Voltei ao Flicampos, sem ler o Ombudsman

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     Na semana em que ocorreu o Flicampos, entre 7 e 15 de setembro, o Crítica de Ponta continuou pautando o evento. Agora, cobrindo as atividades. No texto ombudsman da semana passada foram dadas algumas indicações para a construção e edição do texto. Porém, baseada na nova remessa de críticas, alguns autores não as leram antes de partir novamente para a cobertura.

     Um indicativo dessa falta de leitura prévia foi a repetição da palavra Flicampos no tíitulo “Diferentes temas atraem público para Flicampos”, “A beleza que tem um samba’ na manhã da Flicampos”, “apesar das melhorias, Flicampos precisa de ajustes”. As demais titulações estavam mais soltas e extrovertidas. Nos outros sete textos, a crítica ficou melhor construída, além de, como já dito antes, deixou a leitura do blog como um todo menos cansativa. Um ponto positivo para a equipe do Crítica de Ponta, que lê o ombudsman.

     O que se notou, também, foram melhoras no que se diz respeito às longas descrições: há mais crítica do que nas duas semanas anteriores. A descrição entrou para complementar e dar base aos apontamentos, e não como instrumento único nas produções.

     Algumas críticas merecem comentários a parte, como é o caso de “Criatividade e inovação versus parcialidade”, que acertou tanto na escolha do tema, quanto no uso direto e simples de recursos que contextualizavam para depois criticar. Usar linguagem muito rebuscada pode desconstruir uma crítica, como acontece no texto “existe competência, falta inovação”, que abordou as músicas que embalaram a FIicampos com riqueza de pauta, porém, deixou o texto confuso.

     Um momento que exemplifica essa confusão é quando o autor diz “uma grande salada musical marcava presença nos autofalantes”, e logo em seguida afirma que “…foi apenas uma engraçada amostra da ortodoxa sonorização do evento”. Ortodoxa, segundo os dicionários da língua portuguesa, significa algo rígido, sem modificações, permanente, que não admite o novo. Como algo que se denomina ortodoxo pode ser “uma salada”? É válido utilizar palavras mais rebuscadas na crítica, porém é preciso ficar atento aos significados.

     Errar faz parte do aprendizado. Cabe, agora, refletir sobre as produções já realizadas para, na próxima oportunidade, ajustar as (singelas) pendências que ainda rondam a equipe. Não a desperdicem, e, leiam o ombudsman.

Angélica Szeremeta

 

 

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