Archive for Abril, 2014

24/04/2014

Vai um Café Colonial?

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A Confeitaria e Panificadora Vila Velha é um tradicional ponto de encontro, mas ainda é criticado pelo preço nem tanto acessível

A Panificadora Vila Velha é um ambiente agradável e uma boa opção, seja para passar para pegar o pãozinho, seja para sentar e tomar um café. Um estabelecimento tradicional da cidade, atende seus clientes desde 1987.  Com uma diversidade de opções, a panificadora e confeitaria tem um espaço também de cafeteria. Há uma diversidade de pães, tortas e salgados e outros produtos. Sem contar com o tradicional café, além de sucos e refrigerantes.

No térreo, o movimento sempre é maior, pois é onde fica localizada a padaria e produtos em geral. Já no piso superior, onde é servido o Buffet na hora do almoço, o ambiente é mais amplo e tranqüilo. Composto por várias mesas, acomoda de forma satisfeita os clientes.

De segunda a sábado, a panificadora Vila Velha oferece variedade de saladas, pratos quentes e carnes selecionadas para a hora do almoço. A tarde, o tadicional Café Colonial com pães, tortas, doces e salgados. O preço não é tão acessível como em outras cafeterias, sendo considerado caro por alguns clientes.

O ambiente é mais resguardado e sofisticado, tem um ar mais frio e sério, e por isso, é freqüentado por pessoas mais velhas. Vila Velha é uma escolha para aquela conversa de negócios, mas pode ser o local também de um encontro de amigos, mesmo se tratando de um lugar mais recatado.

Barbara Akemi

Serviço: Avenida Doutor Vicente Machado, 612. Centro. Telefone: (42) 3027-3034.

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24/04/2014

Clássico a prova de erros

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Tão famoso quanto sua designer, o casaco Chanel confere elegância à qualquer produção e volta a ser tendência neste inverno

Desde sua criação por Gabrielle “Coco” Chanel, em 1954, o casaco ou jaqueta Chanel jamais saiu de moda. Tal como outras criações da estilista, quando foi criada a jaqueta representava a incorporação de elementos do guarda-roupa masculino e a liberdade para as mulheres, já que permitia movimentos mais amplos que os casacos tradicionais da época, que eram bem rodados ou longos.

`           Tradicionalmente confeccionada no tecido escocês tweed (que anteriormente era usado em roupas de caça masculinas), a jaqueta Chanel é caracterizada por ter um corte reto, bolsos verdadeiros e casas para todos os seus botões, além de ser curta, indo apenas até a cintura da mulher.             Originalmente criado como parte de um tailleur, hoje em dia o casaco pode ser usado também com calças ou saias sociais, estando disponíveis em diversas cores e padrões no mercado. O modelo mais “tradicional”, porém, é o que segue o padrão desenhado por Gabrielle Chanel, que é primordialmente em branco com detalhes em preto.

Antigamente, assim como a maioria dos produtos da grife Chanel, o casaco era sinônimo de status social e monetário. De alguns anos para cá, o seu uso nas mídias popularizou o casaco Chanel. Hoje em dia, é possível encontrar casacos que copiam o modelo em lojas de departamento. Embora seu preço não seja tão acessível quanto os produtos mais comuns desse tipo de estabelecimento, não é elevado como em lojas de grife.coco

As formas de usar o casaco Chanel são variadas. Uma das combinações mais elegantes consiste no uso do casaco Chanel em tons de cinza com uma camisa branca, saia lápis, saltos altos e batom vermelho. Para as mais românticas, a combinação do casaco Chanel com um vestido de renda fica bonita e delicada. E para as que desejam copiar o exemplo da estilista e incorporar elementos mais masculinos ao look, a dica é combinar o casaco com uma calça seca de lã, camisa branca e uma gravata de seda.

Gabriela Gambassi

Serviço: O casaco Chanel pode ser encontrado em lojas de departamento da cidade. A média de preço é de R$100,00.

