Archive for Junho 7th, 2013

07/06/2013

Poesia em movimento e de carona

livro aberto

Edição especial com textos de Ezequiel Batista circulou poucas semanas antes da morte do poeta em PG

     Em um cenário literário fraco como o de Ponta Grossa, o escritor Ezequiel Andrade Batista (o Zeca) fez algo inovador: transformou uma folha de papel A4 em livreto e fez dos encontros ou contatos com conhecidos, além de bares, seus pontos de distribuição. O exemplo é o recém-lançado Poesia pede carona, uma versão especial do artista, que circulou entre o final de abril e início de maio de 2013 em PG.

     O livreto é feito de forma particular, sem apoio de qualquer editora, em uma folha de A4 dobrada em 8 divisões, para uma leitura fácil e rápida, com a simplicidade que chama atenção na composição dos nove poemas, formados por uma única estrofe, geralmente com 5 versos, que não exigem nenhum conhecimento avançado do leitor que se interessar pela forma de expressão alternativa.

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     O poeta escreveu sobre diferentes temas como tristeza, amor e até mesmo a morte. Não que tenha usado uma forma muito precisa para fazê-los, mas apresentando uma diferente dedicação em cada um.

     A forma de diagramação é um tanto curiosa pois, de forma alternada, alguns dos poemas estão dispostos no sentido vertical e outros na horizontal. É curioso também observar que o espaço “Amigos do Projeto” está em branco, sugerindo um descaso com produções do gênero ou talvez por se tratar, ainda, de uma versão experimental.

    Poesia pede carona foi a última obra de Ezequiel Batista, que faleceu em um acidente de trânsito em frente ao seu local de trabalho, no dia 26/05/13, em uma rodovia dos Campos Gerais. Além de poeta, Ezequiel era ator, dramaturgo e diretor teatral, com reconhecida presença no cenário cultural de Ponta Grossa. Um dos poemas do livreto, que tem por slogan “a arte em movimento”, é intitulado “Morte”.

Morte

Morte és tu?

Não faças escândalo

Apenas me possua

Leandro Oliveira

Serviço: Livro Poesia pede carona. Por Ezequiel Andrade Batista (in memorian)

Ano de publicação: 2013

07/06/2013

Parece um calzone, mas é ‘pizza frita’

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Produto recente no paladar ponta-grossense tem potencial para agradar vários tipos  ou opções de gostos

     Há apenas 10 meses no mercado, o estabelecimento atrai pelo diferencial da pizza em formato de calzone, diversas opções de sabores e rapidez. Sem semelhantes na proposta inovadora e pioneira no Paraná, a pizzaria ainda não tem salão e trabalha apenas com a entrega em delivery pelo telefone ou no balcão.

     Os sabores mais pedidos são as de carne como filé mignon e ‘a moda da casa’. Além dos sabores mais tradicionais como mussarela e frango, existem os diferenciais como ‘À moda do cliente’ e ‘meia + meia’ onde se pode escolher os ingredientes e montar o próprio recheio.

     Além de sequinha e crocante, a pizza tem uma massa semelhante a de pão (não é nem muito grossa e nem muito fina) e combina o sabor com o recheio. Destaque para ‘strogonoff de filé mignon’ que traz carne de qualidade com tempero e molho na medida certa. Com um serviço rápido de entrega, o produto chega quente e sequinho.

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Foto: divulgação

     Dentre as opções da pizza, para quem gosta de doce, uma sugestão é a de ‘chocolate’, que inova no recheio, traz um preparo diferente com creme e não apenas o chocolate derretido, que pesa depois da refeição. Entretanto, faltam opções de tamanho diferenciado para as pizzas doces que poderiam ser menores, parecendo mais com sobremesa do que refeição principal.

     Os preços das pizzas variam por sabor e tamanho. O serviço de delivery por motoboy é terceirizado, o que encarece para quem prefere receber em casa à ir até o balcão. O tempo mínimo de entrega, segundo o panfleto do estabelecimento, é de 25 minutos, mas em horários de movimento pode chegar a 50 minutos.

