Na essência, musicalmente falando

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Sexta canção apresentada no FUC reflete sobre o sentido da existência humana

        “Dedicada aos amigos”, como disse o violeiro no início da apresentação, a canção Essência foi a sexta música interpretada na etapa regional da primeira noite do FUC. Sob um ritmo harmonioso, cincos integrantes mostraram afinação no teclado, violino, violão e duas vozes femininas, que juntas igualaram-se ao som de um tom equilibrado e condizente com o estilo musical “relaxante”. O ritmo foi mantido do inicio ao fim, sem mudanças significativas.

        Apesar da interpretação atender ao desafio de qualidade instrumental e vocal, alguns apontamentos técnicos devem ser citados. Um dos principais e, o primeiro a se destacar, foi a entrada tardia da violinista, aparentemente proposital, ao palco. A estratégia da entrada, enquanto os demais já estavam cerca de 40 segundos executando a música, foi colocá-la para tocar somente na hora que inicia o refrão, o que confundiu um pouco a apresentação, já que acabou dispersando o foco de olhares para a violinista.

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Foto: Lente Quente/André Jonsson

        Os integrantes também não demonstraram interação com o publico como ferramenta. Até mesmo no início da apresentação, quando, no FUC, os cantores usam alguns segundos para explicar os motivos e as inspirações da canção, o grupo optou por não fazê-lo.

        Sobre a letra do compositor Sergio Luiz Waldmann Junior, os versos remetem ao sentimento da essência do viver a vida. Do descontentamento e solidão à persistência do valor do amor, a composição provoca o ouvinte a um pensamento, como a própria letra diz: “sozinha não, lutaremos pra viver”!. E, assim, a canção cumpre papel proposto de repensar a verdadeira essência do existir.

Mariana Okita

Serviço:

Canção: Essência

Letra: Sergio Luiz Waldmann Junior

Músicos: Sergio Luiz Waldmann Junior

One Comment to “Na essência, musicalmente falando”

  1. Olá pessoal…meu nome é Camila e sou uma das intérpretes que está aí na foto e achei bacana a crítica feita porém discordo em alguns pontos. A opção de “interagir” com o público não é obrigatória, sendo que o quesito avaliado é a interpretação e não a interação. Interpretar a música é conseguir passar para o público aquilo se canta, pela postura, entonação, gestos e etc…vale lembrar que mudanças significativas são relacionadas aos arranjos e jogos de notas e creio que esta música não passa nem perto de ser algo sem mudanças significativas…acho importante a gente ter esse espaço para também colocar nosso ponto de vista, obrigada!

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