24/04/2014

Informação “a mil por hora”


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Jornalista diversifica informações sobre automobilismo

O “A mil por hora” é um blog destinado à publicações sobre o mundo do automobilismo, escrito pelo jornalista da Fox Sports, Rodrigo Mattar, e mantido de forma independente desde 2012 . Destina-se, principalmente, às coberturas dos eventos dos finais de semana, mas também oferece notícias dos bastidores, links para as transmissões ao vivo das provas (geralmente em língua inglesa) e para VT’s de provas que já aconteceram para o leitor talvez não tenha tido tempo de assistir.

O blog foi criado em 2003 ligado ao canal Sportv, com postagens sobre as categorias nacionais (Stock Car, Fórmula Truck, Copa Fiat) e com algum espaço para a Fórmula 1. Com a saída do autor da emissora de TV a cabo, o espaço passou por uma reformulação e hoje abrange mais categorias e permite maior diversidade aos interessados. Seu diferencial em relação aos outros blogs de mesma temática é o espaço ofrecido a categorias de base (GP2, Fórmula 3, Auto GP), que, na maioria dos casos, são ignoradas. Conta também com uma sessão chamada “Túnel do tempo” onde o autor relembra episódios marcantes das corridas e dos bastidores.vinheta_mattar

Para os amantes do automobilismo, o “A mil por hora” se configura uma boa opção para acompanhar e conhecer novas séries de corridas, já que, além de apresentar o que aconteceu na corrida, antes da abertura do certame, Rodrigo Mattar faz uma apresentação breve das equipes que disputarão o campeonato, algo que é de grande ajuda para quem acompanha o portal.

 Daniel Schneider

Serviço: O “A mil por hora” pode ser acessado pelo endereço http://rodrigomattardotcom.wordpress.com/ e o conteúdo ligado ao Sportv continua no ar no link http://sportv.globo.com/platb/amilporhora/

24/04/2014

Clássico da animação japonesa traz a reflexão de temas familiares

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A simplicidade e a magia de um filme infantil que atinge o público de todas as idades

“Meu amigo Totoro” é uma animação de 1988, de direção e roteiro de Hayao Miyazaki. O filme conta a história de duas irmãs, Mei e Satsuki, que se mudam para a zona rural com o pai por conta da doença da mãe e, ao longo da história, as irmãs começam a ter contato com seres mágicos.

Explorando a nova casa, elas encontram “dustbunnies”, que são bolinhas pretas de fuligem. Mei, a mais nova, encontra algo parecido com um coelho enquanto brinca no jardim. Perseguindo-o, ela corre pela floresta até cair em cima de uma versão maior da mesma criatura, que seria Totoro. Originalmente o personagem é chamado de Totoru, mas Mei pronuncia errado. Essa cena possui uma referência a “Alice no País das Maravilhas”, do inglês Lewis Carroll, no qual Alice também cai em um buraco enquanto persegue um coelho.totoro

A relação familiar é um ponto forte do filme. Miyazaki dá ênfase na preocupação das crianças com a mãe no hospital, o elo delas com o pai, que é um pouco ausente por conta da sua profissão, e o afeto e companheirismo entre as irmãs. Outro ponto fantástico da história é “Nekobasu”, um gato que também é um ônibus e serve de transporte para as meninas visitarem a mãe. O filme é intenso e não têm muitos acontecimentos agitados, mas Miyazaki explora com delicadeza as descobertas da infância e faz várias referências a cultura japonesa.

Consagrado por outras animações como “A viagem de Chihiro”, de 2002, e “Princesa Mononoke”, de 1997, Hayao Miyazaki anunciou sua aposentadoria definitiva, diferente das outras vezes, comunicando que irá apenas se dedicar aos desenhos. Uma mostra de suas obras acontece todo domingo, até 11 de maio, no SESC Ipiranga, em São Paulo.

Bruna Pedroso

Serviço: O filme foi lançado em VHS no Brasil pela Disney e pode ser encontrado em DVD, blu-ray e versões digitais em livrarias e lojas online.

