Archive for Abril 19th, 2013

19/04/2013

Agenda

agenda

Fórum “De Caso com a Palavra” com o tema “ Efeitos e Afetos da Literatura”

Data: Sexta-Feira – 19 de Abril
Horário: Das 8h às 18h
Local: Cine-Teatro Ópera- Auditório A
Informações: http://www.cultura.pr.gov.br ou pelo telefone: (41) 3024 7342

 

II Feira Cultura Plural

O evento traz grupos culturais locais de diversos setores e é aberto a toda comunidade.
Data: Sábado – 20/04
Horário: 9h30
Local: Praça Barão do Rio Branco (em frente à Concha Acústica)

 

Comédia em Stand-Up com Diego Castro, Rogério Vilela e Serginho Lacerda

Data: Sábado – 20 de Abril
Horário: 20h
Local: Cine-Teatro Ópera- Auditório A
Ingressos: R$ 12,00 (inteira) R$ 6,00 ( meia-entrada)

 

Oficina de Criação Musical – Professor Leandro Gaertner

Data: Quarta-feira – 24 de Abril
Local: Mini Auditório – Conservatório Maestro Paulino
Horário: 14h20min/19h30min

 

14ª Conferência Municipal de Cultura

22/04- 19h- Literatura
Local: Centro de Cultura

23/04- 19h- Música
Local: Centro de Cultura

24/04- 19h- Artes Cênicas: Teatro, Circo, Dança, Ópera e Mímica
Local: Centro de Cultura

25/04- 19h – Artes Visuais, Artes Plásticas, Cinema, Fotografia, Vídeo e Filatelia
Local: Centro de Cultura

26/04- 19- Artes Populares: Folclore, Artesanato, Hip-Hop e Escolas de Samba
Local: Cine-Teatro Ópera

27/04 – 14h – Plenárias Finais
Local: Centro de Cultura

 

Concerto da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa (Orquestra de Cordas)

Data: Sábado – 27 de Abril
Local: Cine Teatro Ópera A
Horário: 20h

 

Projeto Tela Alternativa exibe o filme “Chá e Simpatia” do diretor Vincente Minnelli

Data: Terça-Feira – 23 de Abril
Horário: 19h30
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório B
Entrada Franca
Classificação: 16 anos

 

Festival em comemoração ao Dia Internacional da Dança
Programação:

26/04- 18h- Terminal Central

27/04- 12h- Ponto Azul

28/04- 15h- Shopping Total

29/04- 20h – Cine-Teatro Ópera

Entrada Franca

19/04/2013

Charges de eleição de 2008 em formato de livro

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Charge é um desenho ou ilustração, corriqueiramente publicada em jornais como forma de crítica político-social com o objetivo de satirizar, por meio de traços, em geral exagerados, o personagem representado. Foi o que fez o autor do livro The cartunist is over capacity, J. Robson Sádico. As charges do livro são uma compilação do trabalho que o autor publicou durante um ano no Jornal da Manhã, no período eleitoral 2008-2009.

As ilustrações feitas evidenciam as expressões faciais. Os rostos desenhados são caricatos, ressaltam características marcantes da pessoa que será personagem da charge. O livro possui 35 charges do período eleitoral. Mais de 30% apresentam como personagem principal o ex-prefeito Pedro Wosgrau, na época candidato a reeleição. Nota-se uma forte crítica ao governo do então administrador, contestando também suas ações e evidenciando em algumas charges que o candidato é alvo de ataques nos debates eleitorais.

O apoio verbal acontece em 100% das imagens, seja em forma de título ou fala dos personagens. O uso de frases e diálogos ajuda o leitor a compreender o sentido da charge, facilitando o entendimento e fazendo com que a mensagem seja transmitida de maneira eficaz. No entanto, quem não está situado aos acontecimentos de 2008-2009 fica facilmente confuso. Quando publicado no jornal, há cinco anos, o sentido das ilustrações ficava claro, pois diariamente o leitor tinha acesso a informações sobre o assunto. É preciso que o leitor lembre os acontecimentos para que possa contextualizar.