Aline Czezacki

 

Serviço: ‘A pizza frita’
A pizzaria fica na Rua Benjamin Constant, nº03, Centro.
Os pedidos podem ser feitos pelos telefones (42) 3025-1343 ou (42) 3027-1343 e atende de terça a domingo das 18h às 23h e sexta, sábado e véspera de feriados das 18h à 00h.

07/06/2013

Jeans e mustangs na melodia do Hard Rock

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Banda ponta-grossense West Hill tem proposta de hard rock com clima ‘oitentista’, desde 2004

     O Hard Rock é uma das ramificações do Rock que surge na metade dos anos 1960. O uso de distorções, o arranjo (por vezes mais simples) e o som considerado pesado em relação à origem marcam o gênero. A formação mais comum é de baixo, guitarra, bateria, teclado (em algumas bandas) e vocal, que comumente alterna entre voz aguda e rouca para pesar a música. O ritmo frenético, com sons distorcidos de guitarra, também são características do estilo.

     Esta é a proposta da banda ponta-grossense West Hill, que nasce em 2004 com influências das bandas Kiss, Guns N’Roses, Aerosmith, Van Halen, entre outras. Álamo Balzer, no vocal e guitarra, Kiko Zubek na guitarra, Will Silva no teclado e Fernando Ianck na bateria integram a banda. West Hill considera seu estilo diferenciado e busca principalmente o ‘Hard Rock oitentista’.

Foto: Dilvugação

     As três músicas próprias disponíveis no site da banda são em inglês e com temáticas diferenciadas entre si. Uma delas é Jeans From The Eighties, em português: ‘jeans dos anos oitenta’. A canção relembra características da década, como carros mustangs, máquinas jukeboxes, os estilos blues e jazz da época, além dos jeans dos anos oitenta.

     A melodia tem características do Hard Rock, com bons solos de guitarra, vocal alternando entre grave e agudo e distorções de guitarra. A música é um tanto longa (pouco mais de 6 minutos), mas não se torna cansativa, pois indica paradas que valorizam a voz do vocalista, bem como trechos com teclado em destaque. Portanto, os elementos musicais são bem destacados o que torna a música leve de se ouvir, mesmo com raiz em um Rock mais pesado.

 Gabrielle Rumor Koster

Serviço: Telefone: +55 (42) 8403-9712
E-mail: westhillband@gmail.com Site: http://westhillband.tnb.art.br/

Facebook: https://www.facebook.com/bandawesthill

07/06/2013

Estrela de uma geração rock n’roll

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Com mais de 100 anos, All star virou sinônimo de estilo que ultrapassa grupos sociais e culturais

     Você já percebeu aquela assinatura que fica entre a estrela da logo do All Star? Chuck Taylor não foi o inventor do tênis e nem da marca, mas foi por meio dele que tudo começou. De início, o tênis foi pensado para o basquete e quando Chuck resolveu calçar os sapatos foi o estopim de uma moda que sobrevive até hoje, mesmo depois de várias gerações.

     O tênis possui mais de 100 anos de existência, foi padrão até mesmo nos pés dos soldados da segunda guerra mundial. A popularização do tênis e a fama inquestionável se devem ao rock. Desde a década de 1960, o tênis foi usado por Sid Vicious até o auge da cena grunge nos anos 90, onde a camisa xadrez combinava com o All Star e, pois, traduzia semelhanças de estilo e identificação com as estrelas do rock.

Foto: Mariana Tozetto

Foto: Mariana Tozetto

     O All star de cano baixo, conhecido como “oxford”, foi lançado em 1960, e logo surgiram múltiplas personificações do tênis. Cadarços de variadas cores e o tecido, que anteriormente era feito em lona, hoje é produzido também em couro, camurça e vinil.

     O estereótipo de quem usa o All Star varia. Por ser um sapato que combina com muitos estilos, desde roupas básicas, até as mais formais, o tênis caiu no gosto popular e não abrange apenas um grupo social, como no início era associado ao rock n’roll.
No mercado existem muitas imitações do All Star, onde se pode questionar o quesito conforto. Por ter um solado de borracha, ele se solta e desgasta facilmente, tanto no original quanto nos similares. Porém, basta sair na rua e conferir nos pés da moçada, independente da idade ou gênero, que o All Star ainda conquista o gosto (popular).