24/04/2014

Armados de voz e texto

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Casa de Artes Helena Kolody organiza o 2º Ciclo de Leituras Dramáticas em Ponta Grossa

A leitura dramática funciona como um ensaio aberto ao púbico, no Cine-Teatro-Ópera, palco B. O elenco, vestindo trajes pretos, não tem total intimidade e domínio do texto abordado, durante a apresentação os atores cometem pequenos deslizes, trocando personagens e palavras. Independente da estética e estilística imprimida na montagem, a leitura proporciona experimentação do ator, pois a carga dramática surge da entonação vocal e de gestos exercidos ao longo do espetáculo.

Não há marcações, toda a movimentação que ocorre no tablado é espontânea e feita de improviso. Sem um cenário elaborado, quem encena é obrigado a cativar os espectadores pela voz. Armados apenas com algumas folhas de papel, onde acompanham atentamente o decorrer das frases que fazem o script. Quase não existe espaço para expressões faciais e gestos, pois durante a leitura os rostos dos atores estão voltados a matriz primordial do teatro, o texto.

O que rege a trama é a voz humana, portanto, a realidade forma-se no imaginário da plateia pela capacidade dos artistas de imprimir percepções. A prática experimenta o intérprete e consiste em uma relação de estreitamento, entre aquilo que é dito no palco, preenchido pelo reflexo das assimilações do público.

O experimento vai além da atuação. A Casa de Artes Helena Kolody, visando futuras montagens, coloca em cheque o texto a partir das recepções vindas da platéia.

Lucas Feld

Serviço: Este ano as leituras acontecem toda primeira quarta-feira do mês, no Cine-Teatro-Ópera (B).

24/04/2014

Quando a culpa nem sempre é das estrelas

livro-abertoBest-Seller A Culpa é das Estrelas encanta leitores de todo o mundo com uma história envolvente de amor

A culpa é das estrelas (The Fault in Our Stars) é uma obra do autor norte americano John Green. Lançado em 2012, tornou-se um best-seller e conquistou admiradores de várias idades. Tanto que a partir de junho de 2014 a história estará em cartaz nos cinemas para o entusiasmo dos fãs.

           A obra conta a história da adolescente Hazel Grace que possui um câncer terminal e tem uma vida social limitada. A maior parte da história é sobre um romance conturbado da protagonista com Augustus Waters. Apesar de ser uma narrativa triste por causa da luta de Hazel contra o câncer e a tentativa do casal em superar essa questão, a história chega a emocionar e deixar o leitor curioso para saber os acontecimentos dos próximos capítulos.livro

            A linguagem do livro é clara facilitando a leitura. O autor descreve bem como é o cotidiano de uma adolescente, abordando amplamente os desejos e sentimentos da garota que busca ter uma vida comum. Por ser narrada em primeira pessoa, a história também apresenta um pouco de humor, este sendo o lado um pouco mais animado de Hazel conseguir ver a vida e a narrativa é repleta de detalhes o que faz com que o leitor tenha a percepção sobre o ambiente que se passa a história.
O mais interessante do livro é o final, pois o autor consegue dar um desfecho a partir de um tema a parte que foi abordado durante toda a história. O leitor fica curioso pelo destino da protagonista e pode sentir-se insatisfeito com o final, mas isso não prejudica no conteúdo da história.

Vinícius Biazotti 

Serviço: O livro está a venda em todas as livrarias do Brasil e o preço pode variar entre quinze e vinte e cinco reais.

24/04/2014

Fast food árabe faz sucesso em Ponta Grossa

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Shawarma é um dos pratos preferidos dos universitários

Pão sírio enrolado com fatias de frango e/ou filé mignon, legumes e batata frita. Popularmente conhecido como Shawarma, esse lanche é uma espécie de fast food árabe e pode ser encontrado em diversos lugares do mundo, como Europa, Rússia e Brasil. Não se sabe ao certo qual o seu país de origem, mas acredita-se que surgiu no século XV. Por ser de fácil preparo, era bastante apreciado por soldados do império turco otomano e transformou-se em um clássico da culinária do Oriente Médio, onde é feito com carne de cordeiro, principalmente.