Rafaela Oliveira

Serviço:

Preço: R$ 10,00

Onde comprar: Diretamente com o autor

Contato: fullgraphics@gmail.com

19/04/2013

Americanização e pouca diversidade… c’est la vie

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Projeto Cinemas e Temas organiza mostra de cinema francês, mercado que, diferente do Brasil, não se rende à Hollywood

Os cinemas de Ponta Grossa são uma extensão de Hollywood. Dos nove filmes em cartaz nas salas da cidade, em meados de abril, sete são produções de estúdios americanos. Oito, se contar com a coprodução EUA/Brasil, Angie. São raras as obras de outros países exibidas por aqui. Filmes nacionais? Só as comédias previsíveis de sempre.

Em terras princesinas, não é fácil assistir produções que fujam do padrão norte-americano. Uma solução é apelar para o catálogo das locadoras. Outra é frequentar projetos alternativos que reúnem cinéfilos da cidade, como o Cinemas e Temas, organizado por professores e estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O grupo apresenta, em abril e maio, a série ‘O Cinema Fala Francês’, com exibição de filmes produzidos no país europeu.

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Divulgação

Vem da França, retratada pelo projeto, um exemplo de mercado cinematográfico que não se rende à influência estadunidense. É simplista falar de um suposto ‘gênero francês’, mas os filmes produzidos por lá são diferentes das superproduções de Hollywood: tem desenrolar lento e tramas mais intimistas. Mesmo assim, 40% dos filmes em cartaz nas salas de cinema do país são locais: número impressionante se comparado à realidade brasileira. Isso se deve ao apoio governamental e a um verdadeiro protecionismo cultural, que mantém as pressões econômicas longe das telonas.

No Brasil, o poder dos grandes estúdios faz com que a programação das salas de cinema se torne homogênea. A situação nacional se repete em Ponta Grossa. A busca por públicos massivos sacrifica a diversidade cultural, condenada a permanecer nos circuitos alternativos.

Rodrigo Menegat

Serviço:

Calendário da série ‘O Cinema Fala Francês’, do projeto Cinemas e Telas:

27/04 – O Prazer (1953), de Max Ophüls. Comentários: Profª Andréa Müller (UEPG)

25/05 – Amour (2012), de Michael Haneke. Comentários: Prof. Jhony Skeika (SECAL/UEPG).

Os filmes são exibidos na mini-auditório da UEPG, sala B-108.

19/04/2013

Bandas independentes no cenário cultural de PG

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Solenóides, banda com nome de termo físico, “atrai a energia” da galera

indierock é um gênero musical que surgiu no Reino Unido e Estados Unidos durante a década de 1980. O termo é utilizado para descrever as bandas independentes, ou seja, aquelas que produzem e divulgam suas músicas independentemente da ajuda de grandes gravadoras. Em Ponta Grossa existem muitas bandas assim, o que foge um pouco da programação do “sertanejo universitário”.

A banda Solenóides, formada em 2010, faz uma aposta nesse estilo de música (indie) que traz como influências as bandas internacionais: The Strokes, Franz Ferdinand, The Hives, a nacional Relespública, entre outras. Formada por José Gabriel (guitarra), Lucas Inoue (guitarra/vocal), Rafael Cordeiro (bateria) Aquiles Moreira (baixo) a banda possui um repertório de seis músicas próprias (Seu dog, Estou errado, Ponto de vista, Você vai me ver, A própria) fazendo com que se destaque e fuja só dos covers.

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Divulgação

O que parece complicar é a pouca divulgação e limitados shows pela cidade, sindicando um menor reconhecimento até mesmo por aqueles que curtem o estilo. Apesar disso, a banda de garagem se destaca pela presença no palco e por interagir com o público durante os shows, o que leva essas pessoas cantarem, pularem e dançarem sem parar.

Já que o maior meio de divulgação desses grupos independentes é a internet, a Solenóides poderia investir mais nesse meio. Fora isso, a música e a sintonia são bem apuradas e agradam os ouvidos. Bandas assim aumentam a diversidade cultural da cidade, o que futuramente, trará mais público para tais.

