Archive for Agosto, 2013

31/08/2013

História do chorinho no palco do Ópera

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Livro lançado no mês de agosto traça a trajetória da Noite de Seresta da televisão até o Cine Teatro Ópera

     A ‘Noite de Seresta’ é uma tradição vinda da televisão, no canal 7, que passou para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Em uma noite por ano, músicos de chorinho e serenatas se reúnem para fazer um som. A apresentação, antes transmitida pela televisão, agora é organizada pela UEPG no Cine-Teatro Ópera. Para eternizar o costume, o professor Cláudio Jorge Guimarães e as alunas Andréa Fermino Gonçalves e Jéssica Baum lançaram na semana passada, pela editora Estúdio Texto, o livro Serestas e Seresteiros: O evento Noite de Seresta da UEPG – PR.

     O lançamento foi no Premium Vila Velha Hotel com sessão de autógrafos e apresentação do grupo ‘Novos Malandros’. O livro se divide em quatro capítulos. O primeiro explica de forma acadêmica o que é seresta, seresteiros e serenata. O formato dificulta a leitura de quem não é do meio estudantil.

Foto: Luana Caroline Nascimento

Foto: Luana Caroline Nascimento

     O segundo capítulo recupera a história do evento, enquanto o terceiro mostra como são os bastidores da ‘Noite’ e o que é preciso para que seja realizada. O quarto e último capítulo descrevem a história daqueles que já participaram da Noite de Seresta. A obra é composta por referências de outros escritores e entrevistas colocadas como “informação verbal”.  Fotografias e cartazes das apresentações anteriores ilustram o livro.

     O desenho da capa com uma lua, um violão e uma luminária de rua, com a aparência de um lampião, lembra o cenário da Noite de Seresta do ano de 2012. A diagramação interna, por ser clara e limpa, torna a leitura mais simples e nada cansativa.

Luana Caroline Nascimento

Serviço:

O lançamento do livro foi no Premium Vila Velha Hotel às 19h. e 30 min. no dia 20 de agosto. Em breve, disponível para venda!

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31/08/2013

Estilo que vai além do vestir

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Assim como todas as tribos urbanas, o Hipster é um conjunto de atitudes que não se limita a uma peça de roupa

        O Hipster existe desde a década de 1950, mas é agora que tem maior visibilidade e adeptos. Com características bastante evidentes, há quem acredite que, para se inserir na moda, seja necessário apenas se adequar ao padrão de roupas usado pela tribo. O estilo, porém, vai além de apenas vestimentas. Vestir-se como Hipster não implica em ser Hipster. Em Ponta Grossa, o comportamento já é bastante popular entre jovens de 15 a 25 anos, principalmente.

      As roupas usadas pelos adeptos mesclam Vintage, Retrô e Navy. A praticidade do estilo se dá ao fato de que as lojas compram aquilo que é procurado, logo, é fácil encontrar peças que remetam ao Hipster em qualquer lugar da cidade. Ponto positivo é que dentro do movimento foram reaproveitadas peças de outros estilos, como a camisa xadrez, indispensável no guarda-roupa hipster.

Foto: Amanda Bueno

Foto: Amanda Bueno

         Tatuagens, batom vermelho, coques, blazers, calças justas, babados e estampas referentes ao universo e a natureza são marcantes no movimento. Destaque no comportamento à ligação com o planeta, desde hábitos vegetarianos e apego aos animais a trocar carro por bicicleta. O estilo musical pende para o Indie e Folk, e no cinema são contemplados filmes de baixo custo, geralmente inadequados ao modelo hollywoodiano, o que é bom, uma vez que dá maior visibilidade a outros vieses culturais.

       O ponto negativo do estilo Hipster é a difusão apenas das roupas enquanto os hábitos são deixados de lado, por não estarem dentro do que já é culturalmente popular. A massificação estética não cumpre sozinha com a proposta do movimento, que é a relação de mutualismo entre homem e universo.

Crys Kühl

Serviços:

As peças de roupas do estilo Hipster podem ser encontradas em brechós e lojas com valor a partir de R$ 5,00.
Uma das lojas com produtos referentes ao estilo, em Ponta Grossa é a Belchior XIX: https://www.facebook.com/BelchiorXIX?fref=ts
Filmes adequados à proposta do movimento são apresentados todas as terças-feiras no ‘Tela Alternativa’, no Cine Teatro Ópera.