Mariana Tozetto

 

Serviço: O All Star pode ser encontrado em lojas de calçados e bazares. O custo varia conforme o modelo de R$ 99,00 a R$ 229,99

 

07/06/2013

Procura-se liberdade entre tanto ‘bang-bang’

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Unindo cowboys e escravos, o filme ‘Django livre’ inova ao trazer gêneros distintos para o cinema

     Dos saloons com duelos de espingarda ao comércio de escravos, o diretor Quentin Tarantino confunde o público em Django livre. A produção, que em 2013 recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original, se funde entre os gêneros faroeste e escravidão nas transições de cenários. A história gira em torno do protagonista Django, um ex-escravo/caçador de recompensa, liberto pelo alemão Dr. King Schultz, ex-dentista/caçador de recompensa. A meta de Django é dar alforria à esposa Brunhilde e vingar-se de quem a manteve escrava.

Foto: Dilvulgação

Foto: Dilvulgação

     Apesar de cumprir com os objetivos da trama, a falta de cortes prolonga a história que não registra visíveis ousadias técnicas durante as 2h45 de filme. As enrolações não acrescentam em nada no enredo, mas são capazes de gerar gargalhadas no público pelo valor cômico, exemplo da cena em que uma espécie de Ku Klux Klan (KKK) resolve perseguir Django e Schultz, e estes acabam discutindo a razão do uso de toucas com buracos que impossibilitam a visão.

     O longa reúne críticas sociais com relação ao preconceito racial por meio de questionamento da falta de espírito de liberdade dos próprios negros. Porém, as sequências não demonstram a preocupação de Django com os demais escravos, pois ele não se importa em maltratá-los ou vê-los como comida dos cachorros do coronel Calvin Candie, que mantinha Brunhilde como escrava.

     O vilão da trama é o escravo de Calvin, Stephen, ‘suposto’ puxa-saco, que ironicamente trata mal Django, não aceitando que um “crioulo” possa dormir na Casa Grande por ser inferior, outra crítica aos negros que não aceitam a própria condição racial.

Rafaelly do Nascimento

Serviço: Filme Django Livre

Diretor: Quentin Tarantino

Duração: 165 minutos

O filme encontra-se disponível em todas as locadoras da cidade.

07/06/2013

Não dá pra voltar no tempo, mas é possível lembrar

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Programa da Radio T promete recuperar bons momentos para o ouvinte, a partir de sucessos dos anos 1960 até 90

     Sucessos antigos sempre remetem a histórias passadas e acontecimentos da infância. Essa é a aposta do Arquivo T que traz para as ondas de rádio da cidade músicas nacionais e internacionais dos anos 1960,70, 80 e 90. A iniciativa de rememorar é comprovada pelo público que, por meio de mensagem de texto via celular, interage com o programa. O assunto da participação é “o arquivo T é da época que” onde os ouvintes trazem casos antigos como acordar cedo só para assistir desenho, gravar músicas que tocavam na rádio em fitas ou participar de festas americanas com discos de vinil entre outras.

Foto: Dilvulgação

Foto: Dilvulgação

     O locutor Marcilio Luiz lê as histórias durante o programa e comenta se também passava pelas mesmas situações, levando a atração em tom de descontração. As mensagens chegam de várias cidades do Paraná, como Cascavel, Curitiba, Ponta Grossa e mesmo de localidades menores como Terra Roxa e Colombo. Alguns ouvintes também pedem músicas que vão de Menudos a Guns N’ Roses e The Beatles, chamam o apresentador pelo primeiro nome, aparentando uma conversa de amigos. A audiência mostra uma fidelidade ao Arquivo T e participam mais de uma vez no mesmo dia.

     O programa tem um público significativo de 11 e 12 anos, que geralmente comenta sobre músicas do cenário do rock nacional. A banda Legião Urbana está entre os mais lembradas nos pedidos. No site da rádio T há um espaço para que o internauta peça sua música. O programa diverte as tardes de sábado de quem ouve e consegue alcançar o objetivo: “relembrar os bons tempos que não voltam mais”.

