Americanização e pouca diversidade… c’est la vie

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Projeto Cinemas e Temas organiza mostra de cinema francês, mercado que, diferente do Brasil, não se rende à Hollywood

Os cinemas de Ponta Grossa são uma extensão de Hollywood. Dos nove filmes em cartaz nas salas da cidade, em meados de abril, sete são produções de estúdios americanos. Oito, se contar com a coprodução EUA/Brasil, Angie. São raras as obras de outros países exibidas por aqui. Filmes nacionais? Só as comédias previsíveis de sempre.

Em terras princesinas, não é fácil assistir produções que fujam do padrão norte-americano. Uma solução é apelar para o catálogo das locadoras. Outra é frequentar projetos alternativos que reúnem cinéfilos da cidade, como o Cinemas e Temas, organizado por professores e estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O grupo apresenta, em abril e maio, a série ‘O Cinema Fala Francês’, com exibição de filmes produzidos no país europeu.

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Divulgação

Vem da França, retratada pelo projeto, um exemplo de mercado cinematográfico que não se rende à influência estadunidense. É simplista falar de um suposto ‘gênero francês’, mas os filmes produzidos por lá são diferentes das superproduções de Hollywood: tem desenrolar lento e tramas mais intimistas. Mesmo assim, 40% dos filmes em cartaz nas salas de cinema do país são locais: número impressionante se comparado à realidade brasileira. Isso se deve ao apoio governamental e a um verdadeiro protecionismo cultural, que mantém as pressões econômicas longe das telonas.

No Brasil, o poder dos grandes estúdios faz com que a programação das salas de cinema se torne homogênea. A situação nacional se repete em Ponta Grossa. A busca por públicos massivos sacrifica a diversidade cultural, condenada a permanecer nos circuitos alternativos.

Rodrigo Menegat

Serviço:

Calendário da série ‘O Cinema Fala Francês’, do projeto Cinemas e Telas:

27/04 – O Prazer (1953), de Max Ophüls. Comentários: Profª Andréa Müller (UEPG)

25/05 – Amour (2012), de Michael Haneke. Comentários: Prof. Jhony Skeika (SECAL/UEPG).

Os filmes são exibidos na mini-auditório da UEPG, sala B-108.

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