 

31/08/2013

Humor embriagado retorna a PG

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De “A Praça é Nossa” para o Cine Teatro Ópera, uma peça para quem vê tudo embaçado

    O ator e humorista ponta-grossense, Fábio Silvestre, retornou a Ponta Grossa depois de dez anos sem pisar nos palcos da cidade, exatamente o mesmo tempo em que a peça “O Bêbado” estreou.

     A peça, que já foi vista por mais de 10 mil pessoas distribuídas em 300 apresentações por várias capitais brasileiras, é um monólogo no qual Fábio passa 70 minutos em conversa com um interlocutor invisível. Fábio faz o papel do bêbado, não apenas de um, e sim de vários tipos alcoolizados que adotam novas personalidades na medida em que o assunto envereda por outros meios. O cenário é simples, composto apenas de mesa, cadeira e garrafa.

    Como todo “bom bêbado”, que sabe discorrer sobre qualquer assunto, o personagem embriagado fala sobre temas comuns, como futebol, mulheres e bebidas, mas também demonstra interesse por temas como o Programa Nacional de Álcool.

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Foto: Divulgação

     O público, que ocupou todas as cadeiras do Cine Teatro Ópera, se divertiu com as tiradas engraçadas e interpretações exageradas bem do tipo “A Praça é Nossa”, que por sinal, é o programa que emprega Fábio Silvestre atualmente. Nele, Fábio é Bigode, o motorista.

   A peça promete acabar depois de dez anos de palcos. “É preciso cuidar da cirrose”, disse Fábio ao final da apresentação em Ponta Grossa. Não é preciso ser bêbado, muito menos frequentar bares para se divertir com “O Bêbado”, entretanto, se você gosta de tomar uns tragos e, principalmente, passar do limite da bebida, certamente irá se identificar com alguma passagem do bêbado da peça.

Marcelo Mara

 

Serviço:

Peça: O Bêbado

Cine Teatro Ópera – PG

Aconteceu no dia 11 de agosto, às 19 horas.

Ingressos custavam de 15 a 30 reais.

31/08/2013

A praça dos passantes apressados

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Com árvores cortadas e chafariz reativado, Praça Barão de Guaraúna, no Centro de PG, está de cara nova

   Passear na praça já não é mais uma opção comum para as pessoas. Esses espaços viraram apenas um ponto de passagem, principalmente os localizados no centro da cidade. Os maiores frequentadores são idosos, pombos e cachorros de rua. Seja por causa dos animais, falta de cuidados ou a existência de outras opções, as praças se tornaram um lugar desagradável e pouco procurado para encontros.

     A Praça Barão de Guaraúna, ou ‘Praça dos Polacos’, como é conhecida, é um exemplo. Localizada no centro de Ponta Grossa, ocupa uma quadra. Igreja, bancas de jornal e revista, ponto de táxi e banheiro público estão no interior. Banco, farmácia, lotérica, academia de ginástica, ao redor. Na praça, tem quase todos os serviços básicos, o que aumenta a circulação de pessoas.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

     Em maio de 2013 ocorreu a revitalização da praça. O chafariz, que não funcionava há 50 anos, foi reativado. O calçamento e bancos foram trocados parcialmente. Além da limpeza, instalação de lixeiras – que incentivam à população o costume de não sujar a praça – e flores que foram plantados nos canteiros. A praça perdeu o aspecto de sujeira e se tornou um lugar mais agradável para frequentar.

    Com a revitalização, oito árvores foram cortadas. Os cortes foram necessários, pois as árvores estavam com doenças, pragas e parasitas e podiam contaminar outras árvores, segundo a Secretaria do Meio Ambiente. Não existe registro de plantio de novas árvores no local.

     Durante as manifestações de junho, o local ganhou novo uso. Virou ponto de concentração dos manifestantes. Acontece também em outras atividades similares, como a “Marcha das Vadias”.

Letícia Augusta

 

Serviço:

Praça Barão de Guaraúna – Centro de Ponta Grossa/PR

Entre Av. Vicente Machado e rua Paula Xavier

31/08/2013

“Insônia na rua em Ponta Grossa”

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Grupo de rap de PG lança Mixtape que reivindica espaço musical e critica a sociedade

         Luta por espaço musical e letras que criticam um modelo de sociedade. Esse é o resumo da nova Mixtape, lançada no dia 17 de agosto, pelo grupo de rap ponta-grossense, Insônia Mc’s. Com nove faixas, o compacto aborda a missão do rapper e resgata valores originários do Hip Hop: “Rap verdadeiro é quando é feito com os amigos”. A Mixtape é uma prévia de um trabalho que ainda será lançado em parceria com ‘Lado Sujo da Frequência’ (LSF).