Mariele Morski

Serviço:

Ouça Solenóides em: https://soundcloud.com/solenoides

Show (recente): realizado em 06/04 – Imperial Lounge Bar – Ponta Grossa/PR

19/04/2013

De um azul intenso e inconveniente

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Apesar da aparência moderna e espaço amplo, a Biblioteca Pública de PG possui problemas operacionais na arquitetura

Com a estrutura em vidros azulados, a nova sede da Biblioteca Pública Municipal, Prof. Bruno Enei, agora fica no Complexo Cultural Jovani Pedro Masini, região central da Cidade. Após 71 anos sem sede própria, em dezembro de 2012 a biblioteca obteve um espaço amplo para se instalar. A localização, apesar de movimentada, é silenciosa e ideal para abrigar a biblioteca. A construção é confusa, pois não há nenhuma placa ou letreiro destacado que conte o nome da biblioteca e indique a entrada.

Quem visita pode estranhar certos “buracos” nas prateleiras de livros, mas os bibliotecários garantem que todos os dias novos livros são adicionados ao acervo. A questão é que a biblioteca está inserida na rede Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas e para cada livro, 60 itens precisam ser preenchidos. Portanto, os livros passam por uma triagem e os repetidos são repassados para outras bibliotecas. O acervo de obras raras, midiateca e espaço de reparos para livros também estão presentes na biblioteca para consulta.

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Foto: Gabrielle Koster

Ao ser construído, nenhum servidor da biblioteca foi consultado quanto à estrutura do prédio. Portanto, hoje é necessária a instalação de ar condicionado, persianas e películas que diminuam a entrada de sol no local. Apesar do esforço dos bibliotecários em manter as obras, principalmente as raras, cobertas para que a luz não as deteriore, algumas ainda ficam expostas.

É comum a visitação de escolas à biblioteca, onde as crianças podem somente conhecer o espaço, como participar de oficinas, ouvir histórias e assistir a curtas.

Gabrielle Koster

Serviço:

Localização: Rua dos Operários, s/n – Olarias, próximo ao Supermercado Muffato – CEP: 84.035- 210

Horário de Visitação: Segunda à sexta-feira das 8hs às 18hs. Sábado das 8hs às 13h

Entrada: Gratuita.

Telefone: (42) 3901-1846 – 3224-3867

19/04/2013

Muita opinião, pouca informação

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Jornal matutino da Rede Massa se aproxima mais de um programa de debates

 O Jornal da Massa, programa apresentado durante a semana por Denian Couto, que está de férias, temporariamente é comandado por Marcio Miranda, com a presença de Paulo Faria, Ruth Bolognese e Ogier Buchi, trata-se um dos noticiários matinais da Rede Massa.

Com um tempo de apresentação estimado em 30 minutos, é realizado um jornalismo onde o apresentador passa a ser apenas um expositor da notícias, sem oferecer muitas informações e que não tem muita relevância durante o debate que logo se estabelece entre os outros presentes. O que destaca o fato que é deixado de lado o caráter informativo da notícia e passando a trabalhar apenas com as opiniões.

São apresentadas notícias que aparentam ser apenas um resgate das informações transmitidas no dia anterior, sem muitas novidades. Fica claro que o objetivo do programa é polemizar com os assuntos abordados, gerando conflito entre os apresentadores presentes, principalmente em temas envolvendo política, onde cada um deles já possui uma posição ideológica definida e pretendendo fazer com que ela seja aceita pelos telespectadores.

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Divulgação

Durante o programa, o Twitter @jornaldamassa fica disponível para que os telespectadores possam interagir, criando uma proximidade com o público.

As notícias pautadas são de destaque internacional, quando muito relevante, nacional e estadual, dando maior importância para as maiores cidades como Curitiba, e Maringá, por exemplo. Em sua programação também há um espaço onde são apresentadas as manchetes das principais regiões do estado, como Folha de Londrina e Jornal da Manhã.

