Archive for Maio 3rd, 2013

03/05/2013

Um bilhete atrasado

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Blog suscita críticas, notícias e informações sobre cinema, mas não mantém periodicidade

     ‘A Bilheteria’ tem a proposta de trazer notícias, críticas e indicações sobre cinema. As críticas explicam com clareza o contexto dos filmes, com uso de citações para retratar as cenas, mescladas com a opinião dos autores do site.

     O que difere dos demais blogs de cinema é a abordagem na questão de gêneros pouco valorizados na mídia. O gênero alternativo e nacional, por exemplo, além de apresentar informações ao leitor sobre o filme, gera embate sobre o tema. Na crítica “A sala 36”, de Antonio Vicente, há o diálogo sobre a produção audiovisual de Sérgio Bianchi, artista paranaense.

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Foto: Divulgação

     Na categoria ‘Moviola Incandescente’, foram produzidos vídeos sobre alguns filmes abordados no blog. O autor explica sobre as técnicas utilizadas nos longas. A construção da narrativa permite obter um “olhar de cinéfilo”, que auxilia quem aprecia e tem pouco conhecimento sobre a produção cinematográfica.

     Há informalidade na interação com os leitores em grande parte dos textos. O blog possui um layout leve, com tons de vermelho e branco que ao mesmo tempo em que chama atenção nos destaques para as categorias, não chegam a atrapalhar na leitura.

     O blog carece de atualização. A última postagem foi no dia 8 de abril deste ano. A categoria que oferece “Notícias” do mundo cinematográfico foi atualizada em 16 de abril de 2012 o que passa um aspecto de abandono em decorrência da produção de 2011/2012. A mesma situação acontece na categoria ‘estréias’, que pretende mostrar o que há de novo na cinematografia, a última atualização foi dia 4 de novembro de 2012.

  Mariana Tozetto

Serviço:
O blog é produzido por alguns alunos de Jornalismo da UEPG.
Acesso: http://abilheteria.blogspot.com.br/

 

03/05/2013

Como comida de Vó

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Restaurante Bonifácio Grill traz ao paladar um toque caseiro e é opção de almoço para universitários de PG

     Alternativa para quando o Restaurante Universitário estiver fechado ou cansado de comer no mesmo lugar, o Bonifácio Grill oferece comida caseira e bem temperada para a mesa dos estudantes. O cardápio varia os pratos, como massas, carnes, saladas, porém o ‘feijão com arroz’ está presente todos os dias. Há variedade para escolha: a quantidade de pratos fica em torno de 16 opções de alimentos quentes, 16 tipos diferentes de saladas, além da carne grelhada, que dá o nome ao local.

     O filé grelhado é feito na hora (peito de frango ou carne de gado), o aroma da carne na chapa estimula a fome. A combinação de arroz, feijão e filé grelhado pode remeter aos almoços de infância na casa da avó e traz uma sensação nostálgica e agradável de comida caseira. Na mesa das saladas, estão dispostos condimentos, como sal e vinagre, para que o cliente tempere a gosto, no próprio prato, as verduras e legumes.

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Foto: Crys Kühl

     As opções de bebidas variam entre sucos e refrigerantes; o suco de laranja é o principal entre as ofertas. A falta de sobremesa é um ponto negativo no cardápio do restaurante, apesar de alternativas disponíveis para venda no balcão, como bombons e outros doces, ou as frutas, que são pesadas junto com a comida.

     O Bonifácio Grill é  localizado em uma região estratégica no Centro de Ponta Grossa e a freqüência, que gira em torno de 60 pessoas ao dia, é maior entre universitários. O ambiente é limpo e organizado, com mesas bem distribuídas pelo espaço. As duas televisões ficam ligadas, sem som, durante as refeições, o que torna o local um tanto formal e monótono.

Crys Kühl

Serviço:
Preço acessível cobrado por quilo, o almoço custa em média R$ 10,00.
Endereço: Rua Bonifácio Vilela, n° 575 – Centro de PG
Fone: (42) 3028-4687

03/05/2013

No passo do chinelo de dedo

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Usado anteriormente por pessoas das classes sociais menos abastadas, os chinelos se transformaram em calçado popular

      Não há alguém que não conheça ou quem nunca o tenha experimentado. São assim os chinelos de dedo. Embora sejam reconhecidos por um solado de borracha com tala, também podem ser feitos de outros materiais, como couro, PVC, tecido ou palha. Nas calçadas das cidades, eles são facilmente identificados nos pés das pessoas e, por se tratar de uma peça popular, calça o empresário e o morador de rua.

