Archive for Outubro, 2013

31/10/2013

Avancem para águas mais profundas

ombudsman12-112Uma comparação rápida entre as críticas da semana revela que a qualidade dos textos oscila de acordo com editoria e o tema abordado. Em alguns casos, a descrição pura e simples persiste. Como resolver esta fragilidade? Buscar referências sobre o assunto e ir além do produto em si.

O texto “Dobras de guitarra e baixo marcante” cumpriu bem esta proposta. O autor revela amplo conhecimento sobre o tema, o que permite uma análise profunda e detalhada. Além de citar o instrumental, letra e história da banda, o texto aborda os aspectos visuais do álbum. Destaque da semana!

Já as editorias Em Cena e Livro Aberto têm uma sacada interessante: descrevem brevemente os autores, citando suas origens e influências que tiveram. O texto humaniza e contextualiza o produto criticado, evitando a descrição ou adjetivação desnecessária.

Entre Linhas relaciona o jornal Bala na agulha às características do jornalismo. Porém, o texto trata o periódico como se fosse um jornal convencional, cobrando determinados aspectos e “regras” que não se aplicam necessariamente a um meio de iniciativa popular e experimental.

Lendo o primeiro parágrafo da editoria Pratos e drinks, tem-se a impressão de que o texto vai debater sobre a falta de opções para o público vegano. Entretanto, não passa de uma receita de quibe. Já na editoria Moda e Estilo, a autora recupera a história do piercing, mas não avança na análise de elementos estéticos que o tornam tão popular e nem fala sobre os tipos de piercing.

Outro aspecto a ser revisto é a agenda cultural, que apesar de completa, demonstra clara dependência das atividades oficais, realizadas pela Prefeitura. Uma alternativa para pluralizar a agenda é ficar de olho nos murais da UEPG, onde há muitas sugestões de giro que fogem do convencional.

Para avançar na produção é imprescindível ousar e buscar novas referências que ainda não foram observadas, despertando a imaginação e o aprendizado. O projeto está aí para isso.

28/10/2013

A fé cristã pelas ondas sonoras

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Programa ‘O Poder da Palavra’ vai ao ar diariamente pela Clube AM de Ponta Grossa

“Olá, que a graça e paz do nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos os nossos ouvintes”. Com essas palavras, o radialista e missionário Daniel Paulo Pereira inicia o programa gospel ‘O Poder da Palavra’. Transmitido pela Rádio Clube Ponta-grossensse (AM 1080 Khz), o programa vai ao ar diariamente de segunda a sexta-feira, das 18 às 19h.

De cara, por causa do título e do formato dos temas veiculados, pode-se concluir que o programa é voltado ao público evangélico. Em alguns momentos, é perceptível o uso de críticas a outras religiões de doutrinas e crenças diferentes. Ao apelar para as críticas, o missionário faz com que o programa perca, em partes, a verdadeira essência.

É comum, em muitos programas de rádio, a participação dos ouvintes por mensagem de texto, e-mail ou através de ligações ao vivo. No caso de ‘O Poder da Palavra’, a interatividade com o ouvinte não acontece em momento algum, pois aproximadamente 90% da produção é desenvolvida em torno de leituras bíblicas. Isso faz com que o programa se torne cansativo para quem gosta de uma boa música gospel, vertente que poderia ser explorada pelos produtores da “Palavra de Deus”.

O improviso fica notório pois, segundo o próprio locutor, não existe nenhum preparo antecipado ou cronograma a ser seguido. A única ferramenta de auxílio é a Bíblia, que fica o tempo todo aberta no livro do Novo Testamento.

O programa não possui fins lucrativos. E, portanto, não dispõe de espaços para intervalos comerciais. O custo fica por conta dos próprios ouvintes que, através de uma conta bancaria, fazem suas colaborações.

Sidnei Sassaki

Serviço:
O programa O poder da Palavra vai ao ar, diariamente, das 18 às 19 horas, pela Rádio Clube Ponta-Grossensse (Am 1080 Khz) e é produzido pelo Ministério Torre Forte.

 

26/10/2013

Uma Princesa dos Campos vegetariana

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Em Ponta Grossa há um numero maior de lanches vegetarianos, mas além da carne há quem não coma derivados. O que fazer?