            Leandro Oliveira

Serviço:

Transmitido pela Rede Massa, de segunda a sexta, às 7h

19/04/2013

Uma obra de arte que vive, anda e respira

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A função estética da tatuagem no século XXI, o corpo como uma tela de pintura

Uma das formas de expressões mais encontradas no mundo contemporâneo é a tatuagem. Ela é usada desde os primórdios da humanidade como forma de identificação e comunicação. Porém, existiu um período de obscuridade, cuja causa foi a moralidade imposta pela igreja, em que as “tatoos” foram deixadas de lado e consideradas “indecentes”.

Nesse período de marginalidade, apenas alguns grupos urbanos as utilizavam. Em diversas tribos indígenas a tatuagem possuía e ainda possui o caráter de indicar as fases da vida do individuo e a que “classe” ele pertence dentro deste grupo, por exemplo. Há outro aspecto presente nas tatuagens: as diferentes ideologias, como o uso delas durante o nazismo. Diversos regimes políticos fizeram adotaram as tatuagens, inclusive para marcar os prisioneiros.

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Foto: Hellen Gerhards

A tatuagem começou a sair do “esquecimento” por parte da população em geral quando os artistas e famosos passaram a exibi-la. A partir desse momento, a tatuagem ganhou um aspecto mais estético e menos ideológico e passou a ser usada para enriquecer a beleza do corpo. Aos poucos, o próprio corpo virou uma ‘obra’ de arte, em que os artistas são os tatuadores. A possibilidade de marcar o corpo com a tinta tornou-o também um mural, com mensagens de amor eterno, agradecimento e gostos pessoais, como retratos de familiares e namorados ou mesmo nomes de bandas e trechos de músicas.

Cores variadas, letras diferentes e traços precisos e definidos são algumas marcas da tatuagem do século XXI, que atrai cada vez mais adeptos interessados em passar mensagens e enfeitar o próprio corpo.

Hellen Gerhards

Serviço:

O valor das tatuagens varia de acordo com o tamanho e preço estabelecido pelo tatuador, em média custam de R$100,00 a R$ 1500,00.

19/04/2013

O ‘mais mais’ da Rádio Clube

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Ney Costa apresenta, em Ponta Grossa, o programa que o tornou nacionalmente conhecido

O programa “As mais mais”, da Rádio Clube AM de Ponta Grossa, é apresentado por Ney Costa, intitulado como o mais premiado locutor do Paraná. Apenas por tal descrição, é possível ter uma primeira análise positiva sobre o programa, e de fato é o que acontece entre o público que acompanha o atração de forma fiel.

Ney Costa conduz as duas horas de programa com participações alternadas entre músicas que marcaram época e frequentes intervalos comerciais. O horário do meio da tarde, entre 14 e 16 horas, envolve uma audiência regular de pessoas que seguem o programa com frequência acima de ouvintes casuais. Além disso, faz refletir se o grande atrativo seria justamente a companhia de Ney Costa, que fala ao microfone com toda a naturalidade de quem possui mais de cinco décadas na profissão e passou pelas maiores emissoras de rádio do país.

O radialista consegue trazer o público para perto do programa ao falar dos temas abordados no programa. Ney Costa lê manchetes de diversos portais de notícias e faz breves comentários sobre elas, o que consegue entreter o público. Outra forma utilizada é a clássica tradução simultânea de músicas lentas, prática que se tornou rara após o surgimento da internet. A produção não oferece problemas porque o programa apresenta uma fórmula padrão.

Na tarde ponta-grossense, “As mais mais” é uma volta no tempo, o que não é ruim considerando o nível de outros programas ‘modernos’ apresentados por outras emissoras e, com isso, preserva ouvintes cativos justamente interessados em ouvir músicas do passado e reviver a nostalgia do rádio de outrora.

Rodrigo Huk

Serviço:

Rádio Clube AM – 1080 KHz

O programa As Mais Mais vai ao ar de segunda a sexta-feira entre 14 e 16 horas, com apresentação de Ney Costa.