     No Brasil, os chinelos de borrachas foram lançados na década de 1950, inspirados nas Zori, sandálias japonesas feitas com arroz ou madeira lascada e usadas com os kimonos. Por não possuir atrativo visual, na época serviam prioritariamente às classes menos abastadas e ganhou apelido de “chinelo de pobre”.

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Foto: Divulgação da Loja do Moisés

      Hoje, porém, esse estereótipo não recebe créditos. Os modelos de chinelos variam e tudo depende do bolso do comprador. Há os mais tradicionais, geralmente nas cores azul e branco e que são encontrados nas lojas por um preço acessível, e os mais sofisticados. Decorados com bijuterias ou enfeites artesanais, os chinelos se tornam uma opção para quem deseja passear ou ir à escola, por exemplo. No início de 2013, um ex-motorista de São Paulo, Moisés Dias Pena, lançou um chinelo “quadrado” e logo a venda do produto chegou aos 800 pares.

     Contudo, assim como qualquer peça do vestuário, os chinelos apresentam alguns obstáculos. Quando são novos, há a possibilidade de causarem calos ou, então, quando não estão no tamanho correto, fazem com que os dedos ou o calcanhar fiquem de fora. É preciso, nesses casos, que o comprador saiba escolher um número de calçado que acomode devidamente os pés.

Keren Bonfim

Serviço:
Os chinelos podem ser adquiridos nos mercados e lojas da cidade por um preço que vai dos R$13,00 aos R$ 40,00

03/05/2013

Sossego com a CECI

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Teatro em Ponta Grossa pode ter esperança de sair do estado vegetativo a partir de 2013

     Em meio a uma semana ímpar de decisões culturais em Ponta Grossa, a 14ª Conferência de Cultura discutiu propostas para teatro, dança e circo na cidade no dia 24 de abril. A estreia das instalações do Centro de Estudos Cênicos Integrados (CECI) no dia 25, intencionalmente ou não, soa como uma pressão ou um grito de liberdade.

     Na cidade que sedia um dos festivais de teatro mais conceituados do país e que acontece sem interrupções desde 1973, o  Festival Universitário da Canção (FENATA), é difícil acreditar na inexistência de grupos cênicos duradouros em Ponta Grossa. A produção de peças limita-se à apresentação em outras cidades, como Curitiba ou São Paulo, ou poucas peças da Casa de Artes Helena Kolody, de Irati.

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Foto: Divulgação

     A inauguração do CECI vem como um suspiro de alívio para o circuito cultural e um fio de esperança de participação ponta-grossense no FENATA. O projeto é desenvolvido pela atriz profissional Heloísa Frehse Pereira, com o apoio metodológico da Academia de Artes Cênicas – Cena Hum, de Curitiba.

     O centro tem como base cursos de formação de atores e encenação, expressão, iniciação teatral, curso de artes circenses, aulas de canto lírico e popular, dança, ritmo e sapateado, intensivo teatral de férias e imersão teatral de atores. Mas ainda nada confirmado relacionado a apresentações.

     Resta apenas aguardar os primeiros passos do CECI, assim como os primeiros frutos do trabalho dos participantes. E que o conceito de cultura e teatro do CECI sejam mais amplos e plurais, que algumas iniciativas da Fundação Cultural de Ponta Grossa.

Marília Maciel

Serviço:
A sede do CECI é na Rua Doutor Colares, 811, Centro – Ponta Grossa-PR.
(042)3223-1652
www.cecipg.com.br

03/05/2013

Ao som de João e violão

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Coquetel do II Fórum Sul-Brasileiro de Jornalismo teve apresentação musical de Joãozinho

     Sucessos da música brasileira e algumas canções internacionais integraram o repertório de João Francisco, mais conhecido como Joãozinho, no coquetel de abertura do II Fórum Sul-Brasileiro de Jornalismo, na noite de 26 de abril, 6ª-feira. Acompanhado de um violão e da percussão de Kleber Cacha, Joãozinho cantou versões de músicas populares que iam de MPB e samba a rock. Joãozinho marca presença em diversos eventos em Ponta Grossa e toca em bares e casas de show pela cidade, porém poucas vezes como atração principal.

     Melodias suaves no violão marcaram cerca de duas horas em que o cantor se apresentou para estudantes, professores de Jornalismo e convidados, no Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (SINDUEPG), em Uvaranas. O som não estava alto, o que possibilitou a interação entre os presentes, pouco centrados na apreciação musical. Em alguns momentos, o público acompanhou Joãozinho cantando e dançando ao som das músicas, principalmente do gênero samba. Na mesma noite, após o coquetel, o cantor se apresentou na área externa da Choperia Baviera, centro de PG.

