Archive for Março 8th, 2013

08/03/2013

Moda & Estilo: ‘Eu uso óculos’

A nova tendência está no rosto das pessoas

Duas lentes, hastes, em geral no rosto sobre o nariz: este é o óculos. No século I d.C surgiram as lentes corretivas, feitas com pedras preciosas, dando origem ao óculos. De início a correção visual era apenas para perto, porém o objeto se aperfeiçoou e passou a corrigir também problemas como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia. Depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18) os óculos ganharam uma nova função: bloquear o nível da luz solar. Foi aí assim surgiu o óculos de sol. 
Ao poucos, o objeto que causava estranhamento as pessoas, que incomodava os usuários, e criava uma imagem de quatro olhos, ganhou cores, novos formatos, tamanhos e designs. O óculos, que era usado apenas para problemas de visão, agora, e cada vez mais, é usado como acessório.

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Em Ponta Grossa o óculos é tendência, seja de grau, de sol, ou apenas para
criar um estilo. Os óculos mais procurados ultimamente nas óticas são os coloridos e maiores, óculos de sol espelhados, com armações mais chamativas. No entanto, as armações simples, e quase invisíveis não perdem a demanda, e a cidade possui varias óticas com essas possibilidades.
A Grande Ótica, localizada na Praça Barão do Rio Branco, oferece uma
infinidade de armações, para diferente gostos e estilos, e possui uma peculiaridade, ela tem um acervo de armações antigas, de 20, 30, 40, 50 anos atrás. São armações originais, em bom estado, de marcas conhecidas e com um preço acessível, elas são limpas e se necessário restauradas. Os preços variam conforme as armações, geralmente as mais detalhadas, feitas de materiais mais delicados, possuem um valor mais alto.
O atendimento é descontraído e não deixa a desejar. As vendedoras são muito atenciosas e sinceras, lembrando que o óculos deve ficar em harmonia com seu rosto.
A procura de um óculos não é tarefa fácil, e exige um pouco de tempo e paciência, até encontrar o óculos que fique bem e seja do seu agrado.

                                                                                                                                  Rafaella Feola

 

Serviço:

A grande Ótica – Praça Barão do Rio Branco, 86 – Centro – Ponta Grossa/PG
(42) 3224 1539

08/03/2013

Silêncio nos palcos de Ponta Grossa

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Carência de produções culturais prejudica entretenimento pontagrossense

No início do ano o cenário cultural de Ponta Grossa sofre com a ausência de peças teatrais e apresentações de dança. A coordenação da Casa da Dança de PG afirma que não há apresentações agendadas até o segundo final de semana de março de 2013. A dúvida é se a falta de espetáculos é uma espécie de ressaca após a realização do Festival Nacional do Teatro (FENATA), que acontece em Novembro de 2012, ou apenas descaso com a cultura local?
No município existem apenas quatro companhias: Grupo Teatral UNIDEV, Grupo Epíteto, Grupo Abuso em Cena e Grupo Asterisco Cênico, que não possuem condições – nem fôlego – de suprir sozinhos toda à esfera teatral pontagrossense. Uma solução é convidar companhias de fora para ajudar a complementar a agenda. Um silêncio altamente constrangedor embala os palcos dos teatros locais. Com essa carência de produções, as opções de entretenimento tornam-se mais escassas para a população.
Além da falta de peças, não há divulgação das apresentações. Percebe-se uma desatualização do calendário cultural organizado pela Prefeitura e disponibilizado para a
comunidade, pois no site ainda constam as peças relativas ao mês de dezembro de 2012.
Esta aparente indiferença com os artistas dificulta o trabalho daqueles que dão vida a personagens e enfeitam a imaginação dos usuários do teatro.
Os pontagrossenses, sem ter opções de teatros e dança, ficam limitados a outras atrações culturais, ou muitas vezes, ficam em casa esperando o espetáculo voltar. A situação é desagradável para uma cidade como Ponta Grossa. O silêncio cultural não pode permanecer por muito tempo.

