretas, agora só encostar a cabeça na poltrona e relaxar com a música.

Eis então que a banda explode com um samba animado. Algo como Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva, regrado da bela voz da moça, agora natural. Ficou com uma cara bem de Brasil, só faltou um garçom servindo umas cervejinhas, e a galera pulando animada no pé ligeiro. Quem ia adivinhar que aquela menina, vestida tão “cult”, fosse na várzea para expressar seu som? Pelo menos o português estava correto.

Uma questão para refletir é a utilização da banda do festival para preencher a música. Lógico que ela está ali para isso, mas tocar duas vezes solos de cavaco (grande Fabrício Cunha), mesmo talvez sendo composição da artista, fica meio apelativo. É uma arma disponível, lógico, mas fica ao critério dos jurados o quanto a banda deve influenciar na apresentação.

Matheus Pileggi

Serviço:

Música: Amor gramatical

Composição e Intérprete: Dani Zan

30/05/2014

Na esquina das noites, as meninas

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Terceira música do segundo dia do FUC traz boemia ao festival

Com a presença de um público menor, em relação a abertura a etapa regional do 27° Fuc, o primeiro dia de apresentações da etapa nacional recebeu a canção ‘Noite das Meninas’, terceira música da noite. A música é de Cachoeira do Sul (RS), de autoria de Túlio Borges Braz de Souza e foi interpretada por Sandro Dornelles.

Bruna Fernandes - Foca Foto (8)Foto: Bruna Fernandes Machado/Foca Foto

‘Noite das Meninas’ foi apresentada somente com Sandro Dornelles na voz e no violão elétrico, sem acompanhamento da banda de apoio do festival. Tanto a letra quanto o ritmo remetem a um ambiente boêmio.

A apresentação iniciada com uma breve demora, se comparada as anteriores, para entrada do intérprete no palco foi realizada com um pouco de nervosismo por parte dele. Em alguns momentos, isso era perceptível sua voz.

Apesar disto, a boa interpretação durante a canção deve ser ressaltada. Principalmente no final da canção quando a voz de Sandro Dornelles ganhou força e mais emoção quando cantava “Cachorra, cabrita, cavala, vaca, vadia, vagaba/ Vendida, bêbada, dada, dá dedo, dedada adoidado/ no rabo”, que no início da música foi interpretada com a emoção mais contidas.

Fernanda Penteado

Serviço:

Música: Noite das Meninas

Autor: Túlio Borges Braz de Souza

Interprete: Sandro Dornelles

Cidade: Cachoeira do Sul/RS