Frases sem lógica e pontuação ‘criminosa’

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Depois de duas semanas sem aparecer, voltou a dar o ar da graça no Crítica de Ponta o fantasma da edição incompetente. Utiliza-se, aqui, este espaço de exame de consciência e de prática (às vezes traumático, mas com frequência esclarecedor) para repensar e avaliar algumas pataquadas da edição da semana.

As (sérias) falhas na edição colocaram em xeque muito da credibilidade que o Crítica de Ponta começa a construir em 2013. Com construções ambíguas e uma boa abstenção de coesão dentro dos textos, as críticas, de modo geral, conseguiram irritar o leitor. Na crítica de ‘Em Cena’, por exemplo, a falha na edição, ao deixar de corrigir pontuação básica, deixou o texto truncado: “A peça á baseada no multimídia, enquanto a peça acontece, você, você vê a peça projetada na parede, o que reforça q ideia de documentário e pode sugerir uma contemporaneidade, tanto no modo de apresentar a peça quanto na questão tratada, que ainda é uma discussão muito atual”.

Isso sem falar da repetição de palavras. Só no trecho acima tem-se “peça” repetida quatro vezes. Isso distrai o leitor, e acaba atrapalhando o andamento da leitura e das ideias, que é o que acontece neste exemplo, retirado do texto de “Antena”: “O radialista consegue trazer o público para perto do programa ao falar dos temas abordados no programa”.

É falha da edição também a ambiguidade no início da previsível e superficial crítica de “Entrelinhas”, quando o texto não esclarece se o que funciona como “um espaço destinado à literatura, principalmente paranaense” é o jornal ou a biblioteca. É falha da edição deixar passar erros infantis como em “Moda & Estilo”: “Diversos regimes políticos fizeram adotaram as tatuagens”.

E é falha da edição também as mentiras dos títulos. Nessa semana, por exemplo, a crítica de “Vitrola” não corresponde ao que o título apresenta. Muito bem focado, o comentário não dedica mais que algumas palavras para o contexto ponta-grossense das bandas independentes, e se a edição não percebeu isso na hora de mandar o texto pro blog, não cabe ao leitor adivinhar que vai ler uma coisa ao invés do que foi anunciado.

Esses erros, – alguns bobos, outros facilmente justificáveis no plano das distrações – , se mostram perigosos na medida em que comprometem a leitura e a seriedade do blog. Ao se deparar com tanta “bobeira” ou tanta “falha”, um leitor razoavelmente exigente desiste da leitura na metade do caminho, e sequer chega a ler boas críticas que por algum motivo escapam da maldição do fantasma intermitente da edição pecaminosa, que foi o que aconteceu com “Projetor” e “Outros Giros” dessa semana.

Matheus Lara

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