Archive for Abril 11th, 2014

11/04/2014

Sorvetes Mexicanos viram febre

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Paleteria inaugurou em Ponta Grossa em dezembro e já é popular entre os mais variados públicos

Inaugurada em 2013, a Paleteca trouxe para Ponta Grossa as paletas artesanais mexicanas que estão cada vez mais populares no Brasil. Elas são picolés artesanais – mais altos e largos que os tradicionais – que podem ser de frutas, cremosos ou recheados.

A paleteria possui dois andares, no primeiro se encontram o balcão das paletas, o caixa, lugares para os clientes sentarem e ainda um cabideiro com sombreiros, ponchos e máscaras que fazem lembrar os“telequetes” ou shows de luta livre mexicanas, com os quais os clientes podem tirar fotos. No segundo andar encontram-se mais mesas e cadeiras. Cores quentes, como laranja, vermelho e amarelo; sombreiros; ponchos tipicamente mexicanos; artes e objetos que recordam as civilizações antigas do país decoram as paredes do local lembrando algumas características do México.

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Foto: Divulgação

O ambiente é agradável, tranquilo, de boa localização e recebe o mais variado público. No entanto, em dias quentes essa tranquilidade pode não se fazer presente, pois há bastante movimentação de clientes, deixando o espaço da Paleteria mais agitado,pois o atendimento fica mais lento e nem sempre têm lugares para sentar.

No início deste ano de 2014 foi inaugurada, no Shopping Palladium, a Mexicato Paletas Mexicanas. Com figuras de caveiras mexicanas grudadas em uma das paredes, ecom ambiente, também, nas cores quentes, mas principalmente na azul, que tem mais destaque, a decoração da Mexicato é bem mais simples que a da Paleteca. No local há poucos lugares para sentar, esses consistem em algumas banquetas.

 

Fernanda Penteado

 

 

Serviço: A Paleteca está localizada na Av. Bonifácio Vilela, 58, loja 10, centro e seu horário de atendimento é de segunda à quinta das 12h às 23h, às sextas das 12h às 23h, e aos sábados e domingos das 13h às 23h.Cada paleta custa R$7,00 e é possível realizar pedidos pelo serviço de delivery.

11/04/2014

O reencontro de algo que já existe, mas até então não foi manifestado

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Com composições em inglês, o cantor e compositor brasiliense Tiago Iorc, na sua mistura de pop e folk, emplacou vários hits em telenovelas, como “Scared”, “Fine”, “Storyof Man” e a regravação de “My girl”. Começou a carreira em 2007 com a música “Nothingbut a Song”, que procedeu ao lançamento do seu primeiro disco “Let Yourself In” em 2008.

Tiago se apresentou em Ponta Grossa no dia 6 de abril de 2014, no Teatro Marista, primeiro show da sua Turnê Voz+Violão. No repertório, o cantor reuniu hits como “My Girl”, “Nothingbut a song”, “Forasteiro” e os covers de Renato Russo e Raul Seixas.

O cantor e compositor lançou em Julho de 2013 o álbum “Zeski”, o terceiro de sua carreira, considerado o mais maduro em comparação com os anteriores. Nesse último, o intérprete que sempre se sentiu mais expressivo ao compor músicas em inglês do que em português, em contrapartida dos Cd’s anteriores “LetYourselfIn”(2008) e “Umbilical”(2011), fugiu da rotina e introduziu no álbum quatro músicas em português e parcerias com outros artistas, como por exemplo Maria Gadú na canção “Música inédita”, Silva na “Forasteiro” e Daniel Lopes na “Um Dia após o outro” e a última faixa do disco sendo um cover de “Tempo Perdido”.

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Foto: Divulgação

Um outro ponto no meio de composições com o mesmo ritmo, surge as músicas “Life ofmy Love” e “WhatWouldYouSay” com batidas e melodias mais “alegres” e otimistas, que fogem um pouco do que os fãs já esperam, misturando a melancolia de “Yes and Nothing Less”. No entanto, continua com a “leveza” que as músicas do brasiliense trazem ao longo de sua carreira.

Cássia Aguiar

 

Serviço: O álbum Zeski pode ser adquiridopelo ITunes por USD 9,99 ou em qualquer loja por R$24,90.