 O número de lanches e almoços vegetarianos cresceu na cidade. Mas há um grupo, vegan, que não come qualquer derivado de animais, como ovos e carnes. Para quem opta por esse tipo de alimentação existe o quibe vegano, que é uma receita simples e pode ser preparado em casa.

O quibe é preparado com a farinha de quibe, proteína de soja (também conhecida como carne de soja), batata e leite de soja. O tempero é a gosto e podem ser acrescentados legumes para dar um gosto especial. Quem optar por isso pode usar alimentos de cores fortes, como a cenoura, para dar uma cara nova ao prato. O gosto é caracteristicamente forte.

O tempero em geral é sal, alho, cheiro verde e/ou salsinha picada. Também pode ser usada pimenta-do-reino para quem deseja um gosto mais forte, enquanto outros colocam hortelã. O modo de preparo é parecido com o quibe normal: a batata entra no lugar do ovo que é o que dá a ‘liga’ da massa, ou seja, a deixa consistente. Uma receita parecida acrescenta aveia em flocos umedecidos, que além de fazer a ‘liga’, não tiram o gosto do quibe.

O prato pode ser frito ou assado por aproximadamente meia hora. Para os que são vegetarianos (que não comem apenas carne) podem colocar pão torrado esfarelado, que ajuda a dar consistência para a massa e sustenta por mais tempo. A proteína de soja é cozida antes de ser colocada na massa, e para quem nunca a preparou antes, deve ser feita como a farinha de quibe e colocada de molho por entre 20 a 30 minutos, e depois escorrida. O quibe é servido quente ou frio com molho.

Luana Caroline

Serviço:

Os ingredientes para preparo (farinha de quibe, batata, proteína de soja, leite de soja e temperos) podem ser encontrados nos diversos supermercados da cidade

25/10/2013

agenda

Virada Cultural de Ponta Grossa

(Sábado e Domingo)

Dia 26 de outubro no Parque Ambiental a partir das 18h30

Shows com: AUDAC

Super Color

Locomotiva Duben

Mandau

Boggie Gang

Raimundos

Dia 27 de outubro no Parque Ambiental, a partir das 14h00

Shows com: Três no Jazz

Luiz e Kastilho

Novos Mallandros

Rouxinóis da Fronteira

Ursos Caipiras

The Invisible Man

Cadillac Dinossauros

Atividades Paralelas da Virada Cultural:

Atividades cênicas às 13h30 no calçadão da Rua Coronel Cláudio e às 12h30 na avenida Vicente Machado

Às 13h apresentação da peça “Uma tarde na Biblioteca” na Biblioteca Municipal Bruno Enei.

 

(Segunda e Quinta)

Palestras filosóficas na Nova Acrópole

Dia 28 de outubro: “A filosofia no filme O Senhor dos Anéis”

Dia 31 de outubro: “Alquimia interior”

Local: Nova Acrópole (R. Bonifácio Vilela, 445, Centro)

Horário: 19h30

Entrada Grátis

 

1º Concurso de Dança de Salão

Domingo 27/10

Local: Centro de Cultura (R. Dr. Colares, s/nº)

Horário: 19h

Entrada: grátis

 

Balé “O Império de Meio”

Domingo 27/10

Local: Cine Teatro Ópera (R. XV de Novembro, 452/468, Centro)

Horário: 20h

Entrada: R$ 36,00 na hora e R$ 18,00 antecipado – Os ingressos são vendidos somente na Academia La Ballerina (R. Santana, 113, Centro)

 

Tela Alternativa – “À nós a liberdade” de René Clair

Terça-feira 29/10

Local: Cine Teatro Ópera – Auditório B (R.XV de Novembro, 452/468, Centro)

Horário: 19h

Entrada: Grátis

 

Lançamento do livro “Pequenos textos grandes alunos”

Terça-feira 29/10

Local: Centro de Cultura (R. Dr. Colares, s/nº)

Horário: 19h

Entrada: grátis

 

Recital de Piano

Quarta-feira 30/10

Local: Conservatório Maestro Paulino

Horário: 19h30

Entrada: grátis

 

Apresentação dos alunos da Academia de Danças de Ponta Grossa

Quarta-feira 30/10

Local: Centro de Cultura (R. Dr. Colares, s/nº)