                                                                                                                                      Hellen Gerhards

 

08/03/2013

Transformando o lado ruim da vida

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História de como a loucura pode ser a chave para uma grande paixão

 Pat Solitano e Tiffany são cidadãos americanos comuns, a não ser pelo fato de terem passado por tratamento devido a problemas psiquiátricos. Ele sofre de surtos psicológicos e de uma situação de tensão que o fizeram perder tudo, ao ponto de ficar internado em um sanatório. Ela é uma mulher problemática que mudará os planos de Pat. Personagens tão complicados que se cruzam para elaborar uma trama consistente, feita para o público torcer para que se simplifiquem no final em Silver Linings Playbook, traduzido em O Lado Bom da Vida.
A comédia dramática é originalmente o livro de estreia do escritor americano Matthew Quick e foi dirigido por David O. Russel, que para os papéis principais do filme convidou atores de produções que fizeram sucesso recentemente, Bradley Cooper (Se Beber Não Case) e Jeniffer Lawrence (Jogos Vorazes), o elenco conta também com Robert De Niro, fazendo o papel do pai de Pat. 
O filme faz jus à indicação que recebeu ao Oscar 2013, sendo que o diretor conseguiu construir de forma as cenas de conflito e também as que precisavam de mais sensibilidade para serem feitas, os cenários utilizados, mesmo os ao ar livre, contribuíram para desenvolver a trama, visto que personagens que aparentemente não tinham vínculo, em determinada parte da história se tornam diretamente ligados. Outro trunfo do enredo bem amarrado é apresentar alguns personagens também passando por dificuldades em torno de Pat e Tiffany, e recebendo auxílio destes que são considerados incapazes de manter a sanidade sem o uso de remédios. 
A indicação é para adolescentes acima de 12 anos e uma duração de 114 minutos. O filme ficou em cartaz até 28/02 nos cinemas da cidade (Cine Araújo – Shopping Palladium e Cinema Lumiére – Shopping Total). Agora resta ao público interessado em assistir ao filme, esperar o lançamento das versões em DVD ou Blue- Ray.

                                                                                                                                 Leandro Oliveira

08/03/2013

Contradição musical

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No Boteco do Cheff, o clima é boêmio e calmo, mas o som é sertanejo… universitário

Após um dia cansativo de aula, trabalho e muitos afazeres, uma boa pedida entre estudantes e contribuintes é o happy hour. Num lugar de preço acessível e prático, em que a turma que precisa se divertir nas horas restantes do dia fique confortável.
No centro da cidade de Ponta Grossa, encontra-se o Boteco do Cheff, localizado na Rua Riachuelo, próximo ao Campus Central da UEPG. O bar é versátil, possui cardápio gastronômico, drinks e também um espaço aconchegante para pequenos shows e festas open bar.
No ambiente exterior, os fumantes têm espaço no setor descoberto do bar junto às mesas de plástico. Na parte interior, há mesas de madeira que nos remetem ao ambiente boêmio de bares pontagrossenses e curitibanos. Porém, o clima boêmio se dispersa ao som das músicas sertanejas e do pagode que marcam presença na playlist do bar. O sistema de som é eficiente e não é incômodo, ao redor de todo o bar pode-se ouvir o show sertanejo universitário exibido na TV no interior do bar, os quais costumam ser os mesmos.
O Boteco do Cheff deixa a desejar no quesito acessibilidade. Logo na porta principal, não há rampa para o acesso de cadeirantes e os banheiros do local não são minimamente adaptados, as portas são estreitas e o biombo que cerca a porta do banheiro também possui essa característica. Por outro lado, o bar está dentro das normas de segurança instituídas pela prefeitura e bombeiros. Os extintores de incêndio estão à fácil alcance, há duas saídas de emergência bem sinalizadas e também luzes necessárias em casos de urgências, que funcionam sem energia elétrica.
Num ambiente calmo e com a iluminação adequada para a proposta do bar, o Boteco do Cheff é o lugar ideal para relaxar e manter a conversa em dia com os amigos.
Mas, isso só é possível, para quem gosta de sertanejo. O samba e os ritmos boêmios foram deixados de lado, o que causa uma contradição em meio à decoração do local.

                                                                                                                                     Marília Maciel

 

Serviço:

Boteco do Cheff – Rua Riachuelo, N° 573, Ponta Grossa
Telefone: (42) 3222-7373

 

08/03/2013

Próxima parada: Terminal Central

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A Rádio VS do Terminal Central diariamente deixa de lado informação para repetir propagandas e músicas

“A Rádio do Terminal tem uma programação dinâmica com jornal local e nacional, curiosidades, utilidade pública, previsão do tempo, hora certa”. São essas características que defende o site da emissora VS. Quem fica no terminal aguardando ônibus escuta, entre as programações, um número considerável de propagandas e músicas. A rádio é voltada a uma homogeneidade de programação, não em entretenimento, mas voltada para autopromoção com um foco distante de algum tipo dedicação e/ou exclusividade de informação á população.