            Das nove músicas que integram a produção independente, quatro são produzidas por Cko Beats, duas por Andrey, duas por Midjey (Underapz Produções) e uma por Rz Ribas. Dentre as canções, quatro possuem participações especiais: “Nós vamos à luta” (participação de Qualy do grupo Haikaiss), “Perdição” (Nocivo Shomon), “Rap não morreu” (Lado Trilho e Nocivo Shomon) e “Vícios” (Nocivo, Cwbase e R-dose).

Foto: André Jonsson

Foto: André Jonsson

            Todos os CD’s são gravados e autografados pelos integrantes do Insônia Mc’s. As vendas, às vezes, são feitas pelos próprios Mc’s, como no evento Hip Hop na Zona Leste, no último dia 25. O grupo disponibilizou a primeira EP para download, no último dia 12, para anunciar a chegada da Mixtape.

        A quarta faixa da Mixtape, intitulada “Na busca da paz”, reforça o caráter crítico do trabalho. A letra apresenta a relação de perturbação individual provocada por um caos coletivo de uma “selva de pedras que esmaga”, no caso, Ponta Grossa. A música também faz menção a valorização das coisas simples do dia a dia e a humildade, independente das origens: “Eu só quero estar em paz”.

André Jonsson

Serviço:

A Mixtape pode ser adquirida na Hi Hop Store PG por R$3,00.

Rua Ermelino de Leão, 703 – Centro.

 

31/08/2013

Sabores doce e azedo, porém com preço salgado

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Próprio de regiões de baixa temperatura, o morango é oferecido em Ponta Grossa durante o inverno

      Vermelhos e azedinhos, os morangos ficam à venda nas feiras. O fruto da estação recheia as fôrmas verdes, expostas aos possíveis clientes da Feira do Jardim Carvalho. Com uma coloração avermelhada e formato triangular, o produto não passa despercebido entre as pamonhas, coxinhas, pastéis e outras mercadorias oferecidas no local.

    A característica de não ser inteiramente adocicado permite que o morango complete o sabor de outros doces, sem provocar mal-estar pelo excesso de açúcar. Por essa razão, existem variedades ilimitadas do fruto, como iogurtes, sorvetes, biscoitos, tortas e balas. Além de rechear os produtos, ele também pode ser acompanhado de cremes, como o chantilly.

Foto: Luana Caroline do Nascimento

Foto: Luana Caroline do Nascimento

      Típico de regiões frias, os morangos adaptam-se ao solo paranaense, que tem baixas temperaturas. Ainda sim, a produção é dificultada com as geadas, que geram a necessidade do uso de lonas. Isso aumenta o custo de produção, revertido no valor da mercadoria.

      Não é comum que as pessoas plantem o fruto em casa. Na feira, a venda do produto não é á “aquelas coisas”. É perceptível, por exemplo, barracas de morangos vazias, comparadas as que oferecem outras mercadorias. Uma das razões para esse fenômeno é o preço alto, de aproximadamente R$ 3,00 cada fôrma, de 10 a 15 unidades, e que varia conforme a proporção da fruta.

     Se por um lado os morangos ficam equilibrados entre o doce e o azedo, por outro, o custo é salgado, fator que prejudica a venda do produto. O fruto vende mais por ser anual, portanto raro, ao invés das bananas que têm apelo e são vendidas “a preço de banana”.

Rafaelly do Nascimento

 Serviço:

O morango pode ser encontrado em feiras e mercados da cidade a partir de R$ 3,00 cada fôrma.

31/08/2013

Ctrl C + Ctrl V não “cola” mais

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Canal no youtube do Jornal da Educativa chega a ter vídeos com apenas uma visualização e não tem a eficiência esperada

     O Jornal da Educativa – programa da TV Educativa de Ponta Grossa, canal 58 do sistema aberto na Cidade e municípios vizinhos – se dedica a postar os jornais na íntegra depois da exibição no canal do Youtube. Não há nenhuma modificação, a linguagem e as matérias são as mesmas. Além de não apresentar uma frequência certa de postagem, pois nem todos os dias em que o jornal foi apresentado há um vídeo no Youtube, o canal está desatualizado desde o mês de maio de 2013.