11/04/2014

Cada ida ao banheiro é um flash

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O autorretrato deixou de ser exclusividade de pintores e outros artistas e passou a fazer parte do cotidiano dos usuários de diversas redes sociais

No quarto, na academia, na escola e até mesmo no banheiro, todo lugar é lugar para se tirar uma selfie. Escolhida como palavra do ano de 2013 pelos organizadores do dicionário Oxford, o termo “selfie” surgiu de self-portrait, termo inglês para autorretrato. Retratar a si mesmo tornou-se costume entre pintores renascentistas e ficou cada vez mais frequente entre artistas a partir do século XIX, como Vincent Van Gogh.A mania de tirar fotos de si mesmo para divulgar em redes sociais foi crescendo juntamente com a popularização dos smartphones e da internet móvel, e dominou a web nos últimos meses.

A selfie se consolidou em definitivo após a foto tirada na cerimônia de entrega do Oscar pela apresentadora Ellen DeGeneres, junto com grandes estrelas de Hollywood, que bateu recordes de compartilhamentos em várias redes sociais. A alta frequência de aparecimento das selfies é vista constantemente como um fenômeno que reflete o desenvolvimento (ou a falta de) das características e perspectivas singulares das novas gerações nascidas e criadas no século XXI e conectadas ao mundo digital prematuramente.

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Foto: Ellen DeGeneres

            Nessa nova década, onde as relações humanas se tornam cada vez mais estreitas e frágeis, e onde as dificuldades de aceitação e autoafirmação estão permanentemente rodeando quem convive com essa realidade, a selfie surge com certa dualidade. Ao mesmo tempo em que pode interferir positivamente na vida de seus adeptos, colaborando para o desenvolvimento de personalidades e na construção de uma autoestima saudável para grande parte das pessoas, a linha entre o amor próprio e o egocentrismo é tênue. A intensidade do hábito é o que difere uma boa autoimagem de uma compulsão por compartilhar-se com o mundo diariamente.

 

Mariana Fraga

Serviço: As selfies podem ser encontradas por toda a internet, em particular na rede social Instagram, a partir da hashtag “selfie”

11/04/2014

Veículo D’Ponta na imprensa ponta-grossense

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Revista D’Pontaponta é autentica e traz temas interessantes. Sua abordagem é elitista, mas tem design agradável

 

Veiculo independente natural da cidade de Ponta Grossa, a Revista D’pontaponta traz mensalmente assuntos variados em sua publicação. A revista aborda desde críticas a diversos estabelecimentos da cidade (tal como faz o Crítica de Ponta), até noticias sobre os atletas locais em competições de relativa expressividade.

Apesar de gozar de distribuição gratuita, a revista nem sempre é de fácil acesso. Sua linguagem e abordagens são, em alguns casos, elitistas e voltadas para camadas sociais mais abastadas. Em seus textos falta também a voz de fontes mais populares e/ou menos sofisticadas. Apesar de tudo isso, graficamente a revista é muito agradável, tanto na sua diagramação quanto em suas fotografias.

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Foto: Divulgação

            Em comparação a outras revistas da cidade, como a “PG Turismo”, por exemplo, podemos ressaltar a qualidade da Revista D’Pontaponta. Embora notadamente os veículos tenham intencionalidades diferentes, esta aborda (inclusive o tema turismo) de forma satisfatória. A revista é recheada de publicidade, em boa parte de Ponta Grossa, o que pode ser justificado pela gratuidade do periódico.

Suas edições trazem alguma regularidade no que diz respeito à qualidade, tanto dos textos como das fotos. A periodicidade mensal oferece à revista tempo suficiente para uma apuração aprofundada dos fatos, que não deixa em nada a desejar. Peca em alguns aspetos gráficos e textuais, como esporádicos erros de escrita e raras falhas de design. Mesmo assim, é uma boa revista a ser lida.