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Foto: André Jonsson

     Joãozinho desafinou em alguns momentos, mas as falhas não foram  perceptíveis devido ao acompanhamento do violão que não se sobrepunha à voz. A interação com o público foi pequena, não houve aplausos e a limitação do espaço interno do Sinduepg foi responsável pelas poucas pessoas que realmente acompanharam o show, pois a maioria ficou conversando na parte externa. A música acabou se tornando “de fundo” para grande parte dos presentes, aproximadamente 40 pessoas, e não a principal atração do coquetel.

Taís Borges

Serviço:
Próxima apresentação: Abertura do show ‘Raimundos Anos 90 Cover’
Local: Choperia Baviera – Centro de PG
Data: 03/05, 6ª-feira – 22 horas

03/05/2013

‘Programa de variedades’ mantém padrão repetitivo

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TVM mantém programação sem oferecer diferencial para telespectadores da cidade

     O programa ‘É Domingo’, exibido sempre nesse dia, às 14 horas, pela TVM, que opera pelo TV a cabo em Ponta Grossa, com apresentação de Léo Pasetti. Considerado pela própria rede como um dos campeões de audiência, o programa tem como público-alvo homens, mulheres jovens e adultos de 15 a 80 anos.

     Trata-se de um programa de variedades onde o apresentador mostra os novos  eventos sociais de Ponta Grossa, além de entrevistar personalidades locais. O quadro ‘Léo Visita’ mostra alguns espaços da região a serem conhecidas por turistas e moradores da cidade.

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Foto: Divulgação

     Léo começa a atração com uma mensagem pessoal ao telespectador. Ao longo do programa, adota uma linguagem espontânea e mostra intimidade com a câmera e o ambiente de gravação. Apesar da experiência do apresentador com programas televisivos, e também  por ser o proprietário da Rede TVM, o excesso de informalidade e intimidade dá uma impressão de amadorismo.

     Em alguns momentos – nas entrevistas em estúdio, principalmente – o apresentador parece esquecer-se de dar atenção à câmera e, assim, quebra a relação, mesmo que indireta, com o telespectador. A relação entrevistador-entrevistado deixa quem assiste à beira da conversa. A impressão de quem assiste ao programa é de que o apresentador não está falando com o público.

     Por ter um grande espaço na grade do domingo, o programa traz reportagens e entrevistas sem preocupação com limite de tempo. As  programações  são extensas e a falta de síntese, em alguns momentos, deixa a transmissão cansativa.

Giovana Kai

Serviço:
O programa é exibido aos domingos às 14h pelo canal TVM na TV a cabo local (Net Ponta Grossa).

03/05/2013

Um mesmo programa para ‘todas’ sintonias

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Padrão humorístico durante o meio-dia é mantido pela rádio T, de Ponta Grossa

     A rádio T (99.9 FM) aposta nos programas humorísticos durante o meio-dia. O ‘‘Clube dos Pobres’’ traz a promessa de alegrar o almoço e o início da tarde do ouvinte com a equipe de radialistas Tavinho Carneiro, Leandro Martins e convidados. Durante o programa, são feitas discussões sobre assuntos regionais, notícias das cidades, que a rádio abrange, misturadas com piadas entre os locutores e histórias que tentam ser engraçadas.

     A linguagem informal deixa claro ao público que o programa tenta segmentar, função que se cumpre quando é possível participação e interação dos ouvintes via  chamadas telefônicas, sms (torpedo) ou redes sociais. As ligações dão conta dos momentos engraçados do programa, onde o ouvinte consegue “brincar” junto aos locutores.

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Foto: Divulgação

      A sonoplastia do programa fica presa em alguns momentos apenas em palmas após as piadas. A sensação que se dá é de que mais atrapalham do que ajudam, pois fica confuso distinguir o que se passa em meio as falas dos locutores. O quadro é preenchido por músicas que variam de estilo em diversos momentos, mas o sertanejo universitário predomina, confirmando o público que a emissora tenta alcançar.

     Interpretado por Tavinho, o personagem ‘Véio’ parece uma necessidade dos programas de humor no rádio. O “Programa Padrão”, da Rádio Mundi (também FM), por exemplo, compete pela audiência no mesmo horário do da Rádio T. Essa segmentação radiofônica faz com que o espectador tenha a sensação de já ter ouvido o programa em outra rádio e se aproxima ainda mais com dos ouvintes.