     Esses podem ser alguns dos motivos pelos quais o canal quase não recebe visualizações e, portanto, seria ineficiente. Os 80 vídeos postados somam 980 visualizações, o que significa uma média de 12 visualizações por vídeo. O vídeo mais visualizado foi exibido originalmente no dia oito de fevereiro deste ano e tem 61 visualizações.

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Foto: Print do Canal do Jornal da Educativa

     Ao considerar que a televisão e a internet têm linguagens diferentes, os vídeos postados no canal do Jornal são pouco atrativos para os internautas. Tal fato soma-se a não divulgação dos vídeos por nenhuma outra rede social, ou mesmo na própria exibição do jornal, o que o torna praticamente um canal fantasma.

     A divulgação dos links dos vídeos nas redes sociais é essencial para obter um número maior de visualizações e que seja convidativo para a internet e para a TV. No entanto, o Facebook da TV Educativa não faz nenhuma menção ao canal do Youtube e nem anuncia que os vídeos estão disponíveis na íntegra. O que existe no Facebook são algumas chamadas escritas sobre o que vai rodar na versão televisiva e a divulgação de alguns eventos na cidade, como, por exemplo, concertos do Coro da cidade de Ponta Grossa.

Maria Luísa Cerri

Serviço:

O canal intitulado tveducativa ponta grossa pertence ao Jornal da Educativa, apresentado de segunda à sábado, com início às 19h30.

Os vídeos podem ser encontrados no link: http://www.youtube.com/channel/UCZHur2LuVxEvKUjks-T5sDQ/videos

31/08/2013

O mar de monstros está logo ali

projetor322Deuses gregos, adolescentes e ação compõem a fórmula da nova aventura do semideus ‘queridinho’ da garotada

     A aparição de deuses gregos e semideuses no cinema não é novidade. Porém, o escritor e professor de História, Rick Riordan, resolveu criar uma adaptação moderna da mitologia grega ao escrever uma saga de cinco livros. O enredo das histórias vividas por Percy Jackson desenvolve como seria o mundo se os deuses fossem reais e se tivessem filhos. O filme Percy Jackson e o Mar de Monstros é o segundo da série e tem como desafio reparar a má impressão que “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” causou.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

     Percy Jackson e o Mar de Monstros aborda as aventuras de Percy, Annabeth e Grover em busca do Velocino de Ouro. Há toda uma adequação na construção do roteiro. No segundo livro, o personagem principal, Percy, tem 13 anos, já no cinema, tem mais de 16. Há uma profecia descrita na obra literária que diz: um semideus filho dos três grandes (Zeus, Poseidon ou Hades) salvará ou destruirá o Olimpo aos 16 anos. Essa idade foi alterada para 20 anos no filme, devido justamente à escolha etária dos personagens do primeiro.

     Vale a pena ressaltar as mudanças que ocorreram desde a adaptação cinematográfica. A aparência da personagem Annabeth segue as características do livro, de cabelos louros e cacheados, diferentemente do primeiro, em que a personagem possuía cabelos escuros e lisos. Os efeitos especiais e qualidade do enredo também evoluíram. A troca de diretor foi a principal causa das transformações, assim como a insatisfação dos fãs dos livros que reprovaram o primeiro filme. As alterações agradaram o público, que esperou mais de dois anos pela continuação.

Hellen Gerhards

Serviço:

Diretor: Thor Freudenthal Elenco: Logan Lerman, Alexandra Daddario, Brandon T. Jackson Duração: 1h48min

Censura: 10 anos

Local, horários e preços: Multipex Palladium, de segunda à sexta nas sessões das 17h, 19h:50min e 21h:30min. Por R$20 a inteira e R$ a meia na matinê e noite das segundas e quartas-feiras. Por R$16 a inteira e R$ a meia na matinê e noite das terças e quintas-feiras. Por R$18 a inteira e R$ a meia na matinê das sextas, sábados e domingos. Por R$20 a inteira e R$10 a meia na noite das sextas, sábados e domingos.

