Archive for Novembro 7th, 2013

07/11/2013

Musical traz acordes da ditadura na abertura do Festival de Teatro

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Músicas e cantorias marcaram peça teatral “Acordes” no primeiro dia do 41º Fenata

 A peça teatral  “Acordes” iniciou exatamente às 20 horas, no auditório A do Cine Teatro Ópera. O Grupo teatral Cia Cênica veio de São José do Rio Preto – SP e se apresentou durante 60 minutos, na maior parte distribuídos em cantorias que mais se confundiam com um festival de canções.

Oito atores e o técnico de iluminação compunham a primeira equipe que se apresentou na condição de competidores. O palco, bastante simples, foi composto por feixes de jornais e um tambor central usado por quem conduzia a fala. A dinâmica foi marcante na movimentação da equipe em cena, o que fez lembrar o rodízio de jogadores de uma partida de vôlei. O apoio da iluminação foi fundamental para valorizar a movimentação dos atores em cena.

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Foto: Lente Quente

Segundo informação da bilheteria, quase quatrocentas pessoas compareceram na abertura com público adulto majoritário. Grande parte da apresentação aconteceu com auxílio do violonista que conduzia a cena musical do espetáculo. O conteúdo, além da música, era composto de relatos diretamente ligados a repressão do regime militar na ditadura brasileira, pós 1964. A maioria das canções exploradas no palco foram as que marcaram a época, como “A banda” e ” Prepara o teu coração”.

No roteiro, pode se observar duras críticas ao regime militar, relatos de torturas e assassinatos. Pneus queimados e o cheiro de óleo diesel marcaram a fala da equipe teatral, em que a atriz principal canta a dor da perda do filho. Ao final da peça, o público presente aplaudiu em pé a atuação do grupo paulista, que abriu o Fenata 2013.

Sidnei Sassaki

Serviço:

A apresentação aconteceu no auditório A do Cine Teatro Ópera e a equipe respinsável pelo espetáculo foi a Cia Cênica, de São José do Rio Preto.

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07/11/2013

Violência, sexo e miséria

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‘Uma história Oficial’ traz debate social para o momento ‘Dez em cena’ do FENATA

A peça ‘Uma história Oficial’, do grupo mineiro Cia. Cortejo de Teatro, trouxe um enredo engraçado e carregado de crítica social, no segundo momento de apresentações do primeiro dia da 41º edição do Festival Nacional de Teatro (FENATA).

Temas como racismo e exploração sexual foram abordados de forma sutil pela encenação, que possuía apenas quatro atores no palco. No inicio da peça, cerca de cinco minutos foram dedicados à montagem do cenário, que foi realizada pelos interpretes, dispondo portas, paredes e bíblias pelo chão, objetos que trocaram de lugar algumas vezes no decorrer do espetáculo. Alguns momentos mal posicionados, as estruturas atrapalharam a visão de que estava sentado nas fileiras laterais.

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Foto: Lente Quente

A história das personagens, o ambiente onde vivem, e suas características foram narradas no início da apresentação. O espectador tinha a impressão de que os papéis eram parte de uma brincadeira. Com um texto carregado de exemplos de racismo e desigualdade social, quem assistia teve de encarar, cigarros e charutos acesos, em meio a cenas de violência física e sexual, que foram aliviadas com diálogos engraçados em diversos momentos.

A iluminação simples não fugiu dos tons amarelos dos refletores do palco B, do Cine Teatro Opera. Elementos sonoros algumas vezes foram executados pelos próprios atores, que tocaram instrumentos musicais para realizar a trilha sonora de cenas mais intensas. Um toca-fitas era usado para sons ambientes, apesar de ser um elemento externo ao contexto temporal do enredo que se passa no início do século XX.

André Lopes

Serviço:

A peça “Uma história oficial” foi apresentada pelo grupo “Cia. Cortejo de Teatro”

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