Luana Caroline Nascimento

 

Serviço: O “Arquivo T” vai para o ar nos sábados das 14h. às 16h. pela rádio T (FM 99.9). Site do programa:http://www.radiot.com.br/arquivo-t.html

07/06/2013

Pluralidade a um projeto plural

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Programa Cultura Plural aposta em 20 minutos de poucas matérias, mas de conteúdo variado

    Imagens de apresentações musicais, danças e entrevistas. Assim é a nona edição do programa Cultura Plural, edição de maio de 2013. Após quase cinco meses sem ser produzido, a programação volta com amostras de eventos culturais recentes da cidade.

     Com a duração de aproximadamente 20 minutos, a edição traz informações sobre a II Feira Cultura Plural, que aconteceu na Praça Barão do Rio Branco, e o Harlem Shake, no Parque Ambiental em Ponta Grossa, além da apresentação do grupo de capoeira Muzenza. Por estar na plataforma online, a baixa qualidade do vídeo deixa as imagens ofuscadas. Nos momentos de entrevista, as imagens são repentinamente cortadas.

Foto: Dilvulgação

Foto: Dilvulgação

     A pluralidade de assuntos no programa, basicamente, é dividida em dois assuntos: a Feira e o Harlem Shake. A apresentação de capoeira e a fala complementar do entrevistado, que são quase as mesmas palavras nas duas entrevistas, são suítes da primeira matéria. A apresentação em si deixa quem assiste mais próximo de quem fala, característica de programas culturais.

     O telespectador precisa ‘forçar’ um pouco a vista para enxergar o apresentador, pois a filmagem das passagens entre uma matéria e outra ficou escura, o que chama a atenção apenas para a camiseta preta, que o apresentador está vestindo. Porém, na matéria sobre o Harlem Shake o cenário muda: imagens mais nítidas e cortes entre entrevistas mais suaves. O programa aposta na qualidade ao invés da quantidade de matérias. O colorido das manifestações e as falas dos entrevistados fazem o conteúdo do programa ter mais informações.

Jéssica Santos

 

Serviço: O Programa Cultura Plural está na nona edição e disponível no endereço www.culturaplural.com.br/programa-cultura-plural-7. Para acessar esse e os anteriores, localize o canal do youtube www.youtube.com/culturaplural

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07/06/2013

Jornal que não visa informar, mas entreter

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A volta de um fanzine na geração da internet abre espaço para apresentar conteúdo independente

     O jornal Tripa é um suplemento elaborado por alunos de Jornalismo da UEPG, para circular juntamente com o Foca Livre (periódico mensal de produção laboratorial do Curso). O impresso apresenta um conteúdo que foge do entorno da instituição acadêmica, trazendo indicações musicais, poesias e histórias em quadrinhos, seja em forma de desenhos ou através de sequências fotográficas.

     O Tripa (como ficou conhecido) é direcionado ao público jovem-adulto, e traz uma proposta descomplicada de informar seu leitor, com uma boa dose de humor. É dividido em sete editorias: Tripa Sex e Pelas Barbas do Profeta, nas quais têm a participação de pessoas que pretendem divulgar seus próprios trabalhos.

Foto: Dilvulgação

Foto: Dilvulgação

     Fala Que Eu Te Escuto apresenta entrevistas com personalidades públicas, Garimpo traz dicas que envolvem a região, Bronha Literária possui um poema e Mamma Big Hits tem indicações musicais “para ouvir no Dia das Mães”. Já na editoria Lapada na Rachada o leitor pode responder a uma enquete no blog do jornal, sobre qual dos textos apresentados realmente é verdadeiro.

     Com um slogan de “Pequenininho, mas cavocador”, o Tripa objetiva provocar o leitor a fazer críticas, sugestões e elogios. Como dizem os próprios autores, “queremos tudo/pouco. Sem objetividade, sem fatos”. A tiragem foi circulou na comunidade universitária dos dois campi. Devido à falta de verbas para igualar à tiragem do Foca Livre, a primeira edição circulou com cerca de 250 exemplares. Um meio para quem não conhecia ou não conferiu o fanzine, é acessar o blog, onde está disponível todo o material.

André Bida

Serviço: Jornal Tripa

Edição: 001. Circulação mensal.

Tiragem: 255 exemplares, distribuição: Campus Central e Uvaranas da UEPG.