André Lopes

Serviço:
Rádio T – Frequência: 99,9 FM
Diariamente das 12h às 14h – Site: www.radiot.com.br

03/05/2013

A humanização do Homem de Ferro

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Primeiro filme da Marvel, depois de “Os Vingadores”, lota as salas de cinema em Ponta Grossa

     O último filme da trilogia Homem de Ferro traz uma versão intimista e vulnerável do anti-heroi Tony Stark, interpretado por Robert Downey Jr. O protagonista  tem crises traumáticas após o acontecido no filme Os Vingadores. No entanto, mesmo com a humanização, Stark continua irônico e grosseiro, marca da personalidade  do ator principal.

     A ação abre a história, com troca de tiros, lutas corporais e  ataques ao Homem de Ferro, o que torna o filme interessante para quem gosta do gênero. Baseado em histórias em quadrinhos, alguns acontecimentos fogem do que é retratado nos gibis que contam a história de Tony Stark.

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Foto: Divulgação

     Na trilha sonora, o que predomina são canções instrumentais e músicas que remetem à ação do filme que, em vários momentos, desperta diversas reações do público da sala de cinema, como gritos e comemorações. Durante a exibição, percebe-se que a trama foi toda planejada para uma exibição em 3D.

     O vilão mantém a imagem de terrorista do Oriente Médio para mascarar seus crimes contra os Estados Unidos. No fim da história, o herói junto e um militar norte americano, o Patriota de Ferro, salvam a  nação novamente. A história traz momentos de romance com o esperado “felizes para sempre”, de Tony e a namorada Pepper, por quem o vilão também mostrava interesse.

     O final do filme é o encerramento da trilogia e do próprio Homem de Ferro, pois este deixa para trás a vida de super-herói. Além disso, abandona o principal elemento que caracteriza Tony Stark, a impulsividade.

Lorraine Almeida

Serviço:
O filme tem 130 minutos e a classificação indicativa é 12 anos.
Disponível em Ponta Grossa:
Cine Araújo – Shopping Palladium
Sala 1 14:15 / 16:45 / 19:15 /21:45 – dublado
Sala 2 15:30 / 18:00 / 20:30- dublado
Sala 4 3D Digital 14:00 / 16:30 / 19:00 / 21:30 – dublado

Lumiére Cinema – Shopping Total
Sala 1  13:40 / 16:10 / 18:40 / 21:30 – dublado
Sala 3  13:30 / 16:00 / 18:30 / 21:00 – legendado
Sala 4  13:30 / 16:00 / 18:30 / 21:00 – legendado

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03/05/2013

No Tempo Horizontal de Soster

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Com poesias e títulos breves, obra faz a leitura fluir mais facilmente

     O livro Tempo Horizontal, do jornalista Demétrio de Azeredo Soster, relançado no II Fórum Sul Brasileiro de Jornalismo, ocorrido na UEPG nos dias 26 e 27, traz poemas urbanos, que têm, em comum, o conflito existencial, a solidão, a incompletude do homem perante a vida. Mesmo com poemas que trazem para a leitura uma ilusão de falta de trechos, ou até mesmo desentendimento, o livro concretiza a brevidade como um de seus principais objetivos para com o leitor.

     Como a maioria dos leitores da contemporaneidade está sem tempo para ler livros muito longos, a obra de Soster pode ser uma chance de se devorar um livro em apenas 10 minutos e meio, pois a leitura flui. Outra característica marcante são os títulos que agrupam as ideias do poema em poucas palavras. Todos em itálico que ou são repetidos na primeira linha do poema ou servem de início para a continuação do primeiro trecho.

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Foto: Mariana Okita

     O estilo gráfico também é um detalhe que chama a atenção do leitor. Palavras que, às vezes, estão centralizadas em margem direita ou esquerda fazem a leitura se tornar mais dinâmica. No caso da poesia da página 53, o efeito visual é diferenciado de qualquer outro poema do livro. O autor aposta em uma jogada de palavras sobrepostas uma em cima da outra que remetem a palavra inicial: ‘inseto, inseguro e reto´.

     Soster é coordenador do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e  diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Jornalismo (SBPJor), entre outras funções.

Mariana Okita

Serviço:
Livro: Tempo Horizontal, de Demétrio Soster.
Preço sugerido de R$ 20. Nº de páginas: 86
Editora: Edunisc (Santa Cruz do Sul/RS)
Contato de compra: dsoster@uol.com.br