31/08/2013

Muito e pouco ao mesmo tempo

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Jornal curitibano ‘Bem Estar’ não varia nos temas e abusa das propagandas e do excesso de cores

     O jornal Bem Estar, com 12 mil exemplares e distribuição gratuita, tem como slogan “o seu jornal de qualidade de vida”. No entanto, quando se trata de qualidade de assuntos e reportagens, deixa a desejar. A metade de praticamente todas as páginas apresenta publicidade de empresas ou propagandas de eventos e não trata de outros assuntos além de saúde.

     Algumas reportagens são assinadas por colunistas independentes que não estão no expediente. Os editores também assinam conteúdos, mas o jornal informa que as reportagens são de responsabilidade de quem as escreve e não necessariamente a opinião do veículo. Isso gera uma desconfiança do leitor que espera um posicionamento ou um editorial de acordo com as publicações.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

     A diagramação do jornal é pesada e feita por apenas uma pessoa, além de não chamar a atenção nem destacar o que é importante ou não na página. Os textos brigam por espaço. O excesso de cores nos cabeçalhos e nos títulos prejudica ainda mais a leitura. As fotos não são de produção própria da redação e nem realçam a produção dos repórteres.

     Além de utilizar propaganda de outras empresas, o jornal faz propaganda de si mesmo para mostrar a repercussão de seus anúncios. Em uma das páginas do jornal, um grande espaço é reservado para um pedido: caso algum leitor entre em contato com algum anunciante, identifique-se como leitor do “Bem Estar”. Isso acontece porque, segundo o jornal,“são os anunciantes que, indiretamente, pagam os custos para que o Bem Estar seja entregue gratuitamente”. Em PG o Bem Estar foi distribuído em alguns cursos do Campus Central.

Aline Czezacki Kravutschke

Serviço:

Jornal Bem Estar

Distribuição Gratuita – 12.000 exemplares

Contato: (41) 3022-6890 – E-mail: curitiba@jornalbemestar.com.br

30/08/2013

Uma boa dose de revisão nunca é demais

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       Em textos com simples erros de digitação, apenas uma leitura rápida a mais basta para perceber e arrumar as falhas. A edição deve prestar mais atenção, pois parece que algumas críticas com erros banais nem passaram pelo trabalho de edição, ou nem mesmo de revisão. Nota-se falta de acentos, falhas na construção de frases e de padronização. Por que na semana passada era escrito ‘ponta-grossense’ e nesta semana aparece ‘pontagrossense’.

       É um erro pensar que o texto termina quando você pontua a última frase. No jornalismo, o texto só termina quando você lê tudo aquilo que escreveu e revisa. Isto poderia até dar menos trabalho para a edição. Apesar das falhas, as críticas têm apresentado temas cada vez mais originais e interessantes.

       Destaque para Outros Giros, que trouxe um esporte como tema e o autor foi capaz de construir uma boa crítica, embasada em dados e opinião. Vitrola  também chamou atenção pela pauta, mostra que o estudante deve estar atento ao que acontece na região e a pauta pode ser também um evento que não aconteceu, e neste caso, ainda foi alvo de uma crítica interessante.

       Em Moda & Estilo, o autor não trouxe nenhum vínculo com a região. Aí fica a dúvida quanto a função do texto, que deve atingir um público alvo, por se tratar de um blog de PG. Então fica a sugestão de que sempre se faça uma ligação com o cenário local, para que a crítica cumpra com sua função e que o leitor possa se identificar.
       Em Entrelinhas, foi interessante trazer um tema interno como alvo para a análise, uma vez que a autora trouxe dados e informações precisas. Sempre vale também explorar temas da região, como em Antena, que trouxe uma rádio local de Irati, construindo na crítica uma identidade regional.
       Em Livro Aberto, a autora se prende mais à descrição da obra do que na crítica em si e isso pode prejudicar um pouco o texto. Na categoria Em Cena, a autora traz elementos importantes para uma crítica de teatro, como iluminação, gênero e cenário.Como ponto positivo na escolha de tema diferente, destaca-se também Pratos & Drinks, que traz apontamentos de uma crítica gastronômica aliados à descrição, mas deve-se tomar cuidado com os adjetivos para que o leitor não se perca em um texto quase publicitário.
       Espera-se que os críticos continuem explorando cada vez mais temas originais e usem e abusem da criatividade e da revisão nas próximas produções. O trabalho cada vez mais profissional, mesmo sendo atividade laboratorial, ajuda a dar credibilidade e visibilidade ao Crítica de Ponta.
Nicoly França