Em Ponta Grossa faz sucesso nas redondezas da UEPG central, sendo servido no carrinho de lanches do Aladin e no Bar do Salém, juntamente com creme de alho feito por cada estabelecimento. No Aladin, o Shawarma é mais saboroso. Mais natural, o lugar oferece três opções de sabores: frango, carne e misto, que possuem a carne de escolha, alface, tomate, cebola e batata frita, com creme de alho acompanhando. Porém, não dispõe de mesas para a refeição, apenas alguns banquinhos de plástico que incentivam os clientes a levar para comer em casa.shawarma

Nos quesitos lugar e cardápio, o Bar do Salém ganha, com shawarma de frango, frango com cheddar, bacon, carne seca, calabresa, carne com cheddar e misto, podendo ser acompanhado da boa e velha cervejinha. Porém peca no tempero, que é muito melhor feito pelo temático Aladin, especializado em comida árabe.

Os preços são equivalentes. No Salém, variam de R$ 8 a R$ 9, e no Aladim R$ 9. O lanche é uma boa opção para a janta, e demora em média 20 minutos, dependendo do movimento dos locais.

Millena Sartori

Serviço: o carrinho do Aladin fica na Rua Senador Pinheiro Machado, ao lado da UEPG central, e funciona aproximadamente das 18h as 23h, dependendo do dia

O Bar do Salém situa-se na Rua Riachuelo, n° 650 e abre sua cozinha das 18h as 0h.

24/04/2014

O “Bonde da Madrugada” e a união de estilos diferentes


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Com 11 faixas, novo CD do Cone Crew Diretoria traz críticas à sociedade e canções que mesclam o RAP com clássicos do sample

Lançado oficialmente no último domingo (20), o novo álbum do grupo de RAP carioca Cone Crew Diretoria, “O Bonde da Madrugada – Parte I”, é composto por 11 faixas e traz em seu repertório mesclas de estilos diferentes, como blues, jazz e ritmos orientais, que são encontradas também em outras composições dos discos anteriores.

            A primeira faixa, intitulada “Meus amigos fazem rima”, conta com a junção de rap e blues, tendo até um solo de saxofone no final, o que anima a batida e a torna dançante. “To de Volta no Twist”, segunda faixa do álbum, também traz o blues como referência e sua letra é característica do rap tradicional, que fala sobre seus ideais. A terceira faixa, “Reflexo”, já aborda um som mais pesado e a letra traz uma crítica sobre a sociedade, seu funcionamento e como isso reflete no comportamento das pessoas.

Seguindo essa linha, a quarta faixa, “Chefe de Quadrilha”, traz uma tradução dos sonhos de consumo em contraposição com a realidade difícil de um menino que busca seus sonhos apesar de tudo. Abordando ritmos puxados para músicas tradicionais do oriente, “No Meio de uma Sessão”, traz a mesma ideia de crítica à discrepância entre realidade e sonhos, e “Cleopatra”, fala sobre sentimentos e relacionamentos.cone

            Misturando o jazz, “Quazy” aborda o egocentrismo e a valorização das qualidades pessoais, mesma ideia de “Pronto pra Tomar o Poder”. Voltando ao romantismo, a nona faixa “Dois Mil e Sete”, tem batida mais romântica, sem perder a essência do rap. “A Boa” é uma das faixas que menos se deixam levar por outro estilo, mas ainda assim traz a influência de sons do oriente médio. A última faixa, “Pra Minha Mãe”, fecha o disco com uma batida mais leve e romântica. Ao Todo, o Cone Crew Diretoria conseguiu colocar em um álbum referências comerciais que tendem a conquistar diversos estilos de consumidores.

Karin Del Nóbile

Serviço: o álbum está disponível para download no link http://www.lojaconecrew.com.br/cd-bonde-da-madrugada-pt1.html

23/04/2014

A vida pessoal – interação e sensacionalismo

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O entretenimento da Jovem Pan transforma o programa Missão Impossível numa das principais atrações de sua grade

O programa “Missão Impossível”, transmitido nacionalmente pela emissora de rádio Jovem Pan Sat FM, é apresentado por Lígia Mendes, Evandro Santos e Bob Fernandez, de quarta-feira à sexta-feira das 17h às 19h. Durante as duas horas de exibição, tentam aconselhar os ouvintes nos mais diversos aspectos de suas vidas.