Matheus Dias

Serviço: Revista D’PontaPonta, Editada em Ponta Grossa pela editora Sanches & Sanches Ltda

Tiragem: 5000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição Gratuita

Editor: Eduardo Gusmão

Contato: (42)3323-2077

Email: redacao@revistadp.com.br

11/04/2014

Uma piada por minuto

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Programa supera expectativas e tem grande audiência e repercussão

O programa “The noite”, exibido no SBT, é apresentado pelo humorista Danilo Gentili, com os participantes regulares Leo Lins, Murilo Couto, a assistente de palco Juliana e o locutor Dieguinho Coruja. Dividido em dois blocos, o programa possui uma variedade de quadros, desde entrevistas com famosos,comédia, monólogos, performances musicais, entre outros. Esse formato é popularmente conhecido como late-night talk show. O cenário, com ar moderno, remete a grandes cidades, lembrando os late shows americanos clássicos.

“The Noite” aborda, em tom sarcástico, fatos e assuntos diversos, variando entre cotidianos e polêmicos. Isso demonstra a maturidade do programa, já que consegue lidar com o polêmico de modo engraçado. Em alguns blocos, percebe-se algumas piadas internas, mas que podem ser compreendidas com facilidade se o telespectador acompanha outros programas de humor e notícias sobre famosos. Além disso, o programa recebe comentários inteligentes do vocalista Roger Moreira da banda Ultraje a Rigor, que comanda a trilha sonora do programa. Esses comentários participam do quadro “O homem do QI 200”.

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Foto: Divulgação

No primeiro bloco, tem o quadro “O Mestre Mandou”, onde Danilo, Leo Lins, Murilo Couto e mais um convidado, saem às ruas para fazer humor. Também, “Rodada da Noite”, que acontece um bate-papo cheio de piadas em um pub com um balcão onde os convidados são recebidos. E além disso, entrevistas com um tom mais formal, embora sempre muito engraçadas e bem roteirizadas, deixando-as descontraídas.

Já no segundo bloco, o programa lembra muito “Agora é Tarde”, exibido na BAND. Nesse bloco, participantes do programa saem ás ruas para um quadro que se assemelha a pegadinhas, o “Game Over”.

Desirée Pechefist

Serviço: O programa é exibido de segunda a sexta no SBT, á partir da 00:00 com uma duração de em média de 60 minutos. A classificação é livre.

11/04/2014

O humor trágico-realista de Clarice sobe ao palco

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“A Hora da Estrela” conta uma história de vida simples, mas de fácil compreensão

Quem entrava no grande auditório da UEPG na noite desta terça-feira, 8, encontrava cerca de dez jovens atores em pé, com os olhares fixos à plateia, que se acomodava nas confortáveis poltronas do local. A grande fila na porta de entrada indicava que a “casa” estaria cheia – e que o espetáculo começaria com alguns minutos de atraso. Nada que incomodasse os talentosos integrantes do Centro de Estudos Cênicos Integrados (CECI), em sua maioria estudantes do ensino médio.

Após a iluminação se restringir ao palco e o silêncio tomar conta do local, um breve monólogo sinalizava o início da atração. “A Hora da Estrela” é uma adaptação do conto de Clarice Lispector, renomada escritora cada vez mais popular entre jovens por conta de seus versos, que vão de ponderações sobre relacionamentos a dramas e conflitos de “mulher crescida”. A peça conta a história de Macabea, uma órfã humilde. Por ser muito ingênua, a jovem sofre no trabalho, na vida social e em seu relacionamento com o metalúrgico Olímpico de Jesus. Sua melhor (e talvez única) fonte de informação é seu radinho de pilha.

a hora da estrela   Foto: CECI

                Este, inclusive, foi responsável por arrancar muitas risadas do público. O anunciante e suas dançarinas aproveitaram com maestria a principal vantagem do teatro sobre o rádio: a imagem. A interpretação visual oferecia uma nova dimensão e multiplicavam o efeito cômico das piadas – ainda que muitas já fossem batidas – e das “frases de sabedoria”. O ponto negativo desse elemento da peça fica por conta da falta de sincronia entre as dançarinas: a disparidade técnica entre uma e outra era clara. Nada que prejudicasse a qualidade geral da peça: todos os outros atores eram extremamente eloquentes e pareciam fazer teatro há anos, com destaque para a intérprete de Macabea. No entanto, a “Clarice” da peça, que fazia comentários em intervalos, estava trajada de forma muito provocativa, o que descaracterizava um pouco a autora – também pelo fato da atriz ser uma bela jovem.

