Lembrem-se, o leitor é um cara curioso

ombudsman12-11

 

     Vocês já pararam para pensar quem é o leitor de suas críticas? Talvez vocês nunca descubram o perfil desses leitores, mas uma coisa é certa: quem lê uma crítica quer esclarecimentos, informações completas, não quer sair com dúvidas.
Na edição (produzida na primeira semana de agosto/13) do Crítica de Ponta, o que se observa é que muitos textos deixam de dar informações básicas, que tornam os textos incompletos e não desvenda as curiosidades dos leitores.
     Nas editorias Vitrola e Antena as autoras trazem históricos que enriquecem a construção da crítica. Mas, na primeira, o leitor poderia gostar de saber onde os músicos estavam ensaiando, era num estúdio ou ao ar livre? E como foi citado que as redes sociais ajudam na divulgação, poderia ter indicado uma página online da banda, para quem tivesse interesse em conhecer.
     Outra questão a ser lembrada é que a crítica, assim como outros textos jornalísticos, tem de ter um fio condutor com título e linha de apoio que devem ter total relação com o texto. Em Moda & Estilo, as blusas de renda, objeto da crítica, foram bem descritas e criticadas, porém, o foco não era o preço? O que é um preço acessível? Acessível para quem? “A partir de R$ 19,00” só aparece no serviço de forma vaga. E se há a afirmação de que as vendas aumentaram, quem disse isso, algum lojista, alguma pesquisa? O público quer dados que o crítico deve comprovar.
     Situação semelhante acontece em Pratos & Drinks, o título parece focar no chopp com vinho. Então por que no serviço só aparece o preço do chopp claro e escuro? Apesar disso, a autora consegue trazer elementos sensoriais para conduzir a crítica. Destaque para Em Cena, onde a autora também explora os sentidos e o leitor pode ter um gostinho de como foi o espetáculo de teatro.
     Tanto Entre Linhas como Na Tela trazem excesso de descrição. Mas em Na Tela, o autor consegue ao longo do texto argumentar e construir uma boa crítica. Em Projetor, quem não assistiu ao filme, não consegue entender do que se trata a história, pois apesar dos exemplos que o autor usa para enfatizar as críticas, não explorou o roteiro.
     A crítica de Outros Giros mescla bem descrição com crítica, mas a linha de apoio ficou confusa, é o grupo que está pela primeira vez em Ponta Grossa, ou é a primeira vez que algum grupo faz três apresentações diárias? Em Livro Aberto, o serviço está incompleto, não tem número de páginas, preço ou informações sobre o autor, se o leitor estiver interessado no objeto criticado, não é ali que ele encontrará as informações.
     Fica como orientação que o crítico deve se colocar no lugar do leitor, que busca uma linguagem clara, ter suas dúvidas esclarecidas e conhecer um pouco sobre o objeto criticado.
Nicoly França
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