19/04/2013

Periódico pauta literatura paranaense

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O Jornal Cândido traz, uma vez por mês, novidades da cena literária paranaense

 O Cândido é o jornal da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), que funciona como um espaço destinado à literatura, principalmente paranaense. O jornal tem uma tiragem mensal de 5 mil exemplares que são distribuídos gratuitamente na BPP e em outras regiões de Curitiba. Além da versão impressa, é possível ler a versão digital do mensal, que é de fácil acesso para pessoas de outros lugares além de Curitiba.

O Cândido surgiu em agosto de 2011 e acerta no ponto aquilo que o impresso se propõe a fazer: apresentar informações sobre a literatura de maneira dinâmica, a partir de entrevistas e outros recursos. Logo no editorial do jornal, diversas informações sobre Literatura são mostradas ao leitor. Ao lado há um espaço reservado para as tirinhas

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Apesar de o Cândido ser direcionado a temas literários, como perfis de escritores e lançamentos de obras, o mensal apresenta uma linguagem acessível, fácil de entender, mesmo para leigos. Uma das características do jornal é a diagramação, com recursos gráficos são utilizados, de uma maneira que chama a atenção do público, com ilustrações que ocupam páginas inteiras do jornal.

Além de atrair olhares de leitores, as ilustrações deixam o jornal com um design diferenciado do que é visto na mídia impressa convencional, pois o Cândido possui vários diferenciais de diagramação quando comparado com um impresso jornalístico tradicional, tanto nos elementos verbais quanto nos elementos não-verbais do Jornal. Em algumas matérias, o autor opta por utilizar uma linguagem literária para iniciar o texto.

João Henrique Santos Souza

Serviço:

imprensa@bpp.pr.gov.br — (41) 3221-4974

www.candido.bpp.pr.gov.br / www.bpp.pr.gov.br

Biblioteca Pública do Paraná: segunda a sexta: 8h30 às 20h / Sábado: 8h30 às 13h Contato: (41) 3221-4900

Rua Cândido Lopes, 133 | CEP: 80020-901| Curitiba – PR

19/04/2013

Duplo sentido de uma vida dupla

421901_474440039270676_1442201556_nEspetáculo Luis Antônio – Gabriela marca trajetórias da vida de um travesti em uma família conservadora

 “Não escolhi, sou travesti.” O espetáculo Luis Antônio – Gabriela conta a história do irmão do diretor, Nelson Baskerville. A história não torna Luis Antônio nem vilão, nem herói, mas o humaniza e conta o percurso, meio e sociedade em que viveu.

 O espetáculo é um documentário cênico, o que significa que, além de ser uma história real, representada pelos atores no palco, também apresenta documentos, fotos e relatos. O começo da peça é peculiar, apresenta a infância de Luis Antônio e Nelson como um álbum do bebê, aquele que as mães registram dia, idade e tudo o que acontece na vida da criança.

 A duplicidade da vida de Luis Antônio traz à peça duplos sentidos para os outros personagens também, nas palavras e nos gestos. Como na cena em que a madrasta está explicando como conheceu o pai deles enquanto come uma banana.

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Foto: Bob Souza

 Como não poderia deixar de ser, o espetáculo traz uma sexualidade exacerbada. Nas roupas, ou na falta delas, nos gestos, nas falas. O que aparece em vários momentos é a violência, tratada na peça com gestos brutos, gritos, barulhos e a cor vermelha. Nos momentos de violência, tudo acontece ao mesmo tempo, como se estivéssemos dentro da cabeça de Luís Antônio. A troca de cenários e de luz é feita pelos próprios artistas, mexendo peças e colocando panos coloridos em cima do canhão de luz.

 A peça é baseada no multimídia, enquanto a peça acontece, você vê a peça projetada na parede, o que reforça a ideia de documentário e pode sugerir uma contemporaneidade, tanto no modo de apresentar a peça quanto na questão tratada, que ainda é uma discussão muito atual.

Maria Luísa Cerri

Serviço:

Direção: Nelson Baskerville

Duração: 90 minutos

Indicação etária: 16 anos

Realização: Cia Mungunzá de teatro