Horário: 19h30

Entrada: Grátis

 

Concerto da Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa interpreta obras de Jean Sibelius

Quarta-feira 30/10

Local: Cine Teatro Ópera (R.XV de Novembro, 452/468, Centro)

Horário: 20h

Entrada: Grátis

Etiquetas:
25/10/2013

Nem toda informação é jornalismo

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Informativo ‘Bala na Agulha’ cumpre com o propósito de dar voz ao povo, mas falha com regras do jornalismo

           O informativo Bala na Agulha é uma produção da Associação Ponta-Grossense de Lideranças Comunitárias e Entidades Filantrópicas (Aplicef), que busca dar voz às comunidades e debater problemas sociais. A iniciativa é necessária e sua primeira edição, em setembro de 2013, cumpre com a proposta de abordar temáticas de cunho social, além de apresentar as pretensões do veículo.

            Os textos que compõem o Bala na Agulha não são assinados, exceto pelo editorial produzido pela diretoria da Aplicef, o que representa uma falha, visto que o editorial é a opinião do jornal, logo não se faz necessária a assinatura. Apesar da parceria com Departamento de Jornalismo da UEPG, que elaborou o projeto gráfico do periódico, no expediente não constam nomes de jornalistas responsáveis.

Divulção

Foto: Divulgação

            As matérias são objetivas, referenciam um assunto e logo o abordam. Neste sentido cumpre com determinações básicas do jornalismo. Por outro lado, a pluralidade fica ofuscada pelo propósito de dar voz ao povo. Ganha-se pelo fato de dar espaço na mídia às minorias, mas no que se refere à produção jornalística, todos têm direito à voz, igualmente. Ponto negativo é que, das oito fotos da primeira edição, quatro são posadas e, portanto, não jornalísticas.

               O Bala na Agulha é composto por quatro páginas: capa, opinião, geral e associativismo. Esteticamente, a diagramação funciona bem, pois os textos não se misturam um com o outro e o leitor pode facilmente detectar uma sequência de leitura e segui-la, o que contribui para o entendimento. Como informativo de uma determinada classe, o Bala na Agulha é eficaz, mas como jornal, os métodos precisam ser repensados.

Crys Kühl

Serviço:

O Bala na Agulha tem tiragem de 1000 exemplares, com circulação mensal. Sua distribuição é gratuita e pode ser encontrado na Rua Sete de Setembro, 1955 – sala 13, Centro.

Contatos: (42) 3224-5068 / (42) 9932-8850 / (42) 8406-5838.

http://www.facebook.com.br/aplicef

aplicef.aplicef@yahoo.com.br

25/10/2013

‘Tire seu piercing do caminho que eu quero passar’

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Utilizado há séculos, piercing desafia culturas e sobrevive ao ganhar novos significados

          Ele está presente em orelhas, lábios, umbigos e outras partes inimagináveis do corpo de jovens e até de idosos. Uns chamam de penduricalhos, outros o veem como uma forma de expressão de suas atitudes. De todas as formas, o piercing é utilizado ao longo da história como uma forma de modificação corporal.

          Os furos no corpo, hoje, mais populares em pessoas comuns em todos os lugares, já foram carregados de significados para quem o usou. Na Índia, por exemplo, o piercing era sinônimo de riqueza; quanto mais piercings, mais alta era a casta a que o indivíduo pertencia. Mais próximas (culturalmente), tribos indígenas utilizam grandes enfeites no rosto para demonstrar poder e autoridade perante a tribo.

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Foto: Divulgação

          Mas os tempos mudam e as ‘cabeças’ das pessoas também. Como que um sinal de novos tempos, não se faz mais necessário ter um motivo concreto para usar piercing em alguma parte do corpo. Auto-afirmação, ter um estilo próprio, ser diferente do restante ou simplesmente fugir dos ideais conservadores, muitas vezes, podem ser motivo para fazer um furo no corpo.

          É só parar e observar nas ruas e lugares movimentados da cidade. Ao olhar no rosto de cada um, percebe-se que muitas pessoas  usam piercing. É bonito ou pura extravagância da moda? O fato é que se tornou costumeiro ver tais adornos ao redor ou mesmo no próprio corpo. O significado do objeto, hoje, contudo, é diferente daquele tão apreciado pelas culturas antigas. Mas deve-se pensar ‘aqui, nada se cria, tudo se copia’. Adapte-se a um estilo de vida.