Há 50 anos emitindo sua programação, a Rádio VS do Terminal Central entra “ao ar” diariamente das 7h ás 22h. Na maioria da programação músicas são tocadas, um grande número destas são reproduzidas repetidamente e o restante do tempo é voltado às ofertas e promoções de lojas e empresas locais. E o que as torna menos atrativas são os ‘efeitos sonoros’ que na forma em que se apresentam, parecem ruídos de moto, carros de som, tornando-as praticamente incompreensíveis e de modo algum prendem a atenção do ouvinte.

Por estar localizada em um ambiente de muito barulho, a rádio opta por deixar o som elevado, muitas vezes tornando um incômodo já que compete com o som dos ônibus e pessoas. Apesar de se mostrar ainda um ícone pouco aproveitado pela empresa e, ainda, com necessidades de aprimorar a qualidade técnica e programação do sistema, a ideia de ter uma mídia alternativa ao consumo público, sem concorrência e com cerca de 200 mil ouvintes por dia, de acordo com a emissora, é um bom meio de comunicação que atinge a massa e principalmente as classes C, D e E.

A VS Rádio do Terminal surgiu na década de 1960 e, inicialmente, localizava-se na Praça Barão do Rio Branco, centro de Ponta grossa. A partir de 1984 a empresa VS propaganda administra a rádio no terminal, ficando ausente apenas entre 2006 e 2010.

                                                                                                                                   Mariana Okita

Serviço:

Rádio VS do Terminal Central (Ponta Grossa/PR)
Diariamente, das 7h às 22h

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08/03/2013

De volta para o passado

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Viaje no tempo sem sair de Ponta Grossa com uma combinação de ambiente, música e paladar

Logo na entrada, uma imagem do Elvis Presley. Discos de vinil na parede, piso preto e branco, sofás vermelhos e quadros de bandas de rock. Não é um quarto de adolescente dos anos sessenta, mas quase. A decoração retrô da cafeteria “Makinaria Café” tem a proposta de fazer a pessoa fundir presente e passado, como se realmente estivesse dentro de uma máquina do tempo. Com aproximadamente um mês de inauguração, a cafeteria é localizada na Avenida Bonifácio Vilela, ao lado do posto lavagil, centro de Ponta Grossa.
O ambiente é sutil, apesar de pequeno, e aconchegante para um lanche rápido.

As músicas, assim como a cafeteria, no estilo rockabilly, são uma ótima alternativa para quem é apreciador do rock dos anos 50, 60 que tocam pelo jukebox. Até mesmo as garçonetes combinam com o ambiente, usando saias de bolinhas, maquiagem e penteado vintage.

O cardápio oferece, além de vitaminas, chás, cafés gelados, chocolate quente, cafés especiais. Um dos cafés especiais é o “café moccha” que é um expresso quente servido com chantilly, leite e chocolate em pó, com o custo de R$5,00 variando o preço conforme a opção do café escolhido. O café da Makinaria é diferente por ter um gosto adocicado que não chega a ser enjoativo.

Também para acompanhar os cafés, a Makinaria oferece sugestões como a tortas, cupcakes, muffins, croissant e o waffles, que é uma massa de farinha com ovos prensada em um ferro servida quentinha com chocolate derretido como cobertura. O custo do waffles é de R$5,00 o gosto se aproxima do crepe suíço apesar de a massa ser mais macia. Portanto, se quiser voltar no tempo, relembrar ou for um apreciador de Chuck Berry, Elvis Presley, Johnny Cash, entre outros ícones do rock dos anos 50, 60, acompanhado de um excelente café quente ou gelado, a lanchonete “Makinaria café” é uma boa alternativa.

                                                                                                                                  Mariana Tozetto

Serviço:

Makinaria Café
Av. Bonifácio Vilela, 282 – ao lado do posto lavagil – Ponta Grossa/PR
Café quente especial R$5,00. Waffles R$5,00
Horário de funcionamento: Segunda a sábado das: 11 às 20h
E aos domingos das 15 às 20h. Telefone: (42) 3323-6024

08/03/2013

De Londrina ao estado do Paraná

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Diário do norte paranaense quer chegar a todo o estado. Será que consegue?