Versão online: www.jornaltripa.wordpress.com

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07/06/2013

Atenção passageiros de Ponta Grossa!

outros-giros21O Terminal Rodoviário é uma parada obrigatória para quem pretende fazer uma viagem

     Estudantes universitários estão entre os maiores frequentadores do Terminal Rodoviário Intermunicipal de Ponta Grossa. Inaugurado em junho de 2008, o novo terminal está prestes a completar cinco anos. Em uma área de 3400 m² estão dispostos 14 boxes de venda de passagens, duas lanchonetes e cadeiras para a espera dos passageiros. Também existem 18 locais de embarque e dois portões automáticos de entrada e saída.

Foto: Giovana Paganini

Foto: Giovana Paganini

     A rodoviária tem um design contemporâneo, uma aparência limpa e dispõe de internet wi-fi gratuita. Um computador se encarrega de avisar de que empresa é o ônibus que está chegando, qual o seu horário e destino, o que ajuda os usuários mais distraídos. O terminal também possui um site que fornece informações básicas, como contato das empresas e uma consulta de quais delas atendem à localidade desejada.

     Ônibus de turismo, ônibus de viagem comuns e o ônibus metropolitano são atendidos pelo local. Em feriados prolongados, a rodoviária fica bastante movimentada, mas, ainda assim, o espaço de espera dos passageiros parece ser suficiente. Nesses momentos, estudantes vindos de outras cidades tomam conta dos assentos. Alguns deles são de cidades próximas e fazem viagens semanais ou até diárias para casa, o que torna o terminal rodoviário parte de suas vidas.

     Uma das promessas da rodoviária que ainda não se concretizou é a instalação de um restaurante no local. Por uma possível falta de interesse de empresários, o local, que deve ser construído esse ano, será administrado por uma associação sem fins lucrativos (a Apadevi). Apesar disso, o novo terminal cumpriu o objetivo de superar a precariedade do prédio anterior.

Taís Borges

Serviço: O Terminal Rodoviário Intermunicipal de Ponta Grossa Vereador Oldemar Andrade se localiza na Av. Visc. de Taunay – Centro – Ponta Grossa/PR

 

07/06/2013

Entre marido e mulher, ninguém mete a colher

em cena

Leitura dramática da obra ‘Exilados’ é encenada por atores da Casa de Artes Helena Kolody

     Amor e traição. São esses os sentimentos que norteiam a peça Exilados, de James Joyce, o único texto escrito por ele para teatro. Apresentada em forma de leitura dramática pelos atores da Casa de Artes Helena Kolody, a trama da história se desenvolve na Irlanda entre os amigos Richard Rowan, um escritor recém chegado do exílio e Robert Hand, um jornalista que mantém uma forte atração por Bertha, uma jovem à frente de seu tempo e esposa de Richard.

     Exilados trata da relação marido e mulher, dos sentimentos de possessão e liberdade e também de um possível adultério. A leitura da peça aconteceu com os atores sentados em cadeiras dispostas no palco. O formato da apresentação cria um clima de ensaio, como se os atores estivessem treinando. Na medida em que cada personagem tinha uma fala ou ação no texto, o ator entrava em cena e ocupava seu respectivo lugar.

389268_486282908110295_1335664613_nFoto: Divulgação

     A proposta de leitura do texto apresenta monotonia a quem assiste, entretanto o entra e sai dos atores no palco e a dramatização de algumas falas dá uma quebra no clima e em diversos momentos prendeu a atenção de quem assistia à obra. Em alguns momentos da peça houve dramatização com falas elevadas e suspiros, um exemplo é quando Robert e Bertha estão conversando e pode se perceber na fala dos atores o desejo entre as personagens.

     Com mais de duas horas, a apresentação do texto marcou a abertura do Ciclo de Leituras Dramáticas, uma iniciativa da casa de Artes Helena Kolody, em conjunto com a Fundação Municipal de Cultura (PG) e o Cine Teatro Ópera. O evento acontece todas as primeiras quartas feiras do mês.

Nábila Fernanda

Serviço: A peça foi realizada no Cine Teatro Ópera (Centro de PG), dia 05 de junho às 20h. Entrada franca.