Jéssica Natal

Serviço:

A peça custa entre R$ 20 e R$ 30 em estúdios. Para o furo e aplicação de piercing no corpo é cobrado o adicional de R$ 10.

25/10/2013

Urbanidade e cotidiano em rimas

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O poeta local Kleber Bordinhão reúne textos que relatam uma perspectiva pessoal do meio urbano

          O livro Ano Neon do autor ponta-grossense Kleber Bordinhão, publicado pela editora Estúdio Texto, traz reflexões que vão de relatos sobre a vida até histórias de caráter urbano. Com quase cem poemas a obra é a segunda publicação do autor, que lançou em 2010 a coletânea de odes intitulada ‘Distâncias do Mínimo’.

          O apanhado de versos livres e longos deixa clara a influência do poeta curitibano Paulo Leminski (1944 – 1989) sobre a obra. A referência fica evidente pelas poesias que descrevem a vida na cidade e de percepções cotidianas de Bordinhão. No poema “Educação complementar”, o leitor encontra descrições da vida escolar do autor, um apontamento de onde iniciava a aptidão para a escrita.

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Foto: André Jonsson

          O eu-lírico se confunde em meio aos relatos da vida do escritor que registra cada passagem de forma única. As relações amorosas e sociais não ficaram de fora da publicação que possui inúmeros questionamentos e relatos ligados aos temas. Alguns poemas estão disponíveis na integra na página do Facebook de divulgação do livro, que foi atualizada até o mês de agosto.

          Ao ler Ano Neon, entende-se que a sequência de poemas foi minimamente pensada ligando os temas e os versos em um roteiro rimado. A capa do livro reforça a ideia de cidade e urbano, ao ilustrar luzes em uma rua desfocada. O lançamento atípico do livro em um bar no centro da cidade no dia 15 junho, credita a obra o ar de urbanidade e boemia. O autor distribuía autógrafos ao som de seus poemas executados em músicas pela banda ‘A Coisa’ como na canção ‘Ode ao Ade’.

André Lopes

Serviço:

O livro pode ser encontrado nas Livrarias Curitiba (PG) pelo valor de R$25,00

25/10/2013

De flash em flash, um repertório de PG

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Em preto e branco ou colorido, fotografias chamam a atenção pela criatividade e técnica bem executada

          O Espaço Cultural da Câmara Municipal de Ponta Grossa existe há 11 anos. Oferecem-se para os artistas os suportes que são fixos no teto, a iluminação e a assessoria de imprensa. Os suportes estão desgastados, devido ao uso frequente. Eles são colocados bem perto uns dos outros, gerando dificuldade na circulação e na apreciação das obras, principalmente nos dias de lançamento. A exposição, em cartaz neste final de outubro/13, é de fotografias e chama-se “Olhar Princesino”, do jornalista graduado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, Marco Favero.

          A exibição contêm 15 fotografias, sendo que a maioria (10) impressa em preto e branco. As fotografias foram feitas nas ruas de Ponta Grossa. Uma das principais características das obras é a presença de pessoas viradas de costas para a câmera. Essa escolha coloca o indivíduo como um detalhe, e não como objeto central. Isso remete aos enquadramentos fotográficos, em que não é preciso centralizar tudo sempre para fazer uma boa foto.

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Foto: Hellen Gerhards

        A utilização do preto e branco em diversas fotografias cria um clima diferente em cada uma delas e um contraste forte com as coloridas. Ele fotografou também prédios e casas antigos, trazendo uma nova visão daquilo que há muito tempo está presente na cidade.

          A maior circulação de pessoas acontece durante as sessões da Câmara, em que o público observa as fotografias antes ou depois das sessões.  As imagens chamam a atenção dos que passam por ali, que normalmente param para observar por alguns minutos. A exposição está disponível até 31 de outubro de 2013. As fotografias podem ser vistas também no flickr do fotógrafo Marco Favero.