Por vezes os atores falavam baixo e a iluminação errava o foco. Erros perceptíveis, mas que não tiraram o brilho de uma ótima peça teatral, com um enredo envolvente e personagens memoráveis; Mesmo quem não era familiar com as obras de Clarice se divertiu com a peça dos talentosos jovens que subiram ao palco na noite passada.

Felipe Deliberaes

Serviço: A peça “A Hora da Estrela” aconteceu às 20h do dia 8 de abril, no Grande Auditório do Campus Central da UEPG. O Centro de Estudos Cênicos Integrados localiza-se na rua Dr. Colares.

11/04/2014

O Beirute

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 “Sanduíche”, que faz referência a capital do Líbano, é mais uma opção na cozinha dos Campos Gerais

                O Beirute, que apesar do nome é uma receita brasileira, agora pode ser encontrado também no Restaurante Tayeb, que funciona desde de o dia 4 de janeiro, na Avenida Anita Garibaldi. Criado em São Paulo por imigrantes libaneses, o prato é uma espécie de sanduíche que consistia originalmente em pão árabe (ou sírio), rosbife, queijo mussarela, tomate e zatar (uma mistura de condimentos como tomilho, orégano e gergelim torrado).

A adaptação pontagrossensse, no entanto, leva o pão árabe, cebola, queijo, tomate e alface ao molho Tayeb (o segredo da casa) que dá um toque especial e ainda mais picante a receita. O pão sírio usado no prato, que diferente do Shawarma não é fechado, é bastante fino e pode ser servido em pequenos pedaços. A porção servida no Tayebé, suficiente para alimentar uma pessoa, pode escolher entre picados de picanha, mignon e frango no recheio. O Beirute com frango custa R$16,90 enquanto os outros dois podem ser apreciados ao preço de R$20,90.

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Foto: Divulgação

Com atendimento rápido e eficiente, o preparo do prato demora cerca de 20 minutos. Além do Beirute o cliente pode optar por outros pratos típicos como o Kafta de carneiro (espeto de carne de carneiro moída) e o quibe cru no prato. Uma grande bandeira do Líbano, além de música típica e peças decorativas fazem o cliente lembrar constantemente da especialidade da casa, a culinária árabe.

                Enrique Bayer

Serviço: Avenida: Anita Garibaldi 1265, Ponta Grossa

Telefone: (42) 3301-6474

Horário de funcionamento: Seg – Sáb: 11:30 – 14:00, 18:30 – 23:00; Dom: 11:30 – 14:00

11/04/2014

Perspectiva infantil retratada em curtas crônicas

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Cronista nacional mistura realidade e imaginação em narrativa 

O livro “Nu, de Botas”, de Antonio Prata, lançado em 25 de outubro de 2013, aborda memórias de sua infância, mais precisamente entre seus 2 e 10 anos, por meio de crônicas e contos.

O autor narra suas histórias de maneira simples, com a perspectiva adulta de quem já foi uma criança. Por mais que isso possa parecer redundante, vale lembrar que é preciso já ter adquirido tamanha familiaridade e experiência acerca de situações cotidianas, que necessitam de amadurecimento pessoal para que sejam plenamente entendidas.

Prata utiliza metáforas que enriquecem a linguagem, tornando-a acessível e ritmada, o que permite que o livro seja de fácil entendimento. Outro aspecto da obra é o seu caráter hilário e o tom informal característico da crônica. A mescla entre realidade e ficção retira um pouco do cunho autobiográfico que possam atribuir antes de ler o livro.

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Foto: Nathália Oliveira

A capa, pelo contraste entre as cores e também pela sua ilustração, é convidativa e agradável à leitura. O livro, de apenas 160 páginas se destaca pela leitura fluida e cativante.

O autor – filho de Mário Prata, também escritor – escreve crônicas semanalmente para a Folha de São Paulo e tem outras obras publicadas como “Guinada à direita” e “Meio intelectual, meio de esquerda”.

Nathália Oliveira

 

Serviço

O livro pode ser encontrado na Livraria Curitiba por R$31,00 e no formato e-book por R$21,50.