Política, geral, esportes, mundo. Um diário, como a Folha de Londrina, procura focar diversas editorias. Com tiragem diária, o jornal tenta alcançar o Paraná inteiro com entrevistas, fotografias e reportagens. Política, cidade e geral tentam segurar a circulação local, abrangendo Londrina e o entorno da cidade. Porém, a agenda chega às outras cidades maiores ou menores, inclusive com espaço para a cultura popular.

Entretanto, a cobertura de cultura popular não vai além da agenda, aparecendo uma matéria ou outra esporadicamente, quando a data é forte como carnaval, semana santa ou folia de reis. Adentrando mais no jornal, toda sexta-feira sai o caderno “Folha de sexta”, com assuntos relacionados a um público teen, atingindo tanto os adolescentes quando seus pais. Outro destaque é a editoria de esportes que durante as últimas olimpíadas fez uma cobertura diária dos jogos e campeonatos.

Assim como a “Folha de sexta”, há na edição de sábado, a “Folha Rural”, com informações voltadas a fazendeiros e pequenos proprietários, e também a agenda de leilões da semana. A “Folha 2” retrata a cultura nacional, como estreia de filmes, documentários, bandas que estão em grandes mídias deixando assim pouco espaço para a produção local seja da cidade de Londrina ou do estado. Com tanta diversidade de cadernos, a Folha de Londrina chega do empresário pai de adolescentes ao pequeno agricultor sem grande dificuldade. Assim, o jornal do Norte PR está há 65 anos no mercado, registrando acontecimentos do Paraná e, algumas vezes, do Brasil.

                                                                                                                      Luana Caroline Nascimento

Serviço:

Jornal: Folha de Londrina – http://www.folhaweb.com.br/
Tiragem: 40 mil exemplares/dia. Preço: R$ 2,50. Contato: caf@folhadelondrina.com.br

08/03/2013

Causos de quem viu de tudo e criou do nada

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Livro reúne histórias de fé, tradição e criação presentes nos municípios paranaenses

Assombrações, mistérios, causos, aparições. São muitos os nomes dados aos elementos que, por um motivo ou outro, passam a fazer parte do imaginário popular. O livro Lendas e Contos Populares do Paraná, organizado pela Secretaria de Estado da Cultura, busca resgatar contos que fazem parte da história do povo paranaense e transformá-los em documentos da tradição oral. Ao todo, são catalogadas mais de 200 lendas e contos em 97 municípios do Paraná.

Entre noivas assombradas, monges maltrapilhos, santos milagreiros, pragas, milagres, heróis e bandidos, é possível perceber o quanto a cultura popular está presente na sociedade. As histórias são criadas e recriadas o tempo todo através dos relatos de quem viu ou ouviu um causo. Na obra, as versões retratadas também apresentam variações, como é o caso do Monge João Maria, que tanto pode desaparecer após a realização de um milagre ou ser encontrado morto numa certa estrada.

Sejam mitos ou não, os contos também revelam um aspecto presente na cultura brasileira: a fé. A religiosidade, associada aos santos e divindades, permite que o livro deixe de ser encarado apenas como algo fantasioso, pois lá também estão presentes histórias de vida de quem representou um papel fundamental na difusão da crença no país. O tropeiro, figura histórica, é descrito no livro como um dos responsáveis pela propagação da religiosidade.

De versões em versões, as lendas e contos vão se definindo e, diferentemente de outras obras, o livro é escrito basicamente por narrativas de moradores e pessoas dispostas a propalar as histórias dos avós, vizinhos, parentes, conhecidos. É essa coletividade que transforma o livro, de um simples relato, para um repertório de criações humanas. A importância da obra reside no fato de resgatar no cotidiano, aonde a vida pulula, um mundo paralelo, cheio de fantasias e imaginações.

                                                                                                                           Keren Bonfim

Serviço:

O Livro “Lendas e Contos Populares do Paraná” encontra-se disponível no link www.cidadao.pr.gov.br/arquivos/File/parana/livro_lendas.pdf

08/03/2013

Variedades ou informe publicitário?