Hellen Gerhards

Serviço:

A Câmara Municipal de Ponta Grossa fica na Avenida Visconde de Taunay, nº 880 e o horário de funcionamento é de segunda à Sexta das 13:00h às 19:00h. A exposição fica na Câmara até 31 de outubro de 2013. O flickr de Marco Favero é:http://www.flickr.com/photos/marcofavero2

25/10/2013

Nomes consagrados como você nunca viu

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Filme estadunidense exige conhecimento sobre a carreira dos atores na comédia insípida lançada em setembro no Brasil.

            “This is The End” ou “É o Fim” é um filme de comédia e ação estadunidense. O filme é estrelado por seis atores que interpretam eles mesmos. James Franco, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson vivem um bromance (relacionamento íntimo, mas não sexual, entre dois ou mais homens) após perceberem que o mundo está acabando por causa de um apocalipse zumbi.

          A ironia dentro do filme é perceptível, mas o espectador acaba tendo a necessidade de conhecer trabalhos anteriores dos atores para entender as piadas internas, principalmente as de James Franco, que atuou em Homem Aranha, e de Seth Rogen em Ligeiramente Grávidos. O filme se torna restritivo, já que pessoas que não conhecem as atuações desses atores podem ficar perdidas durante a exibição.

                                                                                 

Foto: Divulgação

            Os efeitos especiais também são poucos caracterizados. Em algumas partes parece até que o filme é caseiro e não possui muitos recursos, o que é compensado em outros trechos. A ganância também é satirizada, já que a maioria dos personagens age como se fossem mesquinhos e se preocupassem com o dinheiro até em horas não adequadas. Pornografia e uso de drogas lícitas e ilícitas estão presentes nas cenas.

          Algumas fantasias também são retiradas da bíblia, como é o caso do apocalipse envolvendo a besta de sete cabeças. Ironicamente cria a imagem do céu e que todos que vão pra lá usam roupas brancas e vivem no paraíso. Apesar de não ser entendível por todos, o filme traz grandes nomes como Emma Watson, Rihanna e Backstreet Boys que interpretam a si mesmos também. É uma forma de promover atores que estão “parados” e de mostrar que muitas vezes estamos ao lado de pessoas que não gostamos, mas que precisamos nos juntar em horas difíceis da vida.

 

Mariele Morski

 

Serviço:

O filme é exibido diariamente às 18h15 nos Cinemas Araújo, Shopping Palladium.

Duração: 107 min

Direção: Evan Goldberg e Seth Rogen

Produzido em: EUA

25/10/2013

Reconhecimento que vai além da 31 de Março

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O personagem ponta-grossense “Carmo da 31” é destaque na internet

          Os canais de humor no You Tube tiveram crescimento de popularidade nos últimos anos. Foi assim que Hallorino Junior, criador do personagem ‘Carmo da 31’, tornou-se conhecido na cidade ao apresentar uma sátira do modo de falar e expressões típicas de Ponta Grossa.

          Sempre vestindo a camiseta do Operário Ferroviário (OFEC), Carmo costuma falar dos assuntos do momento ou acontecimentos fictícios na cidade. Ao citar os mais diversos locais dos Campos Gerais, cria identificação com o público ponta-grossense, de forma a acentuar ainda mais o humor nas falas.

          O vídeo mais popular do canal, no entanto, segue um roteiro diferente. O “123 vozes em dez minutos” apresenta quase cem mil visualizações e tomou proporção nacional com imitações de personagens famosos na mídia brasileira. Seus outros vídeos populares, em que o formato predominante consiste em uma câmera estática focando o personagem que realiza sua performance humorística, possuem entre 20 e 57 mil visualizações.

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                                                                                        Foto: Reprodução

          Os efeitos de edição são simples, mas conseguem acentuar o humor quando utilizados. A qualidade de imagem permite a opção de alta definição e o áudio permite que o espectador entenda tudo o que é falado com facilidade, mesmo com a presença de alguns ruídos de fundo em pequeno volume. O cenário de fundo geralmente é um quarto ou cômodo da casa e corresponde com a proposta do personagem.

          A facilidade de acesso e a captação do estilo de fala de determinadas regiões da cidade, assim como bordões que reforçam a identidade do personagem diante do público, fazem com que Hallorino Junior torne-se um ícone do humor popular em Ponta Grossa.

 

Rodrigo Huk

Serviço:

Canal de Hallorino Junior no You Tube: http://www.youtube.com/user/VlogPG