A produção recebe – via e-mail, twitter, facebook e telefonemas – histórias interpessoais, sejam elas sobre relacionamentos amorosos, familiares, amizade ou setor financeiro. O objetivo do programa é solucionar os problemas ao vivo, daí o nome “Missão Impossível”. Tais questões pendem para o desastroso, trágico e chegam aos locutores em um tom cômico e leve, o que entretém o público. O programa se pauta pelos assuntos trazidos do ouvinte, sem estas dificuldades não existiria programa.1149648_745201115524133_191358754_o

Os locutores se fazem íntimos dos ouvintes ao relatarem problemas ocorridos em suas vidas e que assemelha-se à situação de quem liga, ou sentem-se à vontade para caçoar e, se for preciso, condenar atitudes. Missão Impossível está no ar desde 2008 e já tem jargões próprios que agradam o público, como “é sexta-feira, é sexta-feira” ou “Muda esse nome, troca esse nome, change este nome, ai que nojo desse nome”.

Um dos principais quadros da grade nacional da Jovem Pan, o Missão Impossível é um programa de entretenimento e como tal, transforma a vida pessoal em uma atração. Porém são os participantes que decidem ligar para o programa, o que permite, para quem ouve, julgar. Como a Jovem Pan FM, uma das emissoras com maior audiência nacional, não é uma rádio que pauta o noticioso, a informação de forma jornalística, é possível observar que o ouvinte brasileiro, muitas vezes, quer o espetacular, o ineditismo.

 Carine Cruz

Serviço: De quarta-feira à sexta-feira das 17h às 19h, reprise todo domingo às 22h

Frequência: FM 103.7 (Ponta Grossa)

22/04/2014

A história crua de uma vida sem ternura            

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“Mulheres” conta as desventuras de um velho escritor sem grandes ambições – e muito menos escrúpulos

Famoso escritor e poeta alemão-americano, Charles Bukowski viveu uma vida regrada por bebidas, mulheres e contos sobre bebidas e mulheres. Nascido em Andernach, na Alemanha, foi cedo para os Estados Unidos com os pais, onde cresceu na parte pobre e violenta de Los Angeles. De caráter extremamente autobiográfico, sua obra é referência mundial na literatura contemporânea e vem ganhando cada vez mais destaque, mesmo após a morte de seu autor, há vinte anos.
O livro “Mulheres” conta a fase da vida de Henry Chinaski (o alter ego poeta de Bukowski) após anos trabalhando nos Correios. Agora com mais de 50 anos e relativamente famoso, Chinaski é escritor “freelancer” e ganha a vida sendo convidado para realizar leituras em auditórios por todo o país – sem esquecer, claro, dos trocados que ganha apostando em corridas de cavalos.
Como aponta o nome da obra, o ‘personagem’ se envolve com um sem-número de mulheres: alguns relacionamentos duram, como o com Lydia, representada em grande parte dos contos. A maioria, no entanto, não passa de uma noite. Chinaski costumava não saber lidar com uma mesma mulher por tanto tempo. Explica-se: “Muito cara legal foi parar debaixo da ponta por causa de uma mulher”, assinada por Chinaski, é a primeira frase da obra. bukowski

 

Foto: Divulgação

 A narrativa linear apresenta os mais variados elementos literários: o autor filosofa, por vezes, sobre vida e morte, tristeza e felicidade, e reflete sobre em que ponto de sua trajetória se encontra. Chinaski lida com mulheres doentes, amigos canalhas, instabilidade econômica e imprevistos sexuais, registrando tudo em máquina de escrever, com uma garrafa de cerveja na mão e outras sete ou oito vazias no chão. Talvez a sinceridade com a qual Bukowski conta suas histórias seja o principal atrativo de “Mulheres”, um livro dinâmico e fácil de ler – e, para alguns, até com o qual se identificar.

Felipe Deliberaes

Serviço: Editora: LP&M, R$23,90, em qulquer livraria que revenda s coleções da editora