Bons temas, só falta criticar

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        Já no início de setembro, percebe-se que o Crítica de Ponta ainda deixa a desejar em alguns aspectos. Um deles, a falta de criatividade na titulação das críticas, além de (ainda) haver muita descrição.
     Em três parágrafos, seis repetições do nome Percy. Foi o que ocorreu na editoria ‘Projetor’. Em alguns momentos era necessário falar do nome filme, mas em outras poderia ter substituído pela palavra personagem para ficar menos repetitivo. Além de que, apenas um parágrafo pode-se dizer que houve uma tentativa de crítica, e o resto, apenas descrição. Na ultima linha, a autora fala que “as alterações agradaram o público, que esperou mais de dois anos pela continuação”. Baseado em que tipo de apuração se afirma isso?
     A crítica do jornal Bem estar começou com detalhes do impresso, seguida já de apontamentos críticos, porém, como parece se tratar de um jornal popular, a autora poderia ter se baseado em outro produto do mesmo segmento para comparar as características.  Assim como o texto da editoria ‘Vitrola’, que poderia ter comparado a outra banda com o mesmo estilo.
     Afirmações sem base concreta não foi o que aconteceu na crítica ‘Na tela’, sobre o Jornal da Educativa, onde a autora expõe o conteúdo disponibilizado no you tube e acerta em dizer que a falta de atualização e mesmo formato “podem ser um dos motivos” que não há tanta visualização do canal.
     Já na editoria ‘Pratos & drinks’ a autora consegue deixar o leitor com água na boca já no primeiro parágrafo. A descrição do morango, contextualizando com a história de plantio até a venda na feira, foi uma boa escolha para o texto não ficar apenas descrevendo o sabor da fruta.
     A crítica “Radio Web agita XXII Semana de Comunicação” já começa com um título oportuno, se você trabalha no colunismo social. Poderia ter brincando mais com as palavras, ter deixado menos obvio e quadrado. Quando a autora diz que “o nome do entrevistado é repetido com frequência” não deve ser porque se está falando de uma transmissão radiofônica? Fica a dica para voltar aos manuais.
     ‘Em cena’ soube apresentar o enredo da peça abordada sem contar o desfecho da apresentação, comentando ainda sobre o estilo do ato. Isso faz com que o leitor sinta vontade de ir até o teatro. Já no texto “Estilo que vai além do vestir” traz um tema bem atual, que é desconhecido por grande parte daqueles que não são ligados a moda. Apesar de acertar na escolha temática e ser bem informativo, ainda falta crítica.
     A Ombudsman, contudo, ainda procura críticas no texto da editoria ‘Livro aberto’ e ‘Outros giros’. Em quatro parágrafos, pode-se salvar cerca de 4 a 5 linhas de crítica. O restante limita-se a descrição e tende ao texto jornalístico informativo. Poderiam ter resumido menos, e argumentado mais.
Angélica Szeremeta
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