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Programa de Cristina Mota não cumpre o que promete e pouco faz além de propaganda em forma de entrevistas

O programa ‘Variedades’, apresentado por Cristina Mota, promete “atrair o olhar dos telespectadores pela diversidade de informações”. Entretanto, informação é que o há de menos: só se vê publicidade durante quase todo o programa, que existe há oito anos e é exibido na TVM, canal 14 da tv a cabo local. Na quarta-feira, 06/03/13, Cristina entrevistou três convidados. Todos são empresários locais que aproveitaram o espaço para fazer propaganda de seus serviços.

A primeira atração foi a única com o mínimo de relevância: uma “organizadora profissional” dava dicas de como por em ordem armários e gavetas. Dois problemas, entretanto: o quadro dura muito tempo, 15 minutos, o suficiente para cansar qualquer telespectador; e as constantes intervenções da apresentadora com murmúrios de concordância e comentários sobre sua vida particular.

A entrevista é sucedida pela única “reportagem” do programa. Cristina passa 12 minutos – tempo demais, de novo – dentro da loja de um dos anunciantes, comentando as promoções que o estabelecimento oferece. Depois dos comerciais, o programa volta para o estúdio com a segunda convidada, que passa longos minutos falando sobre a promoção que sua boutique organiza anualmente para comemorar o Dia Internacional da Mulher.

O mesmo acontece no bloco seguinte. A terceira entrevistada, ainda que dê dicas interessantes sobre como aumentar a vida útil de remédios, passa tempo demais falando sobre a excelência dos serviços que sua farmácia de manipulação presta. Propaganda disfarçada de entrevista.

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Para cumprir a promessa de cativar pela qualidade do conteúdo, Variedades precisa deixar a propaganda de lado. Caso contrário, vai continuar sendo um programa que não informa e não entretém, e que apenas serve como informe publicitário e catálogo de produtos.

                                                                                                                                  Rodrigo Menegat

Serviço:

TVM – Canal 14 – Exibido nas quartas-feiras às 20h e aos sábados às 19h.
Assista ao vivo em http://www.redetvm.com.br

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08/03/2013

Um protesto dançante

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Banda ‘Dr. Skrotone e a Máfia do Ska’ tem letras com raízes punks, mas objetivo (principal) é dançar

O estilo musical Ska é de origem jamaicana e, para tanto, o nome da banda não deixa a desejar. Com a ‘máfia’ e o ‘one’, a banda faz referência aos filmes que marcaram sucesso na África nos anos 1960, época em que o estilo surgiu. No ritmo máfia italiana, os integrantes da banda capricham ao escolher o figurino para as performances em público, desde ternos pretos, passando pelos suspensórios e também a boina.

Com um repertório que inclui releituras, covers e músicas próprias, a Máfia ainda não fechou nenhum contrato semanal em alguma casa noturna da cidade, por opção dos integrantes, o que dificulta o conhecimento e a divulgação da banda. Por ser a única banda de Ska de Ponta Grossa, a proposta do grupo é levar inspiração ao público com melodias dançantes, apesar do conteúdo protestante das letras, vestígios da origem de alguns integrantes que vieram de bandas punk.

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Com quase cinco anos de estrada, a banda está composta por oito integrantes, sendo apenas uma mulher, que tocam instrumentos tradicionais (guitarra, bateria, baixo e teclado), e aqueles não muito comuns em bandas de garagem, mas que estão presentes na sonoridade do estilo Ska, o saxofone e o trombone, faltando o trompete. Instrumentos que não são usuais para os ouvidos dos pontagrossenses, que acabam por deixar os vocais baixos.

Noite de show de Máfia do Ska é noite onde ninguém fica parado. Com uma ótima base instrumental, a banda coloca todo o público para dançar, por mais ou menos uma hora e meia (90 minutos), inclusive aqueles que desconhecem o estilo e a banda. Quem dança, talvez, não entende que o quê está fazendo é exatamente o objetivo das letras: relaxar depois de 30 dias de estresse e trabalho.

 Isabela Santos Almeida

Serviço:

Próximo show no Festival União Local – Barulho Arte

Dia: 09 de março de 2013. Horário: às 22h. Local: Rancho Dallas. Preço: R$20,00

Facebook: https://www.facebook.com/amafia.ska?fref=ts

Myspace: http://www.myspace.com.br/drskrotoneeamafiadoska