Já passou da hora de engrenar

     O Ombudsman de primeiro de abril (01/04/13) diz que o período de experiência já havia acabado naquela edição. Era “hora de ‘engrenar’ na proposta do blog”. Seguindo a lógica, cinco edições mais tarde, na nona edição do Crítica de Ponta, já deveria ser função do Ombudsman avaliar métodos de crítica, abordagem dos acadêmicos ao produto apresentado e, até mesmo, relevância social dos textos. Contudo, a produção do blog continua repetindo falhas rudimentares que deveriam ter sido superadas.
Para começar, a edição demonstra desatenção não apenas na correção dos textos, como também na postagem. O primeiro parágrafo da crítica “Um bilhete atrasado”, no topo da página, chama atenção por apresentar uma configuração totalmente diferente do resto do texto e das outras críticas.
Outro erro que pode ser atribuído à edição, mas também é uma falha do autor do texto, é o mau uso do plural. A incoerência se apresenta em diversas críticas, como em “Sossego com a CECI”, no trecho “que o conceito de cultura e teatro do CECI sejam mais amplos e plurais”.
As críticas também pecam na composição de diversos trechos. Por exemplo, a frase “alternativa para quando o Restaurante Universitário estiver fechado ou cansado de comer no mesmo lugar”, no texto “Como comida de vó”, dá a impressão incoerente de que o Restaurante Universitário está cansado. O trecho “teatro em Ponta Grossa pode ter esperança de sair do estado vegetativo”, do texto “Sossego com a CECI”, apresenta uma imprecisão que deve ser evitada. Além disso, o texto “No passo do chinelo de dedo” fala sobre os chinelos quadrados de uma maneira deslocada do resto da crítica e o serviço de “Um bilhete atrasado” conta que “o blog é produzido alguns alunos de Jornalismo da UEPG”. Além da falta de um ‘por’ antes do ‘alguns’, a frase é absolutamente imprecisa.
São apenas apontamentos que ilustram a situação. As incongruências aparecem na edição inteira. Obviamente, o blog avançou na abordagem crítica dos textos e na sua composição e nem todos as críticas apresentam erros, mas quando as falhas surgem, elas tomam atenção demais e, enquanto a equipe não superar problemas básicos, o Crítica de Ponta 2013 não vai avançar.
E a solução do problema parece óbvia, que seria quase desnecessário apontá-la aqui. É a revisão. Não é difícil, para o autor, reler o texto em busca de falhas, antes de enviá-lo para a edição. Os editores, por sua vez, têm a função de reler tudo e escrutinar os textos em busca de algo que o autor possa ter deixado escapar. Mas, em vista dos textos postados, a impressão que fica é de falta de preocupação com a qualidade do blog